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segunda-feira, 4 de março de 2013

Se Estivesse Vivo, Lincoln Teria Vergonha de ser Americano



   Em Washington, capital dos EUA, há o Monumento à Abraham Lincoln. Justa homenagem a um político de sua estatura moral.


   Mas tudo o que foi feito pelos sucessivos governos americanos, a partir de metade do século XX, foi para desonrar sua memória.




  Com o advento da CIA nos anos 40, o submundo da espionagem estava oficialmente criado e, com ela, as chamadas "Operações Negras".


  Assassinatos, golpes de estado, fraudes eleitorais, propaganda, guerra psicológica, contra-espionagem, a vergonhosa operação "Clip de Papel" (um dos episódios mais sinistros da humanidade, que serviu para trazer secretamente aos EUA membros da inteligência e comunidade científica da Alemanha nazista, antes e durante o Julgamento de Nuremberg)...






  Infiltrando-se em países com autorização ou não do Establishment, os americanos fizeram de tudo para seu ponto de vista (estreito) prevalecer, globalizando o imperialismo.


   Rolou de tudo. Fraude eleitoral na Itália (1948), nas greves na Espanha (49); golpes de estado nas Filipinas, Guatemala, Irã, Vietnã, Indonésia. Na década de 50, o efeito Coréia quase leva o mundo a um novo conflito mundial. O mesmo que quase ocorreu em Cuba, no início dos anos 60. Até um certo presidente aparecer no meio da história, se tornando um empecilho. Mas nada que executá-lo em praça pública não resolvesse. Esse hiato de mais de dois anos  foi compensado, com vigor, por Lyndon Johnson, que deu carta branca para o conflito total no Vietnã, mesmo se mostrando uma guerra perdida, desde o início. 





Mas para a indústria da guerra, o que importa são os lucros. Perdendo ou ganhando, os senhores da guerra sempre vencem. 

  Para um país que mata o próprio presidente, lançar Napalm (conjunto de líquidos inflamáveis à base de gasolina gelificada, utilizados como armamento militar) sobre a população vietnamita e os soldados americanos, é fichinha.







  No meio do caminho, outro Kennedy teria que ser abatido a tiros (só por garantia) para não tentar fazer o que a indústria bélica mais odeia: unir a sociedade, o país e, conseguinte o mundo no conceito da PAZ. 


  A partir daí, os Estados Unidos, que já eram hostis, bélicos e agiam fora da lei, adotaram atitudes que só agravaram o cenário mundial. 


  Ingerência no Irã (sim, provocaram a revolução Islâmica), interferência no Afeganistão contra os soviéticos (sim, Bin Laden era aliado), apoiou incondicionalmente o Iraque no caso contra o Irã (sim, Saddam Hussein era aliado), no escândalo Irã-Contras, facilitando o tráfico de armas para o país islâmico (sim, o Aiatolá era aliado), e outras ações irresponsáveis contra países soberanos (como a Nicarágua) só mostraram ao mundo que um país não aprende com seus velhos erros.






  A América do Norte agia como se alguém lhe tivesse pedido para que ser o 'xerife do mundo'.


  Apesar da perda de seu mais antigo inimigo da Guerra Fria (a extinta União Soviética) ainda havia um sistema para criado e fomentado por conflitos desde a Segunda Guerra e, portanto, precisava ser alimentado de tempos em tempos. Geralmente, o Iraque do ex aliado Saddam era a bola da vez, fosse para desviar a atenção da mídia de algum escândalo interno ( como transar com a estagiária Monica Lewinsky) ou para mostrar que paz não é lucrativa.






  Mas foi George W. Bush que jogou os EUA nas trevas definitivas, com a maior armação da história (o 11 de setembro), culpando a Al-Qaeda, instigando a opinião pública americana contra o Afeganistão possibilitando uma invasão, mas coma pequena escala nos poços de petróleo do Iraque.





  Jorrando sangue no Oriente Médio, também, com os desmandos de Israel, a administração Bush conseguiu seu intento de se apropriar das reservas naturais de uma nação, de maneira oficial e de ampliar sua sede de poder pelo mundo afora, chocando o mundo com seus campos de concentração (em Guantánamo, em Kabul). E seu trabalho foi bem sucedido por Barack Obama, que só tinha verniz de um autêntico democrata, quando, na verdade é apenas uma versão mais articulada  de seu antecessor.


  Pergunto-me, sempre que vejo as artimanhas do governo americano (qualquer que seja o fantoche da vez): aonde eles esperam chegar com tamanhas atrocidades, com ações ilegítimas que lembram e muito, o que os nazistas faziam na Europa nos anos 40?






  Qual é objetivo de, permanentemente criar zonas de atrito, de perverter a verdade em prol de interesses mesquinhos e de financiar a indústria bélica, em detrimento da saúde, educação e geração de empregos?


  Bom, se depender do americano médio, que é exatamente igual ao personagem de TV Homer Simpson (alienado, pouco privilegiado intelectualmente, odeia leitura, é avesso a entender de política e acredita em tudo que aparece nas principais emissoras de televisão), então esse sistema viciado permanecerá por muito tempo. Pra tristeza da humanidade.






Link que mostra mais algumas atrocidades da CIA



Para tudo isso dar certo, a Central de Inteligência é fundamental. Fomentar rivalidades, criar factóides, acirrar animosidades e participar de conspirações. Colocar um planeta em polvorosa para fazer valer sua presença territorial. Tudo a custo de uma infinidade de vidas humanas.





  Como disse o jornalista Michael Moore, uma vez, 'comportamento imoral gera comportamento imoral', e os EUA tem se notabilizado por atitudes dignas dos nazistas, tudo com um verniz de democracia, ou pela segurança nacional, ou ainda para promover a paz.







  A bem da verdade, o governo americano não luta pela manutenção da paz; age sorrateiramente, pela possibilidade permanente da guerra, pois isso dá lucro e mantém os magnatas do setor (principais financiadores de campanhas políticas) felizes. Tudo isso com o aval da mídia americana, talvez a mais corrompida do mundo.



  

Ao analisar um conflito, ou a possibilidade de um, os Estados Unidos olham o que poderiam lucrar com a eventual imbróglio. Se invadem o Kwait (há petróleo, portanto é lucrativo) partem para sua defesa; se partem pra cima da Palestina, levando um povo, gradativamente à extinção, olham para o outro lado.

  Jogos de bastidores, pressão, coação, manipulação, posar de vítima...O status quo americano usa de todo e qualquer subterfúgio para fazer valer sua posição.

  A pergunta cabal para que todos possam refletir sobre o assunto é: como um país consegue sobreviver agindo como um verdadeiro chacal, um parasita que vive de explorar e subjulgar suas vítimas? Difícil crer que uma sociedade inteira consiga se alimentar de conflitos e contendas. Permanentemente avessos a qualquer sinal de paz. 




  Abraham teria uma vergonha imensa de ver a nação que ele ajudou a salvar das trevas  --que se dividia em uma luta fratricida, numa briga entre os que queriam continuar a explorar os escravos,e os que queriam dar-lhes liberdade.
  Pelo visto, ele teria sérios problemas em se fazer ouvir ou ter um espaço digno na mídia, principalmente se a FOX NEWS ou a CNN fossem cobrir seus discursos.




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