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segunda-feira, 22 de julho de 2013

A Decadência do Vôlei Brasileiro




A derrota para a seleção russa na liga mundial expõe o declínio da seleção brasileira de vôlei


Após a humilhante e incontestável derrota para a seleção da Rússia pela Liga Mundial, a seleção de Bernardinho mostrou que está em uma curva descendente.



Bernardinho foi o responsável direto por transformar a seleção na potência mundial que foi até anos recentes. Impôs hegemonia no cenário mundial e inovou nos fundamentos do esporte. Mas pode-se dizer que ele é, também, culpado pelo declínio vivido nos últimos anos. Sem vencer a Liga desde 2010, seu time parece ter esgotado o formato, definitivamente.




Há tempos que o temperamento do treinador brasileiro tem causado estragos. O levantador Ricardinho foi a primeira vítima, em 2007. Cansado dos desmandos do chefão, ele chegou a reclamar de premiação. Briga por prêmios em dinheiro ganhos e o descontentamento com a relação entre comissão técnica e jogadores. Era a brecha que Bernardinho queria para colocar na lista definitiva seu filho, Bruno, claramente inferior tecnicamente, tanto a Ricardinho, quanto a Marlon.

Depois vieram desentendimentos com Giba (pela forma de condução dos treinos e por perder a titularidade, quando este estava voltando a jogar bem) e Serginho (que mandou o técnico tomar...).





A conclusão é que tudo isso expôs o feio mundo da “família Bernardinho”.
O irmão caçula do jogador Bernard, sempre foi reserva do grande jogador William da ‘geração de prata’; nunca foi um exímio atleta, apenas mediano. Mas como treinador é incontestável sua genialidade. Mas seu perfeccionismo e sua personalidade difícil e geniosa conturbam a concentração. Talvez ele tenha optado por renovar a seleção, novamente, para moldar novos talentos sem os vícios de outros –leia-se, contestar sua liderança.




Bernardinho parece ser adepto d filosofia do ”eu ganho, nós empatamos e vocês perdem”. Ele não pareceu incomodado com o fato de jogar aos leões alguns atletas, após a derrota para a Rússia.

Mas se ele faz o quer à frente da seleção, é porque tem total aval de Ary Graça, homem forte da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e legítimo sucessor (pejorativo) de Carlos Arthur Nuzman. Até em escândalos se assemelham. E como ele tem pretensões futuras (chegar ao COB), evita contrariar o técnico, porque ele dá resultados. Mesmo com suas atitudes stalinistas para com os jogadores. Porque os louros das conquistas servirão para pavimentar o caminho de Graça até os cargos altos que tanto almeja.




É sabido que os clubes disputando a Superliga estão em situação difícil (seja masculino ou feminino) e que mantém nomes caros passando a maior parte da temporada servindo a seleção brasileira do que o campeonato em si. Isso enfraquece a competição e dificulta a revelação de novos talentos. Os recentes fracassos da seleção juvenil comprova isso.





O modelo parece ter se extinguido. Assim como a criatividade de Bernardinho e a credibilidade da CBV.


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