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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

AS ESTRIPULIAS DE JOAQUIM BARBOSA




Aclamado  por parte do país pelo papel fundamental no julgamento 

do mensalão, Joaquim Barbosa foi do céu ao inferno em poucos meses.



Relator do processo que investigava políticos envolvidos em esquema 

de corrupção, foi alçado a condição de estrela do mundo jurídico, 

principalmente pelos embates contra Ricardo Lewandowski. Por vezes, a 

discussão se tornava rude, resvalando na grosseria chula. Típico de 

pessoas sem argumentação. Lewandowiski até enfrentava, mas recuava 

para não piorar ainda mais a imagem que se tem do STF.






Barbosa parecia se indignar a cada voto contrário ao seu. Por ser 

relator, sua função é mostrar onde está o desvio da lei; não subjugar 

seus pares. Como uma criança que detesta ser contrariada, o “Batman” 

brasileiro se irritava e tentava desqualificar seu interlocutor. A plebe, 

menos dotada intelectualmente, tomava isso como prova cabal de 

“macheza”. O meio jurídico assitia aquilo com desconfiança.



Quase no fim do processo, com as condenações praticamente 

consumadas, muitas com razão de ser, as ações de Joaquim começaram 

chamar a atenção (finalmente) da mídia, que o idolatrava e fomentava 

seu ego.


A reforma de seu banheiro pessoal no Supremo, com um custo de mais 

de 90 reais, pagos com o suor do brasileiro, cheirou mal. Mas seu 

aparente crédito com o país não manchou sua ambição por um lavatório 

melhor, digno de marajá. Leia AQUI.




Levantava-se uma dúvida: qual razão para nada envolvendo a toda 

poderosa Rede Globo passasse por seu crivo? Processos não faltam, 

falta vontade política.



Novamente tardia, a mídia divulgou que seu filho estava trabalhando 

para a emissora dos Marinhos, mais especificamente para o “golden 

boy” dos tucanos, Luciano Huck. Veja AQUI.




A denúncia de que o grupo Tom Brasil, que contratou Felipe Barbosa, 

filho do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim 

Barbosa, para assessor de Imprensa na casa de shows Vivo Rio, em 

2010, vinha sendo investigada no inquérito 2474/STF, derivado do 

chamado “mensalão”, cujo o relator é seu pai Joaquim Barbosa, chamou 

a atenção. Este inquérito, aberto para investigar fontes de 

financiamento do chamado “mensalão”, identificou pagamento da DNA 

propaganda, de Marcos Valério, para a Casa Tom Brasil, com recursos 

da Visanet, no valor de R$ 2,5 milhões. Acompanhe aqui.





Esse conflito de interesses quase passou incólume pela imprensa. 

Quase.

Em 05/2013, Joaquim Barbosa usou avião da FAB para ir à Costa Rica a 

serviço. Levou repórter da Globo como convidado.




(no camarote do Luciano Huck, no Maracanã, assistindo ao jogo da Seleção Brasileira contra a Inglaterra com seu filho, ao lado do Luciano, que dias depois desse jogo, foi contratado pela Globo para trabalhar na produção do programa do Huck)




Corrijam-me se estiver errado, mas até onde se sabe há o famoso 

Decreto nº 4.244, de 22 de maio de 2002 que dispõe sobre o transporte 

aéreo, no País, de autoridades em aeronave do Comando da Aeronáutica.



No Art. 5º diz: O transporte de autoridades civis em desrespeito ao 

estabelecido neste Decreto configura infração administrativa grave, 

ficando o responsável sujeito às penalidades administrativas, civis e 

penais aplicáveis à espécie.




Houve um silêncio sepulcral por parte dos que os idolatram. A imprensa, 

mais uma vez, não deu a devida ênfase. Mas Barbosa começava a 

ganhar destaque mais por suas ações fora do tribunal, do que 

propriamente pelo julgamento.



A compra de um apartamento milionário em Miami, através de uma 

empresa off-shore foi o que faltava para que as pessoas percebessem 

que o '‘paladino da moral e da ética’' cometia seus atos falhos, também.

No Diário do Mundo: “Para sonegar imposto, ele abriu uma empresa 

nos Estados Unidos ao comprar uma casa em Miami calculada em 1 

milhão de reais. A empresa se chama Assas JB Corp.  LEIA  aqui.


A sonegação derivada da Assas JB é, a rigor, um problema americano. 

Com ela, JB transmite a seus herdeiros a casa sem os impostos 

habituais(...). 

A empresa criada por Joaquim Barbosa enquadra-se 

exatamente aí: não tem nenhum outro propósito que não seja evitar 

impostos.








Agora o momento mais constrangedor da carreira (e para os idiotas que o defendem em 

praça pública), e da vida pessoal: ele é suspeito de agredir a própria mulher.



Muitos anos atrás, quando ainda morava em Brasília, ele estava se separando de sua então mulher,

Marileuza, e o casal disputava a guarda do único filho – Felipe, hoje com 18 anos. Na ocasião,

Barbosa Gomes descontrolou-se e agrediu fisicamente Marileuza, que chegou a registrar queixa na

delegacia mais próxima. Pra quem não acredita, o link original da revista Veja AQUI.


Joaquim Barbosa, que teve como destaque no julgamento do Mensalão 

seu empenho em ver os políticos julgados e condenados, se perdeu no 

decorrer do processo e perdeu para o próprio Barbosa, dono de um 

ego gigante e que se deixou levar pela popularidade repentina.




Por várias vezes, sua atitude provocativa e o fato de praticamente ter 

que trabalhar em pé, devido a supostas dores nas costas (que parecem 

ir e vir...), usando esse artifício, como linguagem corporal. Alguém que 

está em pé se dirige a outro que está sentado, numa atitude de 

dominação. Surtiu efeito no início; depois passou a se tornar repetitivo. 



Quanto a suas intermináveis dores, leia aqui



Teve seu nome gritado pela direita rancorosa, como eventual candidato


à presidência da república. Fato esse, abortado pelos problemas aqui


citados quando vieram à tona. Coincidentemente quando ele já não era


mais útil ao sistema. Passo a passo ele deixou de ser o herói do Brasil


para voltar ao seu lugar de ministro do STF.



Sobre os "dois pesos e duas medidas" do Joaquim, leia:


*  Justiça à brasileira: Demóstenes Torres curte Ano Novo na Itália



*  E O ROBERTO JEFFERSON, HEIN?



O CAFEZINHO: BARBOSA ESCONDEU LAUDO POR FILHO





Criticado por seus pares, pela OAB, por integrantes do Conselho 



Nacional de Justiça e por boa parte da sociedade civil, Barbosa perdeu 


credibilidade e a chance de fazer história: levar políticos à prisão, em 


um feito inédito na história desse país.




Sim, houve os condenados, mas a forma como isso aconteceu, com uma 


truculência excessiva, os levou a um processo de vitimização, 



desacreditando Joaquim e o julgamento como um todo.




Aliado ao fato de se omitir na hora de ser o relator do processo que tramita no STF, há mais de dez anos, o mensalão mineiro, do PSDB, acaba-se desvirtuando-se o  pouco que ele, eventualmente, tenha feito de propositivo durante os últimos julgamentos.


Se o atual presidente do STF tem ambições políticas, ele deve 

redirecionar seus objetivos; se ele pretende fazer história no Supremo, 

deve mudar sua visão de mundo. Nem que para isso ele tenha que 

vencer o próprio Joaquim Barbosa que, claramente é seu pior inimigo. 






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