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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O Dia em que os EUA abandonaram Nova Orleans




O Furacão Katrina destruiu uma parte dos EUA numa tempestade tropical que alcançou a categoria 5 da Escala de Furacões de Saffir-Simpson. Os ventos do furacão alcançaram mais de 280 quilômetros por hora, e causaram grandes prejuízos na região litorânea do sul dos Estados Unidos, especialmente em torno da região metropolitana de Nova Orleans, em 29 de agosto de 2005 onde mais de um milhão de pessoas foram evacuadas. O furacão passou pelo sul da Flórida, causando em torno de dois bilhões de dólares de prejuízo e causando seis mortes diretas.



O Furacão Katrina causou milhares de mortes, sendo um dos furacões mais destrutivos a ter atingido os Estados Unidos. O furacão paralisou muito da extração de petróleo e gás natural dos Estados Unidos, uma vez que boa parte do petróleo americano é extraído no Golfo do México. E essa foi a maior preocupação do governo naquele momento.

Em 29 de agosto, a maré ciclônica do Katrina causou 53 diferentes pontos de acometimento na Grande Nova Orleans, submergindo oitenta por cento da cidade. Um relatório de junho de 2007 feito pela Sociedade Americana de Engenheiros Civis indicou que dois terços das inundações foram causadas pelas múltiplas falhas nas barreiras da cidade. Não foram mencionadas as comportas que não foram fechadas. A tempestade também devastou as costas do Mississippi e do Alabama, tornando o Katrina o mais destrutivo e mais caro desastre natural na história dos Estados Unidos, e o mais mortal furacão desde o Okeechobee em 1928. O dano total do Katrina é estimado em 81,2 bilhões dólares americanos (em valores de 2005), quase o dobro do custo da tempestade do até ainda mais cara, o furacão Andrew, quando ajustado pela inflação.




É quase impossível determinar a causa exata de algumas das mortes. A relativa falta de status, poder e recursos colocaram muitas mulheres em risco de serem vítimas de violência sexual durante o furacão Katrina.

Os dados oficiais sobre que o desastre fez, nos Estados Unidos, atingiu 233 000 quilômetros quadrados, uma área quase tão grande quanto o Reino Unido. O furacão deixou cerca de três milhões de pessoas sem eletricidade. Em 3 de setembro de 2005, Michael Chertoff, secretário da Homeland Security, descreveu no rescaldo do furacão Katrina, que seria "provavelmente a pior catástrofe, ou conjunto de catástrofes", na história do país, referindo-se ao furacão em si mais a inundação de Nova Orleans.




Ao final de janeiro de 2006, cerca de 200 000 pessoas continuaram vivendo em Nova Orleans, menos da metade da população antes da tempestade. Em 1 de julho de 2006, quando novas estimativas de população foram calculados pelo Censo dos EUA, o estado de Luisiana mostrou um declínio da população de 219 563 ou 4,87%. Além disso, algumas companhias de seguros deixaram de segurar os proprietários na área por causa dos altos custos dos furacões Katrina e Rita, por ter levantado prêmios de proprietários de seguro para cobrir o seu risco.

Mas o foco da recuperação não era exatamente Luisiana. A preocupação do governo federal era com o Golfo do México, de onde vem a maior parte do petróleo americano, cujo as operações estavam paralisadas devido ao desastre natural.




A população foi sonoramente abandonada pela administração Bush. Em meio a uma guerra dispendiosa (Iraque) que demoraria a trazer dividendos (roubo dos recursos naturais do país) o pronunciamento piegas do presidente americano foi pra "inglês ver".

As razões para o abandono da cidade por parte do governo são várias – nenhuma lógica. Não tem a mesma relevância que Los Angeles ou Nova York. Por ter a maior população de afrodescendentes também faz sentido para um país com histórico de racismo rasteiro. 




Fornecimento de água e energia demorou quase seis meses para se reestabelecer. E gradativa e precariamente. Não havia vontade política. Houve comoção nacional quando a nação viu as imagens de quase 60% do estado embaixo d'água. Mas foi só. Como uma notícia velha, alguns dias depois as pessoas estavam procurando manchetes diferentes. Afinal, tragédia em horário nobre não é muito agradável.


As imagens são fortes. Muitas pessoas chorando, implorando por ajuda das autoridades incompetentes. O plano de evacuação da cidade foi mal executado. As pessoas foram alojadas de qualquer jeito em escolas e ginásios mal equipados. O cenário de guerra remetia aos países vítimas dos EUA. E, mesmo com toda a antipatia despertada pelos americanos, houve comoção mundo afora.



Mais de setenta países comprometeram-se com doações em dinheiro ou outras formas de assistência. Notavelmente, Cuba e Venezuela (ambos hostis ao governo americano) foram os primeiros países a oferecer ajuda, prometendo mais de 1 milhão de dólares, vários hospitais móveis, estações de tratamento de água, alimentos enlatados, água mineral, óleo para aquecimento, 1.100 médicos e 26,4 toneladas de medicamentos. Contudo, esse auxílio foi rejeitado pelas autoridades americanas. A soberba cobra um preço muito alto...

Imagine um estado poderoso como a Califórnia. O mais importante da federação e com o maior peso financeiro. Alguém acha que a ajuda demoraria a chegar se houvesse uma tragédia similar por la? Não. Mas na Luisiana, infelizmente sim.

A desculpa federal era a dificuldade em liberar recursos para reconstruir as cidades atingidas, em especial Nova Orleans, berço da música e cultura do país. O mais estranho nesse argumento é que historicamente, isso nunca foi um problema. Em todas as grandes tragédias que os Estados Unidos vivenciaram sempre houve pronto atendimento às vítimas. O incêndio em Chicago, a enchente em Nova Orleans em 1927, as queimadas na Califórnia, o falso atentado terrorista em 2001 e o terremoto em São Francisco são os principais exemplos. TODAS as cidades receberam apoio irrestrito e quase que imediato. Por que não desta feita?



George Bush era (é) um genocida. Sua preocupação prioritária era espoliar o Iraque, após o engodo do 11 de setembro. Tudo que ele dizia encontrava eco positivo na mídia corrompida. Mas na Luisiana as coisas pareciam as mesmas. Num cenário digno do Haiti, com bairros fantasmas, destroçados e entregues ao entulho, havia a possível contaminação da água, poucos mantimentos e ajuda humanitária indigna e insuficiente.


O "EFEITO FLÓRIDA", TUDO DE NOVO...

Para piorar, as eleições estavam se aproximando. A política, com desastre natural ou sem, não pode parar. Os interesses mesquinhos reapareceram e com eles as velhas fórmulas de manipulação do sistema.



Se na Flórida, a mais suja forma de adulteração de uma eleição deu certo, por que não repetí-la? Usando os mesmos artifícios nojentos de sempre. Em 2000, a população afrodescendente foi praticamente impedida de votar --as regiões mais pobres ficaram sem transporte público e cédulas eleitorais não chegaram aos seus distritos-- e isso foi decisivo para a eleição presidencial do mesmo ano. E na Luisiana poderia-se tentar a mesma sordidez. Bastava manter as barreiras para o retorno da população carente às suas respectivas casas. E, em pleno EUA, a tão propalada terra da liberdade, seus concidadãos eram tratados como clandestinos em sua própria pátria. Milhares de pessoas morando de favor, em condições precárias, sem poder voltar ao lar por um artifício nojento de uma governo desprezível.



O cenário de guerra era deplorável e a população era impedida de tentar buscar mudanças. O imbróglio não estava mais nas mãos da administração municipal, e sim da federal. Isso significava mais burocracia e maior dor de cabeça e recursos controlados. A FEMA (Agência Federal de Gestão de Emergências) foi pragmática. Sua providência foi disponibilizar alguns trailers para a população. Mas parece ilógico que meia dúzia de residências móveis possam suprir a demanda de milhões sem teto.

Os bancos se valiam das apólices de seguro vagas para não pagar o que deviam aos segurados. Eles se diziam impedidos de ressarcimento devido às cláusulas contratuais. Restava esperar intervenção federal, que não vinha.

Muitos que abandonaram a cidade de Nova Orleans, e o estado, dificilmente voltaram. Ao menos a curto prazo. Um grande número de pessoas conseguiu refazer a vida em outras localidades; como não viram vontade política para resolução dos problemas, preferiram ficar.


A criminalidade voltou em peso. A taxa de suicídio aumentou exponencialmente, assim como as doenças infecto-contagiosas. Desgraça pouca é bobagem.

Após o furacão não havia espaço suficiente para abrigar os corpos das milhares de vítimas. Mais uma vez, o jeito Bush de resolver impasses causou espanto: caminhões frigoríficos mantiveram os defuntos por meses, para eventual reconhecimento por parte dos familiares. Algo típico de pós-guerra. E o cenário apocalíptico atingia impiedosamente a cidade que é referência na cultura e gastronomia do país. Nada ali sequer lembrava isso. Ao contrário. O que se presenciava estava mais próximo da Berlim, em 1945, do que uma cidade americana em pleno século XXI.

Com a maior parte das casas abandonadas (mais de 90 mil) e sem a permissão total das autoridades para o retorno, um ano e meio depois as coisas não pareciam melhores. E a população de N. Orleans continuava a deriva.


Com o lento retorno, também veio o aumento da violência. Policias insuficientes (e mal pagos) eram o contraponto aos soldados da Guarda Nacional, braço militar usado em situações civis, mas que caracteriza o envolvimento direto e perigoso da administração federal. E era apenas eles que os habitantes viam. Soluções, não.

O dinheiro, ou melhor dizendo, a esmola paga às pessoas pela perca das suas respectivas residências era mediante exigências, entre elas a apresentação da escritura. Como provar algo cujo a documentação fora levada pela força da água? E como entregar de bandeja um local que moradores tinham a gerações? Além do fato que o ressarcimento era referente, na maioria das vezes, para reformar telhados e não indenizar pela propriedade perdida. Não houve bom senso da administração pública.


A lição que fica dessa catásfrofe é o triste exemplo de um país acostumada a ingerências em outras nações soberanas, com a desculpa de implementar "democracia e liberdade", quando o próprio quintal estava uma sonora bagunça. Os Estados Unidos não aprenderam a lidar com suas próprias deficiências e limitações, e são muitas.

Talvez antes de querer espalhar, à força,um pouco de seu estilo de vida ao resto do mundo, a tão decantada GLOBALIZAÇÃO, os americanos deveriam aprender a lamber s feridas que deixaram transparecer ao restante do planeta. Quando os olhos do mundo viram, estarrecidos, como uma super potência teve seu dia de país de terceiro mundo, um Haiti sem rumo e com futuro incerto.




Deus salve a América, literalmente.


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

O Início do Fim




O Início do Fim

Todo império cai; tudo que sufoca a liberdade e o desenvolvimento daqueles que se tenta aprisionar ou manter sob cabresto, acaba ruindo.

O início do fim da Rede Globo de Televisão começou exatamente no dia 06 de agosto de 2003, quando faleceu Roberto Marinho, jornalista, empresário de mídia, dono das Organizações Globo.



Tudo era diferente enquanto estava vivo. Governantes se curvavam a ele, ministros eram empossados com sua anuência e a concentração de mercado midiático era quase total.

Hoje, os Marinho Brothers, herdeiros de uma dinastia que sempre sonhou com poder absoluto, penam em todas as frentes possíveis e imagináveis para manter um mínimo de respeito pelo nome da famiglia.

Pela primeira vez, a concorrência com outras emissoras de TV é acirrada. Seja contra SBT ou Record, as coisas estão mais parelhas. E mesmo em momentos de glória de uma Manchete (a primeira a incomodar, de fato, o império global), nunca se viu uma disputa fratricida como a travada contra o canal dos Bispos. A linha editorial é beligerante, provocativa e acintosa. Sem medir as palavras ou as imagens, a emissora paulista tem pegado pesado e demarcado território. Assim como Silvio Santos com seu Sistema Brasileiro de Televisão, a Rede Record também tem roubado pontos de audiência e alguns contratados da Globo. Se antes era sinal de prestígio pertencer ao "Plim-Plim" (o efeito 'Bozó', personagem célebre de Chico Anysio), nos dias de hoje vale é onde pagam mais. 

Se alguém ainda insiste em desacreditar o argumento em questão, basta lembrar dos movimentos pelas ruas do Brasil, desde o início do ano. Em praticamente todos, era uníssono o coro de “Fora Rede Globo” e “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”.
Nas manifestações todos os “profissionais” da emissora foram achincalhados e, literalmente expulsos dos protestos. Repórteres tiveram que andar com seguranças e sem o logo do canal nos microfones, para evitar prévia identificação. Havia mais.



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Tentou subterfúgios de outrora, quando se manipulava a opinião pública para determinados fins. Se fosse na época de “papai”, a massificação teria dardo certo. Mas hoje a direção de “jornalismo” da casa não consegue ao menos convencer o cidadão comum de que 2+2 são 5, matemática que sempre funcionou com o “Dr.” Marinho vivo. Doutor em quê, mesmo?

Nunca foi novidade que a emissora carioca fraudasse ou evitasse pagar suas dívidas (a que está pendente no BNDES é estratosférica), mas ser pega, isso nunca aconteceu. Mas tudo mudou com o conhecimento público do Processo de 2006 da Receita Federal em que a Globo devia mais de 615 Milhões de Reais, divulgado pelo blog do Cafezinho. A imprensa independente ferveu e explorou o assunto à exaustão.

Nas redes sociais, formou-se a maior concorrência ao horário nobre da antiga “Vênus Platinada”: o Facebook. E o grande concorrente no mercado publicitário: o Google. Um drenou números do Ibope global e o outro, uma dose maciça de faturamento que era concentrado de maneira irregular e desonesta, pelos herdeiros. E, com uma internet livre fica fácil falar o que se pensa da emissora, criando páginas, comunidades, blogs e etc.


Se em um momento da nossa história, Roberto Marinho ditava o ritmo do país, hoje a realidade é bem diferente, e os irmãos João Roberto Marinho, José Roberto Marinho e Roberto Irineu Marinho estão aprendendo da pior forma possível. Afinal, um império custa caro erguer, mas mantê-lo, sem a ajuda do rei em pessoa é quase impossível.



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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

As Duas Faces de uma Política Empobrecida...




Constantina é uma pessoa elitizada. Sempre imaginou qual seria a reação das suas amigas de condomínio (de luxo) onde vive se, hipoteticamente, dissesse que um dia votaria no PT. A reação seria de profunda decepção para com ela. Poderia acabar isolada. E Constantina morre de medo de se tornar uma pária. 

Prefere optar pelo PSDB, pois julga que é um partido de intelectuais. Pensa que sua imagem perante as pessoas de seu convívio sempre será das melhores. 
Para ela, paulistana da “gema”, o Partido dos Trabalhadores sempre foi um câncer. Repudia seu “logo” e a cor assustadora da bandeira que remete às ditaduras comunistas (!!). Bom, ela não conhece bem a realidade das tais ditaduras comunistas, mas repete palavra por palavra o que lê, semanalmente, na sua revista preferida, a Veja. Ela não sabe das ligações da publicação com o bicheiro Carlinhos Cachoeira (ou finge não saber); e ainda que fosse verdade, é melhor do que ler revista de “esquerda”, como Carta Capital.


Associa o PT à Cuba, às Farcs da Colômbia (??) e a exclusiva corrupção no Brasil. Nega com veemência qualquer menção a escândalo dos tucanos (seja privataria, mensalão mineiro, tucanoduto, compra de votos, etc) –para ela apenas uma invencionice dos invejosos comunistas.

Odeia o programa "Mais Médicos", mas sua filha estudou em universidade pública e prefere os bairros mais chiques da cidade para trabalhar. Atender em locais distantes? "Nem pensar", diz a menina abastada da zona sul de SP.

Constantina sonha com o dia em que o PSDB voltará, glorioso, ao Planalto, com o 'golden boy', Aécio Neves, a quem reputa como um político inovador e com perfil de líder.

Ela é gente formada pelo Jornal Nacional e que não perde os comentários do Arnaldo Jabor e do Reinaldo Azevedo. Constantina é uma idiota.







Dolores é petista até a medula. Odeia que usem a palavra “mensaleiros”; prefere usar expressões como “tucanalhas” ou “privataria” para definir seus adversários políticos, os tucanos.

Mudou a foto de seu Facebook para seus ídolos petistas, presos injustamente (em sua opinião) no escândalo do mensalão. Ela abomina Joaquim Barbosa e todos os responsáveis pelas condenações dos “companheiros”. Passa horas compartilhando postagens afirmando que houve arbitrariedade nas prisões e que Barbosa mentiu o tempo todo. Usa qualquer foto ou notícia para embasar sua avaliação.

Ela viu o gesto de erguer a mão, por parte de José Genuíno e José Dirceu como protesto. Alegou que estávamos de volta a ditadura e os comparou com presos políticos (!!). Faz campanha na internet alegando que os presos políticos precisam de apoio logístico, comida e água (???????).

Sempre que possível Dolores espinafra Aécio Neves, candidato tucano na disputa presidencial de 2014, recordando seus vários problemas com a justiça. Lembra sempre das alianças espúrias que o tucano teve ao longo da carreira política, mas esquece, convenientemente, da amizade de longa data do PT (Lula e Dilma) com Sérgio Cabral e Eduardo Paes, além de Sarney, Maluf, Renan Calheiros e Collor. Pegou no pé´de Marina Silva e Eduardo Campos, com medo que a dupla pudesse deslanchar nas pesquisas e prejudicar a “companheira” Dilma.

Cita com frequência o que lê em blogs simpáticos ao PT, como o Viomundo, o Conversa Afiada e o Brasilianas, dos camaradas Luiz Carlos Azenha, Paulo Henrique Amorin e Luis Nassif.

Para ela, criticar ou acusar Lula é uma heresia passível de punição na fogueira da inquisição. Também defende Dilma até debaixo d'água.
Ignora o que acontece de negativo na atual administração, preferindo lembrar da herança maldita deixada pelo PSDB, antecessor na presidência.

Ela afirma que o Partido dos Trabalhadores é do povo, pelo povo, para o povo. E nada a fará mudar de ideia. Por alguma razão esquisita, Dolores acha que o PT é um partido de esquerda. O fato da legenda seguir a mesma agenda neoliberal do antecessor, parece não afetar o julgamento dela.

Odeia o P.I.G. (Partido da Imprensa Golpista), onde a Rede Globo tem papel de destaque na manipulação dos fatos.


Cai em contradição nas suas postagens nas redes sociais ao lembrar que a Privataria foi o maior escândalo de corrupção, maior até do que o petista. Mas ela se esquece que já afirmou, categoricamente, que o PT nunca se envolveu no mensalão ou em qualquer outro desvio de conduta. Esquece-se de que há vídeos no Youtube que mostram conversas e acordos com gente que o PT de antigamente não ficaria perto .

Defende seus "heróis" da mesma maneira que um fã protege seus ídolos. 

Vai entender, essa Dolores...



sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Mais Uma Bola Fora da Globo




Cansados do sistema canalha imposto pela máfia futebolística há décadas, alguns jogadores experientes e influentes em seus respectivos grupos finalmente se uniram e fundaram o Bom Senso F.C.

Eles até que tentaram o diálogo com a entidade máxima do futebol (a Globo) e sua entidade capacho, a CBF (pensou que fosse o contrário, né?); mas deram de ombros.

O jeito, então, foi mobilizar as massas. Os líderes do movimento (Paulo André, Dida, Rogério Ceni, D'Alessandro e outros) começaram a agir nos bastidores dos clubes e angariar apoio de uma classe outrora desunida. Note que, praticamente nenhum jogador que atua no estrangeiro se comprometeu de verdade com o Bom Senso –literalmente. Para não se queimarem com o Sargentão Felipe Scolari, técnico da seleção, Kaká, Robinho, Hulk e Neymar preferiram não se envolver. Justo eles que, apesar de atuarem fora, poderiam agregar o nome e o prestígio, ajudando a pressionar os senhores do futebol.



COMEÇA O JOGO...

Quarta-feira, 13 de novembro. Em praticamente todos os jogos da rodada do Brasileirão houve protestos. Os atletas cruzaram os braços, numa demonstração de insatisfação contra o status quo vigente neste país. Até quando foram ameaçados pelos capachos do sistema (os árbitros) com cartões amarelos e expulsões, não se acovardaram. Ao contrário, se prontificaram a bater bola de um lado para o outro, sem objetividade para evitar punição injusta e para dar o recado. E o recado era claro: sem diálogo, sem espetáculo. O establishment tremeu.

Globo explica protestos, ESPN apoia e Luciano do Valle se perde


Acostumados a ter absolutamente tudo sob controle, as emissoras não sabiam o que fazer com aquela nova informação. Rebelião é novidade por estas bandas. O “gigante acordou” nos gramados, também. Tanto a Band, quanto a emissora fascista que domina com mão de ferro o futebol e principal alvo das manifestações, estavam sem rumo. Os narradores despistavam chamando de “um minuto de silêncio”. Só se for pelas condições atuais do principal esporte do brasileiro. A manipulação não deu certo e, tanto nas arquibancadas, quanto nas redes sociais, o apoio foi maciço.


Paulo André prometeu outros protestos, também na série B. Ceni acusou a emissora dos Marinhos de dificultar a vida dos jogadores.

Jogadores protestam em campo contra Globo e ritmo de trabalho


Pra ser bem justo, tudo começou com uma entrevista ao jornal esportivo Lance!, do jogador do Coritiba, Alex, há algum tempo: "Quem cuida (do futebol) é a Globo, a CBF é só a sala de reuniões (...). E o torcedor? O cara sai de casa ou do trabalho, precisa ir para o estádio dez horas da noite, assistir ao jogo, voltar para casa, e ainda precisa acordar sete horas da manhã no outro dia. Poxa, isso é desumano. Por isso que os estádios estão vazios".

Foi o pontapé inicial no motim.

Esse produto, que a Globo mantém com exclusividade através de jogo sujo e coerção, está sendo dilapidado. Estádios cada vez mais vazios, famílias evitando os jogos, torcedores que não tem garantia de retorno às suas casas, principalmente porque transporte coletivo, após a meia noite, inexiste, e preços impraticáveis. Eis as razões dos problemas. Os atletas se propuseram a conversar e achar um caminho. E os dirigentes?

Globo e CBF deveriam entender a reação dos jogadores e dialogar. Eles são os que fazem o tal 'espetáculo'. As reivindicações são legítimas. Excesso de jogos, dívidas trabalhistas, horários indignos para as partidas são pontos relevantes. Ignorar isso é burrice, um tiro no próprio pé. A Confederação, por sinal, é craque em calotes também. Leia aqui: Triste por aniversário de Kevin, pai ainda espera doação da FBF .


Quando põe a discutir os rumos do esporte no país, os atletas estão indo além do lugar comum. Estão mostrando que não temem retaliações da outrora mandatária da nação. Resta esperar que não titubeiem. O sistema estremeu. Por enquanto, o Bom Senso F.C. marcou um belo gol. Mas sabe como é. Quando se joga contra time grande e fora de casa, um a zero é sempre um placar perigoso.



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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O Lobão Surtou? A Culpa é do Rock in Rio...





Roqueiro até a medula nos anos 70 e 80, integrante da banda Vimana (com Ritchie e Lulu Santos), cofundador da Blitz e líder dos Ronaldos, João Luiz Woerdenbag Filho, vulgo Lobão, já fez história na música brasileira. Autor de clássicos como “Me Chama”, “Vida Louca Vida”, “Decadence Avec Elegance” e “Revanche” era referência artística.

Nos áureos tempos emplacou hits nas rádios, nas trilhas de filmes e novelas.


Sempre foi polêmico por natureza. Casou com sua prima, assumiu publicamente (e chegou a fazer apologia sobre) seus vícios nas drogas pesadas, provocava presidentes (“O Eleito”, em homenagem a Sarney e “Presidente Mauricinho” para Collor”), foi em cana por isso, homenageou os colegas da cela (“Aí galera da 11!”em Vida Bandida) e espinafrou colegas músicos, como Paulo Ricardo, João Gilberto e Guilherme Arantes.

Quando se viu refém do próprio sucesso, partiu para o ataque contra as gravadoras que não lhe permitia espaço para novas composições.


Mas como tudo em sua vida, a luta contra a indústria fonográfica foi efêmera. Cedeu, se vendeu e acabou gravando um Acústico e voltou com o rabo entre as pernas para o sistema, que tanto combateu.

Mas o que ocasionou esse estado de coisas?

Em 23 de janeiro de 1991, já na curva descendente, ele foi convidado para participar do Rock in Rio II, mas erroneamente, na noite do metal. O público até que foi paciente. Não houve tantos apupos assim; afinal, Lobão até tem um ou outro som mais pesado. Mas colocá-lo após o Sepultura (o xodó dos amantes do metal) foi de uma estupidez bovina. Roberto Medina prima pelo pouco conhecimento musical e isso foi mostrado naquele dia. Começou uma chuva de latinhas e garrafas pra cima do cantor e sua banda. 

Ele ainda tentou usar um de seus típicos discursos panfletários. Não adiantou. Xingou, abandonou o palco e tentou voltar. Ele até poderia ter contribuído; bastava não ter levado a bateria da escola de samba Mangueira. Mas foi como jogar gasolina em um incêndio. Todos os copos e garrafas que ele recebeu enquanto se apresentava talvez expliquem a razão para o cantor ter literalmente surtado nos últimos anos. Provavelmente um dano cerebral irreparável.



Ou como explicar sua conversão ao mais puro conservadorismo atroz? Suas críticas e provocações recheadas de ressentimentos parecem ser fruto de uma mente que já viveu melhores dias.

Ao se tornar o mais novo colunista da pior revista semanal brasileira, a Veja, túmulo do bom e ético jornalismo, Lobão não cabia em si. Declarações de puro deleite ao ser parte integrante do veículo reacionário que mais tem contribuído para o atraso na discussão política brasileira, se tornaram momentos constrangedores em sua outrora brilhante carreira.

Na estreia disparou para todos os lados, mas em uníssono, contra a esquerda, “um atraso”, segundo ele. Esquerda que ele, ainda que involuntariamente, fez parte em boa parte de sua vida adulta.


Agora cinquentão, recalcado, com fel para dar e vender ele se põe a serviço do que há de mais retrógrado no país, fazendo o jogo sujo e rasteiro de barões da mídia que não dão a cara a tapa, mas que usam perfeitamente idiotas úteis, bobos da corte que servem para mera distração, enquanto o jogo real ocorre no submundo.


Se tudo isso não for culpa das garrafadas que ele levou durante o Rock in Rio, então a coisa é mais grave do que parece.


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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Um Império Perdido e Decadente - Parte 2




Quando os americanos irão perceber que vivem em um estado de sítio? Quanto tempo para que eles acordem dessa letargia e entender que a sociedade civil dos EUA está sob o jugo totalitário? É tão difícil compreenderem que o regime nazista se instalou em definitivo, após o 11 de setembro?

Com a alegação de proteger seus cidadãos, a lei hitleriana (o Decreto Patriota) do establishment acabou com os parcos direitos adquiridos da população. Na teoria, e-mails, SMS, conversas telefônicas podem ser interceptados, sem autorização judicial. Na prática, a democracia morreu.




Obama e Hillary (signatários do Decreto) agem de maneira visceral. Espionam meio mundo em nome do tal "combate ao terror". Do Brasil à Espanha, da Alemanha ao Vaticano, passando pela China. Ninguém escapou dos olhos e ouvidos curiosos e desonestos do Tio Sam. Estranho, mas essa falácia só faria sentido se nós estivéssemos patrulhando as ações americanas, já que são eles os únicos terroristas do planeta. Eles, e um certo país manipulador do Oriente Médio...Aquele com um "pentagrama" na bandeira.

Decerto que os direitos humanos e a possibilidade de se expressar livremente foram pro lixo; junto com a balela da "terra da liberdade, lar dos corajosos". Mas não perceber isso, beira a alienação plena.




Na atual conjuntura, onde uma blitz pode ser feita, arbitrariamente, em qualquer casa, em qualquer rua, contra qualquer pessoa, a revolução já deveria ter-se instalado. Mas ao contrário disso, estamos vendo um povo cada vez mais distante da realidade, bombardeados demais por "Velozes e Furiosos" da vida, para ter tempo de acionar o modo ON do cérebro. Os incautos ainda insistem em hastear a bandeira em suas varandas, logo pela manhã, com aquele sentimento xenófobo de se sentir superior às demais nações. "Não há país como o nosso no mundo", diria o mais ingênuo. Tem a falsa perspectiva de se achar especial. Que gozam da melhor e mais completa liberdade. Quando na verdade estão caminhando para uma ditadura sem precedentes.

A mídia, corrupta até a medula, também não ajuda. Se depender da FOX e cia limitada nada mudará. Felizmente a internet ainda é livre --ainda que ferrenhamente patrulhada. Mas estes, que denunciam nas redes sociais, são chamados de "radicais" "esquerdistas", "anti-americanos". Rótulos que visam desacreditar os que ousam pensar por conta própria.




Para uma nação que foi erigida da indignação (contra as arbitrariedades e os excessos dos ingleses) há uma estranha complacência com o que é ditatorial e ultra conservador. Há essa dormência, como se a nação estivesse em um profundo estado comatoso. Incapaz de reagir. Tal qual em Matrix.

Como sempre, o Valentão do Norte (que presunçosamente, diz ser a América, como se não houvesse outro país no continente) prefere se agigantar contra nações que não comunguem de suas ideias tecno-fascistas. E seu povo, xenófobo por natureza, vai na onda.




Talvez fosse o momento de ocorrer uma reviravolta nesse pensamento tacanho. Afinal, o inimigo habita a Casa Branca e Wall Street, e não os desertos do Iraque ou Afeganistão.



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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Política só é Coisa Séria pra Alguns





Sorocaba é uma cidade grande do interior paulista. Enfrenta graves problemas nas áreas de saúde, infraestrutura e transporte como tantas outras Brasil afora. E procura resolver seus imbróglios da maneira draconiana: se há um dedo com infecção, amputa-se o braço.

Essa foi a solução para a falta de médicos na rede municipal. Duas Unidades Básicas de Atendimento, carentes de profissionais e com sérias denúncias de médicos batendo o ponto sem trabalhar (gerando até uma CPI) tiveram suas rotinas alteradas. A da zona oeste atenderá apenas crianças; a da zona norte, adultos. Se um pai e seu filho passarem mal terão que seguir destinos diferentes, e cumprir um calvário para ser atendidos. O que o secretário de saúde fez (além de se mostrar o maior incompetente da gestão atual) foi desproteger duas regiões, ao invés de solucionar o dilema. Poderia ter realizado um concurso digno (não o refugo recente que mal chamou a atenção de profissionais da área) com remuneração decente e condições de trabalho idem. Preferiu seguir um caminho mais fácil (pra ele) e mais tortuoso para a população, que lhe paga o salário. Talvez se a mãe dele se tratasse na rede municipal, ele pensaria diferente.

Mas a estúpida decisão administrativa não foi suficiente para mobilizar os sorocabanos em um onda de protestos. Pena. Motivo real é o que não falta. Em Sorocaba, as manifestações do meio do ano foram tímidas, se comparadas com o restante do país.











"POLÍTICO É TUDO IGUAL"

Esse exemplo só denota o atraso político brasileiro, que nem as manifestações dos últimos meses conseguiram abalar. Seja em nível municipal, estadual ou federal.

Veja o caso de uma das piores figuras da "república", Renan Calheiros. Um legítimo coronel das Alagoas foi pego em flagrante tentando usar dinheiro público para encher a dispensa. No Uol: Depois de cancelar licitação de R$ 98 mil para abastecer a residência oficial do presidente do Senado com itens como 25 quilos de camarão vermelho grande, a Casa divulgou, nesta sexta-feira, novo edital, no valor de R$ 43 mil, para o fornecimento de alimentos, materiais de copa, cozinha, limpeza e higienização no prazo de seis meses. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) chegou a ficar com problemas de abastecimento em sua casa com a suspensão da licitação.

Provavelmente acostumado a comer refeições bem mais modestas quando jovem, Renan abre mão de carne seca e vai direto ao filé mignon. Enquanto o contribuinte que o sustenta a peso de ouro, encara um simples arroz com ovo frito. Não deixa de ser gostoso, mas a questão é o disparate de alguém que é presidente do Congresso ser pego em escândalos sucessivos. Aliás, o mote de sua vida política.

A solução? Realizar outra licitação, mas com produtos similares. Diminuindo um pouco a fatura, ele espera ser menos percebido pela mídia. A intenção deu certo, já que os barões da imprensa tupiniquim estão de mãos atadas. Em Alagoas, a retransmissora do SBT é de propriedade da família Calheiros. Sem contar seus outros veículos de comunicação, como rádios e jornais, pelo estado afora, onde ele mesmo controla as notícias. Ele sabe que pode contar com a anuência dos pseudo jornalistas (nem todos); e isso o motiva a continuar com sua desfaçatez habitual.

Enquanto isso, a plebe continua levantando cedo todos os dias, bovinamente assinando embaixo dos desmandos dos mequetrefes de plantão, como se corroborasse com tudo o que acontece no país. E ainda tem gente que se poe a reclamar dos moleques do Black Blocs. Bom, ao menos alguém tem tentado fazer algo para mudar esse estado de coisas.

Parecem ser exemplos díspares (um, em uma cidade interiorana, e outro na capital federal), mas são similares. Mostra que a cidadania ( exercício dos direitos e deveres civis, políticos e sociais estabelecidos na constituição. Os direitos e deveres de um cidadão devem andar sempre juntos, uma vez que ao cumprirmos nossas obrigações permitimos que o outro exerça também seus direitos) não é exercida em sua plenitude. Que as pessoas deveriam mudar as ações. O brasileiro é passivo por natureza e se acomoda em frente a uma TV, esperando a solução aparecer do céu. Essa é a resposta dos maus políticos para suas ações. Sempre contando com a boa e velha conivência da nação. E aqueles que ousarem ter voz ativa serão satanizados em público, chamados de vândalos e marginais, numa tentativa pérfida de manipulação da opinião pública --com a parceria sempre vigilante da velha e carcomida imprensa com seus barões midiáticos, sempre prontos para lutar pela manutenção de interesses calhordas.

Por motivos menores, nações de pequena relevância geo-política conseguiram virar o jogo contra o establshment. Por que não aqui?


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Supersalários Para os Políticos, Vida Subumana Para Nós.



segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Caro "nobre" Deputado Eduardo Cunha...





Caro "nobre" deputado Eduardo Cunha,


acompanhei, num misto de revolta e decepção, sua posição sobre o polêmico Marco Regulatório da Internet.



Talvez "vossa excelência" tenha esquecido o que realmente está em discussão aqui: o interesse do público, e não das empresas. Nos moldes atuais as gigantes do setor continuarão grandes e poderão cercear a liberdade de expressão como a conhecemos. Do blog do conceituado jornalista, Luiz Carlos Azenha: " Pelo acordo que está sendo encaminhado por Eduardo Cunha, a Globo negociaria ao menos parcialmente a neutralidade na rede e ficaria com o artigo que garante que os direitos autorais no Brasil se sobrepõem aos direitos humanos." Veja AQUI.


Isso é revoltante. Onde foi que o Congresso errou ao apontar para essa direção stalinista, ajudando a manter o 'status quo' midiático, tão deplorável quanto degradante? Por um acaso o "senhor deputado" tem sofrido ameaças ou retaliações caso queira advogar em favor do povo, em detrimento das empresas? Se sim, denuncie à imprensa, e lhe garanto que terá o apoio necessário para continuar a luta em prol do que é lícito e probo. Iremos defendê-lo, se for o caso.

Jamais em minha vida me dignifiquei a escrever a um político; mas a situação é tão grave, o que está em jogo é tão sério, que não pude me furtar a manifestar. 

Lembro-me do imbróglio do apartamento envolvendo seu nome, acusado pela deputada Cidinha Campos. Quero crer que não passaram apenas de difamações levianas, que surgiram num debate acalorado na Assembléia do Rio. Torço para que a infâmia seja erradicada de sua vida política.  Entenda o caso AQUI.

E, em troca desse voto de confiança (em sua inocência desse suposto escândalo), peço que você lembre que são os votos dos seus eleitores, mais do que o lobby das empresas, que o mantém na vida política até hoje. Ir contrário aos anseios da nação, em prol de meia dúzia de empresários que visam o lucro a qualquer preço e da maneira mais espúria possível, fere a mesma confiança que eles vem depositando em você, desde o início de sua vida pública, quando adentrou as fileiras do PPB, em 1994. O que vale mais: sua dignidade e fazer valer a verdade e a justiça, ou perverter os ideias democráticos para salva guardar interesses corporativos? Espero que sua "consciência" lhe responda. 

P.S.- A propósito: divulguei a informação e a respectiva fonte nas redes sociais. Publicarei em meu blog os dados relativos a esta notícia, para ajudar as pessoas a perceberem a extensão do problema. Isso vai possibilitar uma ampla visão e seu conseguinte diálogo com seus eleitores e com seus admiradores. Confesso que não sou nem um , nem outro; mas me contento em publicar nas mesmas redes sociais e em meu blog a boa notícia, de que estava errado a seu respeito. Que Vossa Excelência lutou por NÓS e não por "eles". 

Meu nome é Marcelo ,sou paulistano  e sou politizado, com muito orgulho. Espero que este e-mail chegue à sua pessoa, e não apenas a um de seus subalternos; afinal, o tema pede atenção plena e resultados práticos e justos. E conte com o apoio da nação contra os interesses mesquinhos dos barões da mídia.

Um abraço e tenha um "ótimo dia".

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sábado, 2 de novembro de 2013

O DIA DE FINADOS E A HIPOCRISIA DO BRASILEIRO




2 de novembro, dia de Finados. Convencionou-se, ao longo do tempo, dedicar esse dia específico para homenagear os que já nos deixaram. Mas há algo de estranho nesse "feriado", que muita gente ainda não entendeu.

Como todo feriado, acabou sendo incorporado na sociedade da maneira mais comum: virou puro comércio. E poucas pessoas captaram a guinada capitalista do dia.



Repare que em muitas localidades, já há preparativos comerciais (principalmente arranjo de flores) no dia anterior. Vários camelôs começam a preparar seu arsenal ainda no dia 1º. Conforme o dia vai chegando os demais ambulantes e adjacentes começam a se aproximar dos cemitérios: o pipoqueiro, o sorveteiro e outros "eiros" que completam o cenário que mais lembra um dia no parque, ao menos do lado de fora. Os malfadados flanelinhas, os que se auto-intitulam donos das ruas, também marcam presença pra explorar ainda mais as famílias.

A culpa desse circo todo é do próprio brasileiro, ao menos o que comemora a data --em sua imensa maioria católicos da velha guarda. Ao permitir instituírem um dia para devoção aos mortos, como se fosse uma mera obrigação, também permitiram a descaracterização do dia de Finados.

Não foram os vendedores ambulantes que transformaram a data, e sim os entes que permaneceram. Eles é que dedicam apenas e tão somente um dia para lembrar dos que já se foram; eles é que agem como se o mundo fosse acabar, se não baterem cartão nos cemitérios; eles é que atuam como se fosse imprescindível levar uma rosa ou uma coroa de flores para colocar em cima da lápide ou do mausoléu (e o medo do vizinho dizer que eles não lembram dos familiares que já morreram...), como se fosse um desencargo de consciência; eles fizeram desse dia um ritual obrigatório.

Para os mais sensíveis, que poderiam apontar a dureza das palavras deste blogueiro, segue a seguinte questão: e quanto aos outros 364 dias do ano? Também se lembram dos  finados, ou já cumpriram o dever no dia 02 de novembro e já não estão mais obrigados a prestar homenagem aos falecidos? A verdade dói...

No caos que é todo segundo dia deste mês, todos os anos, não se tira nada além disso: uma tarefa. Muitos, é claro, lembram com pesar; ainda assim, externam isso um dia por ano.

Palavra de quem já perdeu gente muito próxima na família, alguns de maneira muito sofrida: VELAR, HOMENAGEAR OU LEMBRAR DOS MORTOS DEVERIA SER NATURAL, ESPONTÂNEO; NÃO UMA OBRIGAÇÃO DE UM DIA ESPECÍFICO.

Todos sentimos pelo os que já se foram. Mas os que já se foram talvez sintam ainda mais ao perceber que só são lembrados num dia, numa hora programada. Tudo por um mero convencionalismo da sociedade. E que me desculpem os politicamente corretos.



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Aos Politicamente Corretos: