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sexta-feira, 31 de maio de 2013

A Greve do Funcionalismo Público



Fim de semestre se aproximando e com ele o início das negociações de algumas categorias do funcionalismo público. Dentre elas, a que mais preocupa é a dos trabalhadores do INSS.

Conhecidos por usarem a população como refém durante o período de reivindicações, os “nobres” integrantes do Instituto Nacional de Seguridade Social geralmente param suas atividades por semanas.






Pouco preocupados com a saúde ou a vida dos segurados (idosos em sua grande maioria), acostumados a dormir nas intermináveis filas, madrugada adentro, esperando ter o “privilégio” de ser atendidos no dia seguinte, os abnegados empregados do INSS demonstram total desprezo pela vida.  Pessoas cujo salário e jornada diminuta (principalmente se comparado com o setor privado) não condizem com o péssimo atendimento e o serviço prestado à população, sempre desamparada no que tange a serviços públicos.

Sem contar a paralisação dos médicos. Pois com um sistema de saúde precário já se acompanha o drama de tantos brasileiros, imagine quando cruzam os braços. E, de novo, o cidadão, o contribuinte, o eleitor enfim, os brasileiros é que são atingidos pelos estilhaços.

Numa menor escala, quando a categoria dos bancários (grande parte da rede privada) entram em greve, os bancos do Brasil e Caixa Econômica Federal, cujos benevolentes trabalhadores são do setor público e um infindável cabide de empregos, entram primeiro em estado de greve e são os últimos a retornar. Mesmo quando o acordo está fechado entre a FEBRABAN e o sindicato da categoria. Mesmo que o Tribunal Superior do Trabalho, a última estância da área trabalhista, tenha decidido o mérito da questão, eles ainda permanecerão de braços cruzados.

O direito de greve é legítimo, mas a desfaçatez e o brutal desrespeito ao cidadão, que é o mantenedor da festa, soa como escárnio, deboche. 



GREVE vs O DIREITO DO PRÓXIMO

Muitos sindicalistas usam a situação como um meio para um fim. Não é segredo que dirigentes sindicais (os chamados “pelegos”) usem sua visibilidade para alçar voos mais altos, sempre fazendo jogo duplo (fingem que defendem o trabalhador, mas não é bem assim). Em resumo, usam os filiados, colocam a faca na garganta da população e saem como os únicos vitoriosos da situação. Veja AQUI.



Nas constantes greves de motoristas de ônibus o cidadão é punido. Se fosse algo apenas por melhores salários e ansiando solução rápida para a contenda, por que diabos não se mantém o trabalho, mas com a catraca liberada? Os usuários não são prejudicados, não se prejudica a rotina das cidades e apressaria, e muito, a decisão das administrações municipais. Bom, talvez o problema não seja apenas uma discussão por melhores condições de trabalho. Talvez haja uma agenda paralela por parte de certos sindicalistas. Talvez...



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ENQUANTO ISSO...

Voltando ao assunto inicial, tramita no Congresso um projeto de lei que regulamenta a greve do funcionalismo público (leia AQUI) . Na gaveta desde a era tucana o projeto foi convenientemente ignorado por FHC; Lula cogitou pedir melhorias na proposta e agora depende da presidente Dilma impulsionar a base aliada para tocar pra frente.




Quem sabe veremos o dia em que greves não serão abusivas, direitos trabalhistas rigorosamente respeitados e, acima de tudo, uma população que não seja objeto de barganha. Afinal, é a sociedade quem paga a conta, como sempre. Pois, assim como os funcionários merecem melhores condições de trabalho, as pessoas merecem melhores servidores públicos, que sejam dignos e não pensem que somente existem direitos, sem deveres.





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