terça-feira, 6 de novembro de 2012

Obama 2 - A Missão






  Após um intenso processo eleitoral (e muitas vezes desleal, de ambas as partes), Barack Obama foi reeleito presidente dos EUA. Mas qual o saldo disso?






  O declínio americano nos últimos anos foi evidente, começando com George Bush, que recrudesceu as relações com o resto do planeta, fazendo com que 10 entre 10 pessoas do mundo odiassem a nação do Tio Sam. Com Obama essa decadência continuou, mais em função de sua falta de tino no campo geopolítico. Carisma ele tem, mas isso é insuficiente para lidar com situações espinhosas, como o imbróglio Israel/Irã.



  Somado a isso, se junta uma promessa não cumprida aqui, outra acolá, e temos um presidente que só conseguiu sua ‘vitória’ com muito custo, e graças também ao fato de eu o adversário o ajudou inúmeras vezes, com suas bravatas, seus comentários inconvenientes e sua falta de visão pra enxergar uma eleição presidencial como ela realmente é: uma propaganda de marketing. A de Obama foi mais eficiente.

  Claro que, se analisarmos as duas opções, Barack Obama era, o que se convencionou dizer, a opção “menos pior”. Não só porque a esta altura do campeonato, o continuísmo seria melhor para os americanos, como também no caso envolvendo o Irã, o presidente reeleito tem mais chances de segurar Israel em uma posição de ‘aguardo’. Com Romney, a ação militar israelense seria inevitável e, conseguinte, catastrófica para o planeta.





    O problema é que o continuísmo será uma demonstração de que o presidente vai patinar no velho “mais do mesmo”. Todas as suas promessas de primeiro mandato foram rasgadas ou mutiladas para poder agradar o establishment; afinal, é o sistema quem manda.  E ser “o cara” não o fez mais competente, apenas mais palatável ao sistema.

Ele é “o cara”, que ganhou o prêmio Nobel da Paz, mas enquanto mantinha duas guerras monstruosas, que vitimava milhares de civis. Ele é “o cara” que representava mudança em 2008, e hoje é o exemplo maior de continuidade. Ele é “o cara” que representou um ideário de mudança em um país racista, que elegia um presidente negro, mas se esqueceu, tanto dos afro descendente quanto dos hispânicos. Ele é “o cara” e alegou que seus homens de inteligência mataram Osama Bin Laden, quando foi revelado mais tarde que o terrorista havia morrido anos antes e os EUA se apoderaram do corpo para cacifar em cima de sua morte. Esse é o tal “cara”.




  E esse é o problema de uma eleição cujo bipartidarismo prevalece: poucas opções e praticamente, sem chances de renovação.

  Barack Obama ganhou a eleição no Colégio Eleitoral, mas quase perdeu no voto popular. Isso em si, é uma estrondosa derrota e, acima de tudo, um sinal claro que sua reeleição foi mais fruto de uma propaganda eficiente em lugares chaves, do que por suas promessas e por suas obras, projetos realizados no primeiro mandato. Que ele tenha mais sensibilidade para dirigir um país decadente, no âmbito geopolítico, problemático (no que tange a economia e a geração de empregos). Todas estas coisas são preocupantes pois ele não soube como resolver, e ainda sim era a “melhor opção” para os americanos. Imagine então como seria a outra opção...





  
EM TEMPO

 A cobertura das eleições americanas na TV a cabo foi risível. Na Globonews era patética a intermediação de uma insegura Mariana Godói (como foi que ela se tornou ‘âncora’?),gaguejando,berrando para tentar ser ouvida pelos colegas de programa. Um Merval Pereira e um Demétrio Magnoli no ápice do politicamente correto. Pra piorar,ainda contaram com os superados integrantes do programa ultraconservador de direita e cheirando a mofo Manhattan Connection,que ainda tinha o sempre pseudo jornalista Diogo Mainardi,torcendo por Mitt Romney. Provavelmente para chamar a atenção. Pessoas com necessidade extrema de auto afirmação fazem isso com frequência. Depois que as pessoas criticam os jornalistinhas eles caem matando nos blogs,os chamando desocialistas. Se ser socialista é querer que a Globo e seu império comecem a declinar, então que viva a revolução!!






























Folha, Globo e Veja fazem ataques coordenados à Ley de Medios Argentina




do site Pragmatismo Político



A histeria com que as famílias que controlam os veículos de comunicação mais tradicionais do País reagem à iminente aplicação da chamada Lei de Meios na Argentina é compreensível – mas é dificilmente justificável.
O medo, praticamente pânico, haja visto os editoriais histéricos e reportagens parciais que vão sendo apresentadas em veículos como a Folha de S. Paulo, a revista Veja e os noticiosos da Rede Globo, não tem nada a ver com riscos à liberdade de expressão, como se alega. Ao contrário. Baseados em vários aspectos da legislação dos Estados Unidos, os pontos centrais da lei argentina têm a ver com restrições à propriedade cruzada de meios de comunicação e estabelecimento de um órgão regulador para o acompanhar o setor.





O medo dos barões da mídia brasileira é que, a partir da iniciativa de Cristina, a presidente Dilma se anime em enviar ao Congresso, portanto, formalmente, um amplo projeto de lei para a reorganização do setor de comunicação. Foi exatamente isso o que a colega argentina fez – e a lei entrará em vigor a partir do 10 de dezembro.
Na Argentina, o principal atingido pela mudança na legislação será o Grupo Clarín. Mas isso não deve ser visto, precisamente, como um movimento pelo cerceamento da liberdade de expressão do jornal, mas sim para que o grupo empresarial que controla a publicação abra mão de seu caráter monopolista. No país vizinho, o grupo Clarín detém quase duzentas licenças para operar tevê a cabo, quatro canais de televisão, dez rádios AM, uma FM e, ainda, o jornal de maior circulação do país. Numa economia do tamanho da Argentina, isso é praticamente tudo.
Nos Estados Unidos, um grupo como o Clarín não conseguiria ter tal expressão frente aos concorrentes. Na América,desde 1930 há uma legislação que coibe a super extensão da propriedade cruzada de meios de comunicação. Há, também, um órgão federal regulador, composto por seis indicados pelo presidente da República e que têm de ser sabatinados pelo Congresso. A legislação fiscal, por outro lado, é punitiva frente ao domínio massacrante de uma emissora sobre outras. Para impedir o crescimento desmedido, que na prática poderia criar um monopólio nacional, a lei americana aumenta sobremaneira a cobrança de impostos sobre emissoras que ultrapassarem os 30% de audiência nacional em seus veículos. Assim ocorre, além da falta de incentivo ao crescimento extremo, um direcionamento para que pequenos grupos de mídia floresçam e participem do mercado. Neste sentido, a legislação americana, como é sabido, promove a liberdade de imprensa, e não a cerceia.
A legislação aprovada pela presidente argentina tem o mesmo sentido, mas, como muito do que é feito na Argentina, ganha tintas dramáticas. O governo patrocinou uma invasão às oficinas do Clarín, fez apreensões de jornais e até barrou sua circulação. Os proprietários do grupo de comunicação, em represália, não apenas ameaçam não aderir à lei, como articularam uma rede de solidariedade entre a mídia tradicional do continente.


Leia também :

A Lei Anti Monopólio da Argentina


Ligados pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), os grandes veículos do continente estão batendo duro na Ley de Medios argentina. No Brasil, grandalhões como Folha, Abril e Globo já fazem uma linha de passe que tem na histeria seu tom único. As empresas das famílias Frias, Civita e Marinho se sentem diretamente ameaçadas caso a moda argentina pegue por aqui. A Folha, que já é o maior jornal de São Paulo, detém o maior portal de internet do País, o UOL. A Abril, dona da revista de maior circulação, jamais escondeu sua vontade de ter sua própria rede de tevê e tem interesses diretos no mercado de livros didáticos do governo federal. A Rede Globo, com filiais em todo o Brasil, larga presença na rede de tevês por assinatura e dona dos dois maiores jornais do Rio de Janeiro, é talvez quem mais possa perder imediatamente após uma legislação com esse espírito ser implantada no Brasil. Em nenhum lugar do mundo uma mesma companhia de comunicação detém tanto poder.
Até aqui, barrar a ida do jornalista Policarpo Jr. à CPI do Cachoeira era um traço de união entre os barões da mídia brasileira. Agora, o trio de ferro Folha-Abril-Globo está ainda mais unido, porque vislumbra-se que o atual modelo de organização da mídia brasileira tem de se adaptar aos novos tempos – e se democratizar por força de uma legislação mais avançada que a atual.
Abaixo, notícia do Portal Brasil de Fato sobre a reação de entidades sindicais da Argentina às pressões da SIP contra a Ley de Medios:
Trabalhadores da imprensa argentina repudiam “lobby da mentira” da SIP em favor do Clarín.
Frente à chegada do 10 de dezembro, data estabelecida pela Justiça para que o grupo cumpra efetivamente a lei, seus sócios empresários do continente somam-se à estratégia de propor que a legislação atenta contra a liberdade de expressão.
17/10/2012
Leonardo Wexell Severo
A Federação Argentina de Trabalhadores da Imprensa (Fatpren) condenou nesta quarta-feira o “lobby da mentira” orquestrado pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) – historicamente ligada à CIA e ao Departamento de Estado dos EUA – em favor do grupo monopolista de mídia Clarín, que quer continuar desrespeitando a legislação contra a democratização da comunicação.
Pela Lei de Meios, nenhum conglomerado de comunicação pode ter mais do que 24 outorgas de TV a cabo e 10 de rádio e televisão aberta. Mas o Grupo Clarín possui dez vezes mais licenças de cabo do que o número autorizado pela lei, além de quatro canais de televisão, uma rádio FM, 10 rádios AM, e o jornal de maior tiragem do país.
O fato, destaca a Fatpren, “é que frente à chegada da data estabelecida pela Corte Suprema de Justiça [10 de dezembro] para que o Grupo Clarín cumpra efetivamente com o disposto pela Lei de Serviços de Comunicação em matéria de adequação de licenças, seus sócios empresários do continente se somam à estratégia de propor que a legislação atenta contra a liberdade de expressão”.
Com apoio da SIP, denunciam os trabalhadores, “os operadores do grupo Clarín fazem lobby internacional para construir a grande mentira de transformar as restrições à sua posição dominante em restrições à imprensa”.
Foi assim, esclarece a Federação, que a SIP anunciou a “possibilidade de enviar uma missão ao nosso país para dezembro”. O informe anual publicado pela entidade dos barões da mídia na última terça-feira (16) diz que “na Argentina a presidenta segue sem dar coletivas de imprensa e abusa da cadeia nacional”.
De acordo com a Fatpren, no informe, “não fazem referência alguma, como era previsível, à inédita liberdade de expressão que reina no país e permite que os meios publiquem o que desejem sem qualquer restrição”.

Porta-voz das ditaduras

A “missão” da SIP é de solidariedade patronal, alertam os trabalhadores, colocando o dedo na ferida: “Seguramente, a missão que a SIP pode enviar à Argentina terá características diferentes das que costumava ter quando vinha para condecorar ditadores, clara definição de qual é a sua posição sobre a liberdade de expressão: liberdade para que suas empresas possam aplicar, desde seus meios, políticas de pressão sobre os governos para impor seus interesses, ao mesmo tempo em que empobrecem os seus trabalhadores para domesticar o discurso”.
“A SIP, organização empresarial tomada pela CIA e o Departamento de Estado dos Estados Unidos durante a década de 50, soube outorgar a medalha ‘Prêmio das Américas’ ao ditador Pedro Eugenio Aramburu, líder da Revolução Fuziladora [que derrubou o governo constitucional de Juan Domingo Perón em 16 de setembro de 1955] enquanto centenas de jornalistas eram perseguidos, torturados e encarcerados. Se a SIP se enfrenta ao Projeto Nacional e Popular, os trabalhadores de imprensa sabemos, sem duvidar, qual é o nosso caminho”.

Grande mentira

Há 40 anos, destaca a Fatpren, organizações como a Media Freedom Foundation/Project Censored, vinculada à Universidade de Sonoma, na Califórnia, detalham “como a censura e a autocensura estão muito mais presentes nos países centrais que na nossa região, onde as patronais midiáticas a serviço das corporações econômicas têm a possibilidade de mentir diariamente, sem limite algum, para defender seus interesses antipopulares”.
Frente aos desafios colocados pelo embate em defesa da verdade e a justiça, assegura a entidade, “os trabalhadores de imprensa continuaremos batalhando a cada dia, nas redações, nos espaços públicos, onde a realidade nos convoque, para alcançar uma comunicação verdadeiramente democrática, plural, participativa e diversa, e condições dignas de trabalho que nos permitam garantir ao povo seu devido direito à informação”.


sábado, 3 de novembro de 2012

ENQUANTO ISSO,NO PAÍS DA COPA E DAS OLIMPÍADAS...




de José Roberto Malia (ESPN Brasil)



Nada contra, ao contrário. Mas não deixa de ser quiçá interessante e, por que não dizer, uma elogiável atitude samaritana. Enquanto a mamãe Fifa receberá um gigantesco contêiner de isenções fiscais (o ISS acaba de entrar no cardápio), os voluntários trabalharão impulsionados por... sanduíches. Nada mais, já que o lucro da poderosa genitora será de apenas US$ 3,5 bilhões.
                                                   *****
O ‘Plano de Aceleração da Copa-14’ informa ao benevolente contribuinte: as obras do ex-Maracanã sofrerão mais um reajuste, agora de R$ 19,5 milhões. O governo carioca abriu licitação para a construção de bilheterias e a instalação de catracas na nova arena. Com a concorrência extra, o custo do estádio para o Mundial subirá para R$ 888,5 milhões. Até a bola rolar, certamente passará a barreira de R$ 1 bilhão. A Copa é deles, a conta é nossa.
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Eduardo Paes. O prefeito do Rio quer mudar a lei ambiental para construir um campo de golfe na Barra a fim de ser usado na Olimpíada-2016.



EUA testaram armas químicas em pobres e negros durante a Guerra Fria, diz pesquisadora





Sob a alegação de que estavam testando um escudo contra ataques nucleares soviéticos na cidade de Saint Louis, militares norte-americanos pulverizaram sobre a população local compostos empregados na fabricação de armas químicas. É o que revela um estudo conduzido por Lisa Martino-Taylor, professora de sociologia da Faculdade Comunitária de Saint Louis que vasculhou documentos públicos e que verificou casos de envenenamento por sulfeto de cádmio e zinco durante as décadas de 1950 e 1960.




Segundo o estudo, as Forças Armadas dos EUA patrocinaram os testes especificamente em áreas socialmente segregadas, de elevada densidade populacional, onde a predominância era de cidadãos negros e de baixo poder aquisitivo. Em entrevista ao jornal local KSDK, ela se disse "muito chocada com o grau de falsidade e sigilo” das autoridades responsáveis pelas operações. “Eles claramente se esforçaram ao máximo para enganar as pessoas”, concluiu.


Os testes de armas químicas sobre humanos teriam sido produto do que Lisa chama de Coalizão Manhattan-Rochester, um programa de pesquisas do governo norte-americano que tentou mensurar no contexto da Guerra Fria o impacto de reações radioativas no organismo humano. Experimentos semelhantes também teriam ocorrido na cidade de Corpus Christi, estado do Texas.

A maior parte dos compostos tóxicos era despejada por meio de aviões durante voos rasantes sobre os alvos. No entanto, Lisa alega que pulverizadores também eram posicionados no alto de arranha-céus e torres meteorológicas da região. Em 1953, foram ao todo 16 testes – não menos que 35 disparos de sulfeto de zinco e cádmio em Saint Louis. A vizinhança mais afetada é descrita por Lisa como "uma favela densamente povoada”, onde residiam cerca de 10 mil cidadãos de renda baixa, em sua maioria crianças.


Esclarecimentos
Surpresos com os resultados obtidos por Lisa, parlamentares estaduais pediram esclarecimentos às Forças Armadas no fim de outubro.  "A ideia de que milhares de cidadãos do Missouri foram expostos a materiais tóxicos contra a própria vontade para determinar seus efeitos sobre a saúde é absolutamente chocante. Não deveria ser surpresa que estas pessoas e suas famílias estejam exigindo respostas dos oficiais do governo", disse à AP o senador estadual republicano Roy Blunt.

A democrata Claire McCaskill, coelga de Blunt, também pediu maiores esclarecimentos ao secretário do Exército, John McHugh."Tanto o Senado quanto a Câmara dos Comuns conduziram investigações ao longo dos anos 1990, mas nada nunca foi concluído", explica Lisa Martino-Taylor. Para ela, o pior erro foi "jamais ter procurado aqueles que realmente foram afetados".


Radiotividade

A pesquisa não foi capaz de concluir com precisão se realmente havia compostos radioativos em meio à mistura de sulfeto de cádmio e zinco. Em sua entrevista ao jornal KSDK, Lisa diz que “há várias evidências de que houve compostos radiológicos envolvidos no experimento”.

Sua hipótese principal é de que a esta mistura foram adicionadas partículas fluorescentes, utilizadas para “iluminar” os alvos e identificá-los para outros testes. Há suspeita de que uma companhia chamada US Radium esteve envolvida com esta parte do experimento."US radium já havia sido legalmente responsabilizada por produzir uma tinta radioativa que matou diversas pintoras de azulejos radioativos”, alega.

Questionada sobre os futuros passos de sua pesquisa, ela revela que o importante foi ter revelado "que tudo isso foi uma violação de toda a ética médica, de todos os códigos internacionais e até mesmo de todo o regimento militar da época”.




sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Valério diz que PT lhe pediu dinheiro para calar vozes do caso do assassinato de Celso Daniel










Josias de Souza (UOL)


Com o horizonte reduzido às paredes de uma cela, Marcos Valério aprende a andar nas paredes e no teto. Conforme já noticiado, depôs à Procuradoria. Na edição que chega às bancas neste feriado de finados, Veja relata pedaços da conversa em que o operador do mensalão tentou convencer o procurador-geral Roberto Gurgel a empurrá-lo para dentro do programa de proteção a testemunhas.
Quem ouve Valério fica com a impressão de que, ao despir-se diante dele, o PT mostrou o corpo malfeito da sua intimidade. Um dos segredos envolve o caso Celso Daniel, o ex-prefeito petista de Santo André que foi passado nas armas em janeiro de 2002. Contou que Lula e seu faz-tudo Gilberto Carvalho, hoje ministro de Dilma Rousseff, estavam sendo extorquidos por personagens ligados ao crime.
Citou o nome do empresário Ronan Maria Pinto, acusado pelo Ministério Público de integrar na época um esquema de desvio de verbas da prefeitura. Disse ter sido procurado pelo petismo para prover o dinheiro que seria dado aos achacadores. Na sua versão, o assunto foi tratado numa reunião que manteve com Silvio Pereira, então secretário-geral do PT, e com o próprio Ronan.
Valério disse ao procurador-geral que não aceitou participar da coleta. Mas informou que a conta do PT com Ronan foi fechada. Sabe quem pagou: um amigo pessoal de Lula. Atendido no seu pedido de proteção, Valério se dispõe a dar o nome do benfeitor e a logomarca do banco em que foram feitas as transações. Nada a ver, segundo ele, com as casas bancárias do mensalão.
De resto, o arsenal de segredos de Valério envolve desde o papel de Lula no mensalão –era o protagonista, ele assegura— até a participação do ex-ministro Antonio Palocci na engrenagem de arrecadação de verbas que transitavam por baixo das mesas do partido. Passa também pela origem do R$ 1,7 milhão apreendido pela PF com os aloprados petistas do dossiê, um escândalo de 2006.




Veja escapou da CPI do Cachoeira










Por Altamiro Borges

Conforme resolução aprovada ontem, a Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga as relações da máfia de Carlinhos Cachoeira com empresários e poderes públicos será prorrogada por apenas 45 dias. Neste curto período, seus integrantes analisarão o relatório final da CPI e outros pedidos de convocações serão descartados. Com isso, escapam das investigações importantes suspeitos de ligação com a quadrilha – entre eles, o chefão da revista Veja, Policarpo Júnior, que aparece em vários grampos telefônicos da PF.






Num jogo matreiro, a mídia demotucana afirma agora que a CPI foi 
abortada pelos partidos governistas para tentar limpar a barra de governadores aliados da presidenta Dilma – principalmente Sérgio Cabral, do PMDB do Rio de Janeiro. Ela só não diz que fez de tudo para evitar a criação da CPI, acusando-a de palanque eleitoral. Ela também continua blindando o governador tucano Marconi Perillo (GO), que deve ser o principal alvo do relatório da CPI com inúmeras provas sobre sua ligação com a quadrilha de Cachoeira.





Num pacto mafioso, os barões da mídia montaram uma operação de guerra para evitar que Policarpo Jr. e o capo do Grupo Abril, Roberto Civita, fossem convocados para depor na CPI. Emissários da Rede Globo e de outros veículos realizaram “conversas” em Brasília para abortar a convocação – principalmente com os caciques do PMDB, agora acusado de jogar o lixo para debaixo do tapete. Ao que tudo indica, a CPI do Cachoeira está morta. E, novamente, os barões da mídia conseguiram escapar ilesos. A Veja agradece!










O FURACÃO SANDY E A MÍDIA IDIOTIZADA
























   Nos últimos dias a imprensa brasileira (em especial a emissora que todos amamos odiar) fez uma cobertura das consequências do furacão Sandy (depois baixou para tempestade),que deixou mais de 30 mortos nos EUA e bilhões em prejuízos materiais.
























   O mais estranho é que, enquanto o furacão devastava o Caribe (em especial Cuba, Jamaica, República Dominicana e Haiti) era sonoramente ignorado pela mídia tupiniquim. Foi só quando diminuiu de intensidade (ainda sim ,com efeitos devastadores) e atingiu a terra do Tio Sam é que teve cobertura exaustiva.





























   Pelo que foi demonstrado, para os "principais" veículos de comunicação brasileiros, a América Central não existe. A geografia mostra o Brasil (e muitas vezes,apenas parte dele) ,depois pula direto para os EUA,ignorando os demais países entre nós e os americanos. Mas de onde vem esse ranço imperialista? É possível mudar o perfil da imprensa brasileira a médio prazo? Difícil dizer. Mas bastaria que se fizesse a lição de casa para que não se comprometesse a ética,a imparcialidade,o senso investigativo e a visão crítica. Enquanto houver essa "mídia perversa" que seleciona o que nós devemos ver (e a forma de acompanhar os eventos) veremos o mundo por um prisma estreito,voltado apenas para os interesses escusos de meios de comunicação que ,ao invés de priorizarem a noticia,a verdade,nos brindará apenas com as coisas que lhe sejam úteis e rentáveis.

  O mesmo conceito serve ,tanto para as ações dos EUA ao redor do mundo (suas invasões,suas guerras sem fim,sua truculência e jogo sujo nos bastidores da geo-política) quanto para Israel e sua mania de brutalizar palestinos,ao roubar suas casas e, conseguinte suas  vidas. De novo,nós não temos acesso a esse tipo de informação. E nem teremos. Enquanto não for conveniente para o establishment, não saberemos a verdade absoluta. Somente a 'verdade' que a mídia quer nos mostra,ou seja, a verdade relativa.