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terça-feira, 19 de março de 2013

A Segunda Guerra e suas Ramificações



  Quase 70 anos após o término do maior conflito entre nações do planeta, muita coisa ainda persiste ou como lenda, ou como 'verdade' que não tem embasamento para se perpetuar.

   Fato é que analisado aos olhos de hoje, um novo milênio, com guerras em vários cantos do planeta, a Segunda Guerra Mundial parece apenas mais um conflito. Só que não. Com o número recorde de pessoas mortas (ultrapassou a marca de 60 milhões), a abrangência (atingiu a Europa inteira e a Ásia, chegando ao continente africano) e os custos materiais estratosféricos, nada se assemelha ao trágico curto momento (seis anos) por qual a humanidade passou, em meados do século XX.




  O Dia D, iniciado com o desembarque na Normandia, ficou marcado na história como o início da derrocada alemã. Mas não foi exatamente isso. Enquanto os EUA se questionavam quanto a possibilidade de ajuda à URSS, abrindo um segundo flanco de batalha para esvaziar as tropas de Hitler que rumavam contra Moscou, os soviéticos davam suas vidas (mais de 20 milhões ao longo da guerra) para salvaguardar sua pátria que os nazistas insistiam em tomar à força. A resistência em Leningrado e Stalingrado foi homérica.




  Mas o curioso é que poucos livros (nos Estados Unidos, nenhum) falam sobre o feito da extinta União Soviética, um país imprescindível na derrota de Adolf Hitler. Ainda sim, os americanos se arvoram no direito de se auto conclamarem os verdadeiros libertadores da Europa. Uma lenda que se tornou fato, pela força das circunstâncias. O Cardeal Richelieu dizia: "a história é escrita pelos vencedores". De certa forma é verdade. Como se envolveu na fase final da guerra, suas perdas foram bem menores do que os envolvidos diretos; a intenção dos americanos era apenas dar apoio logístico e depois cacifar financeiramente com o fim do evento bélico, ajudando na reconstrução do continente europeu. O efeito parasita, muito peculiar ao país norte-americano.




  Também ficou marcado na história o 'Julgamento de Nuremberg', tribunal que julgaria e puniria os alemães envolvidos direta ou indiretamente com o regime nazista.

  O que se viu foram militares, integrantes do primeiro, segundo e terceiro escalões do governo alemão, mas sem cientistas no tribunal. Secretamente, eles estavam sendo tirados da Alemanha com direção aos EUA (a grande maioria) e para a Inglaterra (alguns). Com o recrudescimento do diálogo entre Estados Unidos e URSS (graças a Henry Truman, o presidente responsável pelo ato infeliz que fomentou a dissensão entre as duas nações) era cada mais inevitável uma polarização e um eventual confronto de potências. Nessa chamada "Guerra Fria" senhor do mundo seria quem tivesse os melhores cientistas; e boa parte da nata de notáveis estava operando com carta branca em território alemão, realizando experiências aterradoras com seres humanos (judeus, homossexuais, deficientes, etc). Ao invés de sentarem no banco dos réus como genocidas, ganharam uma vida, nome e casa novas nos EUA em troca de seus conhecimentos. Conhecimento este que levou a morte milhões de pessoas na Europa. Traduzindo: a administração Truman foi conivente e fiadora dos cientistas nazistas. Tudo isso pela corrida armamentista e a supremacia mundial.



   Era 1945 e milhões de barras de ouro estavam escondidas nos bancos da Alemanha, por ninguém mais do que os nazistas. Eles juntaram o máximo de ouro possível dos habitantes dos países que invadiam e, conseguinte, pilhavam.

  Mas após o colapso do Terceiro Reich, todo o ouro apropriado pelo governo totalizava quase 660 milhões de dólares pilhados de outros países, incluindo 223 milhões da Bélgica, 193 milhões da Holanda.




  Todo esse metal tinha um valor altíssimo, mas só havia um problema: NINGUÉM CONSEGUIU ENCONTRÁ-LO.

  No fim do ano de 1945, todo o ouro desapareceu dos bancos suíços e ninguém foi capaz de encontrá-lo desde então.

  Como Josef Stálin e Winston Churchill estavam "passando o pires", pedindo milhões aos EUA para reconstruírem seus respectivos países, a suspeita maior recai sobre Henry Truman e seus asseclas. Se bem que nesse caso, era o contrário.

  Sobre esse assunto, é possível ver mais AQUI e AQUI.

  Nessa postagem também:  O ACOBERTAMENTO DE NAZISTAS POR PARTE DOS EUA

  Toda guerra é suja. Um conflito dessa proporção não pode ser visto de um prisma tacanho, maniqueísta,  que havia de um lado o bem e de outro o mal. As coisas não eram tão inocentes assim. Os que souberam se aproveitar com maestria, agindo como chacais, bestas do campo, esperando apenas a hora certa de se apropriar dos espólios dos mortos, permanecem até hoje ditando as regras do jogo. E como pegaram gosto pela coisa (sangue, ouro, petróleo, etc) continuam a espalhar o terror em confrontos bélicos, visando explorar recursos naturais, aina que causem uma severa crise humanitária, sem precedentes.




  O estereótipo dos conflitos, onde há o herói e o vilão cai por terra quando analisamos a Segunda Guerra Mundial pela ótica crítica e racional. Houve aqueles que acreditavam lutar contra UM monstro ( e apenas um) e que, ao se livrar dele o mundo seria um lugar melhor para se viver. Mas, na verdade houve vários monstros. A diferença é que alguns eram visíveis aos nossos olhos. Outros estavam travestidos de libertadores e salvadores da humanidade.





Leia também:

O Revisionismo do Holocausto




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