segunda-feira, 22 de outubro de 2012

PINK FLOYD – THE WALL










  Acho que foi o primeiro disco de rock eu ouvi. Só pude perceber a amplitude do álbum muito mais tarde, quando consegui entender as letras e o significado das composições.


  Lançado em 1979, THE WALL foi o mais emblemático trabalho do grupo britânico PINK FLOYD. Não é o melhor deles. Todos os outros anteriores ganham ou por muito (Dark Side of the Moon) ou por pouco (Relics). Mas o que diferencia este disco dos demais é o significado dele e sua razão de ser.




  Da primeira à última faixa é uma corajosa exposição dos dramas pessoais do baixista Roger Waters. Dos traumas da infância, a perda do pai na guerra, a mãe super protetora, os professores tirânicos, a inclinação por poesias, a adolescência conturbada, a vida de roqueiro, o casamento, a separação, o fundo do poço, os pensamentos fragmentados e alucinógenos, e culminando com a tentativa de suicídio. Está tudo lá. Com todas as cores. Precisa de muita coragem para ALGO TÃO INTIMISTA. E realizado com maestria por Waters. E aí que começaram os problemas.


  O baixista relegou os outros integrantes, praticamente a meros ajudantes. Com exceção de duas músicas em que o guitarrista David Gilmour dá o ar da graça, o restante do álbum é,praticamente , um projeto solo.





   As rusgas entre os componentes da banda que eventualmente já existia (um sempre quer brilhar mais do que outro) foi escancarado de vez com esse trabalho solo de Roger Waters.

   O disco a seguir, THE FINAL CUT, já havia começado com um integrante a menos. Lançado apenas em 1983, novamente muito mais a cara do baixista do que do resto do grupo, foi a “pá de cal” na trajetória da melhor banda de rock progressivo da história e uma das melhores de todos os tempos do rock.


   O que se viu a seguir foi uma desagradável briga judicial pelos direitos de explorar o nome da banda. De um lado Waters; do outro, o restante da banda: Gilmour, Mason e Wright.

  Quando percebeu que estava perdendo a luta nos tribunais, Roger chegou a usar a imprensa, pressionando ainda mais um processo que caminhava para um desfecho negativo. Era muito comum ouvi-lo dizer: “Se alguém aqui é Pink, esse Floyd sou eu”.


   Antes do lançamento de The Final Cut, o diretor Alan Parker realizou uma de suas melhores obras ao adaptar para o cinema o disco The Wall. Com um roqueiro sem grande repercussão dos anos 70, Bob Geldof,líder de um grupo de pouca expressão chamado BOOTOWN RATS, mais conhecido por ter idealizado o grande concerto LIVE AID em 1985, o musical ganhou status de ‘Cult’ pela forma diferenciada com qual Parker abordou a vida do baixista do Pink Floyd.







   

A desavença entre os integrantes permaneceu por muitos anos, até que em 2008, no concerto G8, finalmente a velha banda estava reunida, novamente. Apesar de não terem mais o mesmo vigor, nem Waters conseguir cantar como antes (como ficou claro na música ‘Wish You Were Here’), ainda sim, era a volta da formação clássica, de uma banda inigualável e que tem uma trajetória criativa e um trabalho extremamente produtivo.

  Hoje com um integrante a menos (Richard Wright, morreu em Setembro de 2008), e com o grupo sem muita razão de ser sem dois de seus integrantes, tudo o que resta é lembrar. E eu lembro muito bem daquele dia em que escutei pela primeira vez “Another Brick in the Wall”... Momentos como esse, a gente não esquece jamais.



domingo, 21 de outubro de 2012

PROTESTAR NÃO É NOSSA PRAIA



  O protesto de brasileiro é ficar em casa,no Facebook o dia inteiro xingando políticos. Como de hábito,o povo daqui não tem muito senso crítico. Em outros países as coisas são diferentes :


                                                                 EM PORTUGAL -





























































NA ESPANHA -










NA ARGENTINA - 






NA GRÉCIA - 






ENQUANTO ISSO,NO BRASIL...





Frequentadores de bares na região da avenida Paulista assistem a conclusão de Avenida Brasil




   Talvez por isso que os políticos desrespeitam a nação e cometem seus desmandos,pois sabem que o brasileiro,de um modo geral,é covarde,sem iniciativa e desmotivado. Desde que não se mexa com a cerveja,o futebol,o carnaval e a novela,então o cara não quer nem saber. Triste retrato de um país...






sábado, 20 de outubro de 2012

PARA REFLETIR...







   “Quando se navega sem destino, nenhum vento é favorável.” 

         
                               (Sêneca)







Pode Um Homem ser Mais Ganancioso ?




do site ESPN


Desde que o Rio de Janeiro foi anunciado como cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016, o Comitê Olímpico Brasileiro vem tentando transformar o uso da palavra ‘olimpíada’ uma exclusividade sua. A quatro anos do evento esportivo, a entidade presidida por Carlos Arthur Nuzman abriu guerra contra as já tradicionais competições científicas, que envolvem estudantes de todo o Brasil.

Entre os ‘alvos’ do Comitê figura a quarta edição da Olimpíada Nacional de História do Brasil (ONHB), que realizará sua última etapa neste final de semana na cidade de Campinas, em São Paulo. Na reta final de preparação para o evento, a organização da competição foi surpreendida com um documento de 12 páginas, alertando sobre a exclusividade do termo ‘olimpíada’ por parte do COB.
A ONHB é organizada pelo Museu de História da Unicamp e contou, em 2012, com a participação de mais de 34 mil estudantes do ensino fundamental e médio de escolas públicas e particulares de todos os Estados brasileiros. Como parte da argumentação para que o evento mude de nome, o COB alega que esses jovens podem acreditar que a ONHB tenha ligação com os jogos esportivos.



“A utilização do sinal 'olimpíada' na identificação de seus eventos fará com que o público acredite tratar-se a 'Olimpíada Nacional de História do Brasil', organizada por Vossas Excelências, de evento oficial ou patrocinado pelo Comitê Olímpico Brasileiro ou Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016, o que não traduz a realidade", lê-se no documento enviado pelo COB.
Um dos membros da organização do evento acadêmico, o professor Marcelo Firer rebate a argumentação do Comitê. “Chegam a ser patéticos alguns pontos da carta. É até ofensivo aos participantes da Olimpíada de História, todos inteligentes o suficiente para diferenciar uma coisa de outra e entender quais são as competências de cada entidade”, disse, em entrevista ao ESPN.com.br.
A posição do COB tem como base a interpretação de pontos do “Ato Olímpico” - lei promulgada no dia primeiro de outubro de 2009 -, da Lei Pelé e da própria “Carta Olímpica” – que rege a organização dos Jogos. Nesses documentos, é possível ler que marcas como “Jogos Olímpicos”, “Jogos Paraolímpicos”, "tocha", "chama", entre outros signos, são de uso exclusivo do COI e de seus representantes nacionais.

 No entanto, Firer explica que a utilização da palavra ‘olimpíada’ no evento de história se dá como um substantivo e não uma marca ou adjetivo. “Um substantivo não pode ser passível de ser licenciado. Reconheço a existência da marca, mas existem instâncias em que isso não se aplica. Não tem nada a ver. As olimpíadas científicas são exemplos muito antigos, e o uso do substantivo é adequado”.



O escritório de advocacia Araripe & Associados, contratado pelo COB para enviar as notificações, explica que há uma preocupação com os patrocinadores para 2016.“O uso excessivo da marca dilui o poder de distinção. Se eu começar a colocar o nome de Biblioteca Nacional em todos os estados, daqui a pouco as pessoas não vão mais relacioná-lo à biblioteca no Rio. É a mesma coisa” 
“Os patrocinadores bancam esses grandes eventos em troca do direito de usar as palavras associadas a eles. Se for permitido que todo mundo use essas palavras, por que as empresas vão querer patrocinar? Estamos agindo de forma muito branda aqui no Brasil. Nos Jogos Olímpicos de Londres a lei foi muito mais restritiva”, disse advogado Luiz Araripe Jr, em entrevista à ‘Revista de História’.
Apesar das palavras do escritório, a Inglaterra participou em 2012, ano da Olimpíada de Londres, da United Kingdom Linguistics Olympiad (Olimpíada Linguística do Reino Unido), e, em 2004, a Grécia, país-sede dos Jogos daquele ano, recebeu a International Olympiad in Informatics (Olimpíada Internacional de Informática). Vale lembrar que os comitês olímpicos dos dois países estiveram submetidos à mesma ‘Carta Olímpica’ que o Brasil. 




sexta-feira, 19 de outubro de 2012

DOCUMENTÁRIO MOSTRA COMO IGREJA CATÓLICA FEZ TRÁFICO DE 300 000 CRIANÇAS NA ESPANHA






Calcula-se que até 300.000 bebês espanhóis foram roubados de seus pais e vendidos para adoção durante cinco décadas. Essas crianças foram traficadas por uma rede secreta de médicos, enfermeiros, padres e freiras em uma prática que começou na Espanha durante a ditadura do General Franco e continuou até o início dos anos 1990.

Centenas de famílias que tiveram bebês retirados de hospitais espanhóis a
gora estão lutando para uma investigação oficial do governo desse escândalo. Várias mães dizem que foram informadas que seus filhos morreram durante ou logo depois do parto.

Mas as mães, muitas vezes jovens e solteiras, foram informadas de que não poderiam ver o corpo do bebê ou assistir a seu enterro. Na verdade, sabe-se hoje que os bebês foram vendidas para casais sem filhos cujos crenças e segurança financeira provariam à Igreja Católica que eles seriam os pais mais apropriados.

Documentos oficiais foram forjados para que os nomes dos pais adotivos aparecessem nas certidões de nascimento dos bebês. Em muitos casos, acredita-se que eles não sabiam que a criança que receberam havia sido roubada. As freiras diziam que a mãe biológica os deu para adoção.

A jornalista Katya Adler, que investigou o escândalo e preparou o documentário que será exibido pela rede inglesa BBC, diz: “Essa situação é incrivelmente triste para milhares de pessoas.
Agora há homens e mulheres em toda a Espanha, cujas vidas foram viradas de cabeça para baixo, pois descobriram que os seus pais as compraram. Sem falar nas mães que estão descobrindo que seus filhos estão vivos e foram criados por outra pessoa durante todo esse tempo”.

Especialistas acreditam que esses casos podem ser até 15% do total de adoções que da Espanha entre 1960 e 1989.

O esquema teve inicio em durante o regime do general Franco, com motivações políticas, mas continuou após a morte do ditador em 1975.

A Igreja Católica ainda mantinha uma poderosa influência nos serviços sociais do país, como hospitais e orfanatos. Somente em 1987 o governo espanhol passou a regular as adoções e não mais os hospitais.

O escândalo veio à tona somente depois que dois homens, Antonio Barroso e Juan Luis Moreno, descobriram que haviam sido roubados ainda bebês.

O “pai” de Moreno confessou em seu leito de morte ter comprado o filho de um padre em Zaragoza, norte da Espanha. Ele disse ao filho que foi acompanhado na viagem pelos pais de Barroso e cada criança custou 200.000 pesetas – uma enorme quantia na época.

“Era o preço de um apartamento naqueles tempos”, afirmou Barroso. “Meus pais pagaram em parcelas ao longo de 10 anos, porque não tinha dinheiro suficiente. ‘



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Testes de DNA provaram que o casal que criou Barroso não eram seus pais biológicos e uma freira admitiu que ele foi vendido. Quando a dupla tornou seu caso público, mães de todo o país decidiram contar suas experiências de nunca ter acreditado que seus filhos tinham morrido durante o parto. Uma delas foi Manoli Pagador, que começou a procurar pelo seu filho.

O documentário da BBC, This World: Babies Stolen from Espanha, segue os passos dela até a descoberta que a criança de Pagador chama-se Randy Ryder, foi criado no Texas e agora está com 40 anos.
Em alguns casos, sepulturas dos bebês foram exumadas, revelando ossos que pertencem a adultos ou animais. Alguns dos túmulos estavam vazios.
 
CLIQUE AQUI para ver o documentário original.

O programa da BBC nem tinha ido ao ar e já estava gerando polêmicas, pois centenas de famílias que perderam bebês em hospitais espanhóis pedem que o governo abra uma investigação rigorosa sobre o escândalo. Procurada, a Igreja Católica da Espanha não quis se pronunciar sobre o caso.

Fonte: Gospel Prime com informações BBC



quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A CORRENTE DO BEM








  Pequenos gestos acabam gerando coisas positivas.Muito criativo




PARA MUITOS MARMANJOS QUE SE ACHAM "O TAL"...







  Muitos homens acham que entendem as mulheres...Alguns tem a presunção de pressupor saber mais delas do que elas mesmas. Principalmente no que tange a sexo. Paranoia desenfreada de muitos marmanjos inseguros,o orgasmo feminino desperta obsessão no ideário masculino há séculos. Muitos acham que elas sempre conseguem chegar ao ápice com eles. Como um relógio. Basta que eles "compareçam" para que a mágica aconteça. Não é bem assim. Envolve tantas coisas que a imensa maioria desiste de entender no meio do caminho (ou não tem capacidade de compreender) e adere ao lugar comum,buscando apenas o sexo egoístico :o próprio orgasmo. Nesse trecho do clássico 'HARRY & SALLY - FEITOS UM PARA O OUTRO', Meg Ryan encena a melhor cena de 'fingimento' da história do cinema.Tudo para dar uma lição no chauvinista personagem interpretado por Billy Cristal. O filme é um primor e por sua criatividade foi indicado ao Oscar de Roteiro Original.