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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A Falência Moral do Jornalismo




  JORNALISTA - ser crítico, imparcial, investigativo; registrar o fato e nunca provocá-lo. FALAR A VERDADE.


  Lição básica pra qualquer calouro de faculdade, mas que acaba se pervertendo durante a vida profissional, principalmente se o indivíduo se submete a editores, diretores de redação que tenham a incumbência de decidir o que os simples mortais podem ou não saber, ou a Manuais de Redação feitos sob medida para desfigurar a verdade, mas de maneira sutil.





  Ao chegar em um ponto de ter o poder de informar, as pessoas poderiam e, acima de tudo, deveriam manter o compromisso com a verdade. Mas isso é apenas uma quimera.

  No vídeo abaixo, o dublê de âncora, William Bonner, agindo como uma espécie de porta voz das Organizações Globo, ao anunciar a morte do fundador do grupo Roberto Marinho, consegue denegrir a classe jornalística, já tão combalida pelos inúmeros desmandos das últimas décadas (pode-se dizer que a decadência moral da mídia tupiniquim iniciou em 1989, com a eleição fajuta a presidente da república).

Naquele dia, praticamente todos os veículos de imprensa (com raras exceções como a Carta Capital e a Caros Amigos) agiram da mesma maneira cordata, com uma subserviência atroz, que poderia entrar para os anais do mal jornalismo brasileiro ( e não são poucos).

  O momento mais constrangedor é quando o apresentador começa a "chorar". Não convence muto. Parece mais um recém saído da Oficina de Atores da casa. Mas joga pro povão e acabou contagiando os mais incautos, como sempre.





  Seria cômico, se não fosse patético. Repare que o texto enaltece as "obras e o legado" de um grande homem; de alguém que sempre defendeu os interesses nacionais e o povo brasileiro. Dá a impressão de falar sobre uma outra pessoa, e não de alguém que, em conluio com o regime militar construiu um império danoso, que sempre agiu como 'lesa-pátria' e fazendo valer seus interesses mais mesquinhos.

  Pegou mal, também, o encerramento do Jornal Nacional naquele fatídico dia 06 de agosto de 2003 ao mostrar, ao fundo, os funcionários estáticos, em um ambiente escuro, sem sequer olhar para o lado. A cena mais lembrava uma cena do seriado The Walking Dead, que mostra um exército de zumbis mundo afora, do que uma cena em que o sentimento de dor e perda pairava no ar. Talvez porque não tivessem muita escolha e deveriam estar ali, por dever de ofício.

  Fato é, que esse  momento entra como mais um a se lamentar na história do jornalismo brasileiro. Mas depois da reabertura política (onde começou a fase de liberdade e onde a imprensa começou a se perder), o Brasil teve mais provas de que a imprensa é um poder a se combater, do que um aliado.

  Um legítimo QUARTO PODER. E, assim como os demais três poderes, também deve ser vigiado e fiscalizado de MUITO perto, e sempre com desconfiança.



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