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sábado, 17 de agosto de 2013

Pobres Tucanos...





O Propinoduto delatado pela própria empresa envolvida na mutreta (a Siemens) e divulgado pela competente revista IstoÉ (leia AQUI), serviu para escancarar a situação do PSDB, principal partido de oposição do Brasil e fadado a patinar em momentos decisivos.

O Mensalão petista existiu. Isso é fato consumado; pendendo uma dúvida quanto ao envolvimento (ou não) do ex-presidente Lula no esquema. Processo em vias de ser finalizado no STF. E quanto ao escândalo do metrô em SP?




Trecho da revista que denunciou (corajosamente, já que a mídia paulista é pró tucanato) o esquema: “Para vencerem concorrências, com preços superfaturados, para manutenção, aquisição de trens, construção de linhas férreas e metrôs durante os governos tucanos em São Paulo – confessaram os executivos da multinacional alemã –, os empresários manipularam licitações e corromperam políticos e autoridades ligadas ao PSDB e servidores públicos de alto escalão.”.

Se para muitos alienados de plantão foi uma surpresa, para os que estão mais atentos aos desmandos do PSDB de São Paulo, não é novidade.

No fim dos anos 90, Goro Hama estava à frente do CDHU, (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo). Hama foi acusado pela Promotoria de Justiça da Cidadania de causar prejuízo de R$ 685,7 milhões aos cofres do Estado. Leia mais AQUI.

O imbróglio atingia em cheio o então governador do estado, Mário Covas; algo inaceitável para o partido que, assim como o PT, tinha seu projeto de poder bem definido, e Covas era peça fundamental nesse tabuleiro. Ele buscava a reeleição para governador naquele momento e era nome certo para suceder FHC. Sem sombra de dúvida, seria mais indigesto para Lula encará-lo em uma disputa presidencial, do que com José Serra.

O partido rifou Hama, para preservar seu nome forte à sucessão presidencial, mas saiu chamuscado do episódio. Além do infortúnio da perda de Covas, vitimado pelo câncer. O jogo mudou, naquele momento.

O propinoduto atual segue o mesmo roteiro do problema envolvendo o CDHU. Presunçosamente contando com a subserviência da imprensa paulista, o partido achou que tudo passaria em brancas nuvens. Mas bastou a publicação da revista IstoÉ chegar às bancas, para se tornar uma febre nas redes sociais. Viral, em todas as páginas de esquerda (sim, porque as conservadoras insistem em desacreditar a matéria), propiciando uma enorme divulgação, obrigando até a mídia tradicional e parcial, a tratar do assunto, ainda que a contragosto.

Os tucanos são oposição. E o que se espera de alguém que se contraponha à situação, é proposta, projeto, não de poder, mas de governo. Um candidato da maioria e sem rachas internos, devido à fogueira de vaidades que consome o partido há anos.
Quando estourou o mensalão, um impeachment de Luis Inácio Lula da Silva caiu no colo do PSDB. Faca e queijo nas mãos; bastava conduzir a CPI com maestria. Mas provou-se que o mesmo esquema ilícito de arrecadação de campanha já assolava o tucanato mineiro e Roberto Brant, então ministro de Fernando Henrique, do PFL, atual DEM. Perderam uma chance de ouro para retomarem o poder.




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Poderia servir para apagar os vergonhosos e tenebrosos episódios da compra de votos para aprovar a reeleição e da privataria.

Hoje, faltando um ano para as eleições majoritárias, o partido vive uma encruzilhada: limpar o nome, fazer de Aécio Neves um candidato de fato, tentar conter o fogo-amigo de Serra e Alckmin (ambos de olho no Planalto e chateados demais com traições em eleições passadas do senador mineiro) e provar que tem plataforma de governo. 

Porque usar o velho e batido “quanto pior, melhor”, não dá mais certo. O PT usou e abusou desse recurso durante anos até chegar aonde queria.


Se é para ser apenas “mais do mesmo”, até nos escândalos, não haveria necessidade de alternância de poder.


E não para por aí...



2 comentários:

  1. A situação do PSDB está ficando cada vez mais complicada, agora ainda falam em mudar o nome do viaduto do Chã para Viaduto Mário Covas..prefiro viaduto da maconha...Já não ia tão bem...e esse português? Talvez venham a tona todos os processos de improbidade administrativa dos tucanos, e sabe lá mais quantos contratos fraudulentos de privatizações feitas em 20 anos de poder no Estado. O dedo inquisidor dos tucanos já não está tão firme agora pra acusar o mensalão do PT. Tudo farinha do mesmo saco...

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    1. Falou tudo meu amigo Marcos: os dois partidos são farinha do mesmo saco. E sem alternativa viável em 2014, sobra o mais do mesmo. Um abraço

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