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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

ARQUIVOS SECRETOS DOS EUA - PARTE 1





Primeira Emenda da Constituição dos EUA

"Congress shall make no law respecting an establishment of religion, or prohibiting the free exercise thereof; or abridging the freedom of speech, or of the press; or the right of the people peaceably to assemble, and to petition the Government for a redress of grievances."
"O congresso não deve fazer leis a respeito de se estabelecer uma religião, ou proibir o seu livre exercício; ou diminuir a liberdade de expressão, ou da imprensa; ou sobre o direito das pessoas de se reunirem pacificamente, e de fazerem pedidos ao governo para que sejam feitas reparações por ofensas".

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  Se Hitler era o inimigo em comum que unia várias nações contra seus desmandos (os Aliados) no início da década de 40, antes ele era elogiado e blindado pelo establishment americano. Henry Ford, magnata que o elogiava em público (que também nunca escondeu ser antissemita, assim como o Fuher); Randolph Hearst, o popular Cidadão Kane do filme de Orson Welles, valorizava cada ação do líder alemão e perseguia e demitia sumariamente quem o criticasse nas suas colunas ou artigos (ele era dono de inúmeros jornais, revistas e rádios, pelo país afora); gigantes como a General Motors e a Texaco contribuíram para a ascensão do 3º Reich.

E ainda assim, os Estados Unidos conseguiram sair da Grande Guerra como heróis absolutos. Nem mesmo o fato de terem abrigados cientistas nazistas prejudicou a imagem de “maior democracia do mundo”, título criado por eles mesmos e tendo boa parte do mundo como espectador de tamanha farsa.

A maior potência mundial foi forjada nos escombros de uma guerra sanguinária e brutal. Depois de 1945, os EUA se firmaram como líderes, dividindo o mundo em duas partes com a antiga URSS. Isso trouxe malefícios para o mundo, que até hoje sente os efeitos do imperialismo bárbaro e desumano de um país que se autodenomina, presunçosamente, a “terra da liberdade, o lar dos corajosos”. Eis alguns dos podres poderes dessa pretensa democracia...


A BOMBA ATÔMICA

O preconceito dos americanos contra os japoneses precedia a segunda guerra. Mas o ataque à Pearl Harbor desencadeou um ódio gigantesco. O governo de Roosevelt realocou todos os sino-americanos em 10 campos de concentração espalhados pelos EUA, numa espécie de retaliação pelo o que sofreram os soldados capturados pelo exército japonês. Todos os bens e propriedades deles foram saqueados. Mas ainda não era suficiente.




Deve-se frisar que, para convencer o público americano a apoiar e aceitar a entrada na guerra, Roosevelt, que sabia com antecedência do ataque japonês, permitiu a catástrofe. Deu certo. A opinião pública se rendeu a Segunda Guerra.

Henry Truman, presidente que assumiu no lugar de Franklyn Delano Roosevelt (FDR), que morreu após a Segunda Guerra, abraçou o plano de dominação atômica. A tese de que “respeito se conquista, e não se impõe” perdia espaço com a figura pequena e sem carisma de Truman. E ele sabia que em um confronto final com o Japão, inúmeros de seus soldados perderiam a vida. Isso, para quem pleiteava uma futura reeleição, seria desastroso.

Mal assessorado e inseguro, o recém-empossado presidente tentava domar o mundo que, acreditava ser seu quintal particular. Talvez se não fossem os integrantes e conselheiros de seu governo pífio, homens de direita, rancorosos pelo ostracismo durante a administração FDR, e que fizeram fortuna, principalmente com o pós-guerra, as relações com Stálin poderiam ser diferentes.

Sendo a Polônia o “X” da questão entre russos e americanos, uma solução pacífica poderia ser efetivamente posta em prática. Mas a mediocridade de Truman e a ganância de seus assessores próximos, ávidos por mais poder, o fizeram declinar da solução pacífica.

Era de conhecimento popular que, após vários bombardeios contra as cidades japonesas, as atrocidades americanas começavam a superar as dos nazistas. A derrocada era questão de tempo. Mas o que o presidente norte-americano e seus asseclas queriam era demarcar território contra a União Soviética. Como numa briga de dois cães raivosos, o que rosnasse mais alto poderia conseguir demarcar seu território mais rápido. A bomba era esse fator. E o Grande Urso sabia disso.



Essas constantes ameaças contra Stálin (nas reuniões, o presidente americano sempre deixava claro seu poder de fogo) são conhecidas hoje, por ter deflagrado a Guerra Fria.

O que o Japão queria era uma saída honrosa e negociada. Manter o imperador era crucial. Mas certos elementos do gabinete do presidente americano o convenceram do contrário.

Em 6 de agosto, um dos momentos mais sombrios da história da humanidade acabaria por mudar os rumos do século XX: finalmente, os EUA superavam Adolf Hitler e suas táticas de dominação global. Ao exibir toda sua ‘glória militar’ ao mundo, dizimando duas cidades inteiras, queimando instantaneamente milhares de pessoas e mais de 325 mil até o ano de 1950. Atingindo um hospital, a primeira bomba apresentou uma temperatura de mais de 3000 graus.

O “cogumelo” atingiu mais de 13 kilometros de altura.
Ironicamente, os japoneses não se renderam. Foi a derrota acachapante frente aos russos, na Manchúria, que os levariam a rendição, após a perda de quase 700 mil homens. Os mesmos russos responsáveis diretos pela derrota do exército alemão. Eles mesmos que tomaram Berlin primeiro e chegaram ao bunker de Hitler pouco após seu pretenso suicídio.




Com a desculpa de ‘preservar mais vítimas’ no confronto, os EUA mataram ainda mais gente inocente do que os nazistas. 

O Projeto Manhattan foi o momento mais vergonhoso para os cientistas; e o mais glorioso para os militares, em especial, os americanos. E o mundo nunca mais foi o mesmo após esse momento monstruoso, quando os EUA perderam a humanidade e a decência que ainda lhes restavam.

Eis a “terra da liberdade, lar dos bravos”. Mas isso era só o início...



“FALHAR NÃO É TRÁGICO; SER HUMANO O É”.




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