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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

O FASCISMO PERMEIA AS REDES SOCIAIS





Pouco afeito à democracia plena, o usuário das redes sociais brasileiras padece de um mal chamado IGNORÂNCIA.

O bipartidarismo malfadado que assola o país é, em parte, responsável por esse jogo rasteiro. Afinal, tanto PSDB quanto o PT exageraram em suas ações nefastas, visando o projeto de poder de cada um.



É muito comum encontrar no Facebook, por exemplo, páginas ou comunidades que propagam coisas negativas. Títulos fascistas como “EU ODEIO ESSA LEGENDA”, “EU ODEIO AQUELE PARTIDO”, “MORTE AOS CUBANOS” “APOIAMOS O REGIME MILITAR” são comuns e empobrecem a discussão política. Mais do que isso, denotam a limitação de alguns 'doadores de cérebro' que se acham esclarecidos e senhores absolutos da razão.

Os internautas viraram massa alienada de manobra. Deixaram-se levar por um discurso raso, e com elas seguem até a morte. Sem reflexão, sem o caminho natural da racionalidade para esclarecer os assuntos.

Como não há uma reflexão lógica, nos deparamos com aberrações do tipo: “detesto os comunistas do PT”. Sério? Comunistas?? No PT??? Se isso não é prova cabal de analfabetismo político, então não sei o que seria. O partido que mais se moldou ao sistema, se fazendo passar por legenda popular, acabou enganando até seus detratores.

Outro tópico que é lugar-comum na rede, vem exatamente dos defensores ferrenhos do PSDB. “Há muita corrupção no PT; queremos limpar o Brasil.”. Então querem nos convencer que não há, nem nunca houve corrupção no ninho tucano? Do mensalão que começou com o próprio partido em Minas Gerais, passando pela compra de votos e o escândalo das privatizações, chegando ao esquema fraudulento na compra dos trens em São Paulo, a legenda está atolada em situações comprometedoras. E, ainda assim, há quem jure de pé junto, que são todos '‘santinhos’' aos olhos da nação; que tudo não passa de uma conspiração contra FHC e seus aliados. Tá certo….


O que incomoda mais é o radicalismo, o discurso rasteiro sem nenhum embasamento. Não gostam, porque não gostam. E, tal qual uma criança mimada, não aceitam ser contrariados. E os que enxergam as coisas de uma maneira imparcial (os apartidários, porém POLITIZADOS) são criticados, exatamente por não tomarem partido. Literalmente.

O empobrecimento da análise política brasileira também tomou conta dos noticiários. Seja a imprensa escrita, seja a televisiva, acompanhamos um campo de batalha que desmoraliza a própria categoria dos jornalistas. De um lado o P.I.G., partido da imprensa golpista, com seus maiores (ou piores) nomes: Veja, Globo, Estadão e Folha. De outro, a mídia pelega, ávida por defender o governo a todo custo: Carta Capital, Caros Amigos e parte da blogosfera (entre eles, Paulo Henrique Amorim e Luis Nassif), aliado a uma parte da chamada mídia independente – jornais de menor circulação. Perde-se um tempo precioso blindando ou acusando levianamente, que a imparcialidade e o fato em si se perdem no caminho da redação.


Por isso que tentar discutir com pessoas que seguem o partidarismo alienante é dar murro em ponta de faca. Até o imbróglio envolvendo a Copa do Mundo se tornou um cabo de guerra entre as facções partidárias. Os petistas, confusos e alienados, querem o sucesso do evento porque, julgam eles, isso seria associado pelo eleitor com a reeleição de Dilma Rousseff. Para os defensores do “quanto pior melhor”, papel hoje ocupado pelo PSDB, mas que teve o monopólio do Partido dos Trabalhadores durante todo o governo FHC, o fracasso da Copa seria sua melhor chance (talvez a única) de retornar ao Palácio do Planalto.

Repare que não há um programa de governo consistente ou uma alternativa ao modelo existente. Apenas a esperança que a seleção brasileira triunfe ou fracasse.


Veja em que nível baixo está a política tupiniquim em pleno século XXI: tudo depende de Neymar e cia. Para além do bem e do mal, como diria Nietzsche.



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