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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Abordagem




Abordagem da Rota no Jardim Ângela:
- Ei, mão na cabeça!
- Sim senhor!
- Tira o boné, vagabundo!
- Sim senhor.
- É seu esse celular?
- Sim!
- Prove.
- Ligue para qualquer pessoa da minha agenda.
- Você acha que eu tenho tempo pra isso, vagabundo?
- Não senhor!
- Que conversa é essa no seu whatssap?
- Com a minha mina.
- Cheio de graça, hein. Ela é branca? É sua mina mesmo, neguinho?
- Sim senhor.
- Tem passagem?
- Não senhor!
- Vamos ver se o IP do aparelho tá batendo. Cadê a nota fiscal?
- Tá aqui.
- Você trabalha?
- Sim. Sou boy.
- Cadê a carteira de trabalho, vagabundo?
- Tá aqui.
- Esse tênis é teu?
- Sim.
- É seu mesmo esse nike ou você roubou?
- Eu comprei.
- Cadê a nota fiscal?
- Tá aqui.
- 220 reais? Tá metido hein neguinho! Pra onde você tá indo?
- Pra casa da minha mina.
- Não vai mais. Deixa a branquinha lá. Volta pra casa, vagabundo, pega o outro lado.
- Sim senhor.
- Segue aí neguinho. E se olhar pra trás leva bala.



Abordagem da Rota no Jardim Europa.
- Boa noite, jovem.
- Boa noite.
- O senhor estava acima da velocidade.
- Me desculpe aí seu guarda.
- O senhor pode me passar, por favor, a carteira de motorista?
- Deixei em casa. Desculpe ai o vacilo seu guarda.
- Documento do carro, por favor.
- Iiiiii, ficou com o meu pai. Posso ligar pra ele?
- Não é necessário. O senhor está vindo de onde?
- De um happy no Itaim.
- Vou fazer uma pergunta que talvez lhe cause constrangimento.
- Pode perguntar seu guarda.
- O senhor por acaso ingeriu alguma bebida alcoólica?
- Vou confessar, seu guarda: tomei três doses.
- Do que?
- De uísque com red bull. Mas tô legal. O senhor quer que eu desça para fazer o quatro?
- Com esse frio? Não precisa. Mas talvez seja preciso fazer o bafômetro, senhor. Mas o senhor pode ficar aí dentro.
- Ah, seu guarda. Quebra essa. Tem luta do McGregor daqui a pouco.
- Tudo bem, garoto. Mas se cuida, hein.
- Pode deixar seu guarda.
- Ah, e mais uma coisa.
- Sim?

- Cuidado na hora de parar no sinal. Tá cheio de vagabundo por aí.

domingo, 30 de julho de 2017

Dilma e Lula não têm culpa?




O cara foi colocado pela Dilma na presidência do Banco do Brasil.
Com a incumbência de moralizar o banco estatal.
Que deu uma grana mal explicada para a mal explicada Val Machiori.
Como presente ganhou de Dilma a incumbência de moralizar a Petrobras.
Que tinha sido presidida pela amiga de Dilma, Graça Foster.
Que tinha recebido de Dilma a incumbência de moralizar a Petrobras.
Que tinha sido presidida por Sergio Gabrielli, petista de primeira hora e amigo de Lula.
E que tinha como colega de Petrobras, como presidente do Conselho de Administração, outra amiga de Lula: Dilma Roussef.
Que tinha a incumbência de moralizar a Administração da Petrobras.
E que comprou Pasadena.



Porque foi enganada por um "relatório falho" de Cerveró.
Que estava lá na Petrobras repassando dinheiro para políticos do PT.
E que tem um filho que gravou uma conversa com Delcídio que prometeu ajuda para o pai aproveitar um dia de indulto e fugir da cadeia.
Que era uma operação, segundo Delcídio, que tinha o apoio de Lula.
Que estava com medo de ser delatado.
Que disse que Delcídio nunca havia sido um grande quadro do PT.



Que nunca teve intimidade com ele.
Assim como nunca teve intimidade com Renato Duque, amigo de Cerveró.
Que, como ele, confessou participar do esquema da Petrobras.
E que Lula encontrou, sem nenhuma intimidade, no hangar de uma empresa de jatinhos particulares.
Que apenas queria perguntar se ele não tinha dinheiro fora do país.
Que disse que não e Lula ficou muito satisfeito com a resposta da pessoa.
Que não tinha nenhuma intimidade com ele.
Que nem o Delcídio.
Que sabe-se lá porque era o líder do Partido no Senado Federal, mesmo sem ter intimidade com Lula ou com Dilma.
Que não sabiam de nada.
Não podiam saber.
Que o cara levava grana no Banco do Brasil.
Que continuou levando na Petrobras.
Dilma e Lula não têm culpa.
Ô gente azarada e com dedo podre para fazer amigos.

Parecem a Val Machiori.


sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

O Abuso dos Juízes Brasileiros





Quem acha que juízes tem “apenas” um salário digno de marajá, talvez desconhece o grosso do polpudo contracheque de que os maganos da justiça ganhem.







Abaixo alguns desses valores que, combinados extrapolam e muito o teto previsto em Constituição. Portanto são ILEGAIS, V.Exas.


Verbas de representação,

Parcelas de equivalência,

Parcelas de isonomia,

Abonos,

Prêmios adicionais,

Anuênio,

Biênio,

Triênio,

Quinquênio,

Sexta parte,

Cascatinha,

25%,

Trintenário,

Quintos,

Décimos.



Nossos “amigos” de toga, que em um país cuja população padece das maiores agruras (em muitos lugares falta até água potável), se arvorem no direito de manterem ganhos pornográficos iguais a estes, deveriam ser analisados, não só por um, mas por vários psicanalistas, para que pudéssemos entender o porquê de pessoas egoístas e alienadas tenham tudo, enquanto milhões detém praticamente o nada...








domingo, 20 de novembro de 2016

NÃO ADIANTA UMA DATA, SE NÃO HOUVER CONSCIÊNCIA...




   Em pleno século XXI ainda presenciamos a marginalização dos negros nesse país. E, via noticiários e redes sociais, acompanhamos o que de mais nefasto acontece ao redor do mundo. Se "comemoramos" o dia da Consciência Negra nesse dia 22, tudo não passará de mera 'perfumaria' se houver atitude, mudança de comportamento, cobrança por condições justas e respeito aos direitos de todas as pessoas.

   É com pesar que essa postagem mostra um pouco das coisas mais monstruosas que acometeram os afrodescendentes nas últimas décadas, na esperança de que não venha a se repetir atos tão vis. Afinal, só há uma raça: A RAÇA HUMANA.


























































Banho escaldante na banheira de ferro. Punição a escravos "intrometidos" e "contestadores".


































































































segunda-feira, 31 de outubro de 2016

VOCÊS, ELEITORES...




Entra ano, sai ano e as eleições se resumem ao mais do mesmo: ataques, contra-ataques  e jogo rasteiro. Nada de novo no front.

E o eleitor? Pode-se dizer que é a “baixa de guerra” nessa carnificina verbal.

Parte da culpa se deve aos veículos de imprensa que, graças aos seus desvarios na campanha presidencial de 1989 (e o apoio descarado a Fernando Collor de Mello) fez com que a lei eleitoral tornasse a cobertura dos pleitos mais engessada. Mas isso não significa que a mídia deve ficar assistindo a tudo, impávida. Escândalos devem ser expostos, propostas malucas devem ser duramente criticadas, projetos dos candidatos podem ter suas eventuais aplicabilidades questionadas e, acima de tudo, mudar a cobertura.



Desde que os candidatos escolhem seus nomes para a corrida eleitoral, as emissoras já lançam seus projetos manjados de debates. Pergunta, réplica, tréplica, plateia e mediador com cara de boneco Playmobil. Claro que nada de útil vai sair de um show desses. E por show tome-se o mais pejorativo possível o sentido.

Os políticos também são culpados pelo menor interesse do brasileiro pela política, ano após ano. Quase sempre os mesmos nomes, as mesmas coligações, os mesmos “projetos”, a mesma ladainha, as mesmas propostas surreais. Não há credulidade que resista.

Gente que passa a campanha se xingando, levantando falso do oponente e criando factoides, sem sequer ter a dignidade de falar do que realmente importa: os reais problemas da cidade.

Mas a maior parte da culpa recai, é claro, sobre você eleitor.
Sim, você que se orgulha de “odiar” política, que não acompanha o dia a dia dos 3 poderes, que prefere se alienar em frente da TV, invés de se interessar pelos problemas de sua comunidade; você que sabe de cor a escalação da porcaria de seu time, mas desconhece os projetos de lei que venham a te afetar; que briga pela sua seleção, mas aceita como capacho os desmandos dos calhordas de colarinho branco. Você que diz "eles são todos iguais" (cabe a nós buscarmos alternativas); que dá a mínima pra democracia, que considerava votar "um saco", que preferia passar o dia no churrasco com os amigos tomando cerveja e ouvindo música de gosto duvidoso. Você que acha que política é uma merda.

Política É uma merda, caro eleitor, porque você assim o quer. Quando todos os eleitores, cidadãos ou contribuintes entenderem sua real importância na sociedade e seu papel de destaque nesse drama, as coisas mudarão.

Até lá, continue confortavelmente entorpecido com seu futebol, novela, reality show ou qualquer outra coisa que ajude esquecer essa dura realidade que á a vida no Brasil.

Democracia é uma coisa trabalhosa. Requer atenção, envolvimento do cidadão e vigilância constante. Sem isso, os espertalhões continuam se impondo pela sua força política e fraqueza do eleitor mais alienado. Muitos não querem todo esse trabalho. Ok, é do jogo. Mas não reclame depois, pois nesse caso você é a parte principal do problema.







domingo, 3 de julho de 2016

O colapso da sociedade americana, por Noam Chomsky






“O colapso da sociedade americana passa pelas políticas estatais-corporativas dos últimos 35 anos, aproximadamente, que tiveram efeitos devastadores sobre a maioria da população. Resultaram diretamente em estagnação e nítido aumento da desigualdade. Isso gerou medo e fez as pessoas sentirem-se isoladas, desamparadas, vítimas de forças poderosas que não entendem e não podem influenciar. O colapso não é causado por leis econômicas. São políticas, uma espécie de luta de classes travada pelos ricos e poderosos contra a população pobre e trabalhadora. Isso é o que define o período do neoliberalismo, não somente nos EUA mas também na Europa e em outros lugares.





Trump é atraente para aqueles que sentem e experimentam a desagregação da sociedade norte-americana – profundos sentimentos de raiva, medo, frustração, desamparo. Provavelmente, há setores da população que vivem um aumento na mortalidade, algo antes desconhecido — a não ser na guerra.
A guerra de classes mantém-se tão perversa e unilateral como sempre. A governança neoliberal nos últimos trinta anos, fosse o governo republicano ou democrático, intensificou enormemente o processo de exploração e levou a fissuras ainda maiores entre os que têm e os que não têm na sociedade norte-americana. Além disso, não vejo a classe política neoliberal recuando, a despeito das oportunidades abertas em razão da última crise financeira e pelo fato de um democrata ocupar o centro na Casa Branca.”


 Noam Chomsky





quarta-feira, 8 de junho de 2016

Conselho Pra Quem Quer Ser Voluntário nas próximas Olimpíadas: NÃO!







Um evento que gira bilhões de dólares, onde cartolas do Comitê Olímpico Internacional (e o brasileiro) lucrarão como nunca, os veículos de imprensa também, ao colocar no mercado publicitário as cotas de patrocínio. As empresas anunciantes idem, já que contam com a mesma anistia que os patrocinadores da Fifa tiveram, durante a Copa de 2014, e a exposição de suas respectivas marcas lhes darão um retorno imenso.



E os atletas? Bom, as estrelas sim, mas não só com o prêmio de participação (que alguns países desenvolvidos pagam para ter os principais atletas no evento), mas através das companhias (em especial, as de material esportivo) que os apoiam durante o ano inteiro. Isso para alguns de renome, é claro. Outros (e o Brasil é pródigo em negligenciar seus atletas) estarão à deriva, como sempre, sobrevivendo com o dinheiro que o Estado destina ao COB. Que até é uma quantia razoável para um país igual ao Brasil, mas cujo montante chega BEEEEM diluído para os profissionais. Mas Carlos Arthur Nuzman está sempre com seus ternos caríssimos, mesmo não fazendo absolutamente nada pelo esporte nacional. Deve ser apenas coincidência, é claro...


E os voluntários? Estes estão em situação pior ainda. Dos 300 mil inscritos (causa espanto tantas pessoas caírem no truque, mas enfim...), foram selecionados 80 mil. Com 50 mil aprovados para trabalhar na faixa, as dificuldades parecem aumentar dia a dia, às vésperas de começar o evento.
Muitos são de fora do Rio de Janeiro, o que já é complicado. Hospedagem, alimentação, viagens...Nada parece ajudar aqueles que se propõem colaborar de graça para os Jogos.
Até albergues estão reajustando seus valores.
Os preços estão superfaturados, com aumento de 50 para 200 reais/dia. Em um mês de Olimpíada, imagina só a despesa da pessoa?



A brilhante ideia do Comitê foi lançar o aplicativo “Meu lugar no Rio”, onde um morador do Rio possa se inscrever e disponibilizar local de hospedagem.


Com essas “providências” por parte do Comitê Olímpico não é de se estranhar que milhares dos inscritos e aprovados estejam desistindo da empreitada. Não é só o tempo que a pessoa irá dispensar para colaborar com os Jogos Olímpicos. Seria uma quantia de dinheiro considerável. Tal situação torna tudo inviável para quem se interessou em ajudar.
Pra sorte do COB, há no mínimo 30 mil aprovados que não foram aproveitados, ainda. Isso é uma “gordura” considerável. Mas será que todos eles ainda estão disponíveis ou, sobretudo, interessados?
MAS TUDO ISSO PRA QUÊ, EXATAMENTE?


As “vantagens” em ser um voluntário (que tem uma jornada de 9 horas diárias) são: alimentação durante o horário de trabalho, transporte até as arenas e desconto de 15% nas passagens da empresa Latam. Viu como é estimulante e recompensador, saber que você doará quase um mês de sua vida, sem ganhar absolutamente nada (além de ter um enorme prejuízo), a um evento onde corre muita grana, onde o COB e o COI ganharão milhões e bilhões, respectivamente,  órgãos que mais faturam dinheiro no mundo --com seríssimos escândalos pairando sobre ambas as instituições--  enquanto TVs, empresas multinacionais, atletas renomados terão sua parte do bolo; além de vários aspones que serão presença constante em momentos como esse.

Uma oportunidade como essa é imperdível, gente.