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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

DRUMMOND E O TEMPO...






"Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.





Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente."


Carlos Drummond de Andrade




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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Gaza children send a message to the world




We want to tell a story about a home with broken lanterns

About a lonely farm and about its fruits that weren’t picked

About a picnic that wasn’t enjoyed

About a baby girl that didn’t grow up

About a fire that consumed a child

About a classroom that wasn’t attended

About a wedding that wasn’t celebrated

About a football that wasn’t kicked

About a spirit that cannot be defeated

And about a stubborn flag that refuses to lie down.



Love from the children of Gaza


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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A HIPOCRISIA DE UMA DATA PAGÃ CHAMADA "NATAL"




Link Original AQUI.



Então, é natal. Não que precisávamos lembrar você disso, afinal, desde outubro a ansiedade lucrativa dos comerciantes de varejo já fazia questão de estampar na sua cara enfeites de pisca-pisca e as músicas de sempre em tudo quanto é recinto comercial. Mas quando finalmente chega o derradeiro mês do ano, você não tem para onde fugir. Essa onda de consumismo e hipocrisia chega em cada estabelecimento. Você não encontra paz nem pra pedir um café com leite no bar ali da esquina.




Mal acabamos de comemorar o dia da consciência negra - uma das pouquíssimas datas "comemorativas" do nosso calendário que não tem apelo religioso e/ou francamente consumista e já somos obrigados a lembrar das festividades insuportavelmente hipócritas características do fim de ano, nas quais a mentira e o dinheiro rolam em doses cavalares.

O Papai Noel vem aí. E, com ele, as risadinhas falsas do "amigo secreto" da firma, os tapinhas nas costas tão verdadeiros quanto notas de três daqueles parentes insuportáveis que você não gostaria nem de lembrar que ainda existem, o Roberto Carlos enchendo seu já tão combalido saco junto com os outros "globais" toda vez que você entra na internet (mesmo longe da TV Globo, você não escapa dessa gente!), a muvuca nos grandes centros, os congestionamentos astronômicos no trânsito e, principalmente, o consumismo desenfreado travestido de religiosidade.




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Essa é a data na qual a ostentação se faz presente até nas crianças bem pequenas. O menino que ganhou videogame vai esnobar o que ganhou carrinho, que vai esnobar o que ganhou só uma "lembrancinha" de R$ 1,99, que vai esnobar o que não ganhou nada. Consumo, logo existo. Desde tenra idade. E ainda acham essa data o
suprassumo da infância e da ingenuidade!

Os publicitários - sem a menor nesga de dúvidas uma das profissões mais anti-éticas do nosso país - agem como mercenários histéricos para enfiar na cabeça de ricos e pobres, paulistas e pernambucanos, negros e brancos, adultos e crianças, o maior número de pseudonecessidades possíveis,
a serviço sempre das empresas que puderem pagar mais.

Nesse leilão do "amor cristão", no qual "ama" mais quem gasta mais, quem sai perdendo é justamente o trabalhador assalariado que tem nessa ocasião uma raríssima oportunidade de poupar e quitar velhas dívidas por meio do 13º salário, uma de nossas conquistas trabalhistas mais importantes. Mas ai dele se fizer isso e não "provar" que ama seus filhos, não é mesmo?

Então, infelizmente, é natal. A festa cristã. Salve-se quem puder.



sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

O MELANCÓLICO RETRATO DO FUTEBOL BRASILEIRO




Se a palavra “tapetão” sempre foi usual no jargão futebolístico nacional, ao menos ela estava ausente dos noticiários, já há algum tempo.

Muito pela necessidade mercadológica, o esporte preferido dos brasileiros apresentara evolução, desde 2003 ao adotar a fórmula dos pontos corridos. Talvez o último grande centro esportivo a adotar o padrão. Mesmo contra a opinião de alguns cartolas e, certamente, contrário à visão da emissora mandatária do país –ao menos a famiglia Marinho pensa assim.

Isso dificultaria a vida daqueles acostumados com a legitimidade do erro. E por estas bandas sempre foi uma coisa comum. Isso somado ao fato que a criação do Estatuto do Torcedor permitia uma visão mais profissional do futebol, acostumado a ser tratado como várzea, em pleno século XXI.



Em 1998, o Fluminense disputou a Segundona, mas acabou novamente rebaixado, desta vez para a Série C. Em 1999, a equipe foi campeã da Terceirona, mas saltou direto para a Série A na Copa João Havelange, em 2000, quando o caso Sandro Hiroshi bagunçou o futebol nacional.Em 2006 foi a vez do Corinthians e o Atlético-PR se envolverem em esquemas. Dirigentes de ambos os clubes foram pegos em escutas autorizadas pela justiça.

Em 2005, a Máfia do Apito nos mostrava o maior caso de manipulação de resultados da história. Um grupo de investidores havia “negociado” com o árbitro Edílson Pereira de Carvalho (integrante do quadro da FIFA), para garantir resultados em que haviam apostado em sites. Descobriu-se a participação de um segundo árbitro no esquema, Paulo José Danelon. Ambos, Paulo José e Edílson, foram banidos do futebol e, depois, denunciados pelo Ministério Público por estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica.

Bom, em 2013 parece que a normalidade se perdeu no campo, mais uma vez. A Portuguesa, ao escalar um jogador irregular, com a anuência da Dona CBF foi a maior prejudicada; e, conseguinte, o Fluminense, virtual rebaixado, quem se deu bem na história, que está longe de acabar. Com o envolvimento do Ministério Público, as coisas tendem a se tornar mais vergonhosas, há poucos meses de se realizar a Copa do Mundo.

Em um ano em que, praticamente tudo deu errado, o melancólico final do Brasileirão é apenas o retrato escancarado de um produto, outrora rentável, mas que vem sendo dilapidado por cartolas incompetentes e gananciosos e de uma emissora de TV que ajudou a desgastar o esporte. Eis alguns exemplos:


COPA DO MUNDO

A corrupção e o superfaturamento correram soltos, desde o início das obras para a competição.

Com o agravantes das mortes nos estádios do Corinthians e da Arena Manaus. Na ESPN: o Ministério Público constatou que somente 63 das 64 obrigações relacionadas a normas de proteção ao trabalhador foram ignoradas pela construtora Andrade Gutierrez nas obras do estádio de Manaus. No último fim de semana, um operário morreu ao cair de uma altura de 35 metros - trabalhava na cobertura do campo. O elefante branco amazonense custará mais de R$ 600 milhões.

SUSPEITA DE ARRANJO EM JOGOS

O flagra do jogador cruzeirense Júlio Batista avisando para o jogador Cris do Vasco para “fazer mais um”, era um sinal claro de que havia algo de podre no reino da Dinamarca.

BRIGA ENTRE TORCIDAS ORGANIZADAS

Não de hoje o problema, mas a incompetência com que se lida com a questão é assombrosa. E em mais um caso de selvageria, o jogo entre Vasco e Atlético-PR foi a despedida patética do campeonato. Resultado: três “torcedores” em estado grave nos hospital um em estado de coma. Lembrando que os marginais das uniformizadas já haviam protagonizado um 'espetáculo dantesco', na Bolívia, ao matarem um garoto local com o lançamento de um sinalizador. Pior que isso, só a imprensa nacional tomar partido dos criminosos, que ficaram detidos na Bolívia. Lá não é como cá. E no exterior, a imagem da sede da Copa 2014 continua se deteriorando.


MUNDIAL DE CLUBES

Em situações normais, um time brasileiro ser derrotado por um que não seja europeu, é zebra. O problema que já não é mais exceção. O Raja Casablanca repetiu o Mazembe contra o Internacional e despachou de forma humilhante o Atlético-MG. A “síndrome de vira-latas” faz com que os clubes nacionais, ao ganhar a Libertadores apenas e tão somente pensem no Mundial em dezembro, como se isso fosse a redenção: derrotar o primo rico. Os clubes da Europa só pensam nisso poucos dias antes da competição. Uma necessidade tremenda de autoafirmação por parte dos times tupiniquins.

A PARCERIA COM A TV

A Globo sempre fez de tudo para manter o monopólio das transmissões esportivas. Denúncias de coerção e outros tipos de pressão contra os clubes para manter a "fidelidade" sempre foram comuns. E mesmo com todo o esforço, o futebol tem apresentado flagrante declínio em audiência, seja aos domingos, seja durante a semana. Horários absurdos (22 horas), excesso de partidas são alguns dos motivos para tal fenômeno.

DÍVIDAS COM A UNIÃO

Na Folha: "O deputado Vicente Cândido (PT-SP) e o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), levaram ao ministro do Esporte, Aldo Rebelo, o projeto de lei para acabar com as dívidas fiscais dos clubes (seja com o Fisco e seja as ações trabalhistas), é o que informa a coluna Painel FC, da Folha de S.Paulo. Junto ao texto, foi entregue a Rebelo um abaixo-assinado com mais de 100 assinaturas de presidentes de clubes pleiteando a aprovação". E, acreditem, há muita chance de isso ser aprovado pela presidente Dilma. Enquanto os trouxas Brasil afora continuam a pagar impostos.


Com tudo isso, fica a dúvida sobre o futuro do esporte mais popular do país, que já viveu dias melhores, dentro e fora das 4 linhas. E se acontecer nada menos do que o título da seleção brasileira no mundial em 2014, a crise tende a se agravar. Talvez seja exatamente isso que falte: um choque de realidade para a nação entender que nem dentro de campo e muito menos fora dele, as coisas são como antigamente. Nem de longe...


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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

WHAT THE HELL IS WRONG WITH THIS STUPID COUNTRY?




What's going on back there in the Middle East? Israel, or how the entire world calls it, IsraHell, has been destroyed Palestine. Since 1940's. Everybody knows that. Every nation and every leader; the UN too. And why nobody can do something to help a people who been suffering for decades?

The siege is embarrassing. It reminds us what happend in Germany, against the jewish people by the nazys. Today, is the same. But the roles turned. Now, the palestine people are the jews and the israeli state, is the same nazism regim that we saw between 1938 and 1945. 

Who's gonna cry for people in Gaza, West Bank, Jerusalem, etc? All of us, of course. But the UN and the USA don't give a damn. They support the stupid actions. Since Golda Meir, (with those satanic eyes) to these present days, we been watch shameful actions from Israel.

Nobody in the american goverment cares about the palestine people. There's no Oil or Gas in Palestine. So, if Obama can steal anything, does't matter. 




The human rights don't count. The israeli soldiers hate (and kill) children, old people, woman, civilians...And they think they can.  But they're wrong.

The world doesn't like Israel. The question is: until when only two countries can maintain the nazy agenda? 'Til when?


Look those sad images:





































































































Check it out this news: War Crimes Tribunal Finds Israel Guilty Of Genocide Against The Palestinian People


Israel opens dam, flooding Gaza Strip with rainwater




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How Nazys Treat Children from Palestine

ISRAEL 2013 OR BERLIM 1936 ?

Free Gaza! Save our Brothers in Palestine!









quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

OBAMA E A PREMIÊ DINAMARQUESA - O QUE REALMENTE ACONTECEU?




 Após posarem juntos para uma foto, o presidente dos EUA Barack Obama e a primeira-ministra dinamarquesa Helle Thorning-Shmidt mostraram total entrosamento, conversando animados durante o funeral de Nelson Mandela. Quem não gostou nada da situação foi Michelle Obama, que não fez questão de disfarçar a cara de poucos amigos. 

 Mas o que realmente aconteceu? Sobre o que falaram?
 Com exclusividade, o blog transcreve o diálogo apimentado entre os dois líderes mundiais:

























































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*O Penico e Meus Ouvidos




domingo, 8 de dezembro de 2013

A Estupidez do Fanático Torcedor Brasileiro



O torcedor brasileiro é fanático. Isso é notório. Mas esse passionalismo custa caro.

O que poderia ser apenas um lazer, um hobby, se tornou, ao longo dos anos, algo perigoso, sombrio.

Grupelhos de infelizes alienados viraram facções, ou torcedores organizados. Os desajustados, problemáticos jovens e adultos recrudesceram suas atitudes contra a sociedade e contra outras pessoas, pelo simples fato de torcerem por outras agremiações.

Arrastões, vandalismo, roubos e MORTES se tornaram resultados costumeiros sempre que há jogos, seja entre times grandes ou medianos do nosso esporte bretão.

O jogo entre Atlético-PR e Vasco da Gama de 08/12 foi mais um exemplo nojento e degradente de como o “país do futebol”, a sede da Copa de 2014, não consegue resolver uma chaga que já custou centenas de vidas, ao longo dos últimos anos. Não foi a primeira vez, nem será a última.



Não foi a confusão em si que chamou a atenção. Gente com ódio no coração e com ações criminosas premeditas tem aos montes pelos campos Brasil afora. Nem a covardia de “torcedores” espancando um homem, claramente já desacordado, nas arquibancadas, o levando a um estado de coma. O que é clamoroso é o fato em si: a violência intermitente, a praça de guerra com vítimas. Como se isso fosse normal, sem solução. Sempre que há uma rodada de futebol, já é possível esperar pelo pior. E isso é que preocupa: o “mais do mesmo”.

 Como uma partida onde há duas vítimas em estado de coma pode ser normal? De que maneira um país que se pretende levar a sério no cenário internacional, sediando um evento de proporções gigantescas como a Copa, não consegue sequer erradicar os conflitos durante partidas? Diria o mais ufanista que partidas de futebol são de caráter privado, portanto o governo não tem o que fazer. Na Inglaterra, os hooligans foram tratados como caso de segurança nacional. E, às duras penas, o combate ostensivo aos criminosos deu resultado.

Leia mais AQUI.


O PAÍS DO FUTEBOL?

Notícias desse tipo soam como um desrespeito, escárnio ao cidadão. É a imagem de uma nação que está em jogo, são as vidas de inocentes que são vitimados em locais onde deveria haver diversão. É um problema de segurança pública, sim.

A tragédia pode ter dimensões internacionais se, durante o evento da Fifa, a vítima for um estrangeiro. Como explicar isso à comunidade internacional?

Torcedor fanático, geralmente integrante de uma torcida organizada, abre mão de família, de emprego, de racionalidade e lógica. Inclusive de moral e ética.


Famílias não podem mais ir aos estádios, crianças, mulheres, idosos, homens, enfim, aqueles que buscam o espetáculo estão, praticamente, proibidos de frequentar as arenas esportivas da vida. Graças aos monstrinhos uniformizados, patrocinados pelos próprios dirigentes dos clubes, que os sustentam à base de ingressos grátis, dinheiro para manter suas respectivas sedes. Corresponsáveis pelas atrocidades cometidas pelos criminosos profissionais, dispostos a tudo para ver seus respectivos times a frente dos demais. Ou não.

Certa vez entrevistei um integrante da Torcida Jovem, do Santos. Perguntei sobre uma partida entre Santos e Vasco, no velho Maracanã, há alguns anos. Resposta: “não me lembro, não; a gente foi lá pra dar o troco, já que quando eles vieram aqui em SP, bateram na gente.” Cenário deprimente.


A cena dantesca observada em Joinvile, foi digna de uma guerra. Guerra que o Brasil vem perdendo há tempos. Se o futebol nacional é destaque dentro de campo, pelos títulos e potencial, fora de campo é digo de pena. Nível amador.

E só para lembrar: É APENAS A PORRA DE UMA PARTIDA DE FUTEBOL. NADA MAIS DO QUE ISSO.




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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

PAGOS PELOS OPRESSORES; DESPREZADOS PELOS MESMOS



Em mais uma demonstração de despreparo da PM (seja ela fluminense, paulista, baiana ou gaúcha) jovens foram presos durante uma manifestação, apenas por contestarem as prisões arbitrárias. Mulheres também tem sido alvo de operações truculentas, nas últimas semanas.

Desde o aumento dos protestos em maio deste ano, a Polícia Militar sempre se mostrou arbitrária. Ninguém espera que os PMs acompanhem tudo de braços cruzados; afinal, eles estão lá para manter a ordem e evitar dano ao patrimônio. Mas ainda assim os policiais sempre defenderam os direitos dos que os pagam, sem titubear. Agem sob o comando do batalhão, que recebe ordens do Coronel, que acata o que vem do secretário de segurança, que é um mero aspone do governador. Sabem aqule cara que não quer mudanças em hipótese alguma? Esse é o tal 'governador'.



Seria de bom tom que os “nobres” funcionários públicos se lembrassem que, apesar de receberem do governo estadual, eles estão lá para proteger a sociedade civil; e não para marginalizá-la. Quando, claramente, se opta por proteger os opressores, ao invés dos oprimidos, evidente que há um erro nesse processo. Um erro de avaliação. Uma coisa é evitar que uma banca de jornal, um museu ou um telefone público sejam depredados; quem faz esse tipo de vandalismo deve responder judicialmente por tamanha insensatez. Mas coibir protestos em frente a residência oficial do governador ou secretário com gás lacrimogênio, balas de borracha, detenções ilegais e com ações típicas de hordas fascistas é o cúmulo da idiotice.

No vídeo abaixo um exemplo de que as coisas são bem piores do que se pensa.






Há vários meses em que o enfrentamento entre PM e manifestantes vem se acirrando. No começo, os policiais até evitavam que fossem filmados por pessoas ligadas aos movimentos. Hoje, tamanha é a sensação de imunidade, que sequer se preocupam com a presença ostensiva de advogados tentando proteger os direitos civis dos presos nas manifestações.

Gostaria de ver as reações dos mesmos policias militares, quando o governador anunciar o próximo aumento de salários da categoria. Será interessante saber se eles reagirão à tamanha injustiça. Sim, porque é de conhecimento público que os PMs ganham mal. Acatarão o reajuste sem reclamar nos quartéis? Aceitarão a miséria imposta por governantes inescrupulosos que preferem sucatear a educação e a a segurança, apenas para manter o estado de coisas, o establishment?



Quando as '‘tropas de choque’' da vida perceberão que estão do lado errado da equação? Que proteger interesses não é “servir e proteger”? Que para os governates , eles são apenas e tão somente capachos, que podem ser descartados facilmente, no primeiro sinal de comprometimento da "missão"?

Os mesmos PMs que são sonoramente abandonados pelo Estado quando sofrem acidentes de trabalho, quando são atingidos por marginais e ficam a mercê de uma administração inepta, que não se importa com a condição do policial ou sua família.



Leia também:  Jovens são humilhados e agredidos por policiais no Ceará



Os policiais são buchas de canhão que os poderosos atiram ao sistema, antes de sacrifiar seus mandatos; tudo em nome da "governabilidade". E por esse tipo de gente que a população tem sido agrdida, humilhada e tratada como gado. Aposto que estes "exemplares" funcionários públicos devem estar orgulhosos deles mesmos. Os poderosos, ao menos, estão. Com certeza.



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domingo, 1 de dezembro de 2013

“...Ao Pó Voltaste.”




Há ainda no Brasil, um tipo todo especial de cidadão que ainda se surpreende com as ações da mídia tupiniquim. Boa parte das redações, seja de revistas, jornais ou TVs, são vendidas ao sistema. Pseudo jornalistas, paus-mandados dos barões da mídia que gostam das coisas como estão. Significa que interesses não podem ser contrariados, de maneira alguma.



Esse brasileiro específico reclama do papel da imprensa no caso envolvendo o helicóptero pertencente aos Perrellas, com quase 450 quilos de cocaína.

A superintendência da Polícia Federal do Espírito Santo apreendeu, durante operação 450 kg de cocaína em um helicóptero da Limeira Agropecuária, empresa do deputado estadual por Minas Gerais Gustavo Perrella (Solidariedade), filho do senador e ex-presidente do Cruzeiro Zezé Perrella (PDT-MG).” Isso foi divulgado no dia 24, data do ocorrido, em uníssono, por quase todos os portais de notícia. Nas TVs, o mesmo comedimento ao tratar do assunto. Como se uma manchete desse porte fosse insignificante.



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Perrella é político há décadas. Usou o Cruzeiro Esporte Clube como sua mais rentável plataforma política. Há suspeitas de caixa dois envolvendo transações e transferência de jogadores, e até valores superfaturados nas respectivas compras de atletas. Nada provado. Mesmo assim, os cruzeirenses (felizmente há exceções) fizeram dele um dos políticos mais votados do estado de Minas. À frente do clube de 1994 até 2011, foi o homem-forte do time, mesmo quando o irmão assumiu a presidência. O Cruzeiro foi, praticamente, um feudo da família Perrella. Também foi durante esse período que o time ressurgiu em âmbito esportivo, chegando até a disputar o Mundial Interclubes. Como cartola tem trânsito fácil nos corredores da CBF, onde é muito bem quisto pelos mandatários do esporte bretão.



Como político, influente em Minas, se tornou um puxador de votos também para aliados de plantão. Ao ingressar nas fileiras do PFL e passar depois para o PDT, Perrella sempre esteve próximo do PSDB de Aécio Neves, de quem sempre foi amigo e apoio constante quando este foi governador de Minas.

Sua eventual condenação em algo tão sórdido quanto este episódio, poderia respingar em políticos próximos a ele, como alguns tucanos de alta plumagem. Em ano pré eleitoral, isso seria catastrófico.



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Em momento assim, os reacionários, os alienados e os subservientes ao conservadorismo crônico são cegos. Nem os “rottweillers” da mídia se atrevem a escrever uma linha sequer sobre um tema nevrálgico. Mas nesse caso, por pura má-fe´. Preferem lembrar que José Dirceu trabalhará em um hotel por 20 mil reais ao mês. A velha tática de cair atirando para todos os lados. Os jornalistas que perverteram seus ideais em troca de uns trocados, como legítimas prostitutas, preferem ignorar o lema do real jornalismo: 'ser crítico, imparcial e investigativo; registrar o fato e nunca provocá-lo'.


Nisso a mídia suja, o P.I.G., consegue ser a antítese.

Bom, resumindo: CARTOLA INFLUENTE, POLÍTICO OLIGARCA , DONO DE UMA FORTUNA CONSIDERÁVEL, AMIGO DE POLÍTICOS GRAÚDOS e com a MÍDIA VENDIDA A SEU DISPOR. Sério que as pessoas ainda questionam o porquê da imprensa brasileira optar, descaradamente, por colocar a culpa no piloto do helicóptero? SÉRIO??



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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O Dia em que os EUA abandonaram Nova Orleans




O Furacão Katrina destruiu uma parte dos EUA numa tempestade tropical que alcançou a categoria 5 da Escala de Furacões de Saffir-Simpson. Os ventos do furacão alcançaram mais de 280 quilômetros por hora, e causaram grandes prejuízos na região litorânea do sul dos Estados Unidos, especialmente em torno da região metropolitana de Nova Orleans, em 29 de agosto de 2005 onde mais de um milhão de pessoas foram evacuadas. O furacão passou pelo sul da Flórida, causando em torno de dois bilhões de dólares de prejuízo e causando seis mortes diretas.



O Furacão Katrina causou milhares de mortes, sendo um dos furacões mais destrutivos a ter atingido os Estados Unidos. O furacão paralisou muito da extração de petróleo e gás natural dos Estados Unidos, uma vez que boa parte do petróleo americano é extraído no Golfo do México. E essa foi a maior preocupação do governo naquele momento.

Em 29 de agosto, a maré ciclônica do Katrina causou 53 diferentes pontos de acometimento na Grande Nova Orleans, submergindo oitenta por cento da cidade. Um relatório de junho de 2007 feito pela Sociedade Americana de Engenheiros Civis indicou que dois terços das inundações foram causadas pelas múltiplas falhas nas barreiras da cidade. Não foram mencionadas as comportas que não foram fechadas. A tempestade também devastou as costas do Mississippi e do Alabama, tornando o Katrina o mais destrutivo e mais caro desastre natural na história dos Estados Unidos, e o mais mortal furacão desde o Okeechobee em 1928. O dano total do Katrina é estimado em 81,2 bilhões dólares americanos (em valores de 2005), quase o dobro do custo da tempestade do até ainda mais cara, o furacão Andrew, quando ajustado pela inflação.




É quase impossível determinar a causa exata de algumas das mortes. A relativa falta de status, poder e recursos colocaram muitas mulheres em risco de serem vítimas de violência sexual durante o furacão Katrina.

Os dados oficiais sobre que o desastre fez, nos Estados Unidos, atingiu 233 000 quilômetros quadrados, uma área quase tão grande quanto o Reino Unido. O furacão deixou cerca de três milhões de pessoas sem eletricidade. Em 3 de setembro de 2005, Michael Chertoff, secretário da Homeland Security, descreveu no rescaldo do furacão Katrina, que seria "provavelmente a pior catástrofe, ou conjunto de catástrofes", na história do país, referindo-se ao furacão em si mais a inundação de Nova Orleans.




Ao final de janeiro de 2006, cerca de 200 000 pessoas continuaram vivendo em Nova Orleans, menos da metade da população antes da tempestade. Em 1 de julho de 2006, quando novas estimativas de população foram calculados pelo Censo dos EUA, o estado de Luisiana mostrou um declínio da população de 219 563 ou 4,87%. Além disso, algumas companhias de seguros deixaram de segurar os proprietários na área por causa dos altos custos dos furacões Katrina e Rita, por ter levantado prêmios de proprietários de seguro para cobrir o seu risco.

Mas o foco da recuperação não era exatamente Luisiana. A preocupação do governo federal era com o Golfo do México, de onde vem a maior parte do petróleo americano, cujo as operações estavam paralisadas devido ao desastre natural.




A população foi sonoramente abandonada pela administração Bush. Em meio a uma guerra dispendiosa (Iraque) que demoraria a trazer dividendos (roubo dos recursos naturais do país) o pronunciamento piegas do presidente americano foi pra "inglês ver".

As razões para o abandono da cidade por parte do governo são várias – nenhuma lógica. Não tem a mesma relevância que Los Angeles ou Nova York. Por ter a maior população de afrodescendentes também faz sentido para um país com histórico de racismo rasteiro. 




Fornecimento de água e energia demorou quase seis meses para se reestabelecer. E gradativa e precariamente. Não havia vontade política. Houve comoção nacional quando a nação viu as imagens de quase 60% do estado embaixo d'água. Mas foi só. Como uma notícia velha, alguns dias depois as pessoas estavam procurando manchetes diferentes. Afinal, tragédia em horário nobre não é muito agradável.


As imagens são fortes. Muitas pessoas chorando, implorando por ajuda das autoridades incompetentes. O plano de evacuação da cidade foi mal executado. As pessoas foram alojadas de qualquer jeito em escolas e ginásios mal equipados. O cenário de guerra remetia aos países vítimas dos EUA. E, mesmo com toda a antipatia despertada pelos americanos, houve comoção mundo afora.



Mais de setenta países comprometeram-se com doações em dinheiro ou outras formas de assistência. Notavelmente, Cuba e Venezuela (ambos hostis ao governo americano) foram os primeiros países a oferecer ajuda, prometendo mais de 1 milhão de dólares, vários hospitais móveis, estações de tratamento de água, alimentos enlatados, água mineral, óleo para aquecimento, 1.100 médicos e 26,4 toneladas de medicamentos. Contudo, esse auxílio foi rejeitado pelas autoridades americanas. A soberba cobra um preço muito alto...

Imagine um estado poderoso como a Califórnia. O mais importante da federação e com o maior peso financeiro. Alguém acha que a ajuda demoraria a chegar se houvesse uma tragédia similar por la? Não. Mas na Luisiana, infelizmente sim.

A desculpa federal era a dificuldade em liberar recursos para reconstruir as cidades atingidas, em especial Nova Orleans, berço da música e cultura do país. O mais estranho nesse argumento é que historicamente, isso nunca foi um problema. Em todas as grandes tragédias que os Estados Unidos vivenciaram sempre houve pronto atendimento às vítimas. O incêndio em Chicago, a enchente em Nova Orleans em 1927, as queimadas na Califórnia, o falso atentado terrorista em 2001 e o terremoto em São Francisco são os principais exemplos. TODAS as cidades receberam apoio irrestrito e quase que imediato. Por que não desta feita?



George Bush era (é) um genocida. Sua preocupação prioritária era espoliar o Iraque, após o engodo do 11 de setembro. Tudo que ele dizia encontrava eco positivo na mídia corrompida. Mas na Luisiana as coisas pareciam as mesmas. Num cenário digno do Haiti, com bairros fantasmas, destroçados e entregues ao entulho, havia a possível contaminação da água, poucos mantimentos e ajuda humanitária indigna e insuficiente.


O "EFEITO FLÓRIDA", TUDO DE NOVO...

Para piorar, as eleições estavam se aproximando. A política, com desastre natural ou sem, não pode parar. Os interesses mesquinhos reapareceram e com eles as velhas fórmulas de manipulação do sistema.



Se na Flórida, a mais suja forma de adulteração de uma eleição deu certo, por que não repetí-la? Usando os mesmos artifícios nojentos de sempre. Em 2000, a população afrodescendente foi praticamente impedida de votar --as regiões mais pobres ficaram sem transporte público e cédulas eleitorais não chegaram aos seus distritos-- e isso foi decisivo para a eleição presidencial do mesmo ano. E na Luisiana poderia-se tentar a mesma sordidez. Bastava manter as barreiras para o retorno da população carente às suas respectivas casas. E, em pleno EUA, a tão propalada terra da liberdade, seus concidadãos eram tratados como clandestinos em sua própria pátria. Milhares de pessoas morando de favor, em condições precárias, sem poder voltar ao lar por um artifício nojento de uma governo desprezível.



O cenário de guerra era deplorável e a população era impedida de tentar buscar mudanças. O imbróglio não estava mais nas mãos da administração municipal, e sim da federal. Isso significava mais burocracia e maior dor de cabeça e recursos controlados. A FEMA (Agência Federal de Gestão de Emergências) foi pragmática. Sua providência foi disponibilizar alguns trailers para a população. Mas parece ilógico que meia dúzia de residências móveis possam suprir a demanda de milhões sem teto.

Os bancos se valiam das apólices de seguro vagas para não pagar o que deviam aos segurados. Eles se diziam impedidos de ressarcimento devido às cláusulas contratuais. Restava esperar intervenção federal, que não vinha.

Muitos que abandonaram a cidade de Nova Orleans, e o estado, dificilmente voltaram. Ao menos a curto prazo. Um grande número de pessoas conseguiu refazer a vida em outras localidades; como não viram vontade política para resolução dos problemas, preferiram ficar.


A criminalidade voltou em peso. A taxa de suicídio aumentou exponencialmente, assim como as doenças infecto-contagiosas. Desgraça pouca é bobagem.

Após o furacão não havia espaço suficiente para abrigar os corpos das milhares de vítimas. Mais uma vez, o jeito Bush de resolver impasses causou espanto: caminhões frigoríficos mantiveram os defuntos por meses, para eventual reconhecimento por parte dos familiares. Algo típico de pós-guerra. E o cenário apocalíptico atingia impiedosamente a cidade que é referência na cultura e gastronomia do país. Nada ali sequer lembrava isso. Ao contrário. O que se presenciava estava mais próximo da Berlim, em 1945, do que uma cidade americana em pleno século XXI.

Com a maior parte das casas abandonadas (mais de 90 mil) e sem a permissão total das autoridades para o retorno, um ano e meio depois as coisas não pareciam melhores. E a população de N. Orleans continuava a deriva.


Com o lento retorno, também veio o aumento da violência. Policias insuficientes (e mal pagos) eram o contraponto aos soldados da Guarda Nacional, braço militar usado em situações civis, mas que caracteriza o envolvimento direto e perigoso da administração federal. E era apenas eles que os habitantes viam. Soluções, não.

O dinheiro, ou melhor dizendo, a esmola paga às pessoas pela perca das suas respectivas residências era mediante exigências, entre elas a apresentação da escritura. Como provar algo cujo a documentação fora levada pela força da água? E como entregar de bandeja um local que moradores tinham a gerações? Além do fato que o ressarcimento era referente, na maioria das vezes, para reformar telhados e não indenizar pela propriedade perdida. Não houve bom senso da administração pública.


A lição que fica dessa catásfrofe é o triste exemplo de um país acostumada a ingerências em outras nações soberanas, com a desculpa de implementar "democracia e liberdade", quando o próprio quintal estava uma sonora bagunça. Os Estados Unidos não aprenderam a lidar com suas próprias deficiências e limitações, e são muitas.

Talvez antes de querer espalhar, à força,um pouco de seu estilo de vida ao resto do mundo, a tão decantada GLOBALIZAÇÃO, os americanos deveriam aprender a lamber s feridas que deixaram transparecer ao restante do planeta. Quando os olhos do mundo viram, estarrecidos, como uma super potência teve seu dia de país de terceiro mundo, um Haiti sem rumo e com futuro incerto.




Deus salve a América, literalmente.