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quinta-feira, 28 de março de 2013

Crônica de uma Confusão Anunciada




  A confusão em Porto Alegre na noite desta quarta feira pelo reajuste das passagens de ônibus mostraram que o jovem brasileiro, de um modo geral, não sabe protestar.

  Se o aumento das tarifas é exorbitante (e realmente é) e mostra o descalabro e a incompetência da prefeitura contra seus cidadãos, as ações de guerrilha por parte dos "estudantes" denegriram as manifestações.

  Depredar a sede do executivo (patrimônio público), bloquear estradas (impedir o 'ir e vir' das pessoas) e agredirem o secretário de transportes só denota a indigência mental de jovens alienados.




  Surpreendentemente, o secretário se dispôs a conversar, ao contrário de muitos políticos em momentos de crise e, ao invés de dialogar os baderneiros o cercaram, jogando tinta,o agredindo com murros e com pedaços de madeira em uma ação covarde. Cercando a vítima e o impossibilitando de fugir, o que os agitadores conseguiram foi apenas enfraquecer a reivindicação, que é legítima na sua essência.

  Muitos jovens e adolescentes agem no estilo "8 ou 80", frente a um problema: ou pouco se importam ou radicalizam de vez. Como no protesto contra o McDonald's no Rio de Janeiro há alguns anos.

  Em 29 de março de 2003, Bárbara Almeida Flores e mais 80 estudantes (entre universitários e secundaristas) do Rio, Belo Horizonte, Montes Claros, Uberlândia e Goiânia participaram de uma manifestação na capital carioca, organizada em resposta a invasão do território do Iraque promovida pelo USA dias antes. Atacaram a sede da representação diplomática do USA com pedras e coquetéis molotov, com apoio de populares. Agências bancárias das proximidades também foram atingidas.

  O que a líder do protesto não conseguiu entender é o fato da lanchonete de fast food, apesar da matriz americana, tem sua filial independente no Brasil, gerando milhares de (sub)empregos, encargos sociais, e divisas por estas bandas. Talvez se sua indignação fosse contra as condições de trabalho dos funcionários, a carga horária excessiva e o salário subumano, a manifestação seria muito mais propositiva. Mas não era isso que melindradinhos queriam. Era apenas chamar a atenção. Ou alguém acha que jogar pedras numa lanchonete iria parar a guerra do Iraque?

  Tal qual a revolta dos estudantes gaúchos. Optaram pelo caminho mais fácil (anarquia completa) e perderam a razão. 

  Quebra-quebra, agressões, tumultos não são argumentos; são a munição que o sistema precisa para desqualificar as manifestações populares.

  O quanto antes estes jovens se conscientizarem disso, melhor para a sociedade.


Link original da reportagem da Record  AQUI.




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