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domingo, 2 de fevereiro de 2014

A PAIXÃO DOS INSANOS...



Algo que deveria ser apenas esporte, visto como um mero hobby, o futebol suscita muito passionalismo em mentes tacanhas. Em países subdesenvolvidos, como o Brasil, a situação é infinitamente pior.




No mais recente caso envolvendo uma facção criminosa, vulgo torcida organizada, todas as dúvidas foram dirimidas: não torcem, apenas vivem da violência explícita que ajudam a propagar, como um cartão de visitas.

No Uol: “Um grupo de mais de cem torcedores revoltados invadiu o CT e fez o Corinthians viver um dia de pânico. Durante mais de três horas, o elenco ficou trancafiado no vestiário com acesso restrito a comida e bebida. Guerrero demorou a entrar na sala com os companheiros e chegou a ser agredido pelos vândalos. Depois de horas de muita pressão e violência, funcionários, jogadores e dirigentes do clube saíram com a sensação de que nunca tinham visto algo parecido.”



Claramente, um comportamento de selvagens, bestas do campo tresloucadas com o único propósito de aterrorizar e barbarizar.

Na teoria, '‘torcedores’' deveriam apoiar o time em todos os momentos, e não virar a s costas no primeiro revés e se tornar seu principal inimigo. Mas no Brasil, é exatamente o que acontece.

Em países sul-americanos, os times, via de regra, são apoiados do princípio ao fim da partida, mesmo que o placar seja adverso. Com raras exceções. Por estas bandas, as agremiações paramilitares que dizem apoiar os clubes fazem o papel de vilão. Pior que ser derrotado por um adversário é ser agredido por seus próprios torcedores.



Celulares roubados, CT depredado, funcionários feridos….Esse é papel de quem apoia?

Seja Gaviões da Fiel, Mancha Alviverde, Independente, Torcida Jovem ou qualquer outro grupelho, essa horda de imbecis acaba por transpor para o mundo do futebol, suas próprias frustrações. Se o time vai bem, eles estão felizes, mesmo que suas vidas estejam em frangalhos. Não que eles percebessem devido ao alto grau de alienação.







Mas se o clube do coração vai mal das pernas, seria como se sua vida também estivesse. Partir para o revide é um pulo. São pessoas confusas, com sérios problemas emocionais, com distúrbios de personalidade e com alto grau de alienação.

Culpa também dos próprios dirigentes dos times que sustentam as organizadas com dinheiro, ingressos, benesses, favores pessoais e proteção. Para um cartola, em momentos que o clube precisa de visibilidade, de uma cara positiva nos estádios, ele acaba recorrendo às torcidas, sucateando seu próprio time para manter vagabundos que nada mais fazem do que explorar indevidamente a marca do clube, com ganhos exorbitantes, sem declaração oficial à Receita. Na hora que o circo pega fogo, os mesmos que dão sustentabilidade financeira aos vândalos, fogem pela porta dos fundos. E são os jogadores, comissão técnica e os funcionários que sentem a nefastas consequências.


     (Na edição de novembro/dezembro de seu jornal O Gavião, a uniformizada    já alertava que ia "cobrar os desvios de conduta" dos jogadores.)



Para um país que sediará a Copa do Mundo, posando de nação de primeira grandeza, ainda temos muito a consertar no que tange à civilidade de seus torcedores.


Estranho que protestar contra a realização do evento da Fifa será criminalizado no país. Mas depredar clubes, atentar contra a vida alheia e aterrorizar a sociedade, passa incólume aos olhos das autoridades. Necessário é saber até onde vai o nível de cumplicidade e conivência entre um lado e outro.



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