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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Pobre Classe Média...



   Há uma nova classe média na praça.

  As pessoas acham que pertencer a ela é um direito adquirido, um clube, onde apenas os sócios, ou aqueles que obtêm convites podem participar. Ma é definido pelo poder aquisitivo. Ou o que o governo diz que é "poder aquisitivo".

  Nessa faixa econômica, os novos integrantes que tiveram elevação de renda (em alguns aspectos, maquiada) são, via de regra, menos politizados, menos intelectualizados, menos afeitos a cultura, menos informados e, conseguinte, menos esclarecidos. Ícone dessa nova "geração", está o messias dos pobres, Lula, um dos políticos mais envolvidos em escândalos dos últimos anos. Não que seus acólitos entendam isso, ou ainda, que queiram ver a dura realidade de quem os traiu. Não é isso que o brasileiro quer.



  As pessoas que se iludem ao dar a ele crédito pela elevação salarial (que não houve, de fato, e sim uma diminuição do patamar para incluir mais pessoas) conseguem, bem ou mal, ajudar a economia com seus rompantes de consumismo exacerbado. Também, os gêneros musicais preferidos dos recém chegados se comparam com o momento atual e desperta desconfiança: pagode e sertanejo.

 No auge do Plano Real criou-se uma nova classe média, cujo "papa da estabilidade" (FHC) foi aclamado com pompa e circunstâncias pelo advento que mudou a cara da economia. Mesmo chafurdando em escândalos ( e foram inúmeros, alguns seríssimos) seus fãs preferiram olhar para o outro lado. Ao contrário dos admiradores de Luis Inácio, os séquitos de Fernando Henrique eram ligeiramente mais instruídos, portanto ignorar o que acontecia era proposital. Também o gosto musical era melhor. Era a fase áurea do Grunge.



  Fernando Collor foi um expoente de uma classe dominante (a rica) que convenceu a classe média (os trouxas) da época a adotá-lo como candidato. Deu certo. Ao menos para alguns velhacos. Lógico que a maioria nega, mas ele teve seus seguidores fanáticos à época.Também decepcionou e também se envolveu em vários escândalos, que o levaram a renúncia. Ainda sim, a década vindoura de 90 era mais promissora musicalmente com Cássia Eller e Marisa Monte.



  Paulo Maluf foi o herói de uma classe média perdida. A que achava que o "rouba, mas faz" era o mote para uma sociedade evoluída. Que "bandido bom era bandido morto", esquecendo-se que o papel de polícia, juiz e executor era feito pela mesma pessoa. Execução sumária era de praxe, assim como também louvar um período onde, supostamente, não havia criminalidade. De novo, convenientemente esquecendo-se que os próprios policias eram os bandidos que partilhavam o tráfico de drogas, o contrabando de armas e mortes encomendadas por comerciantes abastados. Vilões travestidos de policias. E a sociedade que não tinha mansão para se esconder e/ou alienar-se, adorava isso e sorvia como verdade absoluta. Assim como desfrutavam de músicas de excelente qualidade, a chamada MPB.

 E assim também com Adhemar de Barros. Mesmos escândalos e mesmo período pulsante do ponto de vista cultural.



  Portanto não há demérito algum na atual classe média ser criticada pelos antigos membros da "confraria" por sua postura leniente e passiva. Ser alienado não é prerrogativa dos integrantes do PT e cia.

  Os antigos fãs de Adhemar, Maluf, Collor e FHC não são melhores, nem menos alienados. Só tinham um gosto musical melhor.


  Leia também:

O Estranho Caso das Pessoas que Odiavam o PT e o PSDB

Hipócritas e Fanáticos S.A.


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