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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Retratos de um País Pragmático




Em um país cujo a carga tributária é abusiva, é de se estranhar que o governo (seja quem for) esteja sempre reclamando que arrecada pouco, ou que é insuficiente, ou ainda que lamenta perder um imposto, como Lula fez ao perder a CPMF.

Pagamos tributos como se vivêssemos na Suiça e recebemos de volta “benefícios” como se estivéssemos na Somália.

Essa é uma das tantas coisas que emputecem o brasileiro comum no seu dia a dia atribulado. Mas não é só.

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Cercado por políticos incompetentes e/ou corruptos, muitos dos quais alçados ao cargo por seu próprio voto ( mas as vezes são eleitos por outrem), a vida de todos os habitantes dessa gloriosa nação é estar sob o jugo dos desqualificados, dos que odeiam a raça humana, dos que tem a mente tacanha.

Todo ano temos o “aumento” do salário mínimo, que beira o escárnio. A porcentagem, que outrora era combatida pelo PT, hoje no Palácio do Planalto, parece que está de acordo. A esmola paga anualmente aos brasileiros seria de envergonhar qualquer um que se definisse de 'esquerda'.

Somado ao fato da sociedade viver mal empregada, mal remunerada, temos os bancos, em contrapartida com seus lucros exorbitantes, com taxas abusivas e sistematicamente defendidos e protegidos pelo governo –seja ele qual for. Seriam TODOS OS SEUS RENDIMENTOS lícitos?

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Há vários anos os paulistas sentem na pele a incompetência da administração tucana. Desde a segurança, até a saúde e o transporte público, a vida em São Paulo é um inferno. Geraldo Alckmin, pessoa que foi lançada na política por piedade de Mário Covas, pois não tinha cacife eleitoral para sair de Pindamonhangaba, fez do maior estado da federação motivo de chacota.


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Pra sua própria sorte, ele mantém um eleitorado cativo, pessoas que acham que ele e seu partido são de primeiro mundo e, conseguinte votar neles daria a mesma sensação. Somado ao fato de termos um nicho da imprensa tupiniquim corrompido e que o ajuda a se manter, temos uma combinação imperfeita.




Se durante os protestos de junho de 2013, quando as pessoas derrubaram o portão do Palácio dos Bandeirantes, também o tivessem tirado do poder, talvez as coisas tivessem um rumo diferente.




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Aí o brasileiro, de saco cheio de tudo e de todos, incluindo Copa do Mundo, corrupção, incompetência, descaso, violência –de bandidos e de polícia – começa a protestar. Mas os políticos, maiores alvos das reclamações, optam por rotulá-los de vândalos, e de criminalizá-los caso saiam às ruas para se manifestar. Traduzindo em bom português: deve-se aceitar tudo de cabeça baixa, consternado, mas em silêncio.

No meio disso tudo temos o 4º poder, a imprensa, brigando por suas migalhas (as verbas publicitárias) ou fazendo seus joguinhos fascistas em nome de um projeto pessoal de poder. Ser crítico, imparcial e investigativo? Tá...Sente e espere; senão cansa.



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Com o fascismo da sociedade brasileira se recrudescendo, temos momentos hitlerianos que envergonham a todos nós. No mais recente momento "Cala a boca Magda!", proferido pela dublê de jornalista Rachel Sheherazade tivemos mais uma demonstração de como a elite vê o país e suas agruras. 




Pessoas iguais a pseudo jornalista deveriam pensar antes de vociferar distorção em rede nacional. Quem diria que a Ku Klux Khan encontraria eco em "respeitáveis" veículos de imprensa tupiniquim....

E os exemplos começam a se espalhar pelo país.

Cinegrafista filma execução em rua do Rio de Janeiro




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Com índices de miséria, desnutrição, analfabetismo e de desigualdade social dignas de países africanos causa espanto a mania eterna de se ignorar as mazelas da nação. "De um lado esse carnaval, de outro a fome total..." já cantava a bola a música dos Paralamas. 




Essa vida de gado para a qual fomos empurrados, nos lançou a letargia contagiosa. Os protestos arrefeceram e o sistema se fortaleceu; protegendo-se de outras tentativas democráticas de manifestações.

Enquanto isso, parte da sociedade, alienada pela sua paixão maior, optou por defender a Copa de todas as formas. Muitos achando que ser contra o evento seria ser contra a reeleição de Dilma. Esses beócios preferem estar ao lado de Globo, Fifa, CBF, cartolas, empreiteiros, políticos corruptos do que dos interesses da nação. E muitos desses pobres diabos se autoproclamando de "esquerda"... O PT está para a esquerda, assim como o programa Big Brother está para o entretenimento cultural e filosófico. 

Resta ao Zé Povinho aceitar tudo, em silêncio? Ou ainda há margem para contestar o sistema? Só 2014 dirá...





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