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domingo, 20 de janeiro de 2013

A Escola Base e o Tribunal da Mídia





  Aos três poderes conhecidos, Executivo, Judiciário e Legislativo, acrescente o mais influente deles, a mídia, conhecida como o quarto poder, mas com um poder maior do que os outros todos combinados.




Casos e mais casos de abuso de poder, que culminaram em injustiças contra cidadãos ou instituições, se tornaram mais recorrentes do que deveriam.  Não é esse o papel da imprensa.

Basta acontecer qualquer escândalo na sociedade para que pseudo-jornalistas, doutrinados por editores de redação com uma visão torpe do mundo, usem seu poder, seu alcance para “fazer justiça” com suas palavras. E quanto maior a notícia, maior a chance de transformá-la em um espetáculo. E o show não pode parar; por isso se trata de um determinado assunto à exaustão, até perder o interesse. Para a mídia, a notícia é como um osso: enquanto houver onde roer, ela fica nas manchetes. Talvez por isso a expressão “o circo da mídia”...

Vejam o exemplo da Escola Base, em São Paulo.






Típico exemplo do “atire primeiro, pergunte depois” da mída brasileira. Enquanto a notícia era publicada em letras garrafais, o ‘mea-culpa’ saiu no rodapé do jornal ou revista. E os jornalistinhas continuaram suas carreiras normalmente; já os seis sócios, acusados sem provas contundentes, estão à margem da sociedade buscando redenção.

O mais estranho é que para se patrulhar políticos a contundência não é a mesma. 

Muitas vezes a imprensa faz vista grossa, por vários motivos:

* o alvo em questão é muito poderoso;

* a emissora afiliada do canal em questão pertence ao deputado ou senador suspeito;

* o veículo de imprensa pode perder o patrocínio governamental (as verbas publicitárias do governo são uma robusta fonte de renda para TVs, rádios, revistas e jornais);

* pode haver algum tipo de retaliação por parte do político;

* há interesses do grupo de mídia que podem ser atingidos;

* a emissora ou a publicação apoiou o investigado, quando este era candidato, e pega mal criticá-lo em público;

* pode respingar em algum contratado da casa;

Enfim, tudo pode acontecer quando um órgão de imprensa rasga seu Manual de Redação (onde estão contidas as diretrizes da ética e da conduta jornalística) em prol de interesses mesquinhos. Poder e dinheiro provocam mudanças de caráter em mentes tacanhas.






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Muito dessa distorção vem da concentração no setor dos meios de comunicação. No Brasil, as Organizações Globo, o Grupo Folha, a Editora Abril e o Grupo Estado de SP concentram um poder indevido e imoral. Chafurdando nos lucros obscenos e no cartel firmado silenciosamente por empresários dublês de jornalistas o mercado e, conseguinte, a concorrência, não se expande. Com tudo sob controle fica fácil ditar as regras do jogo, inclusive blindar integrantes da imprensa envolvidos com bicheiros.

 Talvez por isso a Lei dos Meios de Comunicação na Argentina tenha sido tão criticada pela imprensa tupiniquim, já que o Grupo Clarín, que detém o monopólio na terra dos nossos ‘hermanos’, perde a concentração de mercado e abre caminho para novos grupos e/ou dá mais espaço aos pequenos, entalados entre um gigante ou outro do setor.  O bom é que o exemplo corajoso de Cristina Kirchner  a presidenta argentina, é visto com bons olhos pela colega brasileira, Dilma Rousseff. É um caminho.

Lembrando que um verdadeiro jornalista segue fielmente a máxima do jornalismo: SER CRÍTICO, IMPARCIAL, INVESTIGATIVO; SEMPRE REGISTRAR O FATO, NUNCA PROVOCÁ-LO. Se a imprensa sempre tivesse se pautado por isso, teríamos, com certeza, um mundo mais justo, honesto e ético. 


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