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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Assistente de palco morre durante cirurgia de lipoaspiração em clínica







“A modelo Pâmela Baris Nascimento, 27, que já trabalhou como assistente de palco em programas de televisão morreu durante uma lipoaspiração em uma clínica no Ipiranga (na zona sul de São Paulo)”.
O caso ocorreu no último dia 19/10, mas a polícia só foi informada ontem pela manhã. De acordo com a investigação, o fígado de Pâmela acabou perfurado durante a cirurgia. “Ela perdeu muito sangue, sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.”





  Difícil imaginar como uma mulher, com um corpo escultural, se olha no espelho e decide fazer um procedimento arriscadíssimo como uma lipoaspiração. Seria insegurança? Necessidade extrema de autoafirmação? Imposição da televisão?
  O problema de se encarar algo tão perigoso, pelo simples fato de se elevar a autoestima, parece muito superficial.  Quando foi que a sociedade se tornou assim, frívola?
   Foi-se a época em que uma miss Brasil era eliminada de um concurso devido a duas polegadas a mais nos quadris. O segundo lugar deu a Miss a fama absoluta. Mas nesse caso, depois do concurso, Martha Rocha tornou-se referência nacional de beleza.
  Hoje, se as mulheres em destaque na mídia não estiverem “nos padrões certos” (seja lá o que for isso...) são alijadas do trabalho. Triste ver que não se vence mais pelo talento.
  São patrulhadas pela ‘imprensa’ se aparecem na praia, exibindo seu corpo e duramente criticadas por isso. Essa é a função dos paparazzi.
  Não obstante apenas falando sobre dietas e todas as formas possíveis de manter a boa forma física, estas reféns do ‘status quo midiático’ quase nunca conseguem falar de seus trabalhos. Se são atrizes ou apresentadoras ficam limitadas a um assunto superficial qualquer (o que comem, quantas horas por dia malham, etc.). Se são “modelos”, não há outra opção.




  Muitas que se intitulam “modelo/atriz” se tornam reféns de um sistema viciado, muitas vezes municiado por sua própria falta de personalidade, em aceitar as coisas como estão.
  Permitem invasão de privacidade (usam isso como ‘promoção profissional’), até que o patrulhamento se torne absurdo e se volte contra ela mesma. Nessa hora, a autoestima em baixa, a necessidade de aceitação, a insegurança exacerbada e a falta de perspectivas futuras na carreira forçam uma sub-celebridade a buscar meios errôneos para se valorizar: os procedimentos estéticos arriscados e inoportunos. Ao se sujeitar encarar uma anestesia geral para sofrer a invasiva cirurgia chamada lipoaspiração, a pessoa precisa estar ciente que isso pode ser fatal. Muitas já ficaram em uma mesa de operação. Outras tantas ignoram o risco, cegas pela desesperada vontade de emagrecer a todo custo (mesmo que muitas nem precisem disso), para voltarem a se sentir desejadas, cobiçadas, elogiadas,comentadas,assediadas pela imprensa. Mas basta uma mera menção a seu peso, que novamente tudo desmorona, assim como sua personalidade instável.
 
  Pobre sociedade limitada e frívola em que vivemos...E que tantas outras morrem por isso.



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