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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O NOVO VELHO MUNDO

            


Depois de séculos explorando os demais continentes a bel-prazer,e fazendo de vários países seus quintais particulares,é estranho ver a Europa numa situação tão delicada como a atual.




A zona do Euro foi criada há pouco mais de uma década para facilitar as transações comerciais com os vizinhos do continente e para fazer frente aos EUA,única potencia, até então, que nadava de braçadas na economia global.Os mentores do tal projeto foram seletivos ao escolherem os países que fariam parte do bloco,criaram regras rígidas e metas para cada país se ajustar aos demais e estipularam prazo para que tudo isso desse resultado.Se num primeiro momento tudo parecia dar certo,nos últimos anos,o vento virou.

Numa economia globalizada,se alguém espirra na Índia,resvala  em todas as bolsas de valores ,mundo afora. E se o ‘gigante’ americano dá sinais de fortes de declínio(afinal,guerra após guerra,num custo estimado de 800 bilhões,não há Superman que dê jeito),as coisas tendem a piorar ainda mais.Some-se a isso,a má administração de alguns países,sem compromisso com metas fiscais(Grécia,Portugal,Espanha,etc)e a confusão está formada.Nesse instante de desequilíbrio na economia de um dos integrantes do bloco ,toda a Europa sente o impacto.E,como sempre,Alemanha e França (como se sabe,o Reino Unido não é um integrante oficial)são chamadas a intermediar uma solução para evitar que todos os países quebrem.




Com taxas de desemprego altíssimas  --Portugal,com 14% e Espanha,com 23,5% --o bloco vai sobrevivendo as duras penas.Contando com o rigor fiscal(ainda que tardio)de alguns de seus integrantes e,eventualmente,com o auxílio do FMI,outrora recurso  frequente de países inconsequentes em sua economia interna(como o Brasil),hoje servindo de apoio para os conquistadores de antigamente.




E,como hoje já não se tem mais as colônias para se apropriar de seus espólios,de maneira compulsória,o jeito é se virar por conta própria.Quem diria...O velho Mundo envelheceu.E sem sequer uma “aposentadoria” para dias difíceis!




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