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domingo, 30 de junho de 2013

BRASIL - UM PAÍS DE IDIOTAS




Em um país de imbecis, que idolatram o que é superficial e desprovido de relevância, a realização da Copa do Mundo foi bem recebida. Mas para aqueles que primam pela objetividade e senso lógico, o evento da instituição mais corrupta do meio futebolístico (a FIFA) foi um atraso sem precedentes.

O engodo começa com o plano de convence uma nação da importância da Copa. Para isso, conta-se com a mídia corrompida e vendida ao sistema há décadas. Depois se usa a propaganda oficial para dizer que melhorias precisam ser feitas em locais onde teremos estádios modernos, e que todos ganharão com isso. Só esqueceram de avisar que essa “eugenia social”, cujos resultados deixariam os nazistas com um sorriso largo no rosto, só beneficia os políticos, os empreiteiros e os cartolas. A população fica com os estragos e o abandono. Como foi feito na África do Sul.





Em locais como SP, RJ, Natal, Brasília, Fortaleza, Manaus etc., os suntuosos novos templos de futebol foram realizados com o velho superfaturamento, as velhas maracutaias (ignorando o TCU) e muitas vezes sem licitação, alegando urgência nas obras.
Enquanto isso, as praças onde serão realizados os jogos agonizam sem hospitais, com saneamento básico digno de países africanos e com o conveniente remanejamento de pessoas “socialmente inadequadas" para locais onde a imprensa estrangeira (e até a nossa) não poderá enxergar”.

No documentário abaixo, o retrato sujo de um jogo que vem sendo travado nos bastidores do poder a muitos anos: tungar o dinheiro público, travestido de grande evento.






Não há razões lógicas e práticas para se realizar um evento de tal magnitude. Somos um país campeão em desigualdade social, aonde saneamento básico chega a pouco mais de 60% dos lares, onde temos uma região (Nordeste), convenientemente ignorada pelas administrações públicas, que padece com uma seca recorde, com as prioridades na área de saúde, transporte e segurança sendo relegadas a um plano inferior; com a região Norte, onde a população ribeirinha sequer tem acesso à água potável. Ainda assim investe-se pesado para assaltar os cofres públicos para agradar aliados de campanha e realizar algo que não renderá frutos à população de baixa renda.

E, acredite, há ingênuos que defendem a Copa do Mundo. Tudo em nome de um pseudo patriotismo que cheira a mofo. Assim como os incautos que comemoraram a "conquista" da Copa das Confederações como se fosse algo importante. Um atraso moral e intelectual típico de um povo acostumado a chafurdar na ignorância.


do Portal Terra:
vc repórter: "não recomendo", diz jovem sobre ser voluntária na Copa


E para aqueles que procurarem um hospital público para levar seu filho doente em um momento de desespero, sugiro levar ao Maracanã. Resta saber se o Eike Batista disponibilizará médicos para o povão.



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quinta-feira, 27 de junho de 2013

E a Oposição Acordou?




Demorou 12 anos, mas parece que os partidos de oposição despertaram de sua letargia.


Na mesma onda dos protestos e de maneira oportunista, PSDB, PPS e DEM acordaram. Oportunismo que era usado pelo PT quando não era situação.

A questão é: por que demorou tanto para se pronunciar? Por que esperar que as vozes das ruas se manifestar para também tomar partido?

Um dos alvos são os gastos com a Copa do Mundo. Entre construção e reforma estima-se que os valores se aproximem de 30 bilhões de reais.
Direta ou indiretamente, o governo se envolveu, usando os recursos disponíveis que, claramente, foram desviados de outras áreas.
Isso é fato. Mas também é fato que os governos estaduais e municipais cometeram o mesmo delito. E entre eles, há políticos de oposição.




O casuísmo do PSDB (na voz de seu candidato Aécio Neves) não é novo. O Partido dos Trabalhadores tinha isso como usual, quando era oposição.
A questão é: essa bravata dará resultado?

A agenda pragmática de legendas partidárias é comum; então, o ceticismo é compreensível.


Se os tucanos quiserem voltar ao Planalto devem manter o discurso e mudar certos hábitos. Se o Brasil tivesse uma oposição barulhenta nestes últimos 12 anos (como o próprio PT foi em seu tempo) dificilmente teríamos tantos protestos e insatisfação nas ruas. Esse é o papel de quem não esta´mais no governo e anseia voltar a sê-lo. Mas até nisso, a oposição é uma decepção.


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Ah! E por falar em oportunismo, o omisso ex presidente Lula, que se calou durante essas últimas semanas, resolveu pegar carona na onda dos protestos. Veja aqui :LULA CONVOCA MOVIMENTOS SOCIAIS PARA IR ÀS RUAS .

Certamente, demorou para perceber o que acontecia e resolveu, assim como os veículos de imprensa; a ideia é aproveitar efervescência política para pautar a agenda das manifestações e poupar sua pupila, que está no olho do furacão.











terça-feira, 25 de junho de 2013

A Mídia Pelega e o P.I.G.





“Jornalista – (atribuições) ser crítico, imparcial, investigativo; registrar o fato e nunca provocá-lo”.

Talvez por ter enfrentado duas décadas de censura, a imprensa brasileira parece ainda estar enferrujada no que tange a usufruir da liberdade de expressão. Alguns jornalistas ainda pecam pela parcialidade, sendo tendenciosos, perdendo a objetividade e comprometendo a credibilidade, tanto do profissional, quanto do veículo para qual trabalha.

Prova disso foi a fatídica eleição presidencial de 1989, cujo resultado foi fruto da manipulação midiática.




Supunha-se que após o fiasco do pleito daquele ano houvesse um aprimoramento da cobertura política no Brasil, com mais isenção. Ledo engano. A mídia, assim como o cenário político, também se dividiu em dois lados distintos.
A disputa entre PT e PSDB partidarizou as pautas nas mais variadas plataformas de mídia.

De um lado o P.I.G. (Partido da Imprensa Golpista), que inclui alguns dos mais reacionários veículos de comunicação: o grupo GAFE (Globo, Abril, Folha e Estadão).




Os integrantes do P.I.G. são facilmente identificados pelo viés conservador, as vezes reacionário, defendendo interesses de uma elite perversa acostumada a monopolizar o país, temerosa de mudanças sociais. A mesma elite expert em concentrar riquezas, relegando migalhas para o povo tem seus expoentes em bobos da corte como Reinaldo Azevedo, Demétrio Magnoli, Arnaldo Jabor, Alexandre Garcia, Rachel Sherazade e Merval Pereira.

Do lado pelego, os que acreditam piamente na inocência de Lula e seus asseclas no escândalo do mensalão, creditando tamanho alarde a um golpe da imprensa conservadora. Enxergam no ex-presidente um Messias, destinado a entrar para a história do Brasil como o maior estadista de todos os tempos.

O que ambos os lados, convenientemente, esquecem é o compromisso com a verdade. Se PSDB e PT erram (e como erram) devem ser duramente criticados, investigados e expostos. Seus escândalos particulares e os desdobramentos devem aparecer nas primeiras páginas dos jornais.



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Quando acertam (nas raras vezes) deve-se, então, noticiar com moderação. Nenhum político reinventou a roda, portanto o que fazem de correto não fazem nada além do óbvio ululante.

Mas entre satanizar e colocar em um pedestal, os “pachecos” da imprensa tupiniquim parecem perdidos em suas guerrinhas ideológicas, protegendo seus partidos preferidos, como tietes defendendo suas celebridades favoritas. Um papel que nada tem a ver com o de jornalista.

Veículos de comunicação devem ser apartidários ou correremos riscos institucionais. Conglomerados criando ou destruindo figuras políticas apenas por conveniência, acerta em cheio a sociedade civil.


A democracia merece mais do que isso.



sábado, 22 de junho de 2013

Os Erros e Acertos do Movimento Passe Livre





O movimento conseguiu seu intento, mas não é hora de parar com os protestos.



Até agora se pode dizer que, no cômputo geral, o MPL teve mais acertos do que erros.
De início rechaçado e satanizado pela mídia, foi abraçado pela imprensa quando as manifestações ganharam o país.




Os integrantes rejeitaram o viés suprapartidário, optando acertadamente pelo apartidarismo. Foram chamados de fascistas por isso, mas conseguiram resistir à tentação de politizar os protestos e desqualificar a eles mesmos; afinal, se dentre as reivindicações estava o combate à corrupção (bandeira de boa parte dos milhares de participantes) seria uma enorme contradição aceitar qualquer tipo de elementos partidários que usaria as luzes da ribalta como um aproveitadores baratos.

Mantiveram o ritmo das passeatas mesmo quando os governos (estadual e municipal) já acusavam o golpe.

Pouco ou nada falaram contra mídia perversa que atua de maneira leviana no país. Por isso foram criticados.

E no calor da vitória resolveram encerrar as manifestações. Sorte que muitos brasileiros já tinham conhecido o caminho das pedras, e mantiveram o grito nas ruas.
O que pautou a análise dos veículos de informação foi o vandalismo que chegou a várias cidades pelo Brasil afora, e que o MPL fez questão de condenar.

 Lógico que saques e depredações são reprováveis, mas uma avaliação mais profunda cabe neste espaço: os políticos brasileiros vêm tomando a nação de assalto há décadas e sempre esperaram a letargia do povo; golpearam o país com um aríete, forçando e forçando cada vez mais as pessoas, sempre contando com a síndrome de ovelha que acomete os cidadãos dessa republiqueta sul americana. A classe política brincou com a sorte por tempo demais. E por mais que protestos como os organizados pelo MPL tenham sido preponderantes para chamar a atenção para as agruras da nação, foi apenas quando alguns mais exaltados derrubaram o portão da residência oficial do governo paulista e da sede da prefeitura de SP, partiram pra cima da Alerj e do Congresso, é que os maganos do poder acordaram. E com medo.E como é bom sentir o medo que os políticos têm das vozes das ruas.




O Movimento parece ter arrefecido, mas a população não. Tanto que, mesmo quando seus líderes decidiram encerrar os protestos (decisão que durou apenas 24 hrs), as pessoas continuaram protestando em suas cidades.

Por isso o Passe Livre foi importante. Talvez não como agente criador, mas como catalisador. O que faltava era uma faísca. E ela veio. E agora que os brasileiros descobriram que podem verbalizar sua indignação e frustração com relação aos governantes, tudo ficou mais fácil.


E que dure até a Copa do mundo os protestos e manifestações. E além.


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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Tudo começou no Facebook.





Do Jornal O Dia


Jovens que lideram o movimento contra aumento de passagens se dizem apartidários.
(Priscila, 23 anos, era a voz feminina que falava para a multidão no Centro do Rio
                                                          Foto:  Carlo Wrede / Agência O Dia)



Rio - O movimento contra o aumento de passagem no Rio chamou a atenção não apenas pelo fato de a população ter voltado às ruas depois de anos de silêncio, mas também pelo perfil dos líderes, que se definem como apartidários, e a forma de organização, iniciada na Internet.

A manifestação foi organizada pelo Fórum de Lutas Contra o Aumento das Passagens, criado no Facebook por estudantes do Ensino Médio e universitários, aproveitando a mobilização ocorrida na campanha de Marcelo Freixo (Psol) para a prefeitura do Rio, no ano passado.
Os partidos políticos de oposição aos governos Eduardo Paes e Sérgio Cabral, no entanto, não ditam os rumos do grupo, que tem entre os coordenadores (eles não gostam do termo líderes) jovens como Fabrício Silva, Gabriela de Mattos Machado e Raphael Godoi.

“Não me sinto representado por nenhum partido e não acredito que o comunismo seja viável. Me defino como de centro-esquerda. Mas sem partido”, ratifica Raphael, de 16 anos, morador da Tijuca e aluno do Colégio Batista.

Foi ele quem convocou pelas redes sociais o primeiro ato contra o aumento das passagens, que reuniu 300 pessoas no dia 24 de novembro, em frente à prefeitura.

“A gestão pública é muito ruim na questão dos transportes. Derrubam os juros para a classe média comprar carros, mas as ruas estão saturadas. E quem precisa de transporte público paga caro por um serviço ruim”, argumenta o jovem.

No ato de quinta-feira, uma voz feminina falava mais alto em meio à multidão. Era de Priscila Guedes, 23 anos, moradora do Méier e ex-aluna do Colégio Pedro II. Estudante de História na Unirio, ela, diferente dos amigos, é filiada ao Psol, mas não partidariza o movimento.

“Temos um interesse comum, que é rever esta política. A passagem aumenta, mas o salário do motorista, não. E ele ainda tem de fazer a função de cobrador”, diz Priscila, que discursava enquanto os parlamentares do seu partido, Janira Rocha, Eliomar Coelho e Renato Cinco estavam junto ao povo.

Dentre os coordenadores do protesto, o único com perfil clássico de manifestante é Julio Anselmo, que foi candidato a vereador pelo PSTU e integra a Anel (Assembleia Nacional de Estudantes Livre), alternativa criada à UNE, hoje governista.



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“Por que o aumento da passagem é sempre acima da inflação e o salário, não? É justo?”, questiona Julio, que estuda Filosofia na UFRJ.

Líder da Passeata dos 100 mil, de 68, se une à garotada e avalia organização

As manifestações na Avenida Rio Branco vêm de longa data. A primeira delas ocorreu em 1968, em plena ditadura militar, e ficou conhecida como Passeata dos 100 mil. Um dos líderes do movimento caminhou praticamente incógnito junto à garotada na quinta-feira.

“As diferenças eram muitas. Não havia concentração. Nos reuníamos rapidamente e caminhávamos na contramão dos carros para evitar que a repressão chegasse rapidamente”, lembra Cid Benjamin, agora com 64 anos.

Torturado violentamente nos porões da ditadura e exilado do Brasil por dez anos, Cid lembrou de outras manifestações que mudaram a história do país, como as Diretas Já, em 1984.



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O perfil das lideranças também é bem diferente. Em 1968, nomes conhecidos do cenário político e do movimento estudantil estavam sempre à frente. A única semelhança vem da classe social.

As cenas de vandalismo na Avenida Presidente Vargas, praticado por cerca de 50 pessoas, foram vistas de maneiras distintas.

“É por isso que eu não acredito no comunismo. Cada um faz o que quer, aí tem gente que faz aquilo e atrapalha a nossa luta”, diz Raphael Godoi. Julio Anselmo tem outra opinião: “Aquilo (quebra-quebra) não foi coisa do movimento, mas o governo faz coisa bem pior”.

“A classe média sempre liderou estes movimentos. Desta vez, acho que a falta de comando definido atrapalhou no fim, permitindo aquele quebra-quebra injustificável”, opinou.


Link original AQUI.



E a Globo, Quem Diria, Enfim Conheceu a Democracia





Democracia não combina com o padrão Globo de jornalismo. Nunca combinou.




Acostumada a descaracterizar a verdade a bel prazer, a famiglia Marinho barbarizou com o Brasil, almejando poder. Para isso, sempre fez o jogo sujo do sistema. E a emissora carioca precisava do establishment tanto quanto ele, dela.

Os crimes lesa pátria da Globo são inúmeros e conhecidos da maioria. Sempre causaram desconforto na sociedade civil. A diferença é que agora o “basta” em alto e bom som chegou aos ouvidos dos herdeiros de Roberto Marinho.

Já vem de alguns anos certa insatisfação das pessoas com a presença de repórteres da Globo. Houve protestos, gritaria, apupos que incomodavam os funcionários da casa. Associavam os integrantes do departamento de jornalismo à manipulação barata.  Isso é fato. O problema foi amplitude das manifestações. Aumentou exponencialmente.



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O que fizeram os maganos da emissora? Retiraram das ruas seus jornalistas mais conhecidos, usaram o recurso do vídeo repórter, não permitem mais usar o logotipo nos microfones (um ímã para manifestantes enfurecidos), contrataram seguranças profissionais para escoltar sua equipe e aumentou o uso de imagens de terceiros (cinegrafistas amadores), quando há muita confusão nos locais. Veja AQUI.

Se os protestos que vem tomando o Brasil de assalto são, em sua grande maioria, contra os aumentos abusivos do transporte público, também servem como válvula de escape para uma massa cansada de ser tratada com descaso. Cidadãos que suportaram por tempo demais serem vistos como pessoas de 3ª classe.




Somado aos gritos de “o povo acordou” há também o “o povo não é bobo; abaixo a rede Globo”.

A famiglia Marinho conseguiu enxergar, enfim, a realidade. E ela veio após os protestos do dia 17/06/13, quando, ao passar pela Marginal do Rio Pinheiros, os manifestantes se detiveram em frente à sede paulista da emissora gritando palavras de ordem. Enfim foi apresentado o duro conceito da verdade para um grupo de comunicações acostumado a mais pura manipulação rasteira.


Talvez a Globo tenha finalmente conhecido o que signifique democracia.


segunda-feira, 17 de junho de 2013

Crônicas de uma Revolução





Quem poderia imaginar protestos de tamanha magnitude? Com certeza, o sistema foi pego despreparado para algo tão grandioso.

No Rio de Janeiro quase 100 mil pessoas; em Brasília, as pessoas conseguiram subir as cúpulas do Congresso; em São Paulo, quase 70 mil pessoas. Vários pontos Brasil afora, não só em capitais, mas em cidades metropolitana também.




Poucos excessos por parte dos manifestantes e, a polícia, com seu repertório manjado de sempre –balas de borracha, spray de pimenta e bombas de efeito moral.
Mas há algo que talvez mereça uma reflexão mais profunda: se na Av. Rio Branco, no Rio, havia cerca de 100 mil pessoas, se em Brasília centenas tomaram de assalto o entrono do Congresso Nacional e em Sampa, milhares se dirigiram á sede do governo estadual, o que impedirá estas mesmas pessoas, insatisfeitas com as condições que lhes são oferecidas, de invadir a Assembleia do Rio, ou adentrar o Legislativo Federal?

A imprensa retrógrada está assustada; o governo está assustado; a parcela da sociedade (a reacionária) está preocupada; o sistema parece não ser mais o mesmo. Talvez nossos governantes tenham forçado demais o brasileiro. Talvez a população esteja em seu limite. O descaso beira as raias do absurdo. O establishment está abalado.




Num país acostumado a se refugiar em seu futebol ou novela alienantes, a onda de protestos que começou timidamente no ano passado contando apenas com as redes sociais, definitivamente abalou o status quo.

Lembrando que a última vez que um número enorme de pessoas se reuniu para protestar, foi para ajudar a derrubar um presidente. Naquela ocasião, deu certo.


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domingo, 16 de junho de 2013

O Fascismo da Polícia Brasileira



























































Vergonha de ver uma classe profissional importante como a de Policial fazer algo tão vergonhoso e degradante como esse. A polícia deveria se juntar ao movimento. Aí sim teríamos a certeza absoluta da vitória.


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Imagens Que Abalaram os Últimos 100 Anos





sexta-feira, 14 de junho de 2013

A “Primavera Árabe” brasileira





Iniciou exatamente da mesma forma: pelas redes sociais; após a publicação da notícia, os protestos começaram. A indignação se alastrou pelo Twitter, Facebook e Cia, de maneira rápida. Contagiou.

As primeiras manifestações eram ignoradas pela “grande" mídia, mas reunia centenas de pessoas nos grandes centros. 


  
 A mobilização só aumentava e o número de participantes, idem. As insatisfações da população foram canalizadas por vários jovens, que foram, levianamente, chamados de bandidos por pseudo-jornalistas como Arnaldo Jabor e Reinaldo Azevedo. Até autores boçais de novelas se PRONUNCIARAM. De maneira calhorda, diga-se de passagem. Os mesmos profissionais da mídia acostumados a aplaudir políticos do PSDB envolvidos em escândalos de corrupção como as Privatizações e a compra de votos para aprovar a reeleição. Estes, com certeza, não são bandidos.


Assim como a “Primavera Árabe”, que começou desacreditada e sem apoio da imprensa, guardadas as devidas proporções, os protestos pelo Brasil (em curso, desde março deste ano) tem mostrado uma nova faceta do brasileiro. A indignação.
A letargia, típica dos nossos cidadãos, acostumados a se embriagar com novela e futebol, parece ter sido enterrada.



O movimento que antes não tinha o apoio da sociedade e nem da imprensa, agora parece ter mudado de figura. E graças à imbecilidade da polícia mais despreparada do mundo. 

Com o mesmo ranço da época do regime militar, a ex ‘Força Policial’ se transformou na pior forma de aparelhamento do estado na repressão de toda e qualquer forma de manifestação. Assim como nossa imprensa. Bajular o establishment e perpetuar direitos, pretensamente adquiridos por uma elite perversa sempre foi o lugar comum da mídia tupiniquim. Até a popularização da internet.



Hostilizado, repórter da Globo deixa protesto sob escolta no RJ








Blogs, mídias independentes e as redes sociais se transformaram no pior pesadelo daqueles que sempre sonharam com o controle total da sociedade. Sinto, mas vocês perderam.



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Assim como a polícia perdeu a pouca credibilidade que ainda tinha ao barbarizar com os manifestantes. Em vários vídeos no Youtube é fácil constatar que quando grupos de jovens estão pacificamente protestando a gloriosa força policial lança bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo, botando mais lenha em uma fogueira, que eles não tem mais condições de controlar.



E o último bastião de resistência do “sistema” mudou de lado. Ao agredir, vergonhosamente vários jornalistas (Record, UOL, Terra), o governo perdeu seu mais poderoso defensor. Pois se há algo que a história nos ensina, é que durante o regime militar, bastou os regime por as mãos sujas nos jornalistas país afora, para perder um pilar de sustentação, que foi a mídia, durante anos. 


Mas as coisas começaram a tomar um rumo inesperado pelas autoridades.

Alckmin (o chefão da polícia) e Haddad (o prefeito que se recusa a discutir a redução nas tarifas) perdem um poderoso aliado de todas as horas. Assim como a dupla Cabral/Paes, que tem feito o mesmo jogo sujo contra a população do RJ. O governador do Rio de Janeiro disse em uma entrevista que os protestos tem um viés político. Bom, para ele tudo cheira a conspiração, e não um movimento contrário a sua incompetência habitual.

Pesquisa DataFolha mostra que a maioria dos paulistanos apoia a manifestação.

              (Repórter da TV Folha, Giuliana Vallone foi atingida por uma bala de borracha no olho por PM.)


Na contramão (como sempre) dos fatos, a outrora poderosa e atual emissora decadente, Rede Globo em seus noticiários mostrou seu jeito rasteiro de jornalismo ao induzir o telespectador mais desavisado, que o erro é de quem protesta. Para a famiglia Marinho, bons são os que ficam em casa assistindo sua programação idiota e alienante.



Para os reacionários que acham que são os manifestantes os que incitam violência e depredam patrimônio público, no vídeo abaixo, a própria polícia quebra o vidro de uma viatura para depois culpar os jovens que protestam.





Várias cidades brasileiras seguem a mesma toada. Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, Maceió, Porto Alegre, Sorocaba. O movimento se espalhou e ganhou as manchetes internacionais. 

Para os alienados que acham que tudo isso é em vão, em algumas cidades brasileiras (Goiânia, por exemplo) os aumentos foram revistos ou suspensos.





Protestar é algo intrínseco ao ser humano. Necessário para a evolução da humanidade. E para aqueles que discordam, veja o exemplo do movimento da chamada Primavera Árabe. Jovens, em sua maioria, inconformados com coisas erradas, que usaram as redes sociais para burlar a censura e o boicote da imprensa e, mesmo contra todas as adversidades, conseguiram mudar as regras do jogo. EXATAMENTE O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI.

E VIVA A REVOLUÇÃO!!





quarta-feira, 12 de junho de 2013

“Desculpe o Transtorno, Estamos Mudando o País”





Pouco afeito a protestos relevantes, o país vive um momento conturbado.

Após inúmeros aumentos abusivos no transporte público, o cidadão começou a se mexer e buscar ser ouvido. Desde os protestos no Rio Grande do Sul que vem se criando, ainda que de maneira desorganizada, um movimento de contestação contra os aumentos exorbitantes das passagens de ônibus –ou, dependendo da praça, do metrô e trem, também.



E, exatamente por não ser de praxe esses movimentos sociais, é que a mídia não tem sabido lidar com a novidade. Como era de se esperar, no início ignorou; depois, tentou desqualificar, por não haver muita adesão; e por fim tem elitizado a discussão, na esperança de jogar contra a opinião pública os jovens que tem dado a cara à tapa nas ruas das grandes cidades.

Os apresentadores de telejornais, ou âncoras, travestidos de defensores da moral e bons costumes começaram a vociferar contra os manifestantes. “Marginais”, diziam alguns; “vândalos”, ou “lugar de bandidos é na fundação Casa, ou na cadeia”. Mas em momento algum, o real motivo das manifestações foi debatido com correção. Nenhuma palavra de economistas, acostumados a dar palpite em cada assunto supérfluo, que muitas vezes diz respeito apenas a uma parcela ínfima da população (os ricos e mais ricos deste país), foi ouvida nos telejornais, seja das TVs abertas ou dos canais de notícia da TV por assinatura.



Talvez porque para os editores-chefes das redações dos chamados “grandes veículos de comunicação” o tema não desperte interesse. E é mais fácil demonizar quem tenta mudar as regras do jogo sujo, muitas vezes sustentado pela própria imprensa, do que encarar os problemas com isenção, doa a quem doer. E por essa expressão entenda-se que os prefeitos, muitas vezes, são crias de grupos de comunicação, e por eles protegidos frequentemente.



No caso do Rio de Janeiro, a cidade que sediará as Copas das Confederações, do Mundo e as Olimpíadas, quase nada se falou da “limpeza social” praticada contra a população carente, para permitir as obras da Copa e mostrar aos gringos que aqui é país de 1º mundo, sim senhor. Essa segregação, que também ocorreu durante o mesmo evento na África do Sul, foi solenemente ignorada pela mídia, sendo denunciada em blogs (como sempre) e em um documentário feito por cidadãos indignados com a calhordice das coisas. Eduardo Paes e seu amigo de todas as horas, Sérgio Cabral, contaram com o silêncio conivente de jornais e emissoras de TV. Não foram chamados de vândalos ou criminosos; nem disseram que seus respectivos lugares seriam atrás das grades. Então se você protesta contra aumentos abusivos, deve ser punido, sofrer violência policial e cumprir pena. Mas se é um político interessado em agradar empreiteiros, banqueiros que não primam por respeito à sociedade, e outros escroques, mais interessados em dinheiro do que preservar vidas, então você pode ser condecorado em praça pública.




    "O aumento das passagens no Rio de Janeiro não é só R$0,25

Passagem em 2004 = R$ 0,60
Passagem em 2012 = R$ 2,75
Aumento percentual no período: 458,3%

Salário mínimo em 2004 = R$ 260,00
Salário mínimo em 2013 = R$ 678,00
Aumento percentual no período: 260%

Inflação média no Brasil no período: 64%

É ou não abusivo? E quem paga este abuso somos todos nós, empregados, empregadores e consumidores, já que gera inflação e impacta nos preços.

Créditos a SOS Bombeiros"


Os que se opõem aos protestos alegam haver danos ao patrimônio público. Correto. Depredações ocorreram; não há apenas pessoas decentes querendo melhorias, dentre os manifestantes; há os queiram ver o ‘circo pegar fogo’, inclusive com pessoas infiltradas no movimento para provocar a polícia e denegrir os protestos. Isso pouco se fala.




Mesmo nos sites de informação (Terra, UOL, Yahoo) é possível ver fotos que mostram o que convém mostrar. Nada além de algo distorcido. Mas como sempre, a imprensa apenas se toca, quando é atingida pelos problemas. Somente após dois jornalistas terem sido arbitrariamente agredidos e presos (UOL e Record) é que perceberam que os excessos vinham de um lado. 



Que truculência e ações imorais, geram ações imorais. Que protestos dessa magnitude (com repercussão internacional; veja AQUI) cobram um preço alto. Tudo isso somado ao despreparo da polícia brasileira, e teremos um ambiente explosivo.




Os excessos e depredações e a impossibilidade de ir e vir de motoristas são os pontos negativos. Em megalópoles, qualquer gesto nesse sentido, além de ferir o direito pétreo de locomoção, causa mais rebordosa na rotina dos moradores. Conseguindo manejar esses problemas, o movimento tende a ganhar ainda mais adeptos e menos rejeição.

Apesar de fora de época, poderemos, quem sabe, estar vivendo a “Primavera Brasileira”.


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