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quarta-feira, 4 de abril de 2012

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE...



























Mark Coleman sendo consolado pelas filhas após perder para o russo Fedor Emelianenko no Pride em 2006.

Essa "febre", ou doença, pois se espalhou rápido tem nome: UFC. Teoricamente se distingue do antecessor criado pelo infame Helio Gracie, o Vale Tudo. Tem "regras" para preservar o competidor, coisa que a versão anterior não tinha. 

Dana White, o magano por trás da carnificina travestida de evento esportivo, ri à toa, já que viu um negócio mediano se transformar em um dos mais bem lucrativos da atualidade. Ainda assim, paga muito menos para um lutador do que as associações de boxe pagam para os boxeadores darem a cara à tapa. 


O pay per view alcança valores estratosféricos. O público, especialmente em países subdesenvolvidos como o Brasil, cresceu exponencialmente. Os valores pagos pelas emissora de TV pela exclusividade é salgado. Mas o mais importante sequer é notado: a celebração da violência. A ma fé de um narrador em chamar o que acontece no octógono de "esporte. 


Com a conveniente massificação da mídia, o negócio evolui e não permite vozes dissonantes. Nas redes sociais, muitos ingênuos comparam a brutalidade do ringue com o que acontece nos campos de futebol, numa pífia tentativa de justificar as atrocidades que acontecem. A diferença é que violência no UFC é regra; no futebol, é exceção, já que o objetivo é marcar gols, e não incapacitar um ser humano. 

Em uma luta envolvendo Jon Jones e o brasileiro Lyoto Machida, o norte-americano já havia derrotado o brasileiro, que estava desmaiado, após Jones tê-lo estrangulado. Ainda assim, o "árbitro" não encerrou a luta; precisou que o próprio Jon alertasse o "juíz" que o oponente estava desacordado, e que, se continuasse, seria a morte definitiva. Faltou pouco. E apesar desse sangue todo jorrando (ou talvez por isso mesmo), criou-se um fascínio pelo MMA.

Resultado: até crianças estão praticando isso, com a permissão de péssimos pais, alienados.

E há pessoas que defendam isso como "esporte". Como disse uma vez o jornalista Armando Nogueira: "Não posso considerar esporte algo que, se for feito fora do ringue,dá cadeia".


Isso porque ele se referia ao boxe; imagina o ele diria a respeito do 'Vale-Tudo'?




2 comentários:

  1. Concordo, violência não é legal nem em forma de esporte. Um abraço e bom feriado!

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