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sábado, 26 de janeiro de 2013

O Bom, o Ditador e o Alienado




Sempre que possível a mídia brasileira pega carona nos veículos de imprensa americanos e os reproduz, quase que integralmente, ao invés de fazer um jornalismo crítico, questionando os desmandos do país mais perigoso e beligerante do planeta.

A bola da vez é a Coréia do Norte, que anunciou outro teste nuclear, esta semana, deixando Obama e Cia (leia-se : ONU) em polvorosa.




A imprensa brasileira se apressou em seguir passo a passo o manual de jornalismo do Tio Sam e tratou o discurso do país oriental como uma afronta ao mundo livre.

 Os barões da "imprensa livre" mostraram total apoio ao posicionamento da ONU (leia-se : EUA), que criticava, veementemente, os testes nucleares.


Alguns exemplos:

Coreia do Norte diz que realizará teste nuclear 'a pedido do povo'

Coreia do Norte diz que testará foguetes com EUA como alvo


A resposta do governo norte coreano:

Em nota, Coreia Popular volta a repelir política hostil dos EUA


 Se houvesse ao menos um pouco de senso crítico nos principais veículos de comunicação Brasil afora, esse discurso fascista dos co-irmãos EUA-ONU não seria levado a sério.Independente da instabilidade que eventualmente traria a península coreana, e a Ásia como um todo, o que os americanos enxergam são seus interesses mesquinhos e torpes.




  Imagine um rato. Por natureza, ele se assusta com a presença de humanos (representam perigo, pelo tamanho e pelo poder de alcance). Quanto mais você persegui-lo, mais ele irá correr. Mas experimente encurralá-lo para ver se ele não salta em sua direção. mesmo que seja um ataque desesperado, proveniente do eminente perigo em que ele se sentiu.

 Assim é com a Coréia do Norte. Desde a guerra na península, que dividiu em dois países (a do Norte e a do Sul), as coisas estão instáveis na região. E tal qual naquela época (nos idos da década de 50), os EUA meteram o bedelho onde não foram chamados (mais um dos tantos confrontos dos quais participou, apenas para demarcar território) e pioraram a situação. Exatamente como agora. Ao invés de se preocupar com sua economia combalida, com sua dívida interna estratosférica, desemprego em alta, saúde e educação precárias, o governo americano acha tempo ( e dinheiro) para levar sua ingerência costumeira a um lugar distante, apenas para ter o gostinho de se sentir como o xerife do mundo.


                                         (anúncio na TV estatal coreana sobre os testes nucleares)


 Talvez ainda o seja, mas com a ascensão de China e Rússia, a influência americana vem declinando, assim como a reputação de seu badalado presidente.

  O momento não poderia ser melhor para que nossos vizinhos do norte se voltem para os vários problemas domésticos que os afligem, ao invés de se envolverem em mais um imbróglio internacional. O velho discurso Bushniano de que "a América tem que combater o terrorismo" já soa enfadonho e repetitivo. Para um país responsável pelo mais odioso ataque contra uma nação (duas bombas nucleares contra o Japão) a hipocrisia parece ser a palavra chave para ignorar as atrocidades do passado (e do presente).

  Muito provavelmente porque a população mundial tem percebido que o verdadeiro terrorista são os Estados Unidos da América.


Leia também:

Israel deu bofetada na legalidade internacional

Heil,Obama!




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