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segunda-feira, 26 de março de 2012

PRA FRENTE BRASIL


  Desde o começo dos anos 80 tornou-se comum que um sindicalista parasse de trabalhar para "dedicar-se" a sua categoria.Mas também se tornou usual que o mesmo sindicalista se aproveitasse da fama repentina e tentasse a sorte no 'maravilhosos mundo da política basileira'.Isso não mudou,principalmente quandos os dirigentes perceberam a chance de uma vida melhor,menos trabalhosa(desculpem o eufemismo)e garantissem o seu futuro.

Ainda existe o pelego,que na definição da FGV-cpdoc é um termo utilizado para designar o dirigente sindical que defende as orientações do Ministério do Trabalho entre a classe trabalhadora, cumprindo assim o papel de intermediário entre os sindicatos e o governo.Isto posto podemos analisar os "benefícios" advindos dos nobres sindicalistas/políticos e suas idiossincrasias no que tange a lutar pelos direitos dos trabalhadores ainda que estejam lutando pelos próprios interesses.Muitos usuam a máquina sindical como plataforma política e os trabalhadores pouco (ou nada) podem fazer em contrário,para deter o avanço do sindicato no seu contracheque,no malfadado imposto sindical.

Já no que diz respeito a contribuição assistencial,há uma vacina:basta que empregado leve uma carta de próprio punho ao sindicato ao qual esteja vinculado(sem sua autorização prévia,como de costume) e apresente a mesma para receber o carimbo do próprio sindicato(que fica com uma via),levando a carta ao departamento pessoal de sua empresa.Dito isto,gostaria de comentar a coluna publicada em um jornal de Sorocaba,pelo presidente da Associação dos Servidores da Previdência Social(ANASPS),Paulo César Régis de Souza,que comentava que a carga horária dos servidores de 30 horas semanais(!!)ainda era insuficiente para ser comemorada(!!!),já que os servidores tem registro de frequência(o ponto eletrônico)e vários 'trabalhadores' do INSS ainda tem a odiosa carga horária de 40 horas semanais,e isso é intolerável.

A você que lê este blog,lhe pergunto:conheces alguém que trabalhe APENAS 30 horas semanais e ainda  considere insuficiente,e que não concorde com o fato de ter sua jornada controlada pelo ponto eletrônico,como TODOS os trabalhadores convencionais?Bom,eu não conheço.Os que eu conheço estão sendo explorados pelos "grandes empresários" brasileiros,que os obriga a trabalhar até 12 dias sem folga(ah,se eu pudesse dizer o nome do grupo,cujo presidente é notícia frequente nos jornais,devido a constantes fusões e/ou aquisições para o conglomerado que dirige...)ou até aqueles cujo horário de trabalho termina,e mesmo assim o pobre trabalhador(ou deveria dizer escravo?) tem que 'bater' seu cartão, como se estivesse finalizando sua jornada,mas é obrigado a voltar para a área de trabalho,sem ganhar nada a mais por essa exploração extra(de novo;se eu pudesse falar...).

Na verdade,o Brasil é um país onde os iguais são tratados de forma desigual.Nem vou entrar na polêmica das disparidades das aposentadorias envolvendo os trabalhadores do setor privado e os do setor público,porque também é uma temeridade que alguns tenham aposentadoria proporcional e outros a tenham de forma integral.Só isso já seria suficiente para se indignar.Mas certos servidores,como os do INSS,não são bem vistos pela população devido ao péssimo atendimento,as filas absurdas(e aí também entra a culpa do Ministério da Previdência e sua morosidade e incompetência em resolver o problema)e os constantes atritos entre os aposentados e pensionistas,além dos necessitam do instituto,por razões trabalhistas,com os médicos "peritos",quase sempre pré-dispostos a negar algum afastamento ou licença que implique ao trabalhador ficar longamente afastado,às custas do governo.É como se houvesse uma recomendação de um poder superior os guiando a uma negativa constante.

Sem contar as constantes greves dos mesmos servidores,usando a população indefesa e altamente necessitada(sim,pois é um serviço de primeira necessidade)como escudo,em uma negociação com o governo.Quase com a 'faca no pescoço' das pessoas.E com tudo isso,ler que os servidores ainda não estão contentes em ter uma jornada de 30 horas e controle eletrônico das horas trabalhadas,chega a ser risível.Talvez por isso o Brasil seja o país em que as pessoas mais tentam ingressar no funcionalismo público.Se não se pode combatê-lo,tente de tudo para se juntar a ele.




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