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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

A DECADÊNCIA DO FUTEBOL BRASILEIRO




Não é de hoje, esse cenário patético.



A derrota de um time teoricamente grande (Palmeiras) para um teoricamente pequeno (Goiás) pelo acachapante placar de 6x0 não é o maior vexame do futebol decadente do Brasil.



A derrota para o Mazembe fez o Internacional cair em si. O Atlético perder para o Raja Casablanca pela semifinal do Mundial Interclubes foi outro sinal.



As humilhantes derrotas do Santos frente ao Barcelona (no Mundial e no amistoso) mostraram que já era hora de mudança.



Mas a coroa do baile foi a massacrante derrota da outrora imbatível Seleção Brasileira frente a Alemanha.


Para quem perde tempo torcendo, ou achando que aquilo é a tal “pátria de chuteiras” deve ter sido difícil de engolir.



Mas nem assim as coisas parecem mudar.



O establishment do futebol (CBF atolada em corrupção, emissora mandando e desmando no futebol, dirigentes pouco afeitos ao esporte) parece imutável.



A qualidade do esporte favorito dos brasileiros decaiu vertiginosamente.



Até a Argentina que vive um momento complicado internamente (principalmente no cenário econômico) parece ter dado a volta por cima, ao chegar à final da Copa do Mundo 2014, fazendo frente aos alemães e imerecidamente perdendo o título.



Mas e por aqui? Nada se faz de concreto. Nada muda. A Globo continua dilapidando o produto mais rentável que existe, os jogadores timidamente falam algo contra o sistema (o grupo Bom Senso FC tem ido bem na teoria, mas, na prática, nada conseguiu), além da péssima qualidade dos jogadores em atividade. Talvez isso explique a obsessão de cartolas em trazer atletas que atuem na Europa (Robinho, Kaká) para ser a “salvação da lavoura”. Não são.


Assim como Neymar não é. Sequer ainda é um craque. Mesmo impingido pela mídia ufanista e alienante, o vendendo como o melhor jogador do mundo, ele parece aquém das expectativas.



A violência permeia os estádios brasileiros. Seja nos antigos, sejam nas caríssimas arenas.
Mortes, arrastões, brigas, impunidade. Tudo isso na mesma frase deveria ser incompatível. Por aqui parecem sinônimos. As organizadas fazem o que querem e nada acontece. Medidas paliativas são as únicas coisas que se ouve.


Todos os sinais apontam para uma mudança radical e emergencial no esporte bretão. É imperativo um choque de gestão dentro da CBF, concorrência contra a Globo (monopólio sempre é ruim) e adequar o calendário nacional ao europeu. Além de uma fiscalização rigorosa nos clubes, notórios devedores da Receita e INSS.

Enquanto isso não vem, o bom e velho torcedor se lembra saudoso de uma época em que podia assistir ao jogo de seu time do coração, ao lado de um adversário, com arquibancadas cheias e um ingresso acessível. E sabendo que, salvo uma obra do destino, chegaria são e salvo em casa, sem ser vítima de gangues de marginais.




Tempos bons...Que não voltam mais.





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