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domingo, 8 de dezembro de 2013

A Estupidez do Fanático Torcedor Brasileiro



O torcedor brasileiro é fanático. Isso é notório. Mas esse passionalismo custa caro.

O que poderia ser apenas um lazer, um hobby, se tornou, ao longo dos anos, algo perigoso, sombrio.

Grupelhos de infelizes alienados viraram facções, ou torcedores organizados. Os desajustados, problemáticos jovens e adultos recrudesceram suas atitudes contra a sociedade e contra outras pessoas, pelo simples fato de torcerem por outras agremiações.

Arrastões, vandalismo, roubos e MORTES se tornaram resultados costumeiros sempre que há jogos, seja entre times grandes ou medianos do nosso esporte bretão.

O jogo entre Atlético-PR e Vasco da Gama de 08/12 foi mais um exemplo nojento e degradente de como o “país do futebol”, a sede da Copa de 2014, não consegue resolver uma chaga que já custou centenas de vidas, ao longo dos últimos anos. Não foi a primeira vez, nem será a última.



Não foi a confusão em si que chamou a atenção. Gente com ódio no coração e com ações criminosas premeditas tem aos montes pelos campos Brasil afora. Nem a covardia de “torcedores” espancando um homem, claramente já desacordado, nas arquibancadas, o levando a um estado de coma. O que é clamoroso é o fato em si: a violência intermitente, a praça de guerra com vítimas. Como se isso fosse normal, sem solução. Sempre que há uma rodada de futebol, já é possível esperar pelo pior. E isso é que preocupa: o “mais do mesmo”.

 Como uma partida onde há duas vítimas em estado de coma pode ser normal? De que maneira um país que se pretende levar a sério no cenário internacional, sediando um evento de proporções gigantescas como a Copa, não consegue sequer erradicar os conflitos durante partidas? Diria o mais ufanista que partidas de futebol são de caráter privado, portanto o governo não tem o que fazer. Na Inglaterra, os hooligans foram tratados como caso de segurança nacional. E, às duras penas, o combate ostensivo aos criminosos deu resultado.

Leia mais AQUI.


O PAÍS DO FUTEBOL?

Notícias desse tipo soam como um desrespeito, escárnio ao cidadão. É a imagem de uma nação que está em jogo, são as vidas de inocentes que são vitimados em locais onde deveria haver diversão. É um problema de segurança pública, sim.

A tragédia pode ter dimensões internacionais se, durante o evento da Fifa, a vítima for um estrangeiro. Como explicar isso à comunidade internacional?

Torcedor fanático, geralmente integrante de uma torcida organizada, abre mão de família, de emprego, de racionalidade e lógica. Inclusive de moral e ética.


Famílias não podem mais ir aos estádios, crianças, mulheres, idosos, homens, enfim, aqueles que buscam o espetáculo estão, praticamente, proibidos de frequentar as arenas esportivas da vida. Graças aos monstrinhos uniformizados, patrocinados pelos próprios dirigentes dos clubes, que os sustentam à base de ingressos grátis, dinheiro para manter suas respectivas sedes. Corresponsáveis pelas atrocidades cometidas pelos criminosos profissionais, dispostos a tudo para ver seus respectivos times a frente dos demais. Ou não.

Certa vez entrevistei um integrante da Torcida Jovem, do Santos. Perguntei sobre uma partida entre Santos e Vasco, no velho Maracanã, há alguns anos. Resposta: “não me lembro, não; a gente foi lá pra dar o troco, já que quando eles vieram aqui em SP, bateram na gente.” Cenário deprimente.


A cena dantesca observada em Joinvile, foi digna de uma guerra. Guerra que o Brasil vem perdendo há tempos. Se o futebol nacional é destaque dentro de campo, pelos títulos e potencial, fora de campo é digo de pena. Nível amador.

E só para lembrar: É APENAS A PORRA DE UMA PARTIDA DE FUTEBOL. NADA MAIS DO QUE ISSO.




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2 comentários:

  1. É Lamentável !

    Fatos como esses que denigrem a imagem de nosso pais que já não é das melhores, infelizmente enquanto as autoridades não tomarem as devidas providencias ainda veremos muito disso. Copa do mundo vem ai e ai Brasil ?

    Sou a favor de que em jogos tenham apenas uma torcida a do time da casa, assim diminiu em muitas as chances de algo como essas cenas voltem a ocorrer nos estágios.

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