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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Resposta Confusa de um Governo Perdido





A proposta do plebiscito do governo mostra uma administração incapaz de atender os anseios.


De um lado manifestantes exigindo melhores condições para a saúde, educação, transporte, segurança, além de protestar contra a corrupção vigente no país; de outro, um governo despreparado para lidar com reivindicações e expectativas de uma nação.
Dilma Roussef parece pouco a vontade em meio a onda de manifestações pelo Brasil. Talvez a  letargia do brasileiro durante décadas tenha acostumado mal os políticos, de um modo geral.

As vaias recebidas por ela durante a abertura da Copa das Confederações talvez tenham incomodado mais do que se supunha. Sob pressão popular, resolveu mostrar serviço. E errou a mão.




Primeiro ao propor  uma Assembleia Constituinte exclusiva para uma reforma política ampla. Depois recuou (claro sinal de despreparo, de alguém que tomou uma medida às pressas) e resolveu apresentar uma ideia de plebiscito sobre mudanças.

São elas:

1 - “A forma de financiamento das campanhas eleitorais, de modo a permitir uma avaliação do modelo atual. Que o povo possa comparar suas vantagens e desvantagens com relação ao financiamento exclusivamente público. Que o povo possa fazer comparação semelhante com o modelo misto, em que os candidatos recebem recursos públicos e recursos de fontes privadas, com ou sem restrições”.

2 - “A definição do sistema eleitoral, em que se faça uma opção entre o sistema proporcional como é hoje, o voto distrital puro ou misto, o voto majoritário para a eleição de parlamentares, o voto em lista fechada ou flexível, ou, então, o voto em dois turnos como propõem entidades da sociedade civil”.

3 - “A continuidade ou não da existência de suplência nas eleições para o Senado Federal”.

4 - “A manutenção ou não da existência de coligações partidárias para a eleição de deputados e vereadores”.

5 - “O fim ou não do voto secreto no parlamento”.


Por estes itens ela foi bombardeada até por aliados. Somado ao fato de que a oposição vem fustigado a presidente nas últimas semanas (num tardio oportunismo para demarcar território) e tem-se uma comédia de erros que, aos poucos, vai desgastando a imagem da petista, num momento onde já se fala claramente sobre corrida presidencial.

Dilma não é Lula. Apesar de não ter o nome envolvido em escândalos de corrupção, como aconteceu com seu antecessor. Ela também não tem o mesmo carisma do ex presidente. Nem o carisma, nem os rompantes de populismo, tão úteis em momentos agudos como este.




Com todos os defeitos possíveis e imagináveis (e ele os tinha aos montes), Lula aglutinava a base em situações adversas, ainda que fosse com o velho “toma-lá-da-cá”. Dilma já usou esse artifício antes, sem o mesmo resultado. Ela não consegue “dar liga” à base de sustentação do governo, em especial o mais instável partido aliado, o PMDB.

O partido do Vice-Presidente da República é uma amálgama de várias vertentes e, portanto,visões e interesses diferentes. Também é responsável  pelo chamado “fogo amigo” que acomete a presidência há algum tempo.

Se a presidente quer reverter esse quadro preocupante (cujo os efeitos são aumentados exponencialmente por parte da mídia tendenciosa, o P.I.G) deve adotar uma postura mais firme, dialogar com outros partidos, inclusive os da oposição. Deve dividir a conta com as demais forças políticas.


Se insistir em responder com medidas vagas e paliativas Dilma Roussef  corre o risco de ver os protestos recrudescerem; e isso, em ano pré- eleitoral, pode causar mais estragos na conturbada cena política nacional.


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