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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Senado deve aprovar Lei Geral das Religiões em maio






Após quase quatro anos tramitando, o projeto de Lei Geral das religiões pode finalmente ter um desfecho no Senado. Líderes partidários acordaram um prazo de trinta dias para que três comissões analisem o texto e o enviem ao plenário. Atualmente, ele está parado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa.
O projeto quer garantir a isonomia de direitos a todas as religiões do Brasil. A proposta surgiu depois que o governo brasileiro assinou um acordo com o Vaticano, em 2008, para criar o Estatuto Jurídico da Igreja Católica no país.






Preocupados com a diferenciação que o Estado estava tentando promover, parlamentares da bancada evangélica fizeram um acordo com o governo para apoiar o projeto na votação feita na Câmara dos Deputados em 2008. O deputado George Hilton (PRB-MG), pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, apresentou então, um projeto de lei garantindo os mesmos direitos previstos no estatuto para todas as outras religiões.
O Estatuto da Igreja Católica estabelece normas sobre ensino religioso em escolas públicas, casamento, imunidade tributária para entidades ligadas às religiões, prestação de assistência espiritual em presídios e hospitais, garantia do sigilo de ofício dos sacerdotes. O projeto também reforça o vínculo não-empregatício entre religiosos e instituições ligadas às igrejas e templos, o que impede um padre de exigir todos os direitos trabalhistas. Agora, os evangélicos querem os mesmos benefícios para todas as religiões.
“Começamos a articular com o governo porque teria que estender para todas as religiões porque o estado é laico”, disse Hilton. O senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) disse que o projeto é fruto de um acordo com a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e com o governo. “À época, foi apresentado como tratado Brasil-Vaticano, mas, quando fomos ver, era para reconhecer o Estatuto Jurídico da Igreja Católica. Então, não é uma questão de Estado. É uma questão de Igreja. Por isso, não era questão de mérito, ainda que tivéssemos algumas divergências. Mas as religiões não podem ser tratadas via tratado”, reclamou Lopes, também pastor da Igreja Universal do Reino de Deus. Segundo ele, que é co-autor do projeto, o acordo era de votar as duas propostas ao mesmo tempo na Câmara e depois no Senado.
No entanto, Lopes reclama que o acordo não foi cumprido quando a proposta chegou ao Senado. “O texto do Estatuto tramitou em pouco mais de 30 dias e foi aprovado. Já o outro projeto está parado nas comissões desde então”, disse em entrevista ao Congresso em Foco.
Para forçar a conclusão do trâmite da proposta, o senador apresentou um requerimento pedindo urgência. Dessa forma, o projeto pularia as etapas das comissões e seria analisada diretamente em Plenário. No entanto, os senadores que estavam presentes resolveram dar mais um mês para a análise da matéria. “Vamos aprovar isso, por uma questão de isonomia. Não é divisão, não é discussão religiosa, apenas queremos igualdade entre todas as crenças. O mesmo que está no tratado Brasil-Igreja Católica, é o mesmo que está na Lei Geral das Religiões”, afirmou.



O texto já foi aprovado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte e está agora na Comissão de Assuntos Sociais, onde é relatado pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP). Depois, ele ainda terá que ser analisado pelas Comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Constituição e Justiça (CCJ).
Várias religiões
Segundo Suplicy, uma audiência pública será realizada no dia 23 de maio e logo em seguida ele entregará o seu parecer sobre o projeto. “Eu preciso ouvir ainda as diversas representações religiosas do país para poder apresentar meu relatório. Mas farei isso cumprindo o acordo que foi feito”, disse ele.
Eduardo Lopes, no entanto, reclama que o colega está tentando evitar a análise da matéria. “O projeto está há um ano e meio parado nas mãos dele [Suplicy] e até agora ele não se mexeu. Não há nada de polêmico no texto. Só queremos dar prosseguimento à matéria”, disse. Caso o prazo não seja respeitado, Eduardo Lopes promete que entrará com novo pedido de urgência.
Apesar da discussão, Eduardo Lopes acredita que o problema da questão está em sua origem. “Já começou errado desde o início. Discutimos muito isso com vários segmentos da sociedade. Se o tratado fosse sobre temas relativos ao Vaticano, aí seria uma questão de Estado. Mas o Estatuto tratava de uma religião. Se o Estado brasileiro é laico, criou-se uma diferenciação que não poderia existir”, argumentou o senador.


Link original AQUI.

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domingo, 28 de abril de 2013

A Copa do Mundo é Deles; a Conta é Nossa





Em mais um rompante de porta voz do sistema, a Rede Globo de televisão realizou recentemente uma “matéria especial” sobre o andamento das obras dos estádios que irão sediar tanto a Copa das confederações, quanto a Copa do Mundo de 2014 de propriedade da Fifa.




O resultado, como era de se esperar, foi extremamente favorável à Fifa e ao evento.
Sem mostrar as discrepâncias nas obras, nem citar os relatórios do Tribunal de Contas da União que apontam superfaturamento em, praticamente, todas as construções. O resultado, como era de se esperar, foi extremamente favorável ao evento e é claro, à Fifa.

Acompanhe a comédia de erros que foi a reabertura do estádio Mario Filho:





Como lhe agrada a ideia de ignorar a verdade e divulgar a mentira reconfortante, a Globo prestou um desserviço à nação. Preferiu se ativer a assuntos frívolos, como a dos funcionários que poderão assistir ao jogo inaugural, de graça; achou mais cômodo falar da história do Maracanã, outrora maior estádio do mundo; citou, efusivamente, o jogo dos amigos do Ronaldo versus os amigos do Bebeto, dois ex-jogadores a serviço da mamãe Fifa.




A emissora carioca se esquiva (isso é de praxe) de temas espinhosos, como as desapropriações arbitrárias no entorno das obras, o desvio de recursos públicos, direta ou indiretamente, para construir ou reformar as sedes da Copa, as absurdas proibições como não poder comercializar acarajé, na Bahia (concorrência com o McDonald’s, patrocinador oficial?) durante o evento e a suspensão da festa junina tradicional em Salvador. Pelo visto, quadrilha, só na Fifa.

Ninguém viu veiculado no Jornal Nacional, vulgo a Voz do Brasil, o vídeo abaixo, onde a PM age como Gestapo, fazendo de tudo para que manifestantes não estraguem a reinauguração do Maracanã:






Com o conveniente apoio da mídia vendida ao sistema fica fácil para o governo federal bradar aos quatro cantos que tudo caminha com perfeição. Isso em um país que prima pela miséria, pela desigualdade social alarmante e que tem um sistema educacional ridículo.

Com uma ajuda tão providencial como a da emissora oficial do regime militar, a tarefa de desprezar a seca no Nordeste e seus efeitos assustadores, em prol de algo tão supérfluo, feito para poucos lucrarem, se torna menos complicada.




E a verdade? Ora, a verdade... Nada como uma boa cota de publicidade do governo federal para fazer da 'verdade' algo mais “agradável”.



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sábado, 27 de abril de 2013

Torcer e se Alienar






  Torcer por uma agremiação já não tem muita lógica. Como hobby, vá lá. Mas para muitos brasileiros torcer é uma religião. E tal qual um fanático religioso que se acha seguidor da única crença que leva a salvação absoluta, para torcedor compulsivo se arvora no direito de, presunçosamente, dizer “meu time é o melhor”.

  Isso se reflete no modo como muitos ingênuos se comportam com relação à seleção brasileira.

  Durante o regime militar, a “canarinho” era usada como isca para distrair a opinião pública, enquanto as atrocidades corriam soltas nos sombrios porões dos quartéis. Um bom exemplo é assistir ao filme “Pra Frente Brasil”, que fala a respeito. Primoroso.

  E ainda assim, até hoje, jogos (oficiais ou não) são usados para confundir os incautos. Enquanto houver partidas de futebol, o cérebro não foca em assuntos sérios.
 




COPA E ELEIÇÃO

  Ano de Copa do Mundo, no mesmo ano de eleições majoritárias. Coincidência? Sem chance.

  O pleito de 1989 já estava marcado, como a primeira eleição presidencial livre para presidente, após duas décadas. José Sarney, o senhor absoluto do Maranhão, fazia jogo duro sobre a duração de seu mandato como presidente “tampão”.

  Amparado na popularidade efêmera conquistada com o famigerado “Plano Cruzado”, Sarney se considerava ungido dos céus para dar sequência a pseudoestabilidade econômica.

  Após eleger quase todos os governadores possíveis Brasil afora, graças ao Cruzado, o político maranhense viu que era hora de dar o bote. Disse que era necessário que seu mandato durasse seis anos. Ele sabia que não seria aceito por seus opositores, que tentaram barganhar e ofereceram cinco. Sarney aceitou, desde que seu sucessor só tivesse apenas quatro anos.

  Tudo certo, matemática feita e ele sairia em 1989 e as próximas eleições seriam em 1994,98, 2002...Sempre em ano de Copa do Mundo. Numa feliz coincidência,para os alienados de plantão, é claro.

  Para os que entendem os meandros do Establishment, o ardil era óbvio, mas perspicaz.




  Não se trata de desconstruir imagem da seleção brasileira. Sei que muitos a defendem com unhas e dentes. Há os que sequer admitem críticas à única (e pálida) esperança tupiniquim: Neymar. São pessoas que entraram no jogo do ‘sistema’, foram absorvidas pelo Status Quo e nem perceberam. Sei disso, porque já fui excluído da página de algumas pessoas nas redes sociais, por criticar a “joia” santista. Um claro exemplo de quem optou, claramente, pelo NÃO PENSAR.

  De novo: torcer, como um mero passatempo, sem problemas. Ser contagiado por ufanismo barato é atraso de visa e, conseguinte, da sociedade.

Os políticos agradecem cada vez que os trouxas gritam gol...



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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Pra Que Diabos Serve um Jornalista?






No recente atentado em Boston, a imprensa americana (como sempre) cometeu seus equívocos (alguns propositais) para confundir o telespectador. Até aí, sem novidades.
O que intriga é a enorme “câmara de eco” em que se transformou a mídia brasileira, se limitando a repetir, palavra por palavra as “notícias” veiculadas nas emissoras dos EUA.




Sem contestações, sem informações novas. A expressão mais ouvida nos telejornais tupiniquins foi: “de acordo com a imprensa americana...”.

Difícil levar a sério uma emissora de TV, ou jornal ou até uma revista semanal, que se propõe apenas a servir de ‘papagaio de pirata’ para fatos dúbios que parecem seguir os mesmos erros ocorridos no pós 11 de setembro.

Boa parte dos veículos de imprensa brasileiros tem seus correspondentes internacionais, há alguns anos. Pergunto: o que faz um profissional importante como esse, que se limita apenas a repercutir a CNN, Fox News ou a CBS? É alguém que custa caro à empresa jornalística, cuja função é de atualizar os fatos e não aceitá-los sem maiores contestações.

Um profissional que prima pela excelência teria visto os furos na investigação do FBI, as manobras da mídia para legitimar as ações destrambelhadas e truculentas, ludibriando o americano médio (bom, isso não é tão complicado assim...) o convencendo de que tudo que o governo faz é sempre correto.  E a partir dessa constatação, faria uma reportagem corajosa e independente para trazer luz aos fatos.
Mas exigir que além de contestar a mídia estadunidense, seja independente, imparcial e crítico seria abusar da sorte.


                (imagens que mostram claramente uma interpretação, e não pessoas que                 foram atingidas por uma enorme explosão


Portanto, resta sempre a imprensa “outsider”, a blogosfera e aos sites de jornalismo que não pertençam ao sistema fazerem a reflexão correta sobre a tragédia em Boston que, pra variar um pouco, tem o dedo do governo americano no ato terrorista.

Graças a Odin, que temos uma internet que serve para combater o establishment.  Do contrário ainda dependeríamos única e exclusivamente das Globos da vida para sabermos das notícias. Ou para massificarem a nação. Às vezes, dá no mesmo.



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quarta-feira, 24 de abril de 2013

O Último Grande Filme Brasileiro






  Nos últimos anos, a evolução técnica do cinema brasileiro foi impressionante.

  Houve uma época em que o artista tinha que gravar sua participação no filme e depois, em estúdio, redublar suas falas. Uma vergonha. E isso perdurou até os anos 80.
  Um longo caminho até a chamada “retomada”.

  O ano era 1994, e o cinema, assim como a economia dava sinais de franca recuperação. Terra Estrangeira talvez tenha sido a “pedra fundamental” nesse processo. O bom filme com Fernanda Torres mostrava as agruras de brasileiros que tentavam a sorte em Portugal.

  A partir daí o som e a imagem (hoje em HD) e até as salas de projeção se tornaram compatíveis.

  Tudo, menos os roteiros. Mesmo com alguns filmes sendo indicados ao Oscar de Filme Estrangeiro (O QUATRILHO/ O QUE É ISSO, COMPANHEIRO/CENTRAL DO BRASIL/CIDADE DE DEUS), nenhum deles se comparava a “O Pagador de Promessas”.




  Clássico absoluto da história do nosso cinema (ao lado de VIDAS SECAS e LIMITE) é uma adaptação da peça magistral de Dias Gomes.

  Gomes criticava duramente a igreja, a imprensa, a polícia, a ausência de uma reforma agrária no país e o falso moralismo vigente à época.

  Ganhador da Palma de Ouro em Cannes em 1962 (desbancando gênios como Buñuel, Antonioni, Fellini, Visconti e Lumet) e indicado ao Oscar de produção estrangeira, perdendo de maneira injusta.

  O resultado da obra de Anselmo Duarte é impressionante e inigualável até os dias de hoje.

  Até o elenco suplanta boa parte das produções atuais, apinhadas de rostos bonitinhos das novelas globais, mas que são incapazes de repetir duas frases sem tropeçar as vogais.

  O cinema nacional já viveu dias de glória e quem o comanda agora deveria se preocupar mais com a sétima arte em si, do que tentar ganhar, desesperadamente, um Oscar; uma obsessão que custará caro ao país.


terça-feira, 23 de abril de 2013

O Preconceito Continua a Fazer Vítimas







Saulo Assis de Lima / 23 ANOS –  

Jovem de 23 anos, gay, se suicida por ser abandonado pela família evangélica


Porto Velho, Rondônia – Os bombeiros tiveram um dia tenso em Porto Velho nesta sexta-feira por conta da ameaça de suicídio, que acabou concretizada à tarde, de Saulo de Assis Lima, 23 anos, morador do bairro Nacional, na capital, que , pela manhã, subiu numa torre de telefonia e internet no bairro Liberdade e passou parte do dia ameaçando se matar. Ele cumpriu a ameaça à tarde, quando pulou para a morte após se desvencilhar de um dos bombeiros que tentava salvá-lo. O suicida passou pelo menos nove horas na torre. Por volta das 16 horas, se jogou de uma altura de cerca de 70 metros e morreu na hora.


O rapaz era homossexual e soropositivo. A família dele é evangélica e o rejeitava por conta de sua orientação sexual. Provavelmente, o desamparo levou-o a cometer o suicídio.








Segue link da reportagem de jornal de Porto Velho, Rondônia AQUI.


Se isso for o melhor que as famílias, ditas, religiosas podem fazer por seus filhos que não se encaixam no perfil bíblico, então falhamos como sociedade.


"Amai ao próximo, como eu vos amei". Essa parece a frase de alguém que discriminava seu próximo? Se as pessoas insistem em segui-lo e dizer publicamente que "ele morreu para nos livrar de nossos pecados", deveriam lembrar que essa era a mesma pessoa que andava no meio de bandidos, prostitutas e leprosos. "Não vim curar os sãos", dizia ele. Alguém prestou atenção nisso, ou apenas ouvem o que lhes convém?


  Ou as pessoas religiosas entendem e respeitam as diferenças, ou caminharemos para uma nova Idade Média, uma nova era das trevas, onde seres humanos valiam menos do que dogmas de igrejas. 


  A hipocrisia dos tais livros sagrados, interpretadas a bel prazer por prosélitos alienados e de mente tacanha, tem trazido mais malefícios do que benefícios. Distorcendo ensinamentos, deturpando passagens "sagradas", os homens de deus tem feito da vida de muitos um inferno, apenas para poder dizer que estão lutando pelos valores da família. O curioso é que eles nunca lutam por suas próprias famílias. Quando estas se mostram disfuncionais, o primeiro passo é cortar contato, banindo para um limbo pessoas com laços consanguíneos, apenas para não parecer errado perante coleguinhas de igreja. Isso não é lutar pela família; é  discriminá-la e rifá-la de maneira rasteira.


"Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados". Bom talvez esse rapaz não tenha tido direito a essa consolação que, a propósito, foi tirada de um  trecho do sermão da montanha...



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APENAS FILOSOFANDO...






Abaixo segue trecho de uma professora que postou em sua própria página do Facebook, um desabafo emocionado. A propósito, a página do rapaz foi tirada do ar.



Victoria Angelo Bacon · 29 seguidores
19 de abril às 19:33 próximo a Porto Velho · 
  • ESSE RAPAZ QUE SE MATOU, SAULO, FOI MEU ALUNO AOS 15 ANOS EM 2005, QUE SAUDADES ALUNO SIMPLES, QUIETO PORÉM SEMPRE PERGUNTAVA A MIM POR QUE EU ERA TÃO GRANDONA? A FAMÍLIA DELE O EXPULSOU DE CASA POR SER AIDÉTICO E POR TER SIDO HOMOSSEXUAL... CERTA VEZ NA ESTRADA DE FERRO MADEIRA MAMORÉ ELE ME DISSE (2012) QUE ESTAVA CANSADO DE VIVER E QUE PEDIA TODOS OS DIAS PARA QUE DEUS O LEVASSE... A FAMÍLIA DELE EVANGÉLICA NÃO ACEITOU SUA VIDA DIGO ROTINA E VIROU AS COSTAS PARA ELE... QUEM O AJUDAVA ERA UMA AMIGA QUE DEPOIS FOI EMBORA PARA CALAMA ALGO ASSIM QUE CONSEGUI COLETAR... DESCANSE EM PAZ. SAULO...

domingo, 21 de abril de 2013

Blogs, Blogueiros e Blogosfera




  Trocar informações, ter acesso a conteúdo que está fora da grande mídia, divulgar suas ideias...não importa qual destas razões: isso é ser um blogueiro.

  Blogueiro é uma questão de SER  e não de ESTAR.

  Nada dignifica mais um blogueiro do que ver que as pessoas assimilaram o assunto. Que compreenderam sua visão de mundo (ainda que não concordem) e que se ponham a debater tal assunto, com lógica.




  Muitos começam na blogosfera inspirados em outros blogueiros que já estão em atividade já há algum tempo e que serviram de modelo para os que estão chegando agora.

  Há espaço para todo mundo e os mais variados temas. Desde que feito de maneira digna e honesta.

  Claro que é legítimo viver disso. O que denigre é a forma escolhida para tal intento. Conheço blogs excelentes, com conteúdo, com centenas ou até milhares de visualizações ou acessos/dia, cujo espaço foi conquistado com trabalho duro, dedicação, e artigos e matérias interessantes.




  Divulgar é a chave do "negócio". E é aí que se começa a desfigurar a essência de um blog (e, conseguinte, do blogueiro). Quem pensa e trata dessa forma, o "balcão" tende a desvalorizar.

  Há blogueiros que se tornam reféns dessas armadilhas. A partir desse momento, quando se troca a chance de ter um espaço para divulgar suas ideias pelo mercadão da barganha (me siga que eu te sigo), o "ser blogueiro" estará seriamente comprometido.




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O Efeito diHITT e a Fábrica de Blogueiros Idiotas




quinta-feira, 18 de abril de 2013

O Atentado em Boston, Mais um Trabalho Interno?







Os Estados Unidos atraem atentados e terroristas como ninguém. Parece haver um imã para lunáticos. Mas será que estes aloprados são apenas e tão somente estrangeiros, islâmicos com profundo ódio e inveja dos EUA?


                                                               (Timothy McVeigh)


Desde o atentado a Oklahoma por Timothy McVeigh, em 19 de abril de 1995, que as coisas não são apenas preto e branco como os americanos pensavam.  McVeigh, era o legítimo wasp, abreviação em inglês para branco, anglo-saxão e protestante. O resultado foi de 168 mortos e mais de 500 feridos.  O que motivou o jovem foi retaliação pelo chamado  “Cerco de Waco”, que foi um cerco realizado pelo governo dos Estados Unidos em fevereiro de 1993, quando o Bureau of Alcohol, Tobacco, and Firearms tentou cumprir um mandado de busca na sede do Ramo Davidiano, uma propriedade a 14 km de Waco, Texas. Um tiroteio resultou nas mortes de quatro agentes e seis seguidores de David Koresh.

Em 11 de setembro as coisas ficaram gravíssimas, principalmente quando provas e mais provas mostravam que os terroristas poderiam não ser estrangeiros.

E as suspeitas recaem sobre o ocorrido em Boston. O vídeo, em câmera lenta, AQUI.





O jornal Boston Globe postou no twitter,horas antes que aconteceria uma explosão naquela imediação. Veja o twitter original AQUI.

A primeira informação era de um suspeito negro ( o velho racismo, como sempre); depois apareceu uma contra-informação, que o terrorista era muçulmano. 



Foi interrogado pelo FBI, que afirmou, ainda,  haver um vídeo sobre a tragédia.

Estranhamente, o suspeito foi deportado para a Arábia Saudita. O link original do jornal que divulgou AQUI.

Parece se repetir o "World Trade Center". Com informações precipitadas, rapidamente corrigidas, notícias desencontradas, falsos vídeos e fotos que causam mais confusão do que esclarecimento. E a pressa em se encontrar um suspeito, apenas para que a população se sinta "segura" mais uma vez...




Testemunhas disseram ter visto homens do exército pelos telhados próximo ao local da corrida, o que não é normal em um evento sem tanta importância.

 Alguns competidores também acharam estranho que na linha de chegada houvesse cães farejadores de bomba. Tudo isso em uma maratona despretensiosa? Link AQUI e AQUI.

Além da foto onde um homem parece carregar um detonador.


Link original AQUI.


Pra deixar as coisas ainda mais enigmáticas, houve um "apagão" geral na telefonia móvel. Nenhum celular conseguia completar uma única ligação ou acessar páginas sociais por longos minutos. Para aqueles que dizem ser impossível ou impraticável, em 1963 após John Kennedy ser brutalmente assassinado, todas as linhas telefônicas em Washington foram derrubadas e o sistema só voltou a funcionar meia hora depois, curiosamente quando foi anunciada oficialmente a morte do presidente americano. É possível checar AQUI.



O cineasta Michael Moore postou indiretas em seu Twitter sobre o que achava ser um conspiração interna. Confira AQUI.

Agora, em se confirmando essa teoria de conspiração, o que planejaria o governo Obama e sua corja de assassinos com tamanho acinte? 




Muitas coisas. Mas é certo que é muito mais fácil controlar uma sociedade com o medo, facilmente manipulada e predisposta a acreditar que o inimigo SEMPRE  é o estrangeiro.


OS SUSPEITOS - Segundo site Secretsofthefed.com, a polícia de Boston revelou, finalmente, as fotos dos suspeitos. Eis as imagens:























  As atitudes e posicionamento remetem a pessoas com certo treinamento e disciplina. Podem também ser os velhos "bodes-expiatórios" de sempre, muito comum, desde que jogaram Lee Harvey Oswald aos leões, o acusando de ser o ÚNICO atirador de JFK. 

 Seja como for, qualquer que seja a versão, o povo americano acreditará piamente, já que é desprovido de senso crítico. Um povo que pode ser melhor definido como um amontoado de "Homer Simpson". 

Pessoas assim geralmente ignoram que o perigo pode residir em seu próprio "quintal"; acha que o governo americano NUNCA faria algo para prejudicar seus concidadãos. 

Bom, também são pessoas assim que acreditam ser o centro do universo...







P.S. - Apenas a título de curiosidade. A tragédia que vitimou três pessoas e feriu mais de 140 chocou o mundo e o presidente Barack Obama prometeu que o autor sentirá o peso da justiça. Segue abaixo a lista de dezenas e dezenas de crianças assassinadas pelo governo americano, através de seus aviões não tripulados (drones). E esta barbárie, quem fará os EUA pagarem, sentindo todo o peso da justiça?

 CRIANÇAS E JOVENS DO PAQUISTÃO E IÊMEN MORTAS PELOS ESTADOS UNIDOS





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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Ulysses Guimarães Valia Mais que Lula e FHC Juntos.







 Foi um dos importantes heróis na redemocratização do Brasil e combate a Ditadura Militar. Era advogado e político, já foi deputado federal, ministro. Afiliou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro juntamente com Orestes Quércia e Tancredo Neves, lançando o slogan “Diretas Já!”. 






  Foi candidato à presidência da república como forma de se contrapor ao Regime Militar, tendo como vice o jornalista e ex-governador de Pernambuco, Barbosa Lima Sobrinho, que viria mais tarde se tornar presidente da Associação Brasileira de Imprensa.

Em 1º de Fevereiro de 1987, tomou posse como presidente da Assembleia Nacional Constituinte, responsável por estabelecer nova Constituição democrática para o Brasil após 21 anos sob o regime militar.




 Os acervos do Conselho Nacional de Segurança, da Comissão Geral de Investigações (CGI) e do próprio Serviço Nacional de Informações (SNI), revelam que o então deputado Ulysses Guimarães foi alvo de investigação, mesmo no período de redemocratização do país, enquanto dirigia a Câmara e a Assembleia Constituinte e o PMDB. A avaliação registrada em 1987, afirmava que Ulysses poderia causar crise partidária entre os aliados.

Abandonado a própria sorte pelo PMDB, durante a campanha à presidente de 1989, Ulisses teve um desempenho fraco para alguém com seu estofo político. Mas o seu partido já não era mais o mesmo de quando foi fundado. Já estava se transformando no balaio de gatos que é hoje; um amontoado de vereadores, prefeitos, deputados, governadores e senadores casuístas que usam o passado da legenda para cacifar eleitoralmente.




Ulisses teria vergonha do balcão de negócios em que se transformou o partido que ajudou a fundar.

Apesar da vergonha nacional em ter José Sarney como presidente da República, o consolo era saber que Ulisses tinha mais poder, mais influência e respeito do que o vice de Tancredo.

Morreu em suspeito acidente aéreo de helicóptero, ao largo de Angra dos Reis em 12/10/1992. Sempre foi um inconformista e um líder nato. Lutou sempre por democracia e direitos civis. Foi o símbolo da luta contra os militares, em uma corajosa e perigosa façanha que poderia ter-lhe custado à vida. 




Ele, mais do que ninguém, merecia chegar ao cargo máximo do país. Em épocas de Collor, FHC, Lula e Dilma, Ulisses era uma joia rara. Depois dele, a política brasileira se apequenou.




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terça-feira, 16 de abril de 2013

A Época de Ouro do Rock Nacional




  Ao acompanhar uma entrevista, em tom de desabafo, de Dado Villa-Lobos, ex guitarrista da Legião Urbana (confira AQUI ), constatei que a era de ouro do nosso rock passou; e não há sinais de que isso mudará em curto ou médio prazo.




  Oriundo de uma época fantástica do rock brazuca, ele tem sabedoria e bagagem de sobra pra criticar o sistema.

  Mas após sua entrevista, me bateu um saudosismo...E não é pra menos.

                             (a banda que praticamente iniciou o movimento do rock dos anos 80)


  ANOS 80 -

  O movimento começou no Circo Voador no Rio e se espalhou. Acabou se alastrando pelo país inteiro e nos brindou com bandas fantásticas e composições que marcaram o cenário musical.




  Com a irreverência da Blitz pode-se dizer que esse ciclo foi, oficialmente, iniciado. Era o momento certo com as condições apropriadas. E não há hora melhor quando um roqueiro está determinado e "com fome", ou seja com gana e vontade de mostrar seu trabalho.





  Evandro Mesquita, Fernanda Abreu e cia. não despontaram sozinhos. Capitaneados por Cazuza, o Barão Vermelho tinha um estilo único e a voz inconfundível de um cantor fadado a se tornar maior que a própria banda. A irreverência da Blitz tinha companhia, porém mais apimentada.




  A tríade que começou no Circo tinha ainda o grupo Kid Abelha e os Abóboras Selvagens, cujo o casal Paula Toller e Leoni eram os principais compositores. Dividiram os vocais muitas vezes e a mesma casa. Mas tudo foi por água abaixo, quando não conseguiram mais separar a vida profissional da sentimental. Leoni foi convidado a se retirar, Paula tocou a vida, então de namorado novo (Herbert Vianna) e a banda passou a se chamar apenas Kid Abelha. Continuaram a colecionar hits nas paradas de sucesso, mas suas composições já não eram as mesmas sem o antigo baixista. Ainda assim, a banda marcou seu nome no movimento.






  Antes de ser baterista da Blitz e de ter sua banda própria, Lobão teve, com Ritchie e Lulu Santos, além do ex tecladista do Yes, Patrick Moraz, a banda Vimana, que teve dois discos apenas. Após a tumultuada separação os três saíram em carreira solo.

 Com os Ronaldos, João Luis (o Lobão) conseguiu se firmar como um compositor tremendamente politizado e crítico. Arranjou desafetos, principalmente entre políticos (a música "O Eleito", feita para Sarney e "Presidente Mauricinho" para Collor, dão uma noção do tamanho de sua indignação). Brigou muito com a indústria fonográfica, mostrando que era irascível até na hora de lutar pelo direito de compor e divulgar, sem as amarras do jabá. Mas só não o chame de roqueiro hoje em dia. Ele recusa o rótulo e o passado musical.




  Com uma parceria de sucesso com Nelson Motta, Lulu Santos conseguiu conquistar o público. Mas com "Tempos Modernos" e "Como uma Onda", seu nome ficou marcado definitivamente na história do pop/rock dos anos 80. Seu estilo era diferenciado e sabia escolher músicos e arranjos que caíam no gosto do público. Sucesso após sucesso, Lulu ganhava uma legião de fãs e suas composições ganhavam as paradas musicais.






  Os integrantes dos Paralamas do Sucesso, apesar de crescerem no Rio de Janeiro fizeram carreira em Brasília, onde conheceram Legião e Plebe Rude, bandas politizadas e que ajudaram a fomentar o rock brazuca.

  Primeira banda a mesclar rock com Ska jamaicano,  o grupo capitaneado por Herbert Vianna conseguiu ser sucesso de público e crítica, com composições que iam de crítica social a sons que bebiam na fonte da MPB. Assim como Barão e Blitz, o trio foi um sucesso na 1ª edição do Rock in Rio, em 1985.





  Léo Jaime iniciou a carreira no grupo de rockabilly João Penca e seus Miquinhos Amestrados e em seu primeiro disco solo (Phodas 'C') de 1983 mostrava logo de cara músicas com letras sacanas (Sônia) e com  inspirações na Jovem Guarda.

  Seu segundo disco (Sessão da Tarde) teve uma dedicatória dele para seu ídolo Erasmo Carlos, o Tremendão.

  Refém de seus próprios sucessos da década (e não foram poucos), Léo teve dificuldade em permanecer na mídia e, conseguinte nas rádios. Tal qual Lobão, os maganos da gravadoras só queriam lançar coletâneas dos sucessos passados, limitando a criatividade do cantor.

  Além de compor trilhas sonoras para o cinema tupiniquim, como Rock Estrela e As 7 Vampiras, se aventurou pela crônica esportiva e pelas novelas.







  Para comprovar que o rock não tinha limites territoriais (indo além de Brasília, Rio e São Paulo), a banda baiana do Camisa de Vênus era a essência do puro rock. Sem muitos acordes diferentes, com um teor corrosivo em suas composições um e um sucesso abre-alas como "Bete Morreu" tínhamos uma prova de que o grupo tinha vindo pra ficar --além do nome da banda, incomum e proibido para a época, que recebeu censura interna da Som Livre que lhes ofereceu um contrato, desde que mudassem o nome e incluíssem mais 'MPB' nas composições. Como bom roqueiro, Marcelo Nova, vocalista, mandou os caras às favas, conseguindo manter a independência e seguir em frente com a carreira, sem ter que abdicar de seus princípios.

  Ainda nos anos 80, depois da dissolução da banda, após gravar o disco que seria o mais censurado da história ("Viva", inteiramente gravado no Caiçara Hall, em Santos e o derradeiro "Duplo Sentido"), Nova se uniu ao seu ídolo de adolescência Raul Seixas, e fizeram "A Panela do Diabo", ótimo disco, que acabou sendo a despedida de Seixas, que viria a falecer em agosto de 1989.





  Conhecidos no início de carreira como "Titãs do Iê-Iê-Iê", a banda passou a chamar apenas Titãs e deu uma guinada para o punk, após seu primeiro disco homônimo.

  Mas foi com seu 3º disco "Cabeça Dinossauro" que o grupo ascendeu ao panteão das bandas clássicas brasileiras. Emplacando sucesso após sucesso, serviu também para mostrar ao mundo quem eram os integrantes. Críticas pesadas contra a violência ""Polícia" e "Estado Violência"), a música libertadora de Arnaldo Antunes e Nando Reis, "Igreja", onde eles se reservavam no direito de expressar religião alguma, até as críticas policiais como "Homem primata" e Família".

  Na sequência emplacaram mais dois discos antológicos (além de um ao vivo, gravado no Festival de Montreaux), "Jesus não tem Dentes no País dos Banguelas" e "Oblésq Blom". Era a consolidação de uma banda tão questionada no começo de carreira.

  Com a saída de Arnaldo Antunes, a morte de Marcelo Fromer e a  'expulsão de Nando Reis, os Titãs pareciam uma outra banda e perderam a identidade, mas seus primeiros discos ainda são preciosidades na história do rock tupiniquim.




  O Ultraje a Rigor conseguiu uma façanha nos anos 80: do disco de estréia, com 11 músicas, conseguiu emplacar 10 nas paradas de sucesso. Um recorde absoluto. E não era para menos. Esse disco que foi uma compilação de compactos do início da carreira, mais algumas músicas inéditas, deu um lugar de honra para o Ultraje no cenário roqueiro nacional.

  A banda teve sua formação mudada várias vezes, mas o vocalista Roger Rocha Moreira é o único a permanecer desde a origem. Roger também sofre com comparações inglórias, por causa do disco de estréia, já que nunca mais conseguiu realizar nada tão criativo ou emplacar a banda no topo como fizera antes.





   A Plebe Rude talvez seja a banda mais politizada do cenário musical brasileiro. Bebendo na fonte do punk inglês, a Plebe iniciou com a Turma da colina, onde conheceram os Paralamas (que teve no vocalista Herbert Vianna, produtor de seus dois discos) e Aborto Elétrico, que originaria depois Capital Inicial e Legião.

  Mesmo abordando temas espinhosos, ainda mais pra época (como "Minha Renda", onde massacrava a indústria fonográfica e "Até Quando Esperar"), o grupo conseguiu frequentar as paradas de sucesso, os programas de rádio e até de TV.





  O grupo Ira! se destacou no cenário underground paulistano. Com um guitarrista experiente que passou por várias bandas (Ultraje, Smack, Voluntários da Pátria, as Mercenárias), Escandurra era o motor da banda e o principal compositor e arranjador. E tinha com o vocalista Nasi uma sintonia perfeita. O maior hit, ainda sem tocar em rádios era a polêmica "Pobre Paulista", considerada por muitos como preconceituosa.

  Com a canção "Núcleo Base" a banda conquistava espaço nas emissoras (rádio e TV) e se credenciava para vôos mais altos. E mostrava as fortes influências do punk britânico, em especial The Clash.

  Isso possibilitou aos integrantes produzirem o melhor disco deles até hoje: "Vivendo e não Aprendendo", chegando, inclusive, a emplacar um tema de abertura de novela.





  Criada a partir da separação do grupo Aborto Elétrico ( de um lado criou-se a Legião e de outro o Capital), a banda conseguiu manter a atmosfera do rock brasiliense em seus primeiros discos.

  Dinho Ouro-Preto era o vocalista ideal pra banda e suas composições arregimentavam uma enorme quantidade de fãs.

  Os integrantes conseguiram de desvencilhar da imagem do Aborto e seguiram cadência própria na história do rock.




  Vinha do Rio Grande do Sul mais uma agradável surpresa do cenário roqueiro dos anos 80. Os Engenheiros do Hawaii mostravam composições bem criativas, uma mescla de rock com Ska sonoridade inovadora. Humberto Gessinger despontava como um compositor/poeta do nosso rock, imagem consolidada em seus discos seguintes.






  Talvez a banda que melhor soube unir o pop e o rock, o R.P.M. despontou como um furacão na música brasileira. Paulo Ricardo, baixista, vocalista e co-autor de inúmeras músicas era o catalisador do grupo. Atraía atenções da mídia que o via como um sex symbol, imagem que ele soube explorar como ninguém. Luiz Schiavon, talvez o melhor tecladista dos anos 80 e também co-autor das composições a banda tinha tudo para ter vida longa, mas a velha máxima "sexo, drogas e rock and roll" os atingiu em cheio e o fim precoce foi inevitável. Mas o nome da banda já estava entre as grandes da década.




 

   E por último, e não menos importante, a banda que sintetizou o que simbolizava o rock brasileiro dos anos 80 e a que teve a trajetória mais bem sucedida de todas: a Legião Urbana. Tudo isso por suas composições primorosas, sonoridade que cativava quem as ouvia, e o talento inigualável de Renato Russo. Um poeta legítimo e contestador por natureza, que arregimentava uma infinidade de fãs, Brasil afora. Após sua morte em agosto de 1996, a nossa música ficou mais pobre e a perda foi irreparável. Após sua partida, nosso rock nunca mais foi o mesmo.

  O rock brasileiro dos anos 80 até hoje não tem comparações, nem antes, nem depois com outros momentos e outras safras de bandas. A quantidade de grupos  talentosos era enorme, que ainda gerou uma leva de bandas menores, mas com potencial suficiente para fazer parte do movimento.


  E, apesar de concordar com Villa-Lobos e seu desencanto com o cenário roqueiro tupiniquim, se nosso cenário fosse restrito apenas ao que aconteceu na década de 80, ainda sim teria valido a pena. E muito!




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