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sábado, 31 de agosto de 2013

Hillary, de Democrata à Nazista.





Enquanto Primeira-Dama, Hillary Clinton se preocupava com assuntos sociais, em especial a saúde dos americanos.

Chegou a comprar briga feia com o lobby das empresas de seguro-saúde, que atuava no Congresso. E, apesar de mulher do presidente, ela perdeu a batalha homérica.
Afinal, quem realmente manda no país são os empresários endinheirados que vivem de apostar em candidatos e cobrar a dívida, depois de eleitos. Bill Clinton foi um deles. E os congressistas não eram diferentes. A máfia venceu.

Batalha perdida, ela não se cansou em tentar modificar os erros do sistema. Mandava cartas às casas dos americanos, conclamando a reflexão e questionando sobre a qualidade do sistema público que deveria amparar as pessoas e o que poderia ser feito para melhorar.



Difícil imaginar como uma verdadeira democrata poderia se transformar no monstro em que ela se tornou agora. Isso mudou já durante a administração Bush, onde o Decreto Patriota, que violentou cada direito constitucional dos americanos, rasgou a constituição em nome do combate ao terror, teve a anuência de quase todos os democratas, inclusive a própria Hillary e o atual presidente Obama. Uma afronta à liberdade individual e os direitos civis.

Resolveu que era hora de se lançar candidata à presidente e numa disputa fratricida com Barack Obama, onde a baixaria rolou solta, perdeu a indicação, se vendo obrigada a apoiá-lo durante a campanha, com a promessa do partido de que teria um cargo no eventual governo e seria a sucessora natural.

Endossou cada ato vil da administração Obama, do qual é peça importante, como Secretária de Estado. E não poderia ser diferente. Seria uma contradição já que, ainda como senadora havia mostrado suas garras ao apoiar as medidas fascistas de George Bush, durante a invasão ao Iraque e Afeganistão; mudar de lado, justamente quando deixou de ser oposição e se tornou situação, seria estranho.




Legitimou as mesmas guerras herdadas do governo anterior e mantidas pelo establishment bélico dos EUA, principal financiador de campanha de políticos, seja dos Democratas como dos Republicanos.

Atacou potências mundiais, como Rússia e China, em especial no quesito direitos humanos, quando o seu próprio país brutalizava homens e mulheres em prisões secretas pelo mundo. A de Guantánamo, uma das poucas conhecidas do grande público, é até hoje palco de horrores e barbáries contra a dignidade humana.
Focou suas ações em concentrar ainda mais o poder e a hegemonia dos EUA, principalmente no Oriente Médio. Dando apoio logístico e bélico para manter fascistas aliados ou derrubar pessoas que não comungavam com seus “ideais”. O status quo americano foi abalado com a chegada da “Primavera Árabe”.

Endossou as ações nazistas de Israel, olhando para o outro lado quando o exército israelense barbarizava com a vida de civis palestinos (aos milhares) e se indignava quando o Hamas lançava foguetes de curto alcance em direção a Jerusalém, danificando o asfalto. Vinha a público achincalhar com o Estado Palestino, chamando o país de terrorista. Perdeu a chance de contemporizar; rompeu a promessa de se campanha de Barack Obama.



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O atentado contra a embaixada americana na Líbia, onde o embaixador americano, J. Christopher Stevens morreu, junto com mais três funcionários deixou a Casa Branca em maus lençóis. A incompetência era escancarada e respingava em Hillary e no Big Boss.

Hillary foi responsável por recrudescer o discurso contra nações soberanas, mas que recusavam se curvar ante o imperialismo americano.

Abandonou o discurso contemporizador da época de seu marido (que Bill usava quando lhe era conveniente, é claro). Defendeu o envio de mais soldados ao Iraque e ao Afeganistão. Concomitantemente, o número de veteranos que foram abandonados ao voltar para casa com sequelas (doentes, mutilados ou com “neurose de guerra”) aumentou, assim como aqueles que cometeram suicídio. Abandonados pelo próprio governo que os usou, descaradamente, como meio para um fim. Fato que envergonha um governo dito “democrata”.


Mesmo com a economia combalida, com a influência global enfraquecida e a imagem desgastada, devido aos recentes escândalos divulgados por Edward Snowden sobre a espionagem contra cidadãos de inúmeros países, os Estados Unidos provavelmente acompanharão a ascensão de mais um democrata ao poder. Hillary Clinton poderá se tornar a mulher mais poderosa do mundo. E o cenário que isso promete é sinistro e tenebroso. O planeta lamenta.



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