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sexta-feira, 14 de junho de 2013

A “Primavera Árabe” brasileira





Iniciou exatamente da mesma forma: pelas redes sociais; após a publicação da notícia, os protestos começaram. A indignação se alastrou pelo Twitter, Facebook e Cia, de maneira rápida. Contagiou.

As primeiras manifestações eram ignoradas pela “grande" mídia, mas reunia centenas de pessoas nos grandes centros. 


  
 A mobilização só aumentava e o número de participantes, idem. As insatisfações da população foram canalizadas por vários jovens, que foram, levianamente, chamados de bandidos por pseudo-jornalistas como Arnaldo Jabor e Reinaldo Azevedo. Até autores boçais de novelas se PRONUNCIARAM. De maneira calhorda, diga-se de passagem. Os mesmos profissionais da mídia acostumados a aplaudir políticos do PSDB envolvidos em escândalos de corrupção como as Privatizações e a compra de votos para aprovar a reeleição. Estes, com certeza, não são bandidos.


Assim como a “Primavera Árabe”, que começou desacreditada e sem apoio da imprensa, guardadas as devidas proporções, os protestos pelo Brasil (em curso, desde março deste ano) tem mostrado uma nova faceta do brasileiro. A indignação.
A letargia, típica dos nossos cidadãos, acostumados a se embriagar com novela e futebol, parece ter sido enterrada.



O movimento que antes não tinha o apoio da sociedade e nem da imprensa, agora parece ter mudado de figura. E graças à imbecilidade da polícia mais despreparada do mundo. 

Com o mesmo ranço da época do regime militar, a ex ‘Força Policial’ se transformou na pior forma de aparelhamento do estado na repressão de toda e qualquer forma de manifestação. Assim como nossa imprensa. Bajular o establishment e perpetuar direitos, pretensamente adquiridos por uma elite perversa sempre foi o lugar comum da mídia tupiniquim. Até a popularização da internet.



Hostilizado, repórter da Globo deixa protesto sob escolta no RJ








Blogs, mídias independentes e as redes sociais se transformaram no pior pesadelo daqueles que sempre sonharam com o controle total da sociedade. Sinto, mas vocês perderam.



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Assim como a polícia perdeu a pouca credibilidade que ainda tinha ao barbarizar com os manifestantes. Em vários vídeos no Youtube é fácil constatar que quando grupos de jovens estão pacificamente protestando a gloriosa força policial lança bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo, botando mais lenha em uma fogueira, que eles não tem mais condições de controlar.



E o último bastião de resistência do “sistema” mudou de lado. Ao agredir, vergonhosamente vários jornalistas (Record, UOL, Terra), o governo perdeu seu mais poderoso defensor. Pois se há algo que a história nos ensina, é que durante o regime militar, bastou os regime por as mãos sujas nos jornalistas país afora, para perder um pilar de sustentação, que foi a mídia, durante anos. 


Mas as coisas começaram a tomar um rumo inesperado pelas autoridades.

Alckmin (o chefão da polícia) e Haddad (o prefeito que se recusa a discutir a redução nas tarifas) perdem um poderoso aliado de todas as horas. Assim como a dupla Cabral/Paes, que tem feito o mesmo jogo sujo contra a população do RJ. O governador do Rio de Janeiro disse em uma entrevista que os protestos tem um viés político. Bom, para ele tudo cheira a conspiração, e não um movimento contrário a sua incompetência habitual.

Pesquisa DataFolha mostra que a maioria dos paulistanos apoia a manifestação.

              (Repórter da TV Folha, Giuliana Vallone foi atingida por uma bala de borracha no olho por PM.)


Na contramão (como sempre) dos fatos, a outrora poderosa e atual emissora decadente, Rede Globo em seus noticiários mostrou seu jeito rasteiro de jornalismo ao induzir o telespectador mais desavisado, que o erro é de quem protesta. Para a famiglia Marinho, bons são os que ficam em casa assistindo sua programação idiota e alienante.



Para os reacionários que acham que são os manifestantes os que incitam violência e depredam patrimônio público, no vídeo abaixo, a própria polícia quebra o vidro de uma viatura para depois culpar os jovens que protestam.





Várias cidades brasileiras seguem a mesma toada. Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, Maceió, Porto Alegre, Sorocaba. O movimento se espalhou e ganhou as manchetes internacionais. 

Para os alienados que acham que tudo isso é em vão, em algumas cidades brasileiras (Goiânia, por exemplo) os aumentos foram revistos ou suspensos.





Protestar é algo intrínseco ao ser humano. Necessário para a evolução da humanidade. E para aqueles que discordam, veja o exemplo do movimento da chamada Primavera Árabe. Jovens, em sua maioria, inconformados com coisas erradas, que usaram as redes sociais para burlar a censura e o boicote da imprensa e, mesmo contra todas as adversidades, conseguiram mudar as regras do jogo. EXATAMENTE O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI.

E VIVA A REVOLUÇÃO!!





4 comentários:

  1. Menos.
    Não há comparação.
    Aqui, somo um país democrático.
    Apenas não aceitamos vandalismo.
    Reivindicação e protesto, sim.
    Um abraço.

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  2. Nunca fomos tão felizes...
    A ditadura se foi.
    Democracia se constrói com participação popular e não com vandalismo.
    Um abraço.

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  3. A verdade é temida.
    A quadrilha política está se borrando de medo.
    Em um Estado da Federação foi decretado o AI 6;com a cumplicidade de um Zelador da Justiça,que esqueceu o seu juramento,trazendo vergonha para sua Casa.

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  4. Eu tenho a impressão que voltamos aos negros tempos da Ditadura Militar! ACORDA BRASIL!!! "QUEM SABE FAZ A HORA ..."

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