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segunda-feira, 9 de março de 2015

UM APRESENTADOR A SERVIÇO DA AUDIÊNCIA, E NÃO DA VERDADE






O que há de errado com Augusto Liberato, vulgo “Gugu”?
Há anos ele dá claros sinais que não tem talento em suas veias. E sim polêmica. Apenas polêmica.

O sensacionalismo barato que prega o pseudo-apresentador é alarmante.

Há vários escândalos que rondam o ex pupilo de Silvio Santos. E mesmo assim ele parece não compreender que sua imagem está arranhada há tempos.



Em 1997, Gugu associou-se a empresários de Cuiabá (Mato Grosso) para formar uma rede de televisão, sediada naquela cidade. De acordo com levantamento da repórter Elvira Lobato da Folha de São Paulo, o animador ficou com 49% das ações da Pantanal Som e Imagem. O caso veio a público durante a campanha presidencial de 2002, quando Gugu apresentava o programa de TV do então candidato do PSDB, José Serra.

A concessão do canal chegou a ser anulada pelo então ministro das Comunicações, Juarez Quadros. Mas, em fevereiro de 2007, após uma longa disputa judicial, Gugu conseguiu ter de volta a concessão da TV Pantanal. Pelos planos do apresentador, a emissora se tornaria um canal de notícias, segundo os moldes da emissora americana Cable News Network (CNN).

Um mês após reaver a concessão da Pantanal Som e Imagem, Gugu fechou um acordo de cessão dos estúdios da produtora GGP para a produção paulista da programação da Rede JB (antiga CNT). O site O Fuxico, filiado ao portal Terra Networks e do qual o animador é parceiro, continua a funcionar na sede da produtora, no bairro de Alphaville (Barueri).

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A Banheira do Gugu era uma competição entre duas equipes, uma masculina e outra feminina, composta basicamente de celebridades da época. A prova era realizada em uma banheira cheia d´água e espuma, onde o apresentador Gugu Liberato jogava 10 sabonetes, cada integrante entrava na banheira vestindo trajes de banho com o objetivo de tentar pegar o maior número de sabonetes possível no tempo de 1 minuto, ao mesmo tempo que era impedido por uma modelo trajando biquíni. Este papel foi executado pelas modelos Luiza Ambiel, Nana Gouvêa, Solange Gomes e Helen Ganzarolli durante vários anos. A ex-dançarina do É o Tchan, Carla Perez, também participou diversas vezes do quadro, que rendeu grandes índices de audiência a Gugu.

O quadro foi extinto do programa, pois o Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça, considerou que o quadro não era adequado para o horário por apresentar cenas de nudez parcial. Foi ao ar pela última vez no dia 15 de Outubro de 2000.


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Em meados dos anos 1990 a história do chupa-cabra se estendeu por semanas, e a controvérsia sobre sua veracidade segue não esclarecida.


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Houve também o episódio do leilão de uma suposta cueca usada pelo ator Thiago Lacerda durante o espetáculo A Paixão de Cristo de João Pessoa, realizado na Paraíba. O caso resultou num processo em que Gugu foi a parte sucumbente e teve que pagar indenização ao ator.

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Em fevereiro de 2000, o pagodeiro Alexandre Pires, vindo da balada às 7 da manhã, atropelou um homem em uma moto, não parou para prestar socorro e a vítima acabou não resistindo, vindo a falecer pouco tempo depois.
Gugu, um ferrenho defensor de celebridades (afinal, eram elas que faziam seu programa, e não os anônimos), levou o ‘cantor’ ao palco do programa, então campeão de audiência, Domingo Legal, e fez dele um mártir aos olhos do público. Em momento algum, o apresentador se colocou no lugar da família da vítima. Apenas o cantor famoso que foi mostrado como a parte atingida, e o homem que morreu, como uma “persona non grata”. Patético.




Algum tempo depois, foi a vez de outro pagodeiro, dessa vez o ‘vocalista’ do grupo Os Travessos, acusado de bater na mulher. A vítima, cansada dos maus-tratos resolveu gravar as ameaças e expôs o “artista”. Ficou muito ruim pra ele. Mas eis que surge o paladino das celebridades e o convida para o palco do programa dominical e o eleva a condição de parte enganada da história. Gugu conseguiu torcer a versão oficial. Sequer citou o problema do cantor com drogas. Não era de seu interesse, é óbvio. 




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No dia 7 de setembro de 2003, a infâmia final. Desesperado pela acirrada disputa com Faustão, aonde vinha levando a pior na maioria dos domingos, Augusto Liberato encena uma das maiores farsas da história.



Naquele dia presenciamos dois homens encapuzados concedendo entrevista “exclusiva”, se declarando como integrantes do primeiro Comando da Capital.
A dupla fez ameaças de morte a personalidades como o padre Marcelo Rossi, o vice-prefeito de São Paulo, Hélio Bicudo, e aos apresentadores José Luiz Datena (Bandeirantes), Marcelo Rezende (Rede TV!) e Oscar Roberto de Godoy (Record).
Gugu afirmou que não conhecia o conteúdo da reportagem e que confiou no repórter Wagner Maffezoli, responsável pela entrevista.

Por determinação da Justiça Federal, o "Domingo Legal" não foi exibido no dia 21. A liminar foi obtida pelo Ministério Público Federal, que acusou o programa e o SBT de abuso da liberdade de imprensa e de ferir a ética ao dar voz ao crime, devido à exibição da entrevista.

Segundo a Folha de SP, em reportagem à época: “Cinco pessoas que participaram de entrevista exibida pelo "Domingo Legal" foram indiciadas por apologia ao crime pela Polícia Civil de São Paulo: o produtor Hamilton Tadeu dos Santos, o Barney, Wagner Faustino da Silva, o Alfa, Antônio Rodrigues da Silva, o Beta, o repórter Wagner Maffezoli e o produtor Rogério Casagrande.

Barney, Alfa e Beta se apresentaram à polícia para depor. Em entrevista a jornalistas, a caminho do Deic, Barney disse que não participou das gravações, mas admitiu ter cedido uma arma para a produção.

Para a Polícia Civil, Barney disse que a arma foi desmontada e que as partes pequenas foram jogadas em trechos dos rios Tamanduateí e Tietê. Afirmou ainda que usou uma marreta para destruir pedaços maiores da arma, segundo o delegado Alberto Pereira Matheus Júnior, do Deic.

Rodrigues e Faustino, que segundo a polícia simularam ser integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital), afirmaram que havia um roteiro --escrito em cartolinas-- com o texto que deveriam falar, segundo o Deic. Eles teriam recebido R$ 150 para participar da entrevista.

Também em depoimento, o produtor Rogério Casagrande disse que o "Domingo Legal" pagou R$ 3.000 para que Barney intermediasse uma entrevista com integrantes do PCC. O diretor do programa, Maurício Nunes, também foi ouvido pela polícia.

Gugu

O apresentador foi o último a ser ouvido pela polícia. Ele prestou depoimento no Deic e afirmou que desconhecia a farsa.

O advogado Adriano Salles Vanni, que defende o Gugu Liberato, conseguiu evitar que o apresentador fosse indiciado em inquérito policial. Ele foi beneficiado por um habeas corpus preventivo concedido pelo Dipo (Departamento de Inquéritos Policiais).

Convidado a prestar esclarecimentos à Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de São Paulo e à Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados, Gugu não compareceu às audiências.

Investigação

O Ministério das Comunicações abriu um processo de apuração de infração contra o SBT por causa da exibição da entrevista.

Segundo a assessoria do ministério, o SBT pode ter infringido a regulamentação do setor, que proíbe incitar práticas criminosas. As punições previstas vão da advertência à cassação da concessão, passando por multa ou suspensão da concessão.”




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Fevereiro de 2015. Na sua volta à Rede Record, de onde saiu pela baixa audiência, ele começa sua nova trajetória com uma entrevista com a assassina confessa Suzane von Richthofen. O programa dividido em duas partes, bate a Globo e o SBT, com folga. Gugu, como é de seu feitio cordato, acaba cruzando na área para que a parricida possa fazer seu teatrinho particular. O bate papo beira as raias do absurdo, onde em certos momentos, o entrevistador parece quase vitimizar Suzane.







Liberato conseguiu o que queria (audiência) e Suzane também (mudar sua imagem); recentemente ela se converteu em evangélica e quer enaltecer sua pretensa conversão.

Mas o que Gugu não consegue é mudar sua própria imagem, arranhada por tantos desvios em sua tumultuada carreira profissional. Até porque se fôssemos falar da vida íntima e pessoal, aí as coisas ficariam mais complicadas ainda.




De pupilo de Silvio Santos e sucessor natural do “Homem do Baú”, à um arremedo de apresentador, implorando pro míseros números do Ibope, Augusto Liberato percorreu uma longa estrada. E essa estrada parece mostrar uma única direção: para baixo.








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