Debater sobre os assuntos relevantes (e os não tão relevantes) de maneira aberta e objetiva
quarta-feira, 12 de março de 2014
INVASÃO, CRISES E RUPTURAS
EUA desrespeitar as nações soberanas é algo comum. Monstruosamente comum. Ter alguém que lhes faça frente, segurando um espelho a mostrar suas ações nefastas bom, até pouco tempo não havia. Mas nos últimos anos as coisas mudaram em âmbito geopolítico.
Obama e seu antecessor, George Bush, se acostumaram a tomar boa parte do planeta como seu quintal particular. A invasão do Iraque foi a principal prova disso. Além de invadir, Bush saqueou o país, rico em petróleo. A comunidade internacional, amedrontada após o 11 de setembro e temendo as consequências de uma possível recusa de ajuda ao Tio Sam, apoiou. Não houve objeções.
Os drones, naves não-tripuladas capazes de matar um alvo a uma distância segura, assassinaram milhares de pessoas no Iraque, Afeganistão, Paquistão, Iêmen e Somália. De novo, silêncio sepulcral da ONU e dos países do Ocidente.
Aconteceu com a Líbia, em 2011, o mesmo que ocorreu no Iraque, em 2003: uma 'bandeira falsa', uma mentira pra justificar uma invasão. Cria-se um factóide, espera a mídia corrupta fazer seu trabalho de porta-voz do governo, divulgando a propaganda com uma razão plausível (ao invés de questioná-la), a plebe engole a mentira com a desculpa de guerra ao terror e os "heróis" são conclamados para o combate, protegendo e servindo à nação. Kadhafi, assim como Saddam, ex aliados dos EUA, serviram seus propósitos e foram sacrificados quando não eram mais necessários à causa. E mais uma vez, ninguém questionou as ações beligerantes dos americanos.
As coisas começaram a se alterar no ano passado, quando a China resolveu mudar sua postura na Ásia, talvez devido às constantes provocações das forças armadas americanas, com preocupante presença na vizinhança chinesa. Washington tem dois protegidos na região: Coréia do Sul e o Japão, o mesmo país que fora alvejado com bombas atômicas pelos EUA em 1945. O governo chinês aumentou a tensão entre as potências após a criação de uma controvertida zona de defesa aérea no mar da China Oriental. Pequim decidiu mudar a "direção" de uma zona de defesa de identificação aérea (ADIZ) que inclui as ilhas Senkaku (Diaoyu em chinês), administradas por Tóquio e reivindicadas pela China. A tensão permanece.
O governo chinês chegou a divulgar um relatório sobre o constante desrespeito dos EUA na área de direitos humanos, numa retaliação à Obama por constantemente criticar a China nesse assunto. Veja AQUI.
O EFEITO SÍRIA
Em 2008, a crise que acometeu a Geórgia com sua crescente aproximação com a União Europeia e com os Estados Unidos foi o estopim para uma crise com a Rússia. O fornecimento de petróleo para a Europa ficou comprometido e a Ossétia do Sul com os principais dutos das petrolíferas, sob constante vigilância do governo russo. O presidente americano se viu em uma sinuca de bico. Como era o Velho Urso, acabou mais na retórica, do que nas sanções. Veja AQUI.
Mas daí veio a Síria. Com uma vasta fonte de gás natural e uma nação que não aceita ingerência americana, era o alvo a ser batido. Mas tinha, uma vez mais, uma Rússia no caminho. Desta vez ainda mais forte e com seu papel de potência mundial estabelecido no cenário geopolítico.
Aliado de longa data de Moscou, o regime de Bashar Al-Assad se mostrou um adversário maior do que Washington esperava. Além da proteção de Vladimir Putin, presidente russo, havia o Hezbollah, o Irã e a própria China que, se não apoiou militarmente, se manifestou a favor de Assad, que não é um santo, mas se está ruim com ele, imagina nas mãos dos amiguinhos da Otan?
Parte de um sonho antigo dos EUA, a divisão da ex União Soviética partiria pela Ucrânia. Seguindo a filosofia de Napoleão (dividir e conquistar), os fantoches da Nova Ordem Mundial (Obama, John Kerry e Hillary “Hitler” Clinton) apressaram-se a dizer que “os ucranianos clamavam por mudanças e, por isso, contam com nosso apoio”; e por apoio entenda-se ajudar grupos neonazistas e de extrema direita a derrubar o presidente eleito democraticamente. Alardeou-se que era uma revolução. Não é. Revolução é uma formação social. Mas em Kiev, o que se viu até agora transmite a mensagem em contrário: não houve alteração social alguma. Houve um golpe de estado e contou com o apoio do Ocidente. E as coisas estavam, aparentemente, indo bem (se é que dar suporte a nazistas seja '‘ir bem’'), mas havia, novamente, uma Rússia pelo caminho.
Crimeia e Kosovo – quais são as diferenças?
Putin, que vinha tentando resolver tudo de maneira mais objetiva (leia-se, dar dinheiro), viu suas fronteiras serem perigosamente ameaçadas pelos Estados Unidos. Sabe do apetite de Barack Obama e sua corja de carniceiros. Resolveu recorrer a uma velha rotina americana: invadir primeiro, perguntar depois.
Bombardeado pela mídia corrupta do Ocidente, Vladimir Putin foi estampado como causador da crise da Ucrânia e como um déspota sanguinário, por invadir a Criméia. A mesma imprensa safada que ignora o que Obama faz: suas barbáries, seus desmandos, as torturas em Guantánamo, as atrocidades travestidas de “combate ao terror”, a perseguição ao muçulmanos... Dois pesos e duas medidas. Típico de má-fé, não de mera incompetência.
Parlamento da Crimeia aprovou unanimemente decisão de aderir à Rússia
Mas tanto os EUA, quanto seus capachos europeus sabem dos altos custos de uma crise com Moscou. Primeiro porque é a Rússia; segundo pela dependência do gás dos russos.
As bolsas tendem a cair, o preço do petróleo dispara, os grãos produzidos na Ucrânia ficam com os preços na estratosfera e prejudica o cenário global, em especial a ainda combalida da UE. Putin sabe que seu país pode sentir fortemente os efeitos da crise, mas que seus antagonistas sairiam mais prejudicados se apostarem alto. A Alemanha em especial.
A hipocrisia de Obama ao condenar a Rússia por violar o “direito internacional” na Crimeia
Cancelaram o encontro do G8 que seria em Socchi? Putin não liga. Ameaçam com sanções? A Rússia poderia bloquear os ativos dos seus ex parceiros. A Otan quer ampliar sua base para a ex República Soviética? Moscou sabe que encontraria anuência de Cuba e Venezuela para fazer o mesmo na América Latina.
A política externa de Obama tem cometido sérios erros. Sua pitbul enraivecida (e ressentida), Hillary Clinton, esbraveja contra Putin, o comparando com Hitler, sendo que as ações americanas, desde o fim da Segunda Guerra foram mais próximas do nazismo, do que qualquer outro país.
As bravatas dos Estados Unidos sempre encontraram solo fértil entre líderes fracos e submissos, como os da França, Inglaterra e Alemanha. Mesmo depois de ser desmascarado com seu plano de espionagem internacional contra seus próprios aliados, a submissão ao establishment americano permanece.
Putin vem fazer um contraponto ao totalitarismo secular dos EUA. E é odiado por isso. A imprensa, em especial a brasileira, está acostumada a repercutir como uma câmara de eco o que é dito na mídia americana, sem ao menos contestar, questionar, papel fundamental do bom jornalismo. As redações tupiniquins se transformaram em sucursais da FoxNews. Os telejornais, as revistas semanais e os jornalões mantém um discurso perigoso e vergonhoso de apoio incontestável a Obama e sua política internacional predatória.
Mas mesmo contra tudo isso, a Rússia permanece firme. Nada a estranhar, para uma nação que praticamente sozinha derrotou o exército de Hitler, quando seus soldados, estupidamente, partiram contra a União Soviética. Se derrotou o Fuher, derrotar um Obama e seus paspalhos da União Europeia não deve ser assim tão difícil.
domingo, 9 de março de 2014
A IMAGEM DA MULHER BRASILEIRA
País tropical, terra do futebol e do
carnaval, das praias e das mulheres bonitas….Isso interessa muito
ao estrangeiro que vem ao nosso país. Especialmente as mulheres.
Elas são encaradas como produtos
(inclusive dentro do próprio Brasil); muitas até gostam e
incentivam Geralmente são as modelo/atrizes. As mesmas que nunca
desfilaram e/ou atuaram, mas sua constante exposição na mídia,
exibindo trajes sumários (assim como seus neurônios) reforça a
ideia de mulher-objeto. E sem nem por estas bandas certas mulheres se
dão ao respeito, não será no Velho Mundo, acostumado a colonizar
tudo o que lhe for de seu interesse, que as coisas seriam diferentes.
Talvez por isso, que ainda ocorra
tráfico de mulheres brasileiras para a Europa.
No Estadão: O número foi coletado
a partir da cooperação entre as polícias dos 28 estados do bloco e
revelam que as brasileiras representam cerca de 15% de todas as
vítimas estrangeiras de tráfico de seres humanos no bloco. VEJA AQUI.
Ainda que
timidamente, a polícia federal junto com a Interpol tem conseguido
desbaratar algumas destas quadrilhas. Mas o desrespeito é evidente.
Assim como a ingenuidade de algumas garotas que acreditam numa
conversa mole de '‘vida melhor fora do país’'. Sem seus
passaportes, vivendo um regime de escravidão, o arrependimento bate,
mas vem tarde.
Do Portal R7: “A
presidente Dilma Rousseff garante que o Brasil está pronto para
combater o turismo sexual durante a Copa do Mundo deste ano. Em
mensagens publicadas em seu perfil no Twitter, a presidente disse que
“o Brasil está feliz em receber turistas que chegarão p/ Copa, mas
também está pronto p/ combater o turismo sexual.” VEJA AQUI.
Turismo sexual é
uma chaga que acomete o Brasil há décadas. Fomentado pela imagem
distorcida da brasileira no exterior, mas corroborada por alguns
poucos que insistem em patrocinar esse tipo de exploração.
Criou-se a ideia em
vários países, em especial da Europa, que por aqui tudo é fácil.
Há pouco tempo, o jornalista Roberto Cabrini mostrou um pouco desse
submundo, onde em muitas cidades do Norte/Nordeste meninas entre 13 e
16 já estão sendo assediadas por gringos que apenas e tão somente
visitam essas praças pelo “sexo fácil” que esperam encontrar.
Em muitos casos, infelizmente, acabam se dando bem. Muitas vezes com
a anuência da própria família, que acaba cafetinando a
adolescente.
Justiça condena quadrilha por aliciar atrizes, apresentadoras, bailarinas de TV e ex-participantes de reality shows para prostituição.
Justiça condena quadrilha por aliciar atrizes, apresentadoras, bailarinas de TV e ex-participantes de reality shows para prostituição.
Quando governadora
do Rio de Janeiro, Rosinha Garotinho sancionou o projeto de lei que
proibia a venda de cartões-postais com mulheres brasileiras seminuas
nas fotos, para não reforçar o estereótipo, acreditem, houve
pessoas, mulheres inclusive, que desaprovaram a iniciativa. Típico
de gente com a mente tacanha. VEJA AQUI.
A mais nova
polêmica envolve as camisas fabricadas pela Adidas, com teor
sexista. Gerou muito barulho nas redes sociais, inclusive o governo
reclamou publicamente. Resultado: a empresa alemã se retratou e
prometeu tirá-las do mercado. Mas ainda assim, a produção de
roupas com imagens de duplo sentido é o ranço do machismo crônico
que acomete o Velho Mundo.
A conotação
sexual, implícita ou não, é sinal de que muitos ainda enxergam o
Brasil com os mesmos atavismos do século 20.
Fruto da insegurança e da visão estereotipada masculina a respeito do sexo oposto e com sua dificuldade em compreender a complexidade feminina; mas também despreparo
de algumas mulheres que esqueceram os preceitos do feminismo, que as
colocavam em pé de igualdade com o homem na sociedade. No afã de
vencer na vida do modo mais fácil, muitas atrizes/modelos, que não
atuam nem desfilam, apenas enganam e mostram o pouco que tem pra
sobreviver em uma sociedade tão competitiva. E desse pouco elas
tentam extrair o máximo que podem para permanecer em evidência.
Seja em programas de baixo calão, seja durante eventos dos mais
variados, em especial o carnaval, onde seus parcos talentos podem,
enfim ser admirados.
Mas pode também
ser uma faca de dois gumes. Pode passar a impressão para os mais
desavisados que outras mulheres também seguem a cartilha da
sensualização barata e do bom e velho '‘teste do sofá' pra se
conseguir um lugar ao sol. O tema não é novo; remete aos agitados
anos 80, mas que ainda hoje é mencionado aqui e acolá. Algumas
destas “profissionais” que tentaram desesperadamente se
estabelecer na mídia, quando percebem o retumbante fracasso se jogam
em um mundo duvidoso e de aparente baixa reputação.
Nada disso
justifica a visão limitada que muitos homens – brasileiros ou não
– nutrem pelas mulheres de um modo geral. O país elegeu uma mulher para o cargo mais importante e, isso em si deveria servir para que algumas pessoas perdessem a visão medieval que tem do sexo oposto --e não sexo "frágil". Ajudaria também para com cantadas cafajestes, assobios e qualquer tipo de ação que tenha objetivo de tratar a mulher como ALGO.
Em um mundo machista, seria de bom tom que as enxergassem de maneira respeitosa. Lógico que é um processo lento. O homem, via de regra é lerdo pra certos assuntos. Mas até lá, a nossa mídia também poderia fazer sua parte e parar de enaltecer o estilo modelo/piriguete, vendendo uma imagem distorcida para o mundo. Apenas para que não se tenha a impressão em outros países que estamos em uma sociedade onde tudo é muito fácil, inclusive as mulheres.
Em um mundo machista, seria de bom tom que as enxergassem de maneira respeitosa. Lógico que é um processo lento. O homem, via de regra é lerdo pra certos assuntos. Mas até lá, a nossa mídia também poderia fazer sua parte e parar de enaltecer o estilo modelo/piriguete, vendendo uma imagem distorcida para o mundo. Apenas para que não se tenha a impressão em outros países que estamos em uma sociedade onde tudo é muito fácil, inclusive as mulheres.
quarta-feira, 5 de março de 2014
COMO COLOCAR A REVISTA VEJA EM SEU DEVIDO LUGAR
“Veja” isso, um verdadeiro tapa na cara do pessoal da Veja:
A socióloga Sílvia Viana é doutora pela USP e autora do livro “Rituais de sofrimento”. Procurada pela Veja para conceder uma entrevista sobre o BBB 14, ela negou o pedido. Mas não foi um simples não, foi uma aula, curta e rápida, do que é a “coisa feita em papel couché”.
Leia abaixo sua resposta à solicitação de Veja enviada por e-mail ao jornalista encarregado da tarefa de convidá-la.
“Respondo seu e-mail pelo respeito que tenho por sua profissão, bem como pela compreensão das condições precárias às quais o trabalho do jornalista está submetido. Contudo, considero a ‘Veja’ uma revista muito mais que tendenciosa, considero-a torpe. Trata-se de uma publicação que estimula o reacionarismo ressentido, paranoico e feroz que temos visto se alastrar pela sociedade; uma revista que aplaude o estado de exceção permanente, cada vez mais escancarado em nossa “democracia”; uma revista que mente, distorce, inverte, omite, acusa, julga, condena e pune quem não compartilha de suas infâmias – e faz tudo isso descaradamente; por fim, uma revista que desestimula o próprio pensamento ao ignorar a argumentação, baseando suas suposições delirantes em meras ofensas.
Sendo assim, qualquer forma de participação nessa publicação significa a eliminação do debate (nesse caso, nem se poderia falar em empobrecimento do debate, pois na ‘Veja’ a linguagem nasce morta) – e isso ainda que a revista respeitasse a integridade das palavras de seus entrevistados e opositores, coisa que não faz, exceto quando tais palavras já tem a forma do vírus.
Dito isso, minha resposta é: Preferiria não.
Atenciosamente, Sílvia Viana”
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
O FASCISMO PERMEIA AS REDES SOCIAIS
Pouco
afeito à democracia plena, o usuário das redes sociais brasileiras
padece de um mal chamado IGNORÂNCIA.
O
bipartidarismo malfadado que assola o país é, em parte, responsável
por esse jogo rasteiro. Afinal, tanto PSDB quanto o PT exageraram em
suas ações nefastas, visando o projeto de poder de cada um.
É
muito comum encontrar no Facebook, por exemplo, páginas ou
comunidades que propagam coisas negativas. Títulos fascistas como
“EU ODEIO ESSA LEGENDA”, “EU ODEIO AQUELE PARTIDO”, “MORTE
AOS CUBANOS” “APOIAMOS O REGIME MILITAR” são comuns e
empobrecem a discussão política. Mais do que isso, denotam a
limitação de alguns 'doadores de cérebro' que se acham
esclarecidos e senhores absolutos da razão.
Os
internautas viraram massa alienada de manobra. Deixaram-se levar por
um discurso raso, e com elas seguem até a morte. Sem
reflexão, sem o caminho natural da racionalidade para esclarecer os
assuntos.
Como
não há uma reflexão lógica, nos deparamos com aberrações do
tipo: “detesto os comunistas
do PT”.
Sério? Comunistas?? No PT??? Se isso não é prova cabal de
analfabetismo político, então não sei o que seria. O partido que
mais se moldou ao sistema, se fazendo passar por legenda popular,
acabou enganando até seus detratores.
Outro
tópico que é lugar-comum na rede, vem exatamente dos defensores
ferrenhos do PSDB. “Há
muita corrupção no PT; queremos limpar o Brasil.”.
Então querem nos convencer que não há, nem nunca houve corrupção
no ninho tucano? Do mensalão que começou com o próprio partido em
Minas Gerais, passando pela compra de votos e o escândalo das
privatizações, chegando ao esquema fraudulento na compra dos trens
em São Paulo, a legenda está atolada em situações
comprometedoras. E, ainda assim, há quem jure de pé junto, que são
todos '‘santinhos’' aos olhos da nação; que tudo não passa de
uma conspiração contra FHC e seus aliados. Tá certo….
O
que incomoda mais é o radicalismo, o discurso rasteiro sem nenhum
embasamento. Não gostam, porque não gostam. E,
tal
qual uma criança mimada, não aceitam ser contrariados. E os que
enxergam as coisas de uma maneira imparcial (os apartidários, porém
POLITIZADOS) são criticados, exatamente por não tomarem partido.
Literalmente.
O
empobrecimento da análise política brasileira
também
tomou conta dos noticiários. Seja a imprensa escrita, seja a
televisiva, acompanhamos um campo de batalha que desmoraliza a
própria categoria dos jornalistas. De um lado o P.I.G., partido da
imprensa golpista, com seus maiores (ou piores) nomes: Veja,
Globo, Estadão e Folha.
De outro, a mídia pelega, ávida por defender o governo a
todo custo:
Carta Capital,
Caros Amigos
e parte da blogosfera (entre eles, Paulo Henrique Amorim e Luis
Nassif), aliado a uma parte da chamada mídia independente –
jornais de menor circulação. Perde-se um tempo precioso blindando
ou acusando levianamente, que a imparcialidade e
o fato em si se perdem no caminho da redação.
Por
isso que tentar discutir com pessoas que seguem o partidarismo
alienante
é dar murro em ponta de faca. Até o imbróglio envolvendo a Copa do
Mundo se tornou um cabo de guerra entre as facções partidárias. Os
petistas, confusos e alienados, querem o sucesso do evento porque,
julgam eles, isso seria associado pelo eleitor com a reeleição de
Dilma Rousseff. Para os defensores do “quanto pior melhor”, papel
hoje ocupado pelo PSDB, mas que teve o monopólio do Partido dos
Trabalhadores durante todo o governo FHC, o fracasso da Copa seria
sua melhor chance (talvez a única) de retornar ao Palácio do Planalto.
Repare que não há um programa de governo consistente ou uma alternativa ao modelo existente. Apenas a esperança que a seleção brasileira triunfe ou fracasse.
Veja
em que nível baixo está a política tupiniquim em pleno século
XXI: tudo depende de Neymar e cia. Para
além do bem e do mal, como diria Nietzsche.
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
ENTÃO VOCÊ ACHA QUE A CULPA É SÓ DOS MANIFESTANTES...
da página - Porque eu quis
Já que discutir com idiotas funcionais está fora de questão (seria o mesmo que argumentar com mulas), talvez os fatos (os links das reportagens) e as imagens possam trazer um pouco de luz à questão. Não obstante haver criminosos infiltrados nos protestos e pessoas que buscam apenas destruir e não reinvidicar, ainda assim é necessário analisar a situação à luz dos fatos.
------
(LINKS, FOTOS E VÍDEOS ABAIXO NÃO ESTÃO INTERLIGADOS; CADA FOTO REPRESENTA UMA AGRESSÃO, SEM LIGAÇÃO, SEJA COM O LINK OU COM OS VÍDEOS)
-----
Morre estudante que caiu de viaduto durante protesto em Belo Horizonte
Manifestante do Rio morre por complicações pulmonares após inalar gás lacrimogêneo
Morre em Belém gari que inalou gás lacrimogênio
RJ: idoso é morto após confusão em protesto na UPP de Manguinhos
Duas manifestantes morrem durante protesto em Goiás; total de mortos nos atos chega a 4 em todo o país
Manifestantes são atropelados e um morre durante protesto
Onda de protestos no País já tem seis mortes
RJ: confronto entre polícia e manifestantes deixa 9 mortos
Bope mata moradores no Complexo da Maré
Idoso é morto com tiro no rosto durante manifestação na comunidade Mandela II
Protestos em SP têm mais de 200 presos e 100 feridos
Fotógrafo ferido em manifestação corre risco de ficar cego, diz mulher
Repórter da 'Folha' atingida por bala diz que óculos salvaram seu olho
Estudante relata como foi atingido no olho na manifestação de segunda no centro do Rio
Governo do Rio terá que pagar tratamento de mulher que ficou cega em protesto
Estudante perde visão de olho direito após confrontos em São Paulo
Vídeo divulgado na internet flagra o momento em que o jornalista é duramente espancado por um grupo de policiais
Fotógrafos ficam feridos após PM soltar cachorros durante protesto
Policial quebra dedo de manifestante durante protesto
Mulher é espancada por PMs durante manifestação no Rio
Fotógrafo de agência francesa é agredido em protesto pela PM do Rio
Quem é o PM que disparou várias vezes na manifestação de 7 de setembro
MAIS UM PRESO POLÍTICO NEGRO. AGORA EM BELO HORIZONTE.
Integrante do MPL acusa policiais militares de agressão
Motorista flagra policiais espancando manifestantes rendidos em Brasília. Assista
SP: sindicato contabiliza 2 jornalistas presos e 12 feridos em protestos
Protesto contra leilão do pré-sal tem ao menos 7 feridos e carro tombado
Mortos e feridos em protestos
Sempre lembrando que as manifestações contra a Copa são legítimas. O que não é legítimo é a tentativa de criminalizar as vozes das ruas, em prol de um evento que visa beneficiar alguns, em detrimento de uma população carente e abandonada. Para uma presidente que alega ter lutado por dias melhores (praticando roubo a banco, sequestro de embaixador e supostos assassinatos) causa estranheza que hoje ela faça tão bem o jogo do sistema. E que por causa de alguns poucos aloprados (expressão que os petistas conhecem tão bem) o establishment possa cercear nossa liberdade de expressão com a sanção governamental. Ao fazer isso ajuda-se os cartolas cafajestes da Fifa, os políticos corruptos que estão se locupletando com o Mundial, com as mesmas empreiteiras que apoiaram o partido dos "Trabalhadores" em suas últimas eleições e a Globo, emissora que causa temor em Dilma, já que a presidente nunca sequer ousou contrariar. O passado de Dilma Roussef remete aos Black Blocs de hoje. Talvez ela tenha se esquecido disso.
"Vem, vamos embora, que esperar não é saber/ quem sabe faz a hora, não espera acontecer..."
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Retratos de um País Pragmático
Em
um país cujo a carga tributária é abusiva, é de se estranhar que
o governo (seja quem for) esteja sempre reclamando que arrecada
pouco, ou que é insuficiente, ou ainda que lamenta perder um
imposto, como Lula fez ao perder a CPMF.
Pagamos
tributos como se vivêssemos na Suiça e recebemos de volta
“benefícios” como se estivéssemos na Somália.
Essa
é uma das tantas coisas que emputecem o brasileiro comum no seu dia
a dia atribulado. Mas não é só.
1
1
Cercado
por políticos incompetentes e/ou corruptos, muitos dos quais alçados
ao cargo por seu próprio voto ( mas as vezes são eleitos por
outrem), a vida de todos os habitantes dessa gloriosa nação é
estar sob o jugo dos desqualificados, dos que odeiam a raça humana,
dos que tem a mente tacanha.
Todo
ano temos o “aumento” do salário mínimo, que beira o escárnio.
A porcentagem, que outrora era combatida pelo PT, hoje no Palácio do
Planalto, parece que está de acordo. A esmola paga anualmente aos
brasileiros seria de envergonhar qualquer um que se definisse de
'esquerda'.
Somado
ao fato da sociedade viver mal empregada, mal remunerada, temos os
bancos, em contrapartida com seus lucros exorbitantes, com taxas
abusivas e sistematicamente defendidos e protegidos pelo governo
–seja ele qual for. Seriam TODOS OS SEUS RENDIMENTOS lícitos?
2
2
Há
vários anos os paulistas sentem na pele a incompetência da
administração tucana. Desde a segurança, até a saúde e o
transporte público, a vida em São Paulo é um inferno. Geraldo
Alckmin, pessoa que foi lançada na política por piedade de Mário
Covas, pois não tinha cacife eleitoral para sair de Pindamonhangaba,
fez do maior estado da federação motivo de chacota.
Pra
sua própria sorte, ele mantém um eleitorado cativo, pessoas que
acham que ele e seu partido são de primeiro mundo e, conseguinte
votar neles daria a mesma sensação. Somado ao fato de termos um
nicho da imprensa tupiniquim corrompido e que o ajuda a se manter,
temos uma combinação imperfeita.
Se
durante os protestos de junho de 2013, quando as pessoas derrubaram o
portão do Palácio dos Bandeirantes, também o tivessem tirado do
poder, talvez as coisas tivessem um rumo diferente.
3
Aí
o brasileiro, de saco cheio de tudo e de todos, incluindo Copa do Mundo,
corrupção, incompetência, descaso, violência –de bandidos e de
polícia – começa a protestar. Mas os políticos, maiores alvos
das reclamações, optam por rotulá-los de vândalos, e de
criminalizá-los caso saiam às ruas para se manifestar. Traduzindo em
bom português: deve-se aceitar tudo de cabeça baixa, consternado,
mas em silêncio.
No
meio disso tudo temos o 4º poder, a imprensa, brigando por suas
migalhas (as verbas publicitárias) ou fazendo seus joguinhos
fascistas em nome de um projeto pessoal de poder. Ser crítico,
imparcial e investigativo? Tá...Sente e espere; senão cansa.
4
Com o fascismo da sociedade brasileira se recrudescendo, temos momentos hitlerianos que envergonham a todos nós. No mais recente momento "Cala a boca Magda!", proferido pela dublê de jornalista Rachel Sheherazade tivemos mais uma demonstração de como a elite vê o país e suas agruras.
Pessoas iguais a pseudo jornalista deveriam pensar antes de vociferar distorção em rede nacional. Quem diria que a Ku Klux Khan encontraria eco em "respeitáveis" veículos de imprensa tupiniquim....
E os exemplos começam a se espalhar pelo país.
Cinegrafista filma execução em rua do Rio de Janeiro
5
Com índices de miséria, desnutrição, analfabetismo e de desigualdade social dignas de países africanos causa espanto a mania eterna de se ignorar as mazelas da nação. "De um lado esse carnaval, de outro a fome total..." já cantava a bola a música dos Paralamas.
4
Com o fascismo da sociedade brasileira se recrudescendo, temos momentos hitlerianos que envergonham a todos nós. No mais recente momento "Cala a boca Magda!", proferido pela dublê de jornalista Rachel Sheherazade tivemos mais uma demonstração de como a elite vê o país e suas agruras.
Pessoas iguais a pseudo jornalista deveriam pensar antes de vociferar distorção em rede nacional. Quem diria que a Ku Klux Khan encontraria eco em "respeitáveis" veículos de imprensa tupiniquim....
E os exemplos começam a se espalhar pelo país.
Cinegrafista filma execução em rua do Rio de Janeiro
5
Com índices de miséria, desnutrição, analfabetismo e de desigualdade social dignas de países africanos causa espanto a mania eterna de se ignorar as mazelas da nação. "De um lado esse carnaval, de outro a fome total..." já cantava a bola a música dos Paralamas.
Essa
vida de gado para a qual fomos empurrados, nos lançou a letargia
contagiosa. Os protestos arrefeceram e o sistema se fortaleceu;
protegendo-se de outras tentativas democráticas de manifestações.
Enquanto isso, parte da sociedade, alienada pela sua paixão maior, optou por defender a Copa de todas as formas. Muitos achando que ser contra o evento seria ser contra a reeleição de Dilma. Esses beócios preferem estar ao lado de Globo, Fifa, CBF, cartolas, empreiteiros, políticos corruptos do que dos interesses da nação. E muitos desses pobres diabos se autoproclamando de "esquerda"... O PT está para a esquerda, assim como o programa Big Brother está para o entretenimento cultural e filosófico.
Enquanto isso, parte da sociedade, alienada pela sua paixão maior, optou por defender a Copa de todas as formas. Muitos achando que ser contra o evento seria ser contra a reeleição de Dilma. Esses beócios preferem estar ao lado de Globo, Fifa, CBF, cartolas, empreiteiros, políticos corruptos do que dos interesses da nação. E muitos desses pobres diabos se autoproclamando de "esquerda"... O PT está para a esquerda, assim como o programa Big Brother está para o entretenimento cultural e filosófico.
Resta
ao Zé Povinho aceitar tudo, em silêncio? Ou ainda há margem para
contestar o sistema? Só 2014 dirá...
domingo, 2 de fevereiro de 2014
A PAIXÃO DOS INSANOS...
Algo
que deveria ser apenas esporte, visto como um mero hobby, o futebol
suscita muito passionalismo em mentes tacanhas. Em países
subdesenvolvidos, como o Brasil, a situação é infinitamente pior.
No
mais recente caso envolvendo uma facção criminosa, vulgo torcida
organizada, todas as dúvidas foram dirimidas: não torcem, apenas
vivem da violência explícita que ajudam a propagar, como um cartão
de visitas.
No
Uol: “Um grupo de mais de cem torcedores revoltados invadiu o CT
e fez o Corinthians viver um dia de pânico. Durante mais de três
horas, o elenco ficou trancafiado no vestiário com acesso restrito a
comida e bebida. Guerrero demorou a entrar na sala com os
companheiros e chegou a ser agredido pelos vândalos. Depois de horas
de muita pressão e violência, funcionários, jogadores e dirigentes
do clube saíram com a sensação de que nunca tinham visto algo
parecido.”
Claramente,
um comportamento de selvagens, bestas do campo tresloucadas com o
único propósito de aterrorizar e barbarizar.
Na
teoria, '‘torcedores’' deveriam apoiar o time em todos os
momentos, e não virar a s costas no primeiro revés e se tornar seu
principal inimigo. Mas no Brasil, é exatamente o que acontece.
Em
países sul-americanos, os times, via de regra, são apoiados do
princípio ao fim da partida, mesmo que o placar seja adverso. Com
raras exceções. Por estas bandas, as agremiações paramilitares
que dizem apoiar os clubes fazem o papel de vilão. Pior que ser
derrotado por um adversário é ser agredido por seus próprios
torcedores.
Celulares
roubados, CT depredado, funcionários feridos….Esse é papel de
quem apoia?
Seja
Gaviões da Fiel, Mancha Alviverde, Independente, Torcida Jovem ou
qualquer outro grupelho, essa horda de imbecis acaba por transpor
para o mundo do futebol, suas próprias frustrações. Se o time vai
bem, eles estão felizes, mesmo que suas vidas estejam em frangalhos.
Não que eles percebessem devido ao alto grau de alienação.
Mas
se o clube do coração vai mal das pernas, seria como se sua vida
também estivesse. Partir para o revide é um pulo.
São pessoas confusas, com sérios problemas emocionais, com
distúrbios de personalidade e com alto grau de alienação.
Culpa
também dos próprios dirigentes dos times que sustentam as
organizadas com dinheiro, ingressos, benesses, favores pessoais e
proteção. Para um cartola, em momentos que o clube precisa de
visibilidade, de uma cara positiva nos estádios, ele acaba recorrendo às torcidas, sucateando seu próprio time para manter vagabundos que
nada mais fazem do que explorar indevidamente a marca do clube, com
ganhos exorbitantes, sem declaração oficial à Receita. Na hora que
o circo pega fogo, os mesmos que dão sustentabilidade financeira aos
vândalos, fogem pela porta dos fundos. E são os jogadores,
comissão técnica e os funcionários que sentem a nefastas
consequências.
(Na edição de novembro/dezembro de seu jornal O Gavião, a uniformizada já alertava que ia "cobrar os desvios de conduta" dos jogadores.)
Para
um país que sediará a Copa do Mundo, posando de nação de primeira
grandeza, ainda temos muito a consertar no que tange à civilidade de
seus torcedores.
Estranho
que protestar contra a realização do evento da Fifa será
criminalizado no país. Mas depredar clubes, atentar contra a vida
alheia e aterrorizar a sociedade, passa incólume aos olhos das
autoridades. Necessário é saber até onde vai o nível de
cumplicidade e conivência entre um lado e outro.
Assinar:
Postagens (Atom)













































