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domingo, 12 de agosto de 2012

O QUE ACONTECEU COM O TIO SAM?





Quem diria que depois de décadas de domínio (também) nos esportes os americanos vissem seu predomínio ameaçado por outro país, no caso a China?



O país asiático dominou, praticamente, de ponta a ponta, o quadro de medalhas, sendo ultrapassado pelos EUA a poucos dias do término dos Jogos Olímpicos. E mesmo assim por uma diferença ínfima.
Houve uma época em que os norte-americanos dominavam as competições internacionais, com certa folga; quando muito rivalizavam com a extinta União Soviética. Mas das Olimpíadas de Pequim para cá houve um declínio visível e preocupante —para eles,é claro.




Não só em âmbito esportivo, mas também no campo da geopolítica estão perdendo terreno. Os americanos sempre foram temidos e,conseguinte “respeitados”.Mas um respeito por medo de retaliação,ou no campo militar ou na área econômica (as famosas sanções).Isso recrudesceu na era Bush,onde a truculência era usada a qualquer instante,com autorização ou não da ONU.Eles se tornaram um país visceral,passando por cima dos direitos humanos como um trator.Não aceitavam vetos ou recriminações contra seus atos.Esse era o país tido como  a maior potência do planeta:brutal e atrasado do ponto de vista intelectual e moral.Até a chegada de Obama.




Poderia haver uma moderação nas atitudes dos EUA com sua ascensão .Poderia.Mas o que se viu foi o mais do mesmo.Pior.Perderam o tal do ‘respeito’ que conquistaram à força  e ainda sua predominância no cenário global.Na geopolítica e até nos esportes.Poderiam fazer a diferença,mas não.Acabam usando as mesmas velhas táticas de Gestapo contra aqueles que não comungam da mesma ‘ideia’.Chegam ao ponto de manipular informações a bel prazer pela simples razão de que vale tudo para manter a supremacia.Chegaram até a forjar o assassinato de Osama bin Laden(que já havia morrido anos atrás)para mexerem com os brios da população.E nem assim estão conseguindo se manter no topo.O carisma de Barack Obama não tem sido suficiente para fazer  com os seus conterrâneos acreditem em dias melhores.
O caso da Síria é emblemático. Com os vetos de Rússia e China no Conselho de Segurança da ONU, os EUA não conseguem impor suas vontades de mais sanções, municiar rebeldes e minar a influência do Kremlin na região. Na época do déspota George W. Bush, não havia meio termo. Com ou sem autorização ele iria executar seus planos bélicos, sem medir consequências. E que se dane as Organizações das Nações  Unidas. ELE era a ONU.




Não quero parecer defensor de Bush, que foi um dos maiores assassinos em massa da história, rivalizando com Mussolini,Hitler e Stálin. Claro que os dois últimos mataram milhões, mas o alcance das barbáries do presidente americano  foi altíssimo, beirando as centenas de milhares, inclusive seu próprio povo (os soldados). Com ele os norte-americanos alcançaram um predomínio perigoso e com ramificações em várias partes do planeta. Obama deveria ser a antítese.Mas foi uma versão mais atrapalhada e menos programático do texano.



Talvez este susto de quase perderem a hegemonia nos esportes e de não conseguirem incitar outros países a guerrearem e/ou invadirem mais nações soberanas, por capricho, sejam claros sinais de que a decadência se avizinha, e a passos largos. O pobre presidente americano busca,agora,o que buscavam,desesperadamente, os demais ocupantes da cadeira na Sala Oval : a permanência,ou a reeleição.Caso não venha será um fracasso retumbante,e o faria entrar no rol dos ‘perdedores’ junto com George Bush(pai) e Jimmy Carter.Para evitar isso,ele teria que convencer a população de que ainda são uma potência imbatível e em franca recuperação na economia.Mas até nesse quesito a China vem se tornando uma pedra no sapato dos EUA,ao se tornar a mais importante economia do planeta,a grande ‘locomotiva’ mundial,posto outrora ocupado pelos norte americanos.E caso o avanço chinês se confirme tanto nos esportes,na economia,quanto na geopolítica ,então o que será dos nossos vizinhos do norte?


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