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sábado, 14 de janeiro de 2012

Clássicos S. A. - Livro

     


      Em tempos de reprises na tv por assinatura(se bem que na tv a cabo ,reprise é a coisa comum), é salutar acompanhar uma obra que reúna tantos talentos indiscutíveis juntos,em uma mesma novela.Roque Santeiro marcou época com a história do 'santo que não era santo';de alguém que foi alçado à santidade,sem nunca ter tido pudor ou ética para tal;cujo retorno causaria uma ruptura atroz e mexeria com interesses dos madatários locais.

       Escrita originariamente em 1963 e encenada pela primeir vez em 65,a peça de Dias Gomes que originou a novela nasceu polêmica e provocadora.Ao mostrar um cabo do exército brasileiro que é idolatrado por sua bravura durante a guerra,morto em combate e motor central de uma cidade,outrora desconhecida e agora, pujante e em franca ascenção,Gomes critica deus e o mundo em sua peça.A cidade e seus 'mais ilustres' cidadãos vivem da exploração do mito,e dele dependem para continuar em suas posições de destaque na sociedade asabranquense.O retorno deste "herói de guerra",vivinho da silva e sem saber da história surreal,causa ranger de dentes e se torna uma ameaça ao sistema.E é aqui que a obra prima se diferencia da novela.Na peça,o autor satiriza os 'falsos mitos'(dizem que Dias Gomes bebe na fonte da , nada inspiradora história de Padre Cícero,conhecido por se apego obsessivo ao dinheiro e com uma vida não muito regrada,longe do púlpito),os coronéis locais,que mantém todos ao redor no  cabresto e até o exército --que odiou desde o início a história,pois mexia com coisas consideradas sagradas,ao menos para as forças armadas.O autor também colaborou no roteiro da novela,mas do ponto de vista criativo,está abaixo do texto original.Naquele momento (o nascimento da Nova República)ainda não se podia criticar ou satirizar os militares,então optou-se por manter a versão da novela da década de 70(proibida de ir ao ar):em vez de um cabo exército,um 'fazedor de santos'.A história tinha potencial,mas não para perdurar por quase um ano.Resultado:desgatou-se a temática para "encher linguiça",cansou quem esperou tanto tempo pelo final e decepcionou quem queria ver um desfecho que mexesse com as estruturas.Mas ainda assim,a novela esteve muito acima da média(ainda mais comparando com as excrecências feitas pela mesma emissora nos últimos anos),principalmente por um elenco genuinamente talentoso(excetuando-se Alexandre Frota e Maurício Mattar,dois peixes fora d'agua) com Armando Bógus,Paulo Gracindo,José Wilker,Ary Fontoura,Yoná Magalhães,mas acima de tudo, Regina Duarte e Lima Duarte.Só os dois,em performances impecáveis,já valeriam uma espiada.Mas o livro é infinitamente superior ao folhetim --como sempre.









              Memento mori


   O outrora badalado e arauto da Nova Ordem Barack Obama,enfrenta dias de turbulêcia em sua gestão.Como se não bastasse o rebaixamento dos títulos americanos(algo raro de se ver),das poucas promessas de campanha postas em prática(que ele culpa a oposição;lá,como cá ,não tem muita diferença),o desemprego em alta(ainda por reflexo de duas guerras insanas(olha o pleonasmo aí;guerra É insana),crise da Europa respingando no mercado americano e a autoridade,antes incontestável,agora colocada em xeque até por antigos aliados,Obama vê seu prestígo minguar aos poucos,até com as estrelas de hollywood.Se durante as eleições seu apoio estava na proporção de 8 entre 10 celebridades,agora deve estar na base de 3 entre 10,se tanto.Muitos dos que o apoiavam publicamente,como Matt Damon,George Clooney e Brad Pitt,cobram do presidente americano o que ele se comprometeu a fazer durante a campanha:um governo totalmente diferente de George Walker Bush.E nisso ele não tem sido bem sucedido.Astros do cinema cobram,por exemplo o fechamento de Guantánamo,onde torturas e outras atrocidades se tornaram prática comum,na base localizada em Cuba,fato que mudará tão cedo,afinal,Obama se tornou refém do establishment,que já teve que engolir o fato do novo presidente ser preto,com família de origem muçulmana e democrata,e sabe que não se manteria no cargo se forçasse muito a barra.Nessa hora vale mais ser aceito,que mudar as regras do jogo(coisa que ele também prometeu mudar),pois os resultados poderiam ser catastróficos.Por menos que isso,dois presidentes já foram abatidos pelo status quo do chamado WASP (branco,anglo-saxão e protestante).A sorte de Barack Obama é que a oposição também não se ajuda.Ao ser incapaz de mostrar uma alternativa viável,o partido republicano perde terreno,há poucos meses da disputa.Assim segue a vida no,outrora,maior país democrático do mundo;hoje só um pálido reflexo de antes.

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