quarta-feira, 1 de julho de 2015

Seria o Apóstolo Paulo uma Farsa?




O Paulo fabricado

De onde veio o super-apóstolo Paulo?
Como parece provável, Marcião (Marcião de Sínope - ou Marcion , 85 — 160 (75 anos)) foi um dos mais proeminentes heresiarcas durante o Cristianismo primitivo.) criou o que viria a ser o Novo Testamento, e Paulo foi adicionado como um mensageiro para suas próprias idéias, e ele, Marcião, quase certamente usou material biográfico de sua própria vida , especialmente na luta pelo poder que ele travou com o coletivo, em Roma. Marcião, como sendo "Paulo", isoladamente sabia a verdade, um mistério manifestado a ele por revelação.



Como um magnata de Sinope (um porto do Mar Negro, a cem quilômetros ao norte da Galácia) Marcião possuia independência financeira e foi capaz de viajar bastante. Em um certo ponto ele mesmo financiou a igreja em Roma, antes de ser excomungado e retornado para o leste. Ele teria se familiarizado com as rotas marítimas e os perigos inerentes que configuram tão proeminentemente a história Paulina. Para dar a sua teologia "autoridade" ele teve de se projetar para trás em uma "era apostólica" e escolheu o nome Paulo (que significa "pequeno" ou "humilde") como reflexo de sua própria posição.

Quando o catolicismo comandou a criação de Marcião, os romancistas em Roma, sem dúvida, teriam usado as obras de Josefo para todos os fins dos cristãos, obras estas que forneceram a eles material adicional. E aqui eles encontraram Paulo (Saulo), um aristocrata de Herodes com um caráter desagradável. Este material se tornou o núcleo do preâmbulo da história de Paulo e sua "vida no judaísmo". A vida de Josefo foi secretamente saqueada: episódios na biografia do historiador judeu foram usados para construir a história de Paulo, e em particular o NAUFRÁGIO a caminho de Roma.

Josefo não era apenas um historiador. Antes da guerra, ele havia sido nomeado pelo sumo sacerdote Ananias como governador da Galiléia e, [...] Um dos grupos de bandidos que ele teve de lidar em torno de Tiberíades era liderada por um bandido chefe chamado ... JESUS.
"Então, Jesus , filho de Sapphias [magistrado chefe de Tiberíades], um daqueles que já mencionamos como o líder de um tumulto sedicioso de marinheiros e pessoas pobres , nos impediram, e levou consigo certos galileus, e colocaram fogo no palácio inteiro ... Jesus e seus partidários mataram a todos os gregos que eram moradores de Tiberíades, e como muitos outros como eram os seus inimigos antes da guerra ter começado".
- Josephus, Vida 12.

De onde vieram as idéias que ajudaram a construir Paulo/Saulo?

Atos 26: 1-2 - Saulo é um homem poderoso e ganha acesso ao rei Herodes Agripa. Plagiado de Josefo (War, 2, 17).

Atos 13:1 e Romanos 16:11 - Saulo é um parente de Herodes Agripa. Plagiado de Josefo, (War, 2, 17).

Atos 9:1 - Saulo usa de violência e saqueia os mais fracos do que ele. Plagiado de Josefo (Antiguidades 20.9.4)

Atos 9:29-3 - Saulo, como outros judeus ricos, foge de Jerusalém por causa dos perigos. Plagiado de Josefo (War 2, 20.1)

Atos 9.22,24 – Tentativa de conversão em Damasco é causa de assassinato: Os judeus convenceram suas esposas sírias locais a praticar o judaísmo. Isso causou ressentimento, as pessoas se voltam contra os judeus, aprisionando-os no ginásio para matá-los. Plagiado de Josefo (War, 2, 20.2)

Atos 17:1415 - Saulo (e amigos) são enviados para a Grécia (Acaia). Saulo espera convencer César Nero de sua inocência. Plagiado de Josefo (War, 2, 20.1)

Atos 24:24-26 - O Procurador espera de um suborno de pessoas presas em uma ofensa trivial. Plagiado de Josefo (Antiguidades 20.9.5).

Adicional estudo:

Hermann Detering, O falsificado Paulo, Cristianismo No início do Crepúsculo (Journal of Criticism Superior, 2003)
AN Wilson, Paul, a mente do Apóstolo (Sinclair-Stevenson, 1997)
John Ziesler, cristianismo paulino (Oxford, 1990)
Edward Stourton, Nos passos de São Paulo (Hodder & Stoughton, 2004)
J. Murphy-O'Connor, Paul, A Vida Critical (Clarendon, 1996)
J. Murphy-O'Connor, Paul, His Story (Oxford, 2005)
Daniel T. Unterbrink, Judas, o Galileu (iUniverse, 2004)
Daniel T. Unterbrink, Mentiras do Novo Testamento (iUniverse, 2006)

Jay Raskin, A Evolução de Cristo e cristianismos (Xlibris, 2006)

Link original:





quarta-feira, 10 de junho de 2015

Coisas que a direita precisa saber









1. Esquerda não é sinônimo de socialismo ou PT.

2. A maioria dos países que a direita exalta são liberais inclinados a esquerda

3. Israel NÃO é uma democracia

4. Bolsonaro não é de direita

5. Não existe livre mercado

6. Socialismo não é comunismo

7. Nazismo é de extrema direita

8. Se Jesus existiu ele era negro

9. Os judeus não amam os cristãos

10. Quanto mais rico um país, maiores são suas políticas de igualdade

11. Marx escreveu livros além do manifesto comunista

12. Não existe neo ateu

13. Nos países desenvolvidos há benefícios sociais

14. Pobre de direita é uma anomalia

15. Deus não escreveu nenhum livro

16. Sexo não é só para reproduzir.

17. Os médicos defendem o aborto até a décima segunda semana de gestação

18. Homossexualismo não é doença 

19. Uma feminista não representa todo o movimento

20. Vingança não é justiça

21. Os militares não chegaram ao poder por voto popular

22. As pessoas não precisam de religião para ser boas

23. Existem muitos pobres nos Estados Unidos

24. Guerra às drogas não funcionou em lugar algum do mundo

25. Cerveja e cigarro fazem mais mal a saúde que maconha

26. 80% das armas usadas em crimes foram compradas legalmente no Brasil

27. Tamanho do PIB não define qualidade de vida

28. Opinião diferente faz parte da democracia

29. Hitler era cristão

30. A Rússia salvou o mundo dos nazistas

31. Criacionismo não é ciência

32. O capitalismo matou milhões

33. O cristianismo matou milhões

34. Socialismo não é sinônimo de ditadura.

35. Meritocracia existe onde as condições para competir são similares 

36. Greve é um direito constitucional

37. Os socialistas também podem comprar desde que tenham dinheiro

38. Não existe anonimato na internet

39. Falar a palavra Deus não torna ninguém cristão ou religioso
 
40. Se Marx é culpado pelos erros dos marxistas, Jesus é culpado pelos erros dos cristãos.





segunda-feira, 11 de maio de 2015

QUANDO A POLÍTICA E A IMPRENSA COMEÇARAM A SE CORROMPER...




Os desmandos da mídia tupiniquim, aliados aos escândalos dos políticos não são propriamente uma novidade. Antes de operações como a Lava-Jato, Zelotes e Suiçaleaks havia coisas que denegriam, tanto os barões da imprensa, quanto os integrantes do Executivo e Legislativo. O problema é que as coisas ficaram bem mais graves recentemente.

Em 1989 tivemos a eleição mais acirrada da história. Até mais do que a de 2014. Naquele momento, boa parte da mídia optou por camuflar o passado de Fernando Collor, para facilitar sua ascensão ao Planalto. Manipulações, editoriais tendenciosos e acobertamento de atitudes imorais foram algumas das ferramentas de certos “jornalistas” para que o ‘Caçador de Marajás’ vencesse Lula.
O projeto deu certo, e os veículos de comunicação mudaram para sempre a política nacional.



Por causa desse episódio, especificamente, as regras ficaram mais rígidas, com o passar dos anos. Punições para aqueles que fizessem campanha abertamente começaram a aparecer, como nos episódios em que Carlos Massa, o Ratinho, ao proferir comentários contra Mário Covas, acabou custando um dia inteiro de punição para o SBT, em plena campanha eleitoral de 1998; mesmo ano em que a Record foi punida, por comentários tendenciosos de Gilberto Barros.

Mas essas eventuais limitações não eram suficientes para inibir alguns dos órgãos de imprensa acostumados ao jogo sujo. Revista Veja, jornais como a Folha de SP, O GLOBO, Zero Hora e Estadão foram colocando suas manguinhas de fora, sempre em prol do PSDB, assim como a Carta Capital erguia bandeira a favor do PT; um claro desserviço ao jornalismo brasileiro.

Mas enquanto as coisas se resumiam ao partidarismo das redações, o problema não era tão grave - ao menos para os padrões brasileiros. O problema começou quando a própria imprensa se viu envolta em escândalos de corrupção.


O maior e mais grave foi o da Rede Globo, ao qual boa parte dos coleguinhas ajudou a silenciar e acobertar. Segundo a Receita, houve “em essência, um disfarce para o verdadeiro negócio realizado, que foi a aquisição do direito de transmissão dos jogos da Copa, em vez da compra das quotas da empresa sediada nas Ilhas Virgens Britânicas”.





A mesma Globo cujo mandatário do “jornalismo”, Ali Kamel, faz campanha permanente contra o PT e pró Tucanos, há anos. A mesma que apoiou as manifestações do dia 15 de março contra a corrupção do governo Dilma. Triste, se não fosse cômico.

Mais recentemente, tivemos a descoberta que Carlinhos Cachoeira, o bicheiro mais influente do país, estava ditando as regras na redação da Veja.





E qual é a revista semanal de “informação” que mais cobra moralidade do governo federal?

Hipocrisias iguais a estas se tornaram frequentes, nas redações de boa parte dos veículos de comunicação. E não apenas na chamada ‘grande mídia’. Alguns blogs afeitos a proteger e blindar o PT, como os do Paulo Henrique Amorim e Luiz Nassif também partidarizaram a coisa. Ao blindar um, em detrimento da verdade, você compromete a essência do jornalismo: ser crítico, imparcial, investigativo; registrar o fato, sem nunca provocá-lo. Poucos por estas bandas fazem isso.

Pensa que a vergonha para por aqui? Ledo engano. Quando se pensava que a mídia nacional já tinha chegado ao fundo do poço, conseguiram achar um subsolo.

Tão ocupada e concentrada em esmiuçar os desvios do Partido dos Trabalhadores e aliados nas ações indevidas frente à Petrobras, que os maganos da comunicação esqueceram-se de encobrir os próprios rastros em suas próprias condutas imorais. E eis que surge o Suiçaleaks, uma lista de várias pessoas (empresários, artistas, políticos e JORNALISTAS) que mantinham contas secretas na Suíça, no banco HSBC. Enquanto miravam petistas, empreiteiras e poupavam tucanos na operação Lava Jato, os barões da mídia não viram o torpedo se aproximando.

A situação se torna mais patética quando percebemos que o único “jornalista” com acesso à lista, era Fernando Rodrigues, fantoche do grupo Folha, justamente o veículo cujos donos estavam na famigerada lista de sonegadores do Suiçaleaks. Um constrangimento atroz.




A princípio, Rodrigues optou por divulgar apenas 8 nomes, os mais propensos a constranger o governo. Não deu certo. De uma lista de quase oito mil brasileiros, era muito pouco. Um concorrente de Fernando, do jornal O Globo, conseguiu acesso à mesma lista e divulgou. E TCHAM!! Lá estavam os integrantes da família Frias (donos da Folha de SP e do Portal UOL) e até da viúva de Roberto Marinho, Lilly Marinho.

Houve um corre-corre para focar na parte da lista que citava apresentadores (Ratinho e Jô Soares), artistas (Maitê Proença, Claudia Raia) e outros peixes menores, mas não menos importantes. Os barões da mídia, sarcasticamente chamados de P.I.G. (Partido da Imprensa Golpista) tentavam, irmanamente se blindar.

Ainda assim, a caça aos larápios da Petrobras continuava. Como deveria ser feita por jornalistas dignos, o que não era o caso.

Surge, então, a Operação Zelotes. A Polícia Federal acredita que ao menos 12 empresas negociaram ou pagaram propina para reduzir débitos com a Receita. Os 74 processos abertos na operação somam R$ 19 bilhões. Segundo a PF, "já foram, efetivamente, identificados prejuízos de quase R$ 6 bilhões".




Mais um escândalo, mais uma vez um veículo de “imprensa” envolvido. Qual seria a moral de um grupo investigado pela Receita e pela Polícia Federal de criticar os desmandos de políticos, desafetos que destoam da vertente dos proprietários? Tanto a RBS, quanto o jornaleco Zero Hora usam editoriais para destilar todo o fel contra os que não são de sua turma. Um erro costumeiro de parte de uma mídia.

Talvez fosse a hora de cortar na própria carne, para mostrar que se há raposas em Brasília, claramente há em vários veículos de imprensa Brasil afora.

Nunca vimos tantos nomes de peso do jornalismo envolvidos em escândalos, em tantas ações imorais. O que leva alguém a perverter os ideais de uma profissão tão nobre? Como se chega ao ponto em que se encontra uma revista Veja, outrora formadora de opinião, hoje apenas um reduto de reacionários da pior estirpe? Gente que prefere ver o barco afundar só para mostrar que estavam com a razão. Mesmo sabendo que afundariam juntos.  

Em uma sociedade evoluída, poderíamos esperar que acontecimentos desse tipo poderiam ser isolados. Mas pelo histórico da imprensa nacional, pós-1989, as chances de escândalos assim não se repetirem são ínfimas.

Quem diria...Boa parte dos políticos está envolvida em atitudes ilícitas, assim como boa parte da imprensa. Andando de mãos dadas, juntos assaltando os cofres da Viúva.

Quem diria...






quarta-feira, 22 de abril de 2015

WE, THE TRUTHERS




So, 9/11 was a outside job...There're so many questions about this subject, that really suprises me the media still tries to cover up. 

But if I could rise one question about this, would be: WHY THE US GOVERNMENT NEVER SHOWED UP BIN LADEN'S BODY? If they did it with Saddam (who was a very important trophy), why not with Osama?

They didn't do it because he died in the desert, years ago, and Obama's administration couldn't let this leak. Would be a scandal. A guy, who lives in the mountains, hid for decades and died on natural cause? No way. This would be a terrible defeat to USA.

That's why we  (the truthers) know that's completely bullshit. WE KNOW! But it's one of many reasons...

People should dig more about Mossad, about Cheney, about Bush, about the truth.

Now we have Hollywood stars who support our ideas and theory, fortunately. Only the press remains in almost absolutely silence. For now...

























































































Martin Sheen and Woody Harrelson set for 9/11 'truther' film September Morn









terça-feira, 14 de abril de 2015

Carsughi diz que Globo só quer piloto vencedor, e 'jeito Senna' o incomodava





Claudio Carsughi sempre foi um jornalista eclético. Cobria Fórmula 1 e futebol com a mesma eficiência. Por isso causou estranheza sua demissão sumária da Rádio Jovem Pan, de SP.

Mas problemas econômicos dos veículos de imprensa à parte, em uma de suas últimas entrevistas ele falou abertamente sobre um tema espinhoso: Piquet vs Senna.



Esse missivista sempre foi plenamente favorável a Nelson Piquet, pois viu ambos correrem. Mas a emissora oficial (aquela que todos amam odiar) sempre manipulou as transmissões para que Ayrton Senna posasse de bom moço aos olhos do público. Claro, afinal Piquet sempre escrachava com Galvão Bueno quando este cometia seus impropérios nas transmissões –e eram muitos.

Carsughi consegue ser incisivo ao comentar sobre a postura artificial de Senna com relação às pessoas. O mesmo Senna que, de acordo com Flávio Prado da mesma rádio Jovem Pan e da TV Gazeta, pedia cabeça de jornalista que o criticasse publicamente.
Eis o trecho da entrevista concedida ao blog do Menon, do UOL:


Ayrton Senna

“Senna tinha habilidade inata, individual e favorecida por ser canhoto, o que facilitava mudar a marcha e ter maior domínio do volante. Piloto excepcional, sem discussão. Meu relacionamento foi cordial, mas vi sempre a imagem do computador construído pela mãe. Em 1986, estava em Monaco com Nilson Cesar, que estava começando a narrar F-1 na Pan. Na quinta-feira, o Senna foi muito bem no treino. O paddock era lá embaixo e fui descendo com o Nilson. O Senna foi subindo, provavelmente ele teria um meeting técnico entre um treino e outro. Percebi que ele me viu, viu um cara comigo e….tung…raciocinou rapidamente: 'Bem, se o Carsughi está aqui, a Pan vai transmitir, se a Pan vai transmitir, eu vou parar.' Parou, conversou, apresentei o Nilson, perdeu uns cinco minutos. Claramente, se não fosse o representante de uma rádio importante e sim o repórter da Gazeta de Pindamonhangaba, ele não iria parar. Uma vez, no Roda Viva, fui entrevistá-lo. Levei meu filho Eduardo, que era estudante. Estávamos conversando e Senna perguntou quem era. Apresentei e ele lhe deu um botton. Deu porque era meu filho, caso contrario, não daria, nem perguntaria. Não chamo isso de mercantilismo, mas esse 'se me serve, perco tempo, se não serve, não perco tempo', me incomodava.''


Nelson Piquet


“Tinha algumas intuições e escondia de todos, o máximo possível, para ninguém copiar. Aquela ultrapassagem sobre o Senna na Hungria é uma das mais lindas da Fórmula 1. Como passar o Senna por fora? Como segurou o carro, o normal era o carro sair de lado. Piquet era muito seletivo. Não agradava ninguém. Dividia entre quem sabe e quem não sabe. Se você entendia e não era sacana, ele ficava horas conversando. Para os outros, não dava atenção. Acho melhor assim, mais transparente.''


Furo da morte de Senna

“Foi um pouco de sorte. Sempre trabalhei para jornais italianos. Depois da corrida de Ìmola, quando Senna bateu, fiz meu trabalho na rádio, voltei para casa e telefonei para uma redação na Itália para saber novidades. Na hora, estavam ligando para o hospital. O colega, para me ajudar, deixou o som aberto e foi entrevistar a médica. E houve uma frase assim dela. 'não posso falar nada, mas o eletroencefalograma dele é plano.' Morreu. Ponto final. Liguei para a rádio e mandei dizer que Senna havia morrido. Eu assumia a responsabilidade. Estavam fazendo um drama, falando em Nossa Senhora, falando que Deus é brasileiro, não dá para discutir, morreu, morreu. Não me emocionei, mas fiquei com pena, com dó, afinal é uma morte.''






segunda-feira, 6 de abril de 2015

OS PARASITAS DO FUTEBOL




Alguém já se perguntou o porquê dos clubes europeus estarem em melhor situação do que os daqui?
Como alguns torneios de países pouco expressivos em âmbito internacional, como o campeonato russo, turco até o dos EUA terem uma média de público altíssima e cotas polpudas das emissoras de TV? Porque por lá, assim como em outras praças igualmente lucrativas, quem dita as regras são os próprios clubes, sem intermediários.



Desde o fiasco do futebol europeu no fim dos ano 80 (bilheterias pouco expressivas, violência nos campos e poucos investimentos) que os times começaram a se mexer, tentando uma noiva alternativa para seus graves problemas. No começo dos anos 90, as Ligas começaram a surgir. Aquilo era o início da salvação financeira para todos eles.

O processo é simples. Consiste em tirar intermediários da negociação (as federações), se unirem os clubes em ligas, procurarem formular eles mesmos as regras do torneio e vender às emissoras de televisão. Pouco a pouco o retorno começou a surgir.

São os times que investem e tem o retorno. As TVs começaram a perceber o potencial e passaram a aplicar mais e mais dinheiro nos torneios. Assim, puderam revender os campeonatos para outros países. Competições como o Italiano e o Inglês se mostraram tremendamente rentáveis.  Foi uma questão de tempo para que outros países seguissem o exemplo lucrativo. Campeonatos de sucesso como o alemão, francês, português, holandês, espanhol, entre outros.

Ano após ano os investimentos aumentavam e as contratações de peso idem. Isso atrai mais público, vende mais produtos licenciados do clube, possibilita mais investimentos nas bases e partidas em campos que hoje chamamos de Arenas, com um padrão invejável e a venda dos carnês, algo como o que o sistema do ‘sócio-torcedor’ nos dias de hoje. Clubes começaram a investir em suas sedes como pontos turísticos. Barcelona, Chelsea, Real Madri, Bayer de Munique são apenas alguns que aproveitam da paixão do torcedor para tornar algo lucrativo a atrativo para os apaixonados pelo futebol.

Isso dá certo lá. Aqui parece que não precisam de nada disso. Afinal, é o país que usa  o selo de ‘pentacampeão’ do mundo como qualquer desculpa para evitar copiar modelos vitoriosos de outras praças. O país que tem um torneio menos rentável para os clubes, estádios (excetuando-se as Arenas, que são poucas) que parecem pastos, regras esdrúxulas e baixos índices de audiência na TV.
Isso tudo ficou mais evidente na recente polêmica envolvendo a Federação de Futebol do Rio e seus afiliados, os clubes.



Desde as regras idiotas (assinadas pelos dirigentes), das arbitragens suspeitas até a caça às bruxas, vitimando Vanderlei Luxemburgo do Flamengo e o atacante Fred do Fluminense, tudo é um compêndio de erros. Nada parece funcionar. O torcedor parece perceber a safadeza e vem se afastando, gradativamente dos estádios e da frente da TV. Mas há conivência dos cartolas com o sistema viciado. Isso sem sombra de dúvida.

Não adianta agora os presidentes do Fla-Flu vociferarem contra os maganos da Ferj. O que devem fazer, aliás, TODOS OS CARTOLAS DE FUTEBOL DO BRASIL DEVERIAM, é criar culhões. Parar de beijar a mão de presidentes de federações e da CBF (como diz Juca Kfouri, a CASA BANDIDA DE FUTEBOL) e partirem para uma liga, sem intermediários. Enfrentando a emissora que tanto prejudica o esporte bretão e cobrar uma cota maior, ajudando os clubes que vivem uma penúria sem precedentes.

Hoje o sistema podre passa por cartolas estaduais, que são subservientes à CBF, que joga junto com a Globo;  e todos querem que as coisas continuem exatamente como estão. Nenhuma destas partes tem interesse que as coisas se profissionalizem, caso contrário, seus interesses poderão ser comprometidos de maneira séria. Não espanta que no Sportv, braço da Globo na TV por assinatura, todos se mostraram contrários a Luxemburgo e criticaram duramente o protesto que os atletas fizeram antes da partida Fluminense e Flamengo (5/4) em apoio ao treinador rubro-negro.

O que vemos é uma relação perniciosa entre times e federações, no melhor estilo prostituta e gigolô; gigolô esse que costuma ficar com quase 60% das rendas dos jogos. Não há sistema que resista. Os cartolas brasileiros, via de regra, são bundões. Não tem peito de enfrentar as próprias federações estaduais, nem a CBF. Aceitam a condição de capachos e se mostram satisfeitos. Enquanto isso, o futebol definha a céu aberto.



Unir-se em Ligas, excluírem as federações da equação, deixar a CBF apenas como gestora da Seleção Brasileira. Essas são as receitas de sucesso. Como em qualquer país que se considere sério.
A propósito: a primeira liga que se tem notícia foi criada em 1987...NO BRASIL. A chamada Copa União foi o libelo contra os desmandos da Confederação Brasileira de Futebol. E foi um sucesso. Pena que alguns traidores do movimento acabaram roendo a corda.


Mas se já foi feito uma vez, pode ser repetido. Caso contrário, as coisas continuarão no lodo, como é o caso agora. E derrotas acachapantes como a sofrida pela seleção frente à Alemanha se tornarão rotineiras. E tentativas de cercear a liberdade de expressão de treinadores e jogadores nos Tribunais Desportivos, que são uma piada e inúteis, mostram apenas o quão desesperados estão os parasitas do futebol em perder sua boquinha. Afinal, em que outro país do mundo se ganha tanto por explorar os clubes, enquanto os próprios times de futebol ficam mais e mais endividados? Por isso as raposas não querem acabar com a mamata.




segunda-feira, 16 de março de 2015

UM CONTO SOBRE DUAS CIDADES




Um país dividido entre lados completamente opostos. Uns se escondem atrás da negação (“não, não há escândalos; não, isso é golpe”), e outros se deixam levar pela correnteza direitista que assola a nação.


                                            (sério?)

Separados, estes lados chegaram ao fim de semana expondo suas diferenças e argumentos, muitas vezes ininteligíveis.


                         ("manifestação" pacífica de algumas pessoas)

Alheios ao bom senso e recorrendo a frases feitas em redações de revistas semanais, a trupe do impeachment foi às ruas do Brasil pedir a saída da presidente Dilma. Negando-se a acreditar no envolvimento do PT na Operação Lava Jato, os movimentos sociais e as centrais sindicais tentaram demarcar território na sexta (13/03), alegando estarem “em defesa da Petrobras”.


                           (dizer o que de uma temeridade dessas...)

As mais variadas justificativas foram usadas para irem às manifestações: de contra o golpismo e a manipulação da mídia, até a corrupção absurda e a impunidade. Ambos estão certos, e ambos estão igualmente errados.

                         (protesto com um cartaz contendo uma suástica nazista)

Como tornar válido o preceito de que devemos defender um patrimônio nacional (a estatal do petróleo) se somos lenientes com a bandalheira? Uma coisa não pode ser excludente da outra. Não há a mínima chance de que o Partido dos Trabalhadores não participasse do esquema de corrupção exposto pelo doleiro Alberto Youssef, dentro da Petrobrás. Não é a primeira vez que o PT está envolvido em suspeitas. Seria infantilidade achar que sempre é obra do golpismo da mídia. Talvez seus integrantes devessem agir com ética, ao invés de culpar a Globo e a Veja.


                                       (anencéfalos no protesto)

A Petrobras, que é referência mundial no segmento é sim, alvo de predadores de Wall Street e de empresas ligadas a OPEP. Inclusive o governo sem escrúpulos de Barack Obama, notório incentivador de guerras pelo “ouro negro”. Portanto devemos nos preocupar com os estilhaços dessa guerrinha pretensamente ideológica que pode comprometer até a soberania nacional em um setor tremendamente estratégico. Mas não evitando uma profunda investigação.


                               (A eterna mania do brasileiro de ser capacho)

Como levar a sério protestos contra Dilma e seu PT, quando os mesmos setores que pedem sua saída estão de conluio com políticos, também citados na mesma Lava Jato e em outros escândalos, fazendo um silêncio ensurdecedor ao ignorar os desmandos do principal partido de oposição (PSDB), afundado em problemas, desde o trensalão, até as supostas contas na Suíça (o Swissleaks)? Cidadãos que estão sendo municiados por uma imprensa corrompida por anos de descalabros e monopólio midiático, também foram induzidos a irem às manifestações cobrarem algo que jornais, revistas e emissoras de TV não têm. Novamente, o envolvimento de barões da mídia nas contas do HSBC prova o tamanho da contradição destas pessoas.

                           (Aécio acompanhando os protestos de sua casa)

Os tucanos não foram vistos nos protestos –ao menos o nome forte do partido preferiu ficar em casa –os atores e pseudocelebridades globais, alguns com pouca ou nenhuma moral para cobrar dos outros o que não praticam, preferiram ficar em casa, salvo por meia dúzia de gatos pingados.


                           (coincidência? Não. A direita não deixa nada ao acaso)

A adesão foi grande em SP, conhecida nacionalmente como a capital nacional do conservadorismo. Um título depreciativo, pra quem já lutou por dias melhores na história. A pior emissora brasileira de todos os tempos, a Globo e seu exército de fantoches, apostou todas as suas fichas no comparecimento dos paulistas, mas em especial dos PAULISTANOS. A avenida símbolo da cidade ficou completamente cheia; se não um milhão tão propalado pela Globonews, ao menos uns 400 mil participantes estiveram lá.

                           (Manifestações em Brasília)

Sair às ruas e pedir a saída de um governante, é do jogo. Com Collor foi mais ou menos assim. Com FHC e Lula, não. Talvez porque a governabilidade e a blindagem deles eram melhores. À Dilma Rouseff carece de jogo de cintura no desenvolvimento de sua gestão.  


                                     (Gente "de bem" protestando)

Os petistas têm seus escândalos; os tucanos, também. O PT tem gente simpáticas a eles no STF (Dias Tóffoli), mas o PSDB, idem –Gilmar Mendes. A Petrobras está atolada em desvios de dinheiro; mas isso começou ainda nos anos 90 e foi aprimorado agora, que a empresa é maior, portanto mais atrativa e rentável. Ambos partidos erraram, mas também acertaram. Já existia Brasil antes deles e continuará após suas respectivas administrações.






Aqui não é a causa de se brigar, provocar cisão entre pobres e ricos, pretos e brancos, petistas e tucanos. O PAÍS É O MESMO. E a filosofia do “quanto pior, melhor”, iniciada pelo PT, nos ano 90, mas usada agora pelo PSDB é uma cilada; uma arapuca armada pelos politiqueiros brazucas, a fim de se perpetuar no governo (a balela do ‘projeto de poder’). Eles não querem o bem coletivo, querem o deles e de suas famílias. Só. Eles não desejam que a nação evolua gradativamente; querem manter-nos no acostamento, para que eles possam permanecer em altíssima velocidade. Educação, saúde, saneamento básico, segurança, quesitos tão necessários a nossa vida são relegados a segundo plano. Entenda-se como O MAIS TARDE POSSÍVEL. 



É por essa gente que as pessoas tem se digladiado nas redes sociais, praticando bullyng e partindo pra ofensas pessoais? Sério? É por gente desse gabarito que muitos partem para violência nas ruas, uns contra os outros, sem respeitar a opinião divergente? E eles, nesse meio termo estão em suas casas enormes, vivendo com seus polpudos salários, bancados por nós e esperando as próximas eleições.


                             (Marcha pela democracia de faixa com a suástica nazista?)

Exigir, se revoltar, se fazer ouvir é algo perfeitamente normal em uma democracia. Mas talvez o que falte às milhares de pessoas que foram às ruas nesse fim de semana (pró ou contra o governo) é saber exatamente o que os move. Pedir volta de regime militar é de uma ignorância atroz. Pregar golpe, também. Ignorar escândalos de corrupção é pior ainda.


                            (investigado pela Lava Jato, Agripino Maia esteve no protesto                                                                             pedindo o "fim da corrupção")



O PT não é o partido que defende e representa os pobres e o PSDB não é a salvação da lavoura nacional. Esses estereótipos banalizam a discussão política e empobrece a democracia. 



Brasileiros serem usados meramente como peças de tabuleiros em um jogo sujo chamado política é humilhante. Enquanto muitos vociferam contra o governo ou em favor de estatais, políticos estão no melhor estilo “A REVOLUÇÃO DOS BICHOS”: na casa grande, enquanto a patuleia dorme no celeiro.

O que está em jogo aqui é mais do que a briga de dois lados pra ver quem grita mais alto. Mas pelo fortalecimento de uma nação que há pouco mais de 30 anos saía de um regime brutal e sanguinolento e agora caminha com passos de bebê em direção a dias melhores. Mas isso será possível apenas se os que bradam palavras de ordem e refrãos sem lógica entenderem qual é o papel que lhes cabe nesse tabuleiro.




Com certeza não é de sair às ruas com a camisa da CBF, tirando fotos com Bolsonaro, pedir intervenção militar ou apertando a mão de José Agripino Maia do DEM (também investigado pelo Lava Jato) que teremos o que nos é de direito. Protestar sim; ser manipulados NUNCA. A não ser para aqueles que já estão acostumados a ser bucha de canhão. Aí é diferente.



                                  (Mulher tira a roupa pedindo a ditadura)