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terça-feira, 30 de julho de 2013

O Papel da Mídia é Outro





A imprensa brasileira tem um histórico de desserviços prestados à nação; e ainda assim, parece não aprender com os erros do passado.

Apoia regimes e governantes, quando deveria fiscalizar com rigor; elege e derruba políticos de acordo com suas conveniências e critica quem tenta mudar o ‘status quo’.

O que acompanhamos nas últimas semanas, culminado com a visita do Papa Francisco sugere uma necessidade extrema de repensarmos o papel da mídia nacional.



Para os barões dos grupos de comunicação, acostumados a dizer o que querem e quando querem, os manifestantes que foram às ruas querendo melhorias eram vândalos; os policiais infiltrados, solenemente ignorados; a pauta de reivindicações menosprezada; os desvios de dinheiro público para a realização da Copa de 2014 e das Olimpíadas, subestimados; a presença do Sumo Pontífice, imposta à força, como forma de ludibriar e desviar a atenção do foco dos protestos. Uma overdose de transmissão que mostrou bem as intenções do "4º poder".

A mídia diz em quem devemos votar, o que devemos comer, o que podemos fazer, aonde iremos e até qual religião deve ser a oficial do país. E isso é, pra dizer o mínimo, contraproducente.

E quando uma pauta parecer se exaurir, acha-se outra, tão conveniente quanto a anterior; se não há mais a possibilidade de explorar a visita do Papa, corta pro assunto Neymar, em seu novo clube. Tudo para manter a mente do brasileiro ocupada o suficiente para não questionar o que está errado ao seu redor.



Se a tão propalada autorregulamentação é inócua (na verdade, não passou apenas de uma falácia), então devemos adotar o modelo argentino (a Lei de Médios), para não corrermos o risco de presenciarmos mais desmandos e mentiras travestidas de “bom jornalismo”. E jornalismo de qualidade não é feito por ‘profissionais ‘ com figurino e maquiagem escolhidos a dedo, dignos da SP Fashion Week; e sim com a verdade, rifada tão fácil por editores de redação ou diretores de núcleos acostumados a chafurdar no luxo conquistado à custa da credibilidade de seus respectivos veículos de informação.


Verdade, credibilidade não têm preço. Parece que certos jornalistas têm.


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domingo, 28 de julho de 2013

"Cabral, você abusou!"



de Josué Iñaki





A equipe que cuida da imagem do governador Sérgio Cabral entrou em pânico. Pesquisas que serão divulgadas esta semana apontam que o seu governo alcança o recorde negativo de quase 60% Ruim / Péssimo e apenas 8% de Bom / Ótimo. Partiram para o desespero e continuam insistindo, agora de maneira dissimulada, através de assessores, de que há o meu envolvimento nos protestos violentos contra Cabral e seu desgoverno. 


Alguém, ajuizado e de bom senso, precisa dizer ao governador que ele é vítima de si mesmo. Afinal, o que esperar diante da calamidade que é o seu governo. Querem ver só: 

1 - Comprovadamente superfaturou remédios, ambulâncias e UPAs na Saúde. Vocês se lembram do escândalo da TOESA? 

2 - O que falar de um governo, que comprovadamente aluga carros para a polícia por preços que dariam para comprar por ano duas viaturas novas? Na Bahia um edital idêntico ao do Rio gerou até cadeia. 

3 - O que esperar diante de um governo que além de fechar 50 escolas, aluga aparelhos de ar condicionado para as escolas a preços superfaturados? 

4 - Como explicar que os maiores concessionários do Estado são clientes do escritório de advocacia de Adriana Ancelmo, esposa do governador? 

5 - Como fazer o povo entender de onde veio o dinheiro para comprar as duas mansões em Mangaratiba e os dois apartamentos no Leblon? 

6 - Como pode querer que o povo aceite incentivos fiscais bilionários até para casas de massagens, cabeleireiro de sua esposa, e até mesmo, o luxuoso Hotel Fasano? 

7 - Como querer que o torcedor entenda que depois de gastar R$ 1,2 bilhão na reforma do Maracanã entregou o estádio de bandeja a seu amigo Eike Batista? 

8 - Como explicar ao povo da Região Serrana que apesar de ter recebido dinheiro do governo federal para fazer casas e pontes, o dinheiro sumiu, e é alvo de inquérito do Ministério Público Federal? 

9 - Como fazer entender o povo de Angra dos Reis, que até hoje as obras prometidas pelo Estado nas encostas da cidade não saíram do papel, mas a secretaria do Ambiente concedeu licença a Luciano Huck para construir uma mansão em área de preservação ambiental? 

10 - Como explicar que haja uma política de segurança séria, se em seis anos e meio de governo, nenhum presídio foi construído no estado. Onde foram colocados os marginais, traficantes presos pela polícia?

11 - Será que o povo consegue entender a presença do professor Júlio Lopes à frente da secretaria de Transportes? Acho que não. O que o povo vê são trens que não funcionam, barcas à deriva na Baía de Guanabara, metrô que pára toda a hora, e até o bonde de Santa Teresa que matou 6 pessoas. 

A lista de absurdos, improbidades, roubalheiras, desrespeito ao povo é interminável. Cabral procura arrumar culpados para os erros que ele cometeu. A crise só não estourou antes porque as Organizações Globo o blindaram, através de verbas milionárias que fazem falta hoje nos programas sociais do Estado. Cabral, filho de um crítico da MPB, deveria pedir ao pai a cópia da canção de Antonio Carlos e Jocafi: "Você abusou"."

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Carta aberta a Sergio Cabral (pai)




Desculpem, mas não tenho o link original. Achei em uma comunidade do Facebook. Ao autor, parabéns.





Prezado Sergio Cabral, 

Nós, que amamos o Rio de Janeiro, vimos através de esta carta pedir a você para nos ajudar a pôr fim à série de atrocidades que seu filho tem cometido contra o Estado do Rio e seu povo. 




A você, que foi (que é) um jornalista importante, que esteve preso pela Ditadura Militar, que lutou pelas Diretas, que é referência da música e do samba no Brasil, faz parte da nossa memória afetiva e, principalmente, deu seu próprio nome ao filho, pedimos gentil e humildemente que nos ajude agora a resgatar também a integridade dos cariocas. 

Sabemos como é doloroso lidar com esse sentimento ambíguo de dor e dever, quando vemos um filho perder-se na vida. Sabemos disso, Sergio. Mas pedimos, de coração aberto, que você pense em todas as outras crianças e pais que estão sofrendo com os desmandos do Cabralzinho. Pense nos índios, na covardia que estão fazendo com eles, no sangue dos nossos ancestrais que certamente corre em suas veias. Pense no futebol, que você adora, e reflita sobre o significado simbólico da destruição do Maracanã. 

Seu filho está fora de controle, Sergio. Ele já vendeu boa parte das riquezas do nosso Estado, já comprou pra si tudo o que podia, e agora quer reeditar os atos institucionais que fizeram de você próprio um refém, algumas décadas atrás. A 'Comissão Especial de Investigação de Atos de Vandalismo em Manifestações Públicas' é um atentado à sua memória e às vidas perdidas na luta por um Brasil democrático. Por favor, não deixe que outras vidas se percam. 

Saiba que você é uma das nossas últimas esperanças. 

Muito obrigado.


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quinta-feira, 25 de julho de 2013

E a Globo, Mais uma vez Errou.




Fotos - Ana Carolina Fernandes (parabéns pelo trabalho)








































Acostumada a manipular a bel prazer as notícias quando lhe convém (nesse caso, proteger seu apadrinhado político Sérgio Cabral), a emissora mais nefasta do país teve que dar o braço a torcer por perceber que a máxima "contra fatos não há argumentos" é fatal sempre que se pratica o mal jornalismo.

Após fazer de tudo para culpar um dos manifestantes pelo lançamento de coquetel molotov contra a polícia, os vídeos no Youtube e as imagens nas redes sociais vieram derrubar a falácia de boa parte da imprensa vendida ao sistema, como um castelo de cartas. O tempo todo tentaram criminalizar os que protestavam, quando a verdade era mais dura: P2 (policiais infiltrados) estavam por trás das tentativas infames de atacar os que não aceitam o governo cretino de Cabral, sem sombra de dúvidas, o PIOR GOVERNADOR DA HISTÓRIA DO RIO DE JANEIRO.

A mídia, muitas vezes presta um desserviço à nação, pela incompetência; a Globo é um atraso ímpar ao Brasil. Seria de bom tom, rever a concessão de televisão da famiglia Marinho. Afinal, se é pública, deveria-se levar em conta o que o POVO quer. E, a julgar pelos recentes protestos contra às Organizações Globo, a nação não quer mais essa emissora nefasta. Ao menos os inteligente.


O MEA CULPA :  Preso em ato não portava coquetel molotov, diz PM



quarta-feira, 24 de julho de 2013

E Que Venham os Médicos Cubanos...








No vídeo abaixo, ocorrido no Hospital do Gama, em Brasília, o descaso pela vida de um ser humano é escancarado (pra quem ainda tinha dúvidas de como as coisas funcionam nos órgãos públicos pelo Brasil afora...) de maneira constrangedora.





Após acompanhar estas imagens fica difícil levar a sério os protestos recentes das entidades de médicos que tem se espalhado por ALGUMAS praças (escolhidas a dedo, é claro) contrárias às medidas adotadas pelo governo federal: a vinda de profissionais de saúde de Cuba e a exigência do cumprimento de dois anos de residência em unidades do SUS.

As condições são precárias em muitas localidades do país. E por isso a negativa de muitos recém-formados irem para regiões longínquas. Médicos estrangeiros poderiam, a curto prazo, suprir essa demanda, já que atuariam mais em domicílios.

A recusa em cumprir um prazo na rede federal é a forma de muitas pessoas de retribuir o tempo em que cursaram UNIVERSIDADES PÚBLICAS, custeadas com o erário do contribuinte. Até porque, os lugares mais concorridos para se cursar medicina (em especial por garotos abastados, oriundos de famílias que poderiam arcar com os estudos em faculdades renomadas) são as não pagas.


Se os “nobres” doutores entendessem o desprezo que alguns de seus pares sentem por ter contato com seres humanos, perceberiam de imediato que muitos escolheram a profissão errada. E que estão traindo a confiança daqueles que depositaram suas vidas, literalmente, em suas mãos.


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segunda-feira, 22 de julho de 2013

A Decadência do Vôlei Brasileiro




A derrota para a seleção russa na liga mundial expõe o declínio da seleção brasileira de vôlei


Após a humilhante e incontestável derrota para a seleção da Rússia pela Liga Mundial, a seleção de Bernardinho mostrou que está em uma curva descendente.



Bernardinho foi o responsável direto por transformar a seleção na potência mundial que foi até anos recentes. Impôs hegemonia no cenário mundial e inovou nos fundamentos do esporte. Mas pode-se dizer que ele é, também, culpado pelo declínio vivido nos últimos anos. Sem vencer a Liga desde 2010, seu time parece ter esgotado o formato, definitivamente.




Há tempos que o temperamento do treinador brasileiro tem causado estragos. O levantador Ricardinho foi a primeira vítima, em 2007. Cansado dos desmandos do chefão, ele chegou a reclamar de premiação. Briga por prêmios em dinheiro ganhos e o descontentamento com a relação entre comissão técnica e jogadores. Era a brecha que Bernardinho queria para colocar na lista definitiva seu filho, Bruno, claramente inferior tecnicamente, tanto a Ricardinho, quanto a Marlon.

Depois vieram desentendimentos com Giba (pela forma de condução dos treinos e por perder a titularidade, quando este estava voltando a jogar bem) e Serginho (que mandou o técnico tomar...).





A conclusão é que tudo isso expôs o feio mundo da “família Bernardinho”.
O irmão caçula do jogador Bernard, sempre foi reserva do grande jogador William da ‘geração de prata’; nunca foi um exímio atleta, apenas mediano. Mas como treinador é incontestável sua genialidade. Mas seu perfeccionismo e sua personalidade difícil e geniosa conturbam a concentração. Talvez ele tenha optado por renovar a seleção, novamente, para moldar novos talentos sem os vícios de outros –leia-se, contestar sua liderança.




Bernardinho parece ser adepto d filosofia do ”eu ganho, nós empatamos e vocês perdem”. Ele não pareceu incomodado com o fato de jogar aos leões alguns atletas, após a derrota para a Rússia.

Mas se ele faz o quer à frente da seleção, é porque tem total aval de Ary Graça, homem forte da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e legítimo sucessor (pejorativo) de Carlos Arthur Nuzman. Até em escândalos se assemelham. E como ele tem pretensões futuras (chegar ao COB), evita contrariar o técnico, porque ele dá resultados. Mesmo com suas atitudes stalinistas para com os jogadores. Porque os louros das conquistas servirão para pavimentar o caminho de Graça até os cargos altos que tanto almeja.




É sabido que os clubes disputando a Superliga estão em situação difícil (seja masculino ou feminino) e que mantém nomes caros passando a maior parte da temporada servindo a seleção brasileira do que o campeonato em si. Isso enfraquece a competição e dificulta a revelação de novos talentos. Os recentes fracassos da seleção juvenil comprova isso.





O modelo parece ter se extinguido. Assim como a criatividade de Bernardinho e a credibilidade da CBV.


domingo, 21 de julho de 2013

Vida de Jornalista é Fogo...





Por Tatiana Vicentini

Não consigo pensar em nada que irrite mais um repórter que uma pauta com o maldito Fala Povo. Os editores costumam argumentar que o uso de personagens faz com que os leitores identifiquem-se com a matéria. Então tá. Na época em que trabalhava na Economia do JT, toda vez que abria meu computador para conferir minha pauta do dia, fazia pensamento positivo, mandinga, novena e tudo mais que conheço para que a discrição da pauta não fosse a seguinte: Vamos fazer uma matéria sobre inadimplência e ouviremos os órgãos competentes e alguns economistas. Além disso, vamos para a rua, com fotógrafo, fazer um fala povo com cerca de 10 personagens. A pergunta que não queria calar era: Vamos quem cara pálida? Eu vou, né!

Agora me fale. Você, em sã consciência, toparia dar uma entrevista, com foto estampada na primeira página do jornal, com os dizeres fulano está com o nome sujo porque não pagou o financiamento do carro, teve dois cheques devolvidos e não pagou a conta do celular? Ou seja, devo, não nego, pago quando puder. Então, minha vida era assim. Acordava pela manhã, ia para o jornal, tomava conhecimento da minha pauta e seguia para a rua, neste caso na porta do Serasa, em busca de algum doido disposto a dar entrevista sobre os temas mais diversos. Algum doido não, 10 doidos.

E a pergunta? Ninguém merece! “Oi, tudo bem? O senhor veio limpar seu nome? Está devendo o que e por que”? Juro que se fosse uma das vítimas responderia: “Minha filha está tudo ótimo. Estou aqui porque adoro fazer turismo no Serasa, ficar na fila o dia todo e ainda e ser mal atendido”. O pior é que não bastava pagar este mico apenas. Entre os personagens deveria ter pelo menos duas mulheres dessas gostosonas, uma loira, claro. E para achar uma dessas na fila dos inadimplentes. E para convencê-la que não queimaria o filme sair na primeira página do jornal como devedora.

Esse foi apenas um dos casos. Lembro-me ainda a matéria do feijão. Todos os repórteres da editoria arrumaram um jeito de escapar desta pauta. Um belo dia meu editor, o responsável pelo meu Karma do Fala Povo, virou para mim e disse: “Tatiana! Você ainda não me entregou a matéria sobre o aumento do preço do feijão. Daqui a pouco ele baixa novamente e nós tomaremos um furo”. Primeiro, ele nunca me pedira tal matéria. Segundo, materião, hein! Terceiro, furo? Não consta na minha memória que nenhum jornalista que tenha feito uma matéria sobre o aumento do preço do feijão tenha recebido o Prêmio Esso por isso.






O duro foi a teoria levantada e que deveria ser questionada para os dez personagens e para a tal gostosa. Que era a seguinte: Já que o preço do feijão subiu, as pessoas devem tê-lo substituído por outro produto. Macarrão é lógico. Imaginem a cena. Eu, na porta do Pão de Açúcar da Rua Ministro Rocha Azevedo, nos Jardins, perguntando para a Angelita Feijó (o sobrenome foi apenas uma acaso com o feijão), isso a socialite, atriz e modelo, se ela reparou no aumento do preço do feijão e o havia substituído pelo macarrão. Hã?

Aliás, esse meu editor merece uma postagem inteira. Um dia farei um breve perfil do ser. Ainda não sei se ele me amava ou me odiava. Já que o dia em que eu ia trabalhar toda arrumadita, de salto e tudo, ele me mandava para a favela para fazer uma matéria sobre ligações clandestinas, o famoso gato. Mas, quando eu aparecia de tênis, rabo de cavalo e calça jeans, ele me mandava para a Daslu ou para entrevistar o presidente da Fiesp. E morria de rir da maldade.

Aí, tem outra pessoa diretamente atingida pela loucura dos milhares de personagens do fala povo. Já viu a alegria de um fotógrafo quando a pauta chega na fotografia e está lá bem grande para quem quiser ver FALA POVO – 10 personagens. Eu já jurei por todos os santos que não era culpa minha, nem o maldito fala povo e muito menos o número de entrevistados. O duro é que eram dez personagens, com aquelas fotos super originais, que todo fotógrafo adooora, o retrato (quase uma foto três por quatro) e normalmente saiam apenas dois, a gostosa e alguém com uma história inusitada. Morte ao repórter na certa! E o tanto de ligação que eu recebia de pessoas me perguntando: “Dei uma entrevista para você. Minha foto não vai sair não”? Foi quando descobri que existe doido para tudo neste mundo. O cara não faz nada da vida mesmo. Parou no meio da rua para dar uma entrevista, em horário de trabalho, se deu ao trabalho de lembrar o nome da repórter e pior, descobrir o telefone da redação para cobrá-la sobre a foto. Me economiza, vai!

Meus maiores dramas foram duas pautas em especial. A primeira na época do racionamento de energia. Todo dia eu tinha que achar alguém que tinha ficado sem luz no dia anterior e, detalhe, fazer uma foto dela no escuro. Novamente a pergunta proposta era uma pérola. “O que o senhor está achando do apagão”

Depois me falam que sou Tolerância Zero. A outra foi na época que o preço da gasolina subia e descia todos os dias, CPI do combustível e tudo mais. Meu querido editor me deu a seguinte tarefa: Durante todo o mês eu deveria percorrer, diariamente, cinco postos de gasolina de cada região da capital para conferir na bomba o preço do álcool e da gasolina, com duas estagiárias a tira colo. Fofas, mas essa elas me devem. Ah! Isso deveria render uma matéria por dia. No final do mês eu já estava colecionando leads sobre o assunto.

Mas nada me deixou mais traumatizada, ainda na época do racionamento de energia, que a história do roubo de lâmpadas fluorescentes nos hotéis cinco estrelas de São Paulo. Novamente meu genial editor me chamou em sua mesa e me passou a seguinte informação: Alguém da diretoria leu na coluna do Giba 1 que um hotel de luxo de São Paulo não sabe mais o que fazer em relação ao roubo de lâmpadas dos quartos. Ache essa nota e se vire para achar o hotel. Virei a Internet e os jornais da semana do avesso tentando encontrar a tal nota e nada. Tive a brilhante idéia de procurar um guia de hotéis da cidade e ligar para todos os cinco estrelas.

Que vergonha! A pessoa mais educada me deu a seguinte resposta: “Querida, você é do JT não é? Então, como jornalista bem informada deveria saber que nossa diária mínima custa R$ 1,5 mil. A troco de que uma pessoa que paga esse valor roubaria uma lâmpada? E outra, se isso estivesse acontecendo nós nunca falaríamos. Tudo que está dentro dos quartos já está embutido no valor da diária”. Ah! Então ta. Obrigada. Isso não seria nada se o mala do editor tivesse se dado por contente e não me mandado ligar para todos os quatro e três estrelas, pousadas, albergues, motéis e semelhantes. “Se alguém der essa matéria amanhã você está na rua”. Posso dizer que trabalhei no JT por mais alguns longos anos. Giba 1 você me deve essa! O Coxinha…nem comento! Deve estar trabalhando na produção do Fala Que Eu Te Escuto.


da página FIGO (Facebook)




sábado, 20 de julho de 2013

A Histeria Coletiva dos Fanatizados




A chegada do Papa Francisco ao Brasil tem causado uma histeria coletiva, um frenesi (na mídia, principalmente) como se fosse o maior evento do século XXI.

Evidentemente, a imparcialidade foi severamente comprometida, a tal ponto de veículo de imprensa algum citar os gastos absurdos e excessivos com a visita do pontífice. Excetuando-se a Rede Record que, por razões óbvias, tem sua agenda particular de demonização do homem forte do Vaticano, o descaso da ‘grande mídia’constrange, mostrando que certos programas jornalísticos preferem o silêncio constrangedor a relatar a verdade. Não é conveniente criticar em praça pública alguém tão idolatrado por milhões de brasileiros, que optaram por chafurdar na “santa” ignorância do que desenvolver o senso crítico.




Falar sobre a dispendiosa vinda do “Príncipe do Clero” obrigaria jornais, revistas e telejornais a compararem o que poderia ser feito com o valor estratosférico de quase 200 milhões de reais destinados ao evento religioso.

 Num país majoritariamente católico e propenso a desigualdade social aguda, uma quantia robusta dessas poderia ter um destino mais nobre e útil do que um espetáculo voltado para demarcar território (os evangélicos aumentam a cada dia que passa no país) e fanatizar os mais ingênuos.


Enquanto isso, no mundo real, a inflação continua galopante, o poder aquisitivo diminui, os políticos estão em “recesso”, cansados de nada fazer e a reforma política engavetada por enquanto. Tudo porque o país parou para receber “Sua Santidade” (no melhor sentido irônico, sarcástico e cínico possível).


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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Sobre Leis e Justiça




Primeiro dia de aula, o professor de 'Introdução ao Direito' entrou na sala e a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila: 
- Qual é o seu nome? 
- Chamo-me Nelson, Senhor. 
- Saia de minha aula e não volte nunca mais! - gritou o desagradável professor. 
Nelson estava desconcertado. Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala. 
Todos estavam assustados e indignados, porém ninguém falou nada. 
- Agora sim! - vamos começar . 
- Para que servem as leis? Perguntou o professor - Seguiam assustados ainda os alunos, porém pouco a pouco começaram a responder à sua pergunta: 
- Para que haja uma ordem em nossa sociedade. 






- Não! - respondia o professor. 
- Para cumpri-las. 
- Não! 
- Para que as pessoas erradas paguem por seus atos. 
- Não!
- Será que ninguém sabe responder a esta pergunta?! 
- Para que haja justiça - falou timidamente uma garota. 
- Até que enfim! É isso, para que haja justiça. 
E agora, para que serve a justiça? 
Todos começaram a ficar incomodados pela atitude tão grosseira. 
Porém, seguíamos respondendo: 
- Para salvaguardar os direitos humanos...
- Bem, que mais? - perguntava o professor . 
- Para diferençar o certo do errado, para premiar a quem faz o bem...
- Ok, não está mal porém respondam a esta pergunta: 
"Agi corretamente ao expulsar Nelson da sala de aula?"
Todos ficaram calados, ninguém respondia. 
- Quero uma resposta decidida e unânime! 
- Não! - responderam todos a uma só voz. 
- Poderia dizer-se que cometi uma injustiça? 
- Sim!
- E por que ninguém fez nada a respeito? Para que queremos leis e regras se não dispomos da vontade necessária para praticá-las? Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Todos. Não voltem a ficar calados, nunca mais! Vá buscar o Nelson - Disse. Afinal, ele é o professor, eu sou aluno de outro período.

Aprenda: Quando não defendemos nossos direitos, perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Quando se pensava que a mídia não conseguiria ser mais idiota...




A mídia brasileira nunca cansa de surpreender seus leitores/telespectadores. Quando se pensa que alguns veículos de comunicação já chegaram ao fundo do poço pela sua "qualidade" editorial, eis que os nobres editores destas publicações acham um porão. Eis alguns exemplos de tamanha imbecilidade crônica:




* Marina Ruy Barbosa perde celular e lamenta no Twitter

* Ivete publica foto ganhando beijo do Mickey e da Minnie

Carolina Dieckmann mostra que é prendada e vai para o fogão


* Cleo Pires está com saudade, mas vai passar Dia dos Namorados sozinha


* Garota Fitness Brasil exclui frutas e leite do cardápio para secar

* Sabrina Sato dispensa o namorado e vai morar com o irmão




* Glória Pires aparece com novo visual em premiação no Rio

* Eliana lança concurso para batizar tubarão do Aquário de São Paulo

* Perlla leva filha recém-nascida a salão de beleza no Rio

Sem glamour, casamento de Naldo terá bolo de cenoura



* Daniella Sarahyba passeia combinando a roupa com a filha

* Vestido de 169 libras usado por Kate Middleton esgota em 30 minutos

* Fernanda Machado vai à praia de roupa


* Ai que loucura! Narcisa Tamborindeguy é uma mulher prevenida

* Os 10 pratos de comida mais “tensos” que Gracyanne Barbosa já postou nas redes sociais

* Deborah Secco muda o visual e aparece com os fios longos

Mulher Maçã se veste de alface e passeia pelas ruas do Rio de Janeiro




* Naldo vai para show de limousine e tomando champanhe

Cláudia Raia dá selinho na filha e posta foto na internet




* Paolla Oliveira aproveita sábado para fazer compras

* Galisteu e Eliana curtem festa junina com os filhos

* Felipe Massa se diverte em piscina de plástico com o filho

* Roberta Close vira motivo de piada ao aparecer com bochechas inchadas



* Sheila Carvalho malha de óculos escuros.


O Brasil merecia uma mídia menos afetada e mais focada em assuntos relevantes. Triste fim de uma imprensa, outrora, gloriosa...


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domingo, 14 de julho de 2013

Somos Todos Edward Snowden






"Explicando sua decisão que o obrigou a afastar-se da vida “em grande conforto” com sua família e uma “casa no paraíso” que conta ter tido antes até revelar os programas de espionagens dos EUA, Snowden alega acreditar no princípio declarado em Nuremberg na Alemanha, em 1945: 


Os indivíduos têm obrigações internacionais que transcendem as obrigações nacionais de obediência. Portanto, cidadãos individuais têm a obrigação de violar leis domésticas para prevenir que crimes contra a paz e a humanidade aconteçam”.


Somos todos 'Edward Snoden'...



sexta-feira, 12 de julho de 2013

E as Centrais Sindicais Falharam





Número baixo de adesões escancara a tentativa dos sindicatos de politizarem as manifestações


Com a repercussão do Movimento Passe Livre e as conquistas em âmbito nacional seria compreensível que as centrais sindicais, tão omissas nos últimos anos, resolvessem mostrar serviço.



CUT, CGT, UGT e Força Sindical, entre outras, juntaram forças e uma pauta de reivindicações em comum com promessa de uma greve geral.

Com o fracasso de ideia de paralisação, optaram pela manifestação nacional.
Forneceram itinerário prévio às autoridades, fecharam rodovias parcialmente, negociaram sem resistência e adotaram um discurso vago, dizendo que o governo deveria adotar as propostas.

O resultado? Praticamente nenhum. A própria presidente sequer estava no Brasil durante o dia. E nem os políticos em Brasília se dignificaram a adotar algumas das pautas.




E POR QUE NÃO DEU CERTO?

- Talvez pelo teor pelego e político do movimento;

- Pelo país não ter mais perfil de greve geral (algo costumeiro até meados dos anos 80);

- Pela presença de políticos de caráter duvidoso nas passeatas, que estavam por trás das manifestações;

- Ou porque as centrais sindicais ligadas ao governo evitaram criticá-lo de maneira contundente nos últimos anos, para não causar mal estar;

- Ou ainda para tentar demarcar território, numa tentativa de recuperar espaço que os manifestantes conseguiram nos últimos meses com os protestos que tomaram de assalto o Brasil.

Fato é que a paralisação era, na prática, natimorto.
Não houve espontaneidade no evento. Apenas uma tentativa desesperada de dar uma resposta (tardia) à sociedade, que viu jovens apartidários, mas profundamente revoltados e indignados mudarem as regras do jogo.


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E tanto sindicatos quanto as partidos ditos de esquerda se omitiram nos últimos anos, tornando-se conivente com o sistema. Junto com uma oposição fraca e carcomida pelo tempo.

Toda forma de protesto é valida. Mas a intenção também. Se milhões de brasileiros foram às ruas nas últimas semanas foi por insatisfação. Quando sindicatos, comandados por políticos demagogos (muitos envolvidos em escândalos de corrupção) que usam os respectivos afiliados como massa de manobra para fins escusos, “protestam” por mero casuísmo.


Talvez por isso que os resultados foram tão diferentes.