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terça-feira, 30 de julho de 2013

O Papel da Mídia é Outro





A imprensa brasileira tem um histórico de desserviços prestados à nação; e ainda assim, parece não aprender com os erros do passado.

Apoia regimes e governantes, quando deveria fiscalizar com rigor; elege e derruba políticos de acordo com suas conveniências e critica quem tenta mudar o ‘status quo’.

O que acompanhamos nas últimas semanas, culminado com a visita do Papa Francisco sugere uma necessidade extrema de repensarmos o papel da mídia nacional.



Para os barões dos grupos de comunicação, acostumados a dizer o que querem e quando querem, os manifestantes que foram às ruas querendo melhorias eram vândalos; os policiais infiltrados, solenemente ignorados; a pauta de reivindicações menosprezada; os desvios de dinheiro público para a realização da Copa de 2014 e das Olimpíadas, subestimados; a presença do Sumo Pontífice, imposta à força, como forma de ludibriar e desviar a atenção do foco dos protestos. Uma overdose de transmissão que mostrou bem as intenções do "4º poder".

A mídia diz em quem devemos votar, o que devemos comer, o que podemos fazer, aonde iremos e até qual religião deve ser a oficial do país. E isso é, pra dizer o mínimo, contraproducente.

E quando uma pauta parecer se exaurir, acha-se outra, tão conveniente quanto a anterior; se não há mais a possibilidade de explorar a visita do Papa, corta pro assunto Neymar, em seu novo clube. Tudo para manter a mente do brasileiro ocupada o suficiente para não questionar o que está errado ao seu redor.



Se a tão propalada autorregulamentação é inócua (na verdade, não passou apenas de uma falácia), então devemos adotar o modelo argentino (a Lei de Médios), para não corrermos o risco de presenciarmos mais desmandos e mentiras travestidas de “bom jornalismo”. E jornalismo de qualidade não é feito por ‘profissionais ‘ com figurino e maquiagem escolhidos a dedo, dignos da SP Fashion Week; e sim com a verdade, rifada tão fácil por editores de redação ou diretores de núcleos acostumados a chafurdar no luxo conquistado à custa da credibilidade de seus respectivos veículos de informação.


Verdade, credibilidade não têm preço. Parece que certos jornalistas têm.


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Um comentário:

  1. Prezado Marcello gostei de sua maneira de expressar seu pensamento, seu ponto de vista. Parabéns. Gostei de seu estilo e forma de escrever. Sou seu seguidor e gostaria que também fosse meu. Aí vai meu site: http://www.nossoslivrosfree.com.br/ Felicidades.

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