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quinta-feira, 12 de julho de 2012

DIA 13 É FERIADO,TAMBÉM,PÔ!!



    Para os desavisados,estou falando do dia internacional do rock.No dia 13 de julho ocorria o festival Live Aid,para ajudar as vítimas da fome na África,idealizado por Bob Geldorf,que se notabilizou por duas coisas em sua carreira:organizar este festival e estrelar a adaptação do disco clássico The Wall para a telona,na direção de Alan Parker.A data,simbólica,é uma merecidíssima homenagem ao bom e velho rock and roll.Acabou ficando a data do festival(que contou com grandes nomes do gênero musical).

    Para os desavisados,Elvis Presley não “inventou” o rock and roll.No final da década de 40,os afrodescendentes americanos em Nova Orleans resolveram modificar um gênero já consagrado,o Blues,e com uma simples acelerada no ritmo e uma pitada de soul music,voilá,estava criado o estilo musical mais criativo e relevante do século XX.Infelizmente,para legitimar um ritmo musical criado pelo pretos,os brancos precisavam de um representante que “usurpasse” a obra.Nesse sentido,até a alcunha  ‘rei do rock’ caiu como uma luva.Não me entenda mal. Elvis foi tremendamente importante para a história do rock.Mas não o criou.Sua relevância é notória e ajudou  a sedimentar o gênero pelo mundo afora.E esse foi sua maior contribuição.





    Para os desavisados,o rock não é um estilo passageiro.Desde sua criação até os dias de hoje lá se vão quase 70 anos,e seus propósitos foram os mais variados.Começou como uma forma de autoafirmação para os jovens que buscavam se encontrar.Passou a ser usado para protestar contra guerras e regimes totalitários (sua mais importante função;o protesto,o fator contestador é que o define),onde foi crucial em momentos difíceis da sociedade,como reivindicar  o fim da guerra do Vietnã.Serviu como um meio para demonstrar insatisfação contra sociedades conservadoras (nisso o punk foi decisivo).Possibilitou  o aparecimento de vários artistas de talento incontestável(como Paul Mcartney,John Lennon,Jim Morryson e Roger Waters).Mostrou a feia face das desigualdades 
existentes na sociedade moderna,o chamado rock engajado(o U2 mostrou muito disso em sua obra).

    Para os desavisados (e ignorantes)que dizem que “o rock é coisa do demônio”,fama atribuída ao pai do heavy metal,o Black Sabbath,muitos usam o estilo pesadão e as capas com tons apelativos para chocar a sociedade e para mostrar sua verdadeira cara (a realidade nossa de cada dia nos causa repugnância).

    O gênero imortal revelou ao mundo nomes que transcendem um ritmo e conseguiram elevar o rock ao status de clássico com nomes que dispensam apresentação como The Beatles,Pink Floyd,Led Zeppelin,The Doors,Janis Joplin,Jimi Hendrix,Rolling Stones,Nirvana,Genesis,Kiss,Sex Pistols e tantos outros.Confesso que sou suspeito ao tratar o assunto,já que escuto,aprecio e reverencio o Rock and Roll desde meus 7 anos de idade.Reconheço também que o estilo musical perdeu um pouquinho do impacto recentemente,devido à baixa qualidade das bandas novas que não agregam nada(pelo menos as gravadoras não deixam que cheguem à nós nada que não ‘seja mais do mesmo’)e pela preferência das pessoas pelos ritmos de “digestão fácil”,onde uma letra pobre e um refrão repetido a exaustão cativam e vendem milhões,emburrecendo a população,cada vez mais sem condições de escutar e compreender obras complexas  como “Dark Side of the Moon”,”Sgt Pepper’s Lonely Heart Club Band”,”Led Zeppelim  IV”,etc.

      É diferente em sua essência e objetivo.Sempre se renovou com subgêneros (progressivo,punk,psicodélico,hard,heavy,grunge).Sempre teve papel preponderante na história  da segunda metade do século XX em diante.

      E para os desavisados,citando Neil Young,outro grande nome do gênero:”rock and roll will never die”.Never,baby.Never!


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