terça-feira, 4 de setembro de 2012

Religiosos versus ateus






Por Francisco Fernandes Ladeira em 04/09/2012 na edição 710 do site Observatório da Imprensa



Na noite de segunda-feira (27/8), o programa SuperPop, exibido pela Rede TV!, apresentou um polêmico debate entre religiosos e ateus. De um lado, o padre Paulo Gonzalez, o pastor Antônio Silva e o sacerdote da umbanda Pai Syrus defendiam, veementemente, a existência de Deus. De outro lado, Daniel Sottomaior e Fabio Queiroz (membros da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos – Atea) negavam, de modo não menos enfático, a existência de qualquer ser metafísico. “O programa de hoje é polêmico. Dizem que religião não deve se discutir. Mas vamos discutir. Vamos discutir a existência, ou não, de Deus. O que leva um evangélico a crer em Deus? O que leva um ateu a negar a existência dessa força superior?”, anunciou a apresentadora Luciana Gimenez.

Não pretendo, neste breve artigo, defender nenhuma das duas posições. Muitos ateus, ao adotarem incondicionalmente os axiomas científicos, podem ser tão fundamentalistas quanto os fanáticos religiosos. Porém, o que mais chamou a atenção no programa da Rede TV! foram as histórias fantasiosas relatadas por alguns religiosos. Para o umbandista Pai Syrus, “há pessoas com o diabo no corpo, e isso destrói vidas e casamentos. Há duas classes de espíritos que induzem à sexualidade deturpada. Eles se alimentam da energia sexual”. Opinião análoga foi compartilhada pelo pastor Antônio Silva. Segundo ele, muitos maridos traem suas esposas porque podem estar com o “diabo no corpo”.
Por sua vez, a empresária Marisa Cruz afirmou ter visto Deus durante uma experiência de quase morte. “A minha história é a prova real de que existe uma força superior muito maior do que todos nós. Cheguei a um lugar onde um homem disse que eu poderia escolher entre voltar [para a Terra] ou ficar [no céu]. [Posteriormente] uma entidade me trouxe de volta [à vida].” Por outro lado, ao ser interpelado sobre o ocorrido com Marisa Cruz, o padre Paulo Gonzalez salientou que o relato da empresária pode ser consequência de delírios oníricos. “É algo que está dentro do inconsciente dela, nada mais do que isso”, concluiu.

“A Bíblia prova que Jesus é um ET”

Não obstante, de acordo com uma matéria apresentada durante o programa, duas crianças estadunidenses asseguraram ter presenciado a “palavra de Deus”. Logan Henderson afirmou ter recebido, através de uma visão, uma mensagem de Deus. Já Colton Burpo, filho de um pastor metodista, disse ter ido ao céu e conversado com Jesus.
No entanto, a história mais miraculosa apresentada no SuperPop foi a do pastor Marcos Pereira da Silva, que garante expulsar demônios e controlar rebeliões em presídios, delegacias e internatos de menores. O religioso afirma que sua trajetória de pregações começou após um encontro com Satanás na sala de sua casa. Segundo ele, o demônio afirmou que levaria a sua alma para o inferno. Diante do ocorrido, Marcos se converteu e, desde então, se dedica à recuperação de pessoas que denigrem a palavra de Deus.
Por outro lado, Leo Mark, que é ateu, apontou que Jesus foi um extraterrestre. “A Bíblia prova que Jesus é um ET. Civilizações passadas não conseguiam diferenciar naves espaciais de manifestações ‘divinas’.”

Monopólio de uma religião

Como era de se esperar em um debate extremamente acalorado, ateus e religiosos não cederam às posições alheias e mantiveram suas respectivas convicções. No final do programa, a apresentadora Luciana Gimenez ainda tentou apaziguar os ânimos: “Fazer o bem não faz mal à ninguém. Tem muita gente que crê e não faz, e tem muita gente que não crê, e faz. Na dúvida, vamos fazer o bem, não importa qual religião, se tem a Bíblia, se não tem.”
Entretanto, como bem frisou Rodrigo Dias, em um comentário no Observatório da Imprensa, “as mitologias monoteístas são desrespeitosas por definição, algo que as mitologias politeístas nunca foram. Ora, quem acha que só existe um deus (o seu), divide o mundo entre quem crê consigo e quem não crê consigo. No politeísmo a diversidade de divindades é a regra, e assim diferentes culturas podem conviver lado a lado sem nenhuma achar que está mais certa que as demais”.
Desse modo, em última instância, se realmente existe uma força superior, ela não pode ser, em hipótese alguma, monopólio de uma religião em particular.
***
[Francisco Fernandes Ladeira é especialista em Ciências Humanas, Brasil: Estado e Sociedade pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e professor de História e Geografia em Barbacena, MG]


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Hitler e a Religião



Mulher de Cachoeira: ‘chefe da revista Veja é empregado do meu marido’




É muito mais surpreendente, perigosa e antiética a relação que une o contraventor Carlinhos Cachoeira e o jornalista Policarpo Júnior, editor-chefe e diretor da sucursal de Brasília da revista Veja, a julgar pela ameaça feita pela mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, ao juiz federal Alderico Rocha Santos.


Documento obtido com exclusividade por 247 contém o ofício à Justiça Federal de Goiás, datado de 26 de julho, assinado pelo juiz Rocha Santos, no qual ele relata como foi e quais foram os termos da ameaça recebida de Andressa. A iniciativa é tratada como “tentativa de intimidação“. Ele lembrou, oficialmente, que só recebeu Andressa em seu gabinete, na 5ª Vara Federal, em Goiânia, após muita insitência da parte dela.
Com receio do que poderia ser a conversa, Rocha Santos pediu a presença, durante a audiência, da funcionária Kleine. “Após meia hora em que a referida senhora insistia para que este juiz revogasse a prisão preventiva do seu marido Carlos Augusto de Almeida Ramos, a mesma começou a fazer gestos para que fosse retirada do recinto da referida servidora”.
Em sua narrativa à Justiça, Rocha Santos afirma que perguntou a Andressa porque ela queria ficar a sós com ele, obtendo como resposta, após nova insistência, que teria assuntos íntimos a relatar, concernentes às visitas feitas a Cachoeira, por ela, na penitenciária da Papuda. Neste momento, o juiz aceitou pedir a Kleine para sair.


“Ato incontinenti à saída da servidora, a sra. Andressa falou que seu marido Carlos Augusto tem como empregado ojornalista Policarpo Jr., vinculado à revista Veja, e que este teria montado um dossiê contra a minha pessoa”.
O depoimento oficial foi obtido com exclusividade pelo sítio 247, e sua importância é fácil de perceber. Nunca antes alguém tão próximo a Cachoeira, como é o caso de sua mulher Andressa, havia usado a expressão “empregado” para definir o padrão de relação entre eles. Após essa definição, Andressa disse que Policarpo tinha pronto um dossiê capaz de, no mínimo, constranger o juiz Rocha Santos, a partir de denúncias contra amigos dele.
O magistrado respondeu que nada temia, e não iria conceder, em razão da pressão, a liberdade solicitada a Cachoeira. O caso rendeu a prisão de Andressa, que precisou pagar R$ 100 mil de fiança para não enfrentar a cadeia por longo tempo. A fiança foi paga em dinheiro. O juiz, ao denunciar a “tentativa de constrangimento”, fez a sua parte. Cachoeira continua atrás das grades, na Papuda. Policarpo Jr. permanece com a sua reputação em jogo.
Um dos grampos da Polícia Federal revelou que ele pediu a Cachoeira para realizar um grampo ilegal sobre o deputado federal Jovair Arantes – e conseguiu o que queria.
Íntegra do documento abaixo:









Fonte -site PRAGMATISMO POLÍTICO

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

CHAMA A SIMONE DE BEAUVOIR!









 ”Quando tenho que reduzir a quantidade de calorias, corto o doce e o jantar”. (Débora Nascimento, atriz).






Carol Nakamura evita sal e fritura e aposta nos alimentos integrais, light, diet, legumes e verduras. Carol também não come doces (dançarina do Faustão)






Tassiana Dunamis, dançarina do Pânico "Procuro não comer nada gorduroso. Opto sempre por carnes magras, como peixes e frango, alimentos integrais e frutas”.













Nicole Bala atriz (?) modelo (?) – come apenas uma folha de alface no jantar.
















Thaiz Schimitt levou o concorrido posto de coelhinha da Playboy - a loira também não compra doces para deixar dentro de casa. "Depois que comecei a morar sozinha passei a ficar viciada em doce, portanto nem tenho em casa”.







Nathalia Santoro, garota fitness 2012-Ela não tira um dia sequer para comer besteiras e sempre que vai a um restaurante leva sua própria refeição. "Sempre levo frango ou peixe, pois nunca sei como o lugar prepara os alimentos, se é com manteiga ou azeite. Apenas como a salada e os legumes do restaurante”.







A modelo Carolina Portaluppi, filha do ex-jogador e técnico Renato Gaúcho : “Sempre carrego fruta e torrada integral na bolsa. Eu como de três em três horas. E não como carboidrato a partir das 17h. Não como fritura, nem doce."


De tudo isso, só não ouvi nenhuma delas dizendo que gosta de ler (se é que sabem ler) e nem falar sobre algo relativamente intelectual.

Em sua maioria, elas se autodenominam atriz/modelo. Estranho...Salvo raríssimas exceções, nenhuma delas participou de  peça de teatro alguma e nem sequer desfilou em nenhuma passarela com grife A ou B.

Quanto à alimentação, deve ser horrível não poder comer uma pizza, ou um chocolate. Em sumo, ser normal...

Triste sociedade que dá valor a isto e não às mulheres de verdade. Aparentemente o feminismo perdeu espaço graças a algumas mulheres sem carisma e inteligência, que fazem o jogo manjado e retrógrado masculino. Numa sociedade falocêntrica, era só isso que bastava para que o lado que erroneamente ganhava a chamada guerra dos sexos confirmasse a vitória, ainda que momentânea, para o ser que é o mais fraco, o homem.








Ah! Esqueci-me dela... Simone de Beauvoir - Inteligente, bela, de personalidade própria, precursora do feminismo, escritora, filósofa, parceira de trabalhos com Jean Paul Satre, politizada... Tantos adjetivos que faltaria espaço para todos .Ela era uma MULHER na acepção da palavra.





1952 - Numa época em posar nua era uma forma de protesto; e não a única forma de sobrevivência financeira de algumas.


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O INCRÍVEL MUNDO DA SUPERFICIALIDADE HUMANA...




AS GRANDES EMPRESAS E SUAS PEQUENAS MUTRETAS




Resumo de algumas mancadas de empresas ditas "grandes",mas que agem de forma rasteira com seus funcionários e/ou clientes.



Ambev deve indenizar empregado forçado a estar com garotas de programa


BRASÍLIA - A Companhia de Bebidas das Américas (Ambev) terá de indenizar em R$ 50 mil um funcionário, após ele ser obrigado a participar de reuniões em que estavam presentes garotas de programa. Segundo a ação, como forma de estimular as vendas, um gerente presenteava os funcionários que batessem as metas com encontros com garotas de programas. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) divulgou nesta segunda-feira que manteve a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR) sobre o caso.

O autor da ação descreveu na reclamação trabalhista que chegou a ser amarrado e obrigado a assistir a filmes pornôs. Em outra situação, uma stripper foi levada à sua sala para se despir. Ele também relatou que os vendedores eram obrigados a participar de festas com a presença de garotas de programa, o que seria um incentivo para o aumento de vendas: funcionários que batiam as metas de venda recebiam "vales garota de programa". Os fatos ocorreram mais de dez vezes entre os anos de 2003 e 2004.
Além disso, testemunhas afirmaram que o mesmo gerente responsável por usar as garotas como ferramenta motivacional falava com os funcionários de forma desrespeitosa, usando palavrões.
De acordo com o TST, a Ambev já havia assinado um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) no Ministério Público do Trabalho, comprometendo-se "a orientar e enfatizar seus funcionários para evitar condutas que possam de alguma forma promover desrespeito mútuo".
No recurso ao TST, a Ambev alegou que o valor da indenização seria desproporcional e o dano sofrido pelo empregado seria "mínimo". O recurso não foi analisado pelo TST, que manteve a decisão anterior.
A Ambev ainda não tem um posicionamento oficial sobre o caso, de acordo com sua assessoria de imprensa.



Vítimas de lixo da Coca-Cola no CE serão indenizadas


A Justiça do Ceará condenou a Coca-Cola e a prefeitura de Maracanaú, na região metropolitana de Fortaleza, a pagar indenização de R$ 125 mil a cinco vítimas de queimaduras. A condenação resulta de um processo iniciado em 1997, quando cinco adolescentes foram contaminados por lixo químico nas proximidades da fábrica da Coca-Cola na cidade.
A decisão foi divulgada anteontem pela 7.ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Ceará. Procurada, a Coca-Cola Ceará não quis se pronunciar. Segundo os autos do processo, em setembro de 1997, os adolescentes brincavam nas imediações da Coca-Cola Ceará quando, ao subirem em montes, foram surpreendidos com ardência e dores nos pés e nas pernas.
Os adolescentes foram levados para um hospital em Fortaleza, onde foram diagnosticadas queimaduras de segundo e terceiro graus, provocadas por uma substância química identificada como diatomita, usada na fabricação de refrigerantes.
O grupo de adolescentes ajuizou uma ação cobrando indenização material por danos morais e estéticos, alegando que a Coca-Cola e a prefeitura eram as responsáveis por ter deixado o lixo tóxico em via pública. A empresa contestou a acusação, dizendo que não foi provada sua participação. A prefeitura sustentou ilegitimidade passiva no processo.
Em 2007, a juíza Valência Aquino condenou a prefeitura e a Coca-Cola ao pagamento de R$ 70 mil por danos morais e R$ 30 mil de reparação estética a cada um dos adolescentes, além de determinar uma pensão mensal vitalícia de 1 salário mínimo a título de danos materiais.
Em seu despacho, a magistrada destacou que “a empresa de refrigerantes depositava o lixo tóxico naquele terreno”. Considerou também que “devia, pois, o município de Maracanaú ter empreendido esforços no sentido de retirar aqueles resíduos da via pública, como forma de garantir segurança à saúde da população, cuja omissão importa em sua responsabilidade”.
Recurso
Coca-Cola e prefeitura recorreram ao Tribunal de Justiça. A prefeitura alegou cerceamento de defesa e a Coca-Cola argumentou falta de provas. Os recorrentes solicitaram redução do valor dos danos morais e estéticos e a exclusão da pensão mensal vitalícia.
No julgamento do desembargador Francisco Bezerra Cavalcante há a constatação de que não houve cerceamento de defesa e “diversas testemunhas afirmam que caminhões da Coca-Cola despejavam um pó fino na via pública”. Mas ele terminou por reduzir a indenização e entendeu que não há direito a dano material. Com isso determinou R$ 10 mil de indenização moral e R$ 15 mil de dano estético para cada uma das cinco pessoas, a serem pagos pela prefeitura e pela empresa. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.


Caso Toddynho custará R$ 420 mi de indenização à Pepsico


A Pepsico do Brasil terá de pagar uma indenização de R$ 420 mil por ter vendido o achocolatado Toddynho contendo detergente em cidades do Rio Grande do Sul, em 2011. A empresa firmou um termo de ajustamento de conduta com o Ministério Público do Estado (MPE-RS), comprometendo-se a adotar todas as medidas necessárias para evitar incidentes semelhantes.
Em 2011, ao menos 39 pessoas de 15 municípios do RS passaram mal e relataram ardência ou irritação na mucosa da boca ao ingerir o produto. No dia 30 de setembro, o Centro Estadual de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul determinou a interdição cautelar do achocolatado, depois de análises laboratoriais mostrarem que cerca de 80 unidades de 200 ml possuíam um pH muito alto para um alimento. A venda ficou proibida em todo o Estado até o dia 11 de setembro.
Na época, a Pepsico declarou que o problema aconteceu durante a limpeza de equipamentos na fábrica responsável pelos lotes, localizada em Guarulhos, na Grande São Paulo. Uma das linhas envasou algumas embalagens com uma mistura de água e detergente, informou a empresa.
O compromisso de ajustamento firmado com o MPE-RS foi celebrado pela Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor e prevê indenização por danos difusos a duas entidades: R$ 390 mil ao Fundo da Infância e Juventude do Estado do Rio Grande do Sul e R$ 30 mil à Fundação do Vale do Taquari de Educação e Desenvolvimento.
A Pepsico também se compromete a doar equipamentos à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), realizar recalls e disponibilizar atendimento especializado aos consumidores, além de adotar medidas de implementação, alteração ou substituição de suas linhas de produção. O acordo com o MPE-RS não anula as ações individuais movidas pelas vítimas na Justiça. A Pepsico foi procurada para comentar o acordo, mas ainda não se manifestou.
(Felipe Tau, estadão.com.br/11h36)



TIM é multada em R$ 500 mil por tribunal no RS


A TIM foi condenada pela 16ª vara cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul a pagar uma multa de R$ 500 mil, como forma de indenização por danos ao direito dos consumidores. A decisão é referente a uma ação ajuizada pela Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Porto Alegre em junho de 2010. Segundo o Ministério Público do Estado, ações semelhantes contra outras operadoras também estão em tramitação.
A decisão possibilita ao consumidor a rescisão do contrato, com isenção da multa, ou a restituição imediata da quantia paga, com correção dos valores, quando constatada a deficiência da qualidade do serviço.
Também foi determinado que a operadora informe o porcentual mínimo da velocidade de acesso que garante contratualmente, as circunstâncias que possam acarretar a redução da velocidade contratada, bem como as localidades que são abrangidas pela tecnologia 3G. As informações devem ser oferecidas ao consumidor em todos os meios de comunicação e pontos de venda dos serviços.
Em julho, as quatro operadoras que prestam serviços no Rio Grande do Sul (Vivo, Claro, TIM e Oi) foram impedidas pelo Procon de Porto Alegre de vender novas linhas de celular e banda larga, por não cumprirem o mínimo contratado e desrespeitarem os direitos do consumidor. O Procon estadual também assinou um compromisso de ajustamento de conduta com as empresas de telefonia, exigindo o cumprimento do direito do consumidor. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também chegou a suspender as operadoras com pior avaliação em cada Estado.


fonte - YAHOO



domingo, 2 de setembro de 2012

ENQUANTO ISSO NA SÍRIA...



























   Domingo  é  um dia em que costumamos nos reunir com a a família, comer bem , descansar, curtir o conforto do lar...Enquanto isso na Síria...









sábado, 1 de setembro de 2012

COMO A GLOBO SEDUZIU A FOLHA DE SP





De ferrenha crítica a uma aliada estratégica, a mudança de linha editorial do jornal Folha de SP foi radical. De textos ácidos contra a emissora dos Marinhos à defesa de interesses comuns de forma veemente nos últimos anos, foi possível perceber que há alguma coisa errada com o grupo capitaneado pela família Frias.

Se na década de 90 era comum que houvesse críticas contundentes à atuação da Globo (como quando um jornalista chamou Jô Soares de “o bobo da corte dos tucanos”) e investigasse cada passo da emissora carioca nos bastidores da política, após a fusão com o jornal Valor Econômico, as coisas mudaram sensivelmente.



Querendo fazer frente ao DCI,  jornal econômico, que reinava praticamente sozinho no mercado, o núcleo das Organizações Globo procurou o Grupo Folha, visando baratear os custos, para uma publicação conjunta. Com sede no parque  gráfico na zona oeste paulistana, ficou claro que a intenção da Folha era adentrar um mercado com potencial a ser explorado, e o da Globo, tirar um concorrente de seu raio de ação. Pode-se dizer que ambas intenções foram alcançadas, pois tanto o DCI começou a definhar, quanto a linha editorial da família Frias passou a se tornar “light” em relação aos Marinhos. E quando  teve sua primeira edição lançada em 2 de maio de 2000, o número de críticas diminui por parte do jornal; e a contundência também.

Percebendo que sua tática dava resultado, a alta cúpula da emissora ampliou seu “Blitzkrieg” contra seu crítico mais ferrenho (e o que tinha o maior alcance, pois a Folha de SP era o jornal mais vendido no país, naquele momento). Essa fusão fez com que caísse para o vigésimo quarto jornal em vendas avulsas, atrás dos concorrentes O Globo (15º) e Estado de São Paulo (19º).




O próximo passo era formar parceria com o instituto de pesquisas do grupo, o Datafolha. Apesar de ser a principal cliente do malfadado Ibope (cujo as relações espúrias vem de longa data),a Globo optou por usar, convenientemente, mais um braço da mais nova parceira.Talvez porque o Ibope, de propriedade de Carlos Augusto Montenegro, vinha sendo acusado de manipulação de resultados havia algum tempo e, para não descartar um aliado histórico (e que com certeza, sabe demais) a família Marinho optou por “usar” mais um instituto de pesquisas, que desse bem menos dor de cabeça. De novo,unir o útil ao agradável (ou o fútil ao desagradável,sei lá...)

As reformulações continuaram e chegaram até a TV a cabo. Seduzindo algumas das “estrelas” da Folha de SP, o canal GloboNews, de notícias 24 horas, levou na mesma toada Eliane Cantanhede e Renata Lo Prete para atuarem como comentaristas de política. Obviamente,sem a mesma liberdade de expressão que gozavam no impresso paulista. Mas,sabe como é a vaidade humana...

A aproximação com o grupelho dos Marinhos fez muito mal ao grupo Folha. Coincidentemente ou não foi a partir daí que a publicação acabou sofrendo um número altíssimo de processos por difamações e críticas a sua linha editorial, que estava cada vez mais confusa.

Em fevereiro de 2009, ao criticar Hugo Chávez, disse que o regime militar brasileiro foi uma “ditabranda” (contraponto ao que realmente foi, uma ditadura). Nunca o jornal foi tão criticado como naquela oportunidade. intenção maior foi a de chamar a atenção, de polemizar. Uma atitude desesperada e rasteira,comum a alguns programas de TV quando querem audiência. O mesmo aconteceu com o jornal.Queria chamar a atenção para tentar vender mais.




Chegou a entrar na justiça para tirar do ar o site Falha de SP, que criticava duramente a Folha e sua (famosa) parcialidade em prol de alguns políticos. Ser tendencioso se tornou prática comum dos Frias e a crítica não foi bem recebida. Até hoje o imbróglio segue entre Folha x Falha.

No caso de não ser imparcial, o jornal parece ter copiado a risca sua parceira (Globo). Tanto que o Ombudsman (seja ele qual for) sempre criticou essa ação do impresso. Aliás, ter um fiscal dos leitores sempre foi pura perfumaria, já que nunca aceitou ingerência do mesmo, nem levava em consideração as reclamações dos leitores e assinantes (seus clientes). Portanto, apenas para inglês ver.Também lembra muito a empresa de que é sócia. A Rede Globo tem uma central de atendimento ao cliente, que nunca é levada a sério, onde o péssimo atendimento é comum e serve apenas como uma medida paliativa (“eu faço de conta que escuto”).

Ver um veículo de comunicação,que já foi referência em jornalismo chegar ao ponto de ser ‘um braço’ das Organizações Globo, é lamentável. E aquele slogan do jornal “não dá pra não ler”...Bom, não ler o jornal hoje em dia ficou mais fácil do que a família Frias esperava. Bastou que leitor visse que ‘ Globo e a Folha tem tudo a ver’...


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A Gente Não Esquece...



O Rio que clama, por um pouco de dignidade




Peço licença à  minha querida amiga Claudia para republicar integralmente seu excelente texto, crítico e contundente, sobre a saúde no Rio de Janeiro,que agoniza sob a vista da sociedade letárgica.


































Por Claudia Santos

O Rio de Janeiro continua lindo... Será?
Se você mora no Rio de Janeiro e por um acaso precisar do serviço de saúde do nosso querido estado, lamento informar que ele está de pernas quebradas e nada pode fazer por você.
Aquele Rio lindo, perfeito com inúmeras Upas, Clínicas da família, com atendimento de primeiro mundo que o nosso digníssimo prefeito Eduardo Paes insiste em mostrar na TV, é apenas propaganda pra gringo ver, só existe mesmo no mundo de conto de fadas em que ele vive.
A saúde do Rio de Janeiro está ABANDONADA!
Só mesmo quem precisa de atendimento conhece bem a dor que é ir a um hospital e se deparar com falta de médicos, superlotação, falta de leitos, filas imensas e uma estrutura que se iguala a um hospital de guerra, ou até pior.  
As Upas são apenas um quebra galho pra político dizer que fez algo. Não conseguem atender à demanda e a falta de médicos é constante.  
Não podemos culpar os profissionais de saúde que lá estão, pois tenha certeza que eles fazem de tudo, de tudo mesmo para tentar amenizar o sofrimento de quem lá está, mas nada podem fazer se o estado não dá a menor condição pra isso.
Quem precisa de um atendimento mais específico como angiologia, otorrino ou até mesmo nutricionista, acreditem, tem que entrar numa fila de espera que pode durar até um ano se tiver com sorte, ou mais, se estiver sem sorte.
Moro em Campo Grande na zona oeste do Rio, e já desisti de frequentar os postos de saúde da região, pois nada resolvem, e ainda inventaram essa tal de clínica da família que serve apenas para maquiar um problema que a meu ver só terá solução quando tivermos um governo que se importe realmente, que tenha responsabilidade e compromisso sério com a população e muita força de vontade.
A saúde do Rio agoniza, morre lentamente com o veneno da irresponsabilidade do descaso público, o povo clama por um Rio mais digno não apenas para a elite, mas para toda a população que paga imposto para receber de volta em forma de bom atendimento em hospitais, clínicas e postos de saúde, mas é tratado sem a menor dignidade.
A hora de mudar é agora, é nas urnas que devemos mostrar toda a nossa indignação, é lá que devemos dar a resposta a esse governo que aí está que nada faz e ainda fica mostrando na TV a fantasia do mundo surreal que ele pensa que o Rio é.
Eduardo Paes é o prefeito que governa pra elite, que não vê a zona oeste como parte do Rio, que enxerga o pobre como um voto.
Não vote nulo, pois de nada adianta, anular seu voto não vai mudar nada, vote consciente, com aquilo que você vê e vive, vote de acordo com o que a sua comunidade está precisando.
Não acredite em tudo o que a mídia mostra, e nem em pesquisas de opinião, o seu voto não é comprável a sua consciência não deve ser leiloada, pense nisso por um Rio melhor e mais digno.
Somos a mudança que o Rio precisa.

Deixo-vos esse vídeo, assistam e vejam que o Rio perfeito que o Eduardo Paes mostra não existe, é MENTIRA!


Os hospitais acima citados são o Rocha Faria, que pertence ao estado e D.Pedro II, que pertence à prefeitura, ambos situam-se na abandonada zona oeste do Rio.
(Claudia Santos).