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sábado, 20 de julho de 2013

A Histeria Coletiva dos Fanatizados




A chegada do Papa Francisco ao Brasil tem causado uma histeria coletiva, um frenesi (na mídia, principalmente) como se fosse o maior evento do século XXI.

Evidentemente, a imparcialidade foi severamente comprometida, a tal ponto de veículo de imprensa algum citar os gastos absurdos e excessivos com a visita do pontífice. Excetuando-se a Rede Record que, por razões óbvias, tem sua agenda particular de demonização do homem forte do Vaticano, o descaso da ‘grande mídia’constrange, mostrando que certos programas jornalísticos preferem o silêncio constrangedor a relatar a verdade. Não é conveniente criticar em praça pública alguém tão idolatrado por milhões de brasileiros, que optaram por chafurdar na “santa” ignorância do que desenvolver o senso crítico.




Falar sobre a dispendiosa vinda do “Príncipe do Clero” obrigaria jornais, revistas e telejornais a compararem o que poderia ser feito com o valor estratosférico de quase 200 milhões de reais destinados ao evento religioso.

 Num país majoritariamente católico e propenso a desigualdade social aguda, uma quantia robusta dessas poderia ter um destino mais nobre e útil do que um espetáculo voltado para demarcar território (os evangélicos aumentam a cada dia que passa no país) e fanatizar os mais ingênuos.


Enquanto isso, no mundo real, a inflação continua galopante, o poder aquisitivo diminui, os políticos estão em “recesso”, cansados de nada fazer e a reforma política engavetada por enquanto. Tudo porque o país parou para receber “Sua Santidade” (no melhor sentido irônico, sarcástico e cínico possível).


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