mas pensem pelo lado positivo, afinal:
Debater sobre os assuntos relevantes (e os não tão relevantes) de maneira aberta e objetiva
quarta-feira, 8 de julho de 2015
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Seria o Apóstolo Paulo uma Farsa?
O Paulo
fabricado
De onde veio
o super-apóstolo Paulo?
Como parece
provável, Marcião (Marcião de
Sínope - ou Marcion , 85 — 160 (75 anos)) foi um dos mais proeminentes
heresiarcas durante o Cristianismo primitivo.) criou o que viria a ser o Novo
Testamento, e Paulo foi adicionado como um mensageiro para suas próprias
idéias, e ele, Marcião, quase certamente usou material biográfico de sua
própria vida , especialmente na luta pelo poder que ele travou com o coletivo,
em Roma. Marcião, como sendo "Paulo", isoladamente sabia a verdade,
um mistério manifestado a ele por revelação.
Como um
magnata de Sinope (um porto do Mar Negro, a cem quilômetros ao norte da
Galácia) Marcião possuia independência financeira e foi capaz de viajar
bastante. Em um certo ponto ele mesmo financiou a igreja em Roma, antes de ser
excomungado e retornado para o leste. Ele teria se familiarizado com as rotas
marítimas e os perigos inerentes que configuram tão proeminentemente a história
Paulina. Para dar a sua teologia "autoridade" ele teve de se projetar
para trás em uma "era apostólica" e escolheu o nome Paulo (que
significa "pequeno" ou "humilde") como reflexo de sua
própria posição.
Quando o
catolicismo comandou a criação de Marcião, os romancistas em Roma, sem dúvida,
teriam usado as obras de Josefo para todos os fins dos cristãos, obras estas
que forneceram a eles material adicional. E aqui eles encontraram Paulo
(Saulo), um aristocrata de Herodes com um caráter desagradável. Este material
se tornou o núcleo do preâmbulo da história de Paulo e sua "vida no
judaísmo". A vida de Josefo foi secretamente saqueada: episódios na
biografia do historiador judeu foram usados para construir a história de Paulo,
e em particular o NAUFRÁGIO a caminho de Roma.
Josefo não
era apenas um historiador. Antes da guerra, ele havia sido nomeado pelo sumo
sacerdote Ananias como governador da Galiléia e, [...] Um dos grupos de
bandidos que ele teve de lidar em torno de Tiberíades era liderada por um
bandido chefe chamado ... JESUS.
"Então,
Jesus , filho de Sapphias [magistrado chefe de Tiberíades], um daqueles que já
mencionamos como o líder de um tumulto sedicioso de marinheiros e pessoas
pobres , nos impediram, e levou consigo certos galileus, e colocaram fogo no
palácio inteiro ... Jesus e seus partidários mataram a todos os gregos que eram
moradores de Tiberíades, e como muitos outros como eram os seus inimigos antes
da guerra ter começado".
- Josephus,
Vida 12.
De onde
vieram as idéias que ajudaram a construir Paulo/Saulo?
Atos 26: 1-2
- Saulo é um homem poderoso e ganha acesso ao rei Herodes Agripa. Plagiado de
Josefo (War, 2, 17).
Atos 13:1 e
Romanos 16:11 - Saulo é um parente de Herodes Agripa. Plagiado de Josefo, (War,
2, 17).
Atos 9:1 -
Saulo usa de violência e saqueia os mais fracos do que ele. Plagiado de Josefo
(Antiguidades 20.9.4)
Atos 9:29-3
- Saulo, como outros judeus ricos, foge de Jerusalém por causa dos perigos.
Plagiado de Josefo (War 2, 20.1)
Atos 9.22,24
– Tentativa de conversão em Damasco é causa de assassinato: Os judeus
convenceram suas esposas sírias locais a praticar o judaísmo. Isso causou
ressentimento, as pessoas se voltam contra os judeus, aprisionando-os no
ginásio para matá-los. Plagiado de Josefo (War, 2, 20.2)
Atos 17:1415
- Saulo (e amigos) são enviados para a Grécia (Acaia). Saulo espera convencer
César Nero de sua inocência. Plagiado de Josefo (War, 2, 20.1)
Atos
24:24-26 - O Procurador espera de um suborno de pessoas presas em uma ofensa
trivial. Plagiado de Josefo (Antiguidades 20.9.5).
Adicional
estudo:
Hermann
Detering, O falsificado Paulo, Cristianismo No início do Crepúsculo (Journal of
Criticism Superior, 2003)
AN Wilson,
Paul, a mente do Apóstolo (Sinclair-Stevenson, 1997)
John
Ziesler, cristianismo paulino (Oxford, 1990)
Edward
Stourton, Nos passos de São Paulo (Hodder & Stoughton, 2004)
J.
Murphy-O'Connor, Paul, A Vida Critical (Clarendon, 1996)
J. Murphy-O'Connor, Paul, His Story (Oxford, 2005)
Daniel T.
Unterbrink, Judas, o Galileu (iUniverse, 2004)
Daniel T.
Unterbrink, Mentiras do Novo Testamento (iUniverse, 2006)
Jay Raskin,
A Evolução de Cristo e cristianismos (Xlibris, 2006)
Link original:
quarta-feira, 10 de junho de 2015
Coisas que a direita precisa saber
1. Esquerda não é sinônimo de socialismo ou PT.
2. A maioria dos países que a direita exalta são liberais inclinados a esquerda
3. Israel NÃO é uma democracia
4. Bolsonaro não é de direita
5. Não existe livre mercado
6. Socialismo não é comunismo
7. Nazismo é de extrema direita
8. Se Jesus existiu ele era negro
9. Os judeus não amam os cristãos
10. Quanto mais rico um país, maiores são suas políticas de igualdade
11. Marx escreveu livros além do manifesto comunista
12. Não existe neo ateu
13. Nos países desenvolvidos há benefícios sociais
14. Pobre de direita é uma anomalia
15. Deus não escreveu nenhum livro
16. Sexo não é só para reproduzir.
17. Os médicos defendem o aborto até a décima segunda semana de gestação
18. Homossexualismo não é doença
19. Uma feminista não representa todo o movimento
20. Vingança não é justiça
21. Os militares não chegaram ao poder por voto popular
22. As pessoas não precisam de religião para ser boas
23. Existem muitos pobres nos Estados Unidos
24. Guerra às drogas não funcionou em lugar algum do mundo
25. Cerveja e cigarro fazem mais mal a saúde que maconha
26. 80% das armas usadas em crimes foram compradas legalmente no Brasil
27. Tamanho do PIB não define qualidade de vida
28. Opinião diferente faz parte da democracia
29. Hitler era cristão
30. A Rússia salvou o mundo dos nazistas
31. Criacionismo não é ciência
32. O capitalismo matou milhões
33. O cristianismo matou milhões
34. Socialismo não é sinônimo de ditadura.
35. Meritocracia existe onde as condições para competir são similares
36. Greve é um direito constitucional
37. Os socialistas também podem comprar desde que tenham dinheiro
38. Não existe anonimato na internet
39. Falar a palavra Deus não torna ninguém cristão ou religioso
40. Se Marx é culpado pelos erros dos marxistas, Jesus é culpado pelos erros dos cristãos.
segunda-feira, 11 de maio de 2015
QUANDO A POLÍTICA E A IMPRENSA COMEÇARAM A SE CORROMPER...
Os desmandos
da mídia tupiniquim, aliados aos escândalos dos políticos não são propriamente
uma novidade. Antes de operações como a Lava-Jato, Zelotes e Suiçaleaks havia
coisas que denegriam, tanto os barões da imprensa, quanto os integrantes do
Executivo e Legislativo. O problema é que as coisas ficaram bem mais graves
recentemente.
Em 1989
tivemos a eleição mais acirrada da história. Até mais do que a de 2014. Naquele
momento, boa parte da mídia optou por camuflar o passado de Fernando Collor,
para facilitar sua ascensão ao Planalto. Manipulações, editoriais tendenciosos e
acobertamento de atitudes imorais foram algumas das ferramentas de certos “jornalistas”
para que o ‘Caçador de Marajás’ vencesse Lula.
Por causa
desse episódio, especificamente, as regras ficaram mais rígidas,
com o passar dos anos. Punições para aqueles que fizessem campanha abertamente
começaram a aparecer, como nos episódios em que Carlos Massa, o Ratinho, ao proferir
comentários contra Mário Covas, acabou custando um dia inteiro de punição para o SBT, em
plena campanha eleitoral de 1998; mesmo ano em que a Record foi punida, por
comentários tendenciosos de Gilberto Barros.
Mas essas
eventuais limitações não eram suficientes para inibir alguns dos órgãos de
imprensa acostumados ao jogo sujo. Revista Veja, jornais como a Folha de SP, O
GLOBO, Zero Hora e Estadão foram colocando suas manguinhas de fora, sempre em prol do PSDB,
assim como a Carta Capital erguia bandeira a favor do PT; um claro desserviço
ao jornalismo brasileiro.
Mas enquanto
as coisas se resumiam ao partidarismo das redações, o problema não era tão grave
- ao menos para os padrões brasileiros. O problema começou quando a própria
imprensa se viu envolta em escândalos de corrupção.
O maior e
mais grave foi o da Rede Globo, ao qual boa parte dos coleguinhas ajudou a
silenciar e acobertar. Segundo a Receita, houve “em essência, um disfarce para o verdadeiro negócio realizado, que foi a
aquisição do direito de transmissão dos jogos da Copa, em vez da compra das
quotas da empresa sediada nas Ilhas Virgens Britânicas”.
A mesma
Globo cujo mandatário do “jornalismo”, Ali Kamel, faz campanha permanente
contra o PT e pró Tucanos, há anos. A mesma que apoiou as manifestações do dia 15 de março contra a corrupção do governo Dilma. Triste, se não fosse cômico.
Mais recentemente,
tivemos a descoberta que Carlinhos Cachoeira, o bicheiro mais influente do
país, estava ditando as regras na redação da Veja.
E qual é a
revista semanal de “informação” que mais cobra moralidade do governo federal?
Hipocrisias
iguais a estas se tornaram frequentes, nas redações de boa parte dos veículos
de comunicação. E não apenas na chamada ‘grande mídia’. Alguns blogs afeitos a
proteger e blindar o PT, como os do Paulo Henrique Amorim e Luiz Nassif também
partidarizaram a coisa. Ao blindar um, em detrimento da verdade, você
compromete a essência do jornalismo: ser crítico, imparcial, investigativo;
registrar o fato, sem nunca provocá-lo. Poucos por estas bandas fazem isso.
Pensa que a
vergonha para por aqui? Ledo engano. Quando se pensava que a mídia nacional já
tinha chegado ao fundo do poço, conseguiram achar um subsolo.
Tão ocupada
e concentrada em esmiuçar os desvios do Partido dos Trabalhadores e aliados nas
ações indevidas frente à Petrobras, que os maganos da comunicação esqueceram-se
de encobrir os próprios rastros em suas próprias condutas imorais. E eis que
surge o Suiçaleaks, uma lista de várias pessoas (empresários, artistas,
políticos e JORNALISTAS) que mantinham contas secretas na Suíça, no banco HSBC.
Enquanto miravam petistas, empreiteiras e poupavam tucanos na operação Lava
Jato, os barões da mídia não viram o torpedo se aproximando.
A situação
se torna mais patética quando percebemos que o único “jornalista” com acesso à
lista, era Fernando Rodrigues, fantoche do grupo Folha, justamente o veículo
cujos donos estavam na famigerada lista de sonegadores do Suiçaleaks. Um
constrangimento atroz.
A princípio,
Rodrigues optou por divulgar apenas 8 nomes, os mais propensos a constranger o
governo. Não deu certo. De uma lista de quase oito mil brasileiros, era muito
pouco. Um concorrente de Fernando, do jornal O Globo, conseguiu acesso à mesma
lista e divulgou. E TCHAM!! Lá estavam os integrantes da família Frias (donos
da Folha de SP e do Portal UOL) e até da viúva de Roberto Marinho, Lilly
Marinho.
Houve um
corre-corre para focar na parte da lista que citava apresentadores (Ratinho e
Jô Soares), artistas (Maitê Proença, Claudia Raia) e outros peixes menores, mas
não menos importantes. Os barões da mídia, sarcasticamente chamados de P.I.G.
(Partido da Imprensa Golpista) tentavam, irmanamente se blindar.
Ainda assim,
a caça aos larápios da Petrobras continuava. Como deveria ser feita por jornalistas dignos, o que não era o caso.
Surge,
então, a Operação Zelotes. A Polícia Federal acredita que ao menos 12 empresas
negociaram ou pagaram propina para reduzir débitos com a Receita. Os 74
processos abertos na operação somam R$ 19 bilhões. Segundo a PF, "já
foram, efetivamente, identificados prejuízos de quase R$ 6 bilhões".
Mais um escândalo,
mais uma vez um veículo de “imprensa” envolvido. Qual seria a moral de um grupo
investigado pela Receita e pela Polícia Federal de criticar os desmandos de
políticos, desafetos que destoam da vertente dos proprietários? Tanto a RBS,
quanto o jornaleco Zero Hora usam editoriais para destilar todo o fel contra os
que não são de sua turma. Um erro costumeiro de parte de uma mídia.
Talvez fosse
a hora de cortar na própria carne, para mostrar que se há raposas em Brasília,
claramente há em vários veículos de imprensa Brasil afora.
Nunca vimos
tantos nomes de peso do jornalismo envolvidos em escândalos, em tantas ações
imorais. O que leva alguém a perverter os ideais de uma profissão tão nobre? Como
se chega ao ponto em que se encontra uma revista Veja, outrora formadora de
opinião, hoje apenas um reduto de reacionários da pior estirpe? Gente que
prefere ver o barco afundar só para mostrar que estavam com a razão. Mesmo
sabendo que afundariam juntos.
Em uma
sociedade evoluída, poderíamos esperar que acontecimentos desse tipo poderiam
ser isolados. Mas pelo histórico da imprensa nacional, pós-1989, as chances de
escândalos assim não se repetirem são ínfimas.
Quem
diria...Boa parte dos políticos está envolvida em atitudes ilícitas, assim
como boa parte da imprensa. Andando de mãos dadas, juntos assaltando os cofres
da Viúva.
Quem
diria...
quarta-feira, 22 de abril de 2015
WE, THE TRUTHERS
So, 9/11 was a outside job...There're so many questions about this subject, that really suprises me the media still tries to cover up.
But if I could rise one question about this, would be: WHY THE US GOVERNMENT NEVER SHOWED UP BIN LADEN'S BODY? If they did it with Saddam (who was a very important trophy), why not with Osama?
They didn't do it because he died in the desert, years ago, and Obama's administration couldn't let this leak. Would be a scandal. A guy, who lives in the mountains, hid for decades and died on natural cause? No way. This would be a terrible defeat to USA.
That's why we (the truthers) know that's completely bullshit. WE KNOW! But it's one of many reasons...
People should dig more about Mossad, about Cheney, about Bush, about the truth.
Now we have Hollywood stars who support our ideas and theory, fortunately. Only the press remains in almost absolutely silence. For now...
* Martin Sheen and Woody Harrelson set for 9/11 'truther' film September Morn
terça-feira, 14 de abril de 2015
Carsughi diz que Globo só quer piloto vencedor, e 'jeito Senna' o incomodava
Claudio Carsughi sempre foi um jornalista eclético. Cobria
Fórmula 1 e futebol com a mesma eficiência. Por isso causou estranheza sua
demissão sumária da Rádio Jovem Pan, de SP.
Mas problemas econômicos dos veículos de imprensa à parte, em uma de suas últimas entrevistas ele falou abertamente sobre um tema espinhoso: Piquet
vs Senna.
Esse missivista sempre foi plenamente favorável a Nelson
Piquet, pois viu ambos correrem. Mas a emissora oficial (aquela que todos
amam odiar) sempre manipulou as transmissões para que Ayrton Senna posasse de
bom moço aos olhos do público. Claro, afinal Piquet sempre escrachava com
Galvão Bueno quando este cometia seus impropérios nas transmissões –e eram muitos.
Carsughi consegue ser incisivo ao comentar sobre a postura artificial
de Senna com relação às pessoas. O mesmo Senna que, de acordo com Flávio Prado
da mesma rádio Jovem Pan e da TV Gazeta, pedia cabeça de jornalista que o
criticasse publicamente.
Eis o trecho da entrevista concedida ao blog do Menon, do
UOL:
Ayrton Senna
“Senna tinha habilidade inata, individual e favorecida por
ser canhoto, o que facilitava mudar a marcha e ter maior domínio do volante.
Piloto excepcional, sem discussão. Meu relacionamento foi cordial, mas vi
sempre a imagem do computador construído pela mãe. Em 1986, estava em Monaco
com Nilson Cesar, que estava começando a narrar F-1 na Pan. Na quinta-feira, o
Senna foi muito bem no treino. O paddock era lá embaixo e fui descendo com o
Nilson. O Senna foi subindo, provavelmente ele teria um meeting técnico entre
um treino e outro. Percebi que ele me viu, viu um cara comigo
e….tung…raciocinou rapidamente: 'Bem, se o Carsughi está aqui, a Pan vai
transmitir, se a Pan vai transmitir, eu vou parar.' Parou, conversou,
apresentei o Nilson, perdeu uns cinco minutos. Claramente, se não fosse o
representante de uma rádio importante e sim o repórter da Gazeta de
Pindamonhangaba, ele não iria parar. Uma vez, no Roda Viva, fui entrevistá-lo.
Levei meu filho Eduardo, que era estudante. Estávamos conversando e Senna perguntou
quem era. Apresentei e ele lhe deu um botton. Deu porque era meu filho, caso
contrario, não daria, nem perguntaria. Não chamo isso de mercantilismo, mas
esse 'se me serve, perco tempo, se não serve, não perco tempo', me
incomodava.''
Nelson Piquet
“Tinha algumas intuições e escondia de todos, o máximo
possível, para ninguém copiar. Aquela ultrapassagem sobre o Senna na Hungria é
uma das mais lindas da Fórmula 1. Como passar o Senna por fora? Como segurou o
carro, o normal era o carro sair de lado. Piquet era muito seletivo. Não
agradava ninguém. Dividia entre quem sabe e quem não sabe. Se você entendia e
não era sacana, ele ficava horas conversando. Para os outros, não dava atenção.
Acho melhor assim, mais transparente.''
Furo da morte de Senna
“Foi um pouco de sorte. Sempre trabalhei para jornais italianos. Depois da corrida de Ìmola, quando Senna bateu, fiz meu trabalho na rádio, voltei para casa e telefonei para uma redação na Itália para saber novidades. Na hora, estavam ligando para o hospital. O colega, para me ajudar, deixou o som aberto e foi entrevistar a médica. E houve uma frase assim dela. 'não posso falar nada, mas o eletroencefalograma dele é plano.' Morreu. Ponto final. Liguei para a rádio e mandei dizer que Senna havia morrido. Eu assumia a responsabilidade. Estavam fazendo um drama, falando em Nossa Senhora, falando que Deus é brasileiro, não dá para discutir, morreu, morreu. Não me emocionei, mas fiquei com pena, com dó, afinal é uma morte.''
segunda-feira, 6 de abril de 2015
OS PARASITAS DO FUTEBOL
Alguém já se perguntou o porquê dos clubes europeus estarem
em melhor situação do que os daqui?
Como alguns torneios de países pouco expressivos em âmbito internacional,
como o campeonato russo, turco até o dos EUA terem uma média de público
altíssima e cotas polpudas das emissoras de TV? Porque por lá, assim como em
outras praças igualmente lucrativas, quem dita as regras são os próprios
clubes, sem intermediários.
Desde o fiasco do futebol europeu no fim dos ano 80
(bilheterias pouco expressivas, violência nos campos e poucos investimentos)
que os times começaram a se mexer, tentando uma noiva alternativa para seus
graves problemas. No começo dos anos 90, as Ligas começaram a surgir. Aquilo
era o início da salvação financeira para todos eles.
O processo é simples. Consiste em tirar intermediários da
negociação (as federações), se unirem os clubes em ligas, procurarem formular
eles mesmos as regras do torneio e vender às emissoras de televisão. Pouco a
pouco o retorno começou a surgir.
São os times que investem e tem o retorno. As TVs começaram
a perceber o potencial e passaram a aplicar mais e mais dinheiro nos torneios.
Assim, puderam revender os campeonatos para outros países. Competições como o
Italiano e o Inglês se mostraram tremendamente rentáveis. Foi uma questão de tempo para que outros
países seguissem o exemplo lucrativo. Campeonatos de sucesso como o alemão,
francês, português, holandês, espanhol, entre outros.
Ano após ano os investimentos aumentavam e as contratações
de peso idem. Isso atrai mais público, vende mais produtos licenciados do
clube, possibilita mais investimentos nas bases e partidas em campos que hoje
chamamos de Arenas, com um padrão invejável e a venda dos carnês, algo como o
que o sistema do ‘sócio-torcedor’ nos dias de hoje. Clubes começaram a investir
em suas sedes como pontos turísticos. Barcelona, Chelsea, Real Madri, Bayer de
Munique são apenas alguns que aproveitam da paixão do torcedor para tornar algo
lucrativo a atrativo para os apaixonados pelo futebol.
Isso dá certo lá. Aqui parece que não precisam de nada
disso. Afinal, é o país que usa o selo
de ‘pentacampeão’ do mundo como qualquer desculpa para evitar copiar modelos vitoriosos
de outras praças. O país que tem um torneio menos rentável para os clubes,
estádios (excetuando-se as Arenas, que são poucas) que parecem pastos, regras
esdrúxulas e baixos índices de audiência na TV.
Isso tudo ficou mais evidente na recente polêmica envolvendo
a Federação de Futebol do Rio e seus afiliados, os clubes.
Desde as regras idiotas (assinadas pelos dirigentes), das
arbitragens suspeitas até a caça às bruxas, vitimando Vanderlei Luxemburgo do
Flamengo e o atacante Fred do Fluminense, tudo é um compêndio de erros. Nada
parece funcionar. O torcedor parece perceber a safadeza e vem se afastando,
gradativamente dos estádios e da frente da TV. Mas há conivência dos cartolas
com o sistema viciado. Isso sem sombra de dúvida.
Não adianta agora os presidentes do Fla-Flu vociferarem
contra os maganos da Ferj. O que devem fazer, aliás, TODOS OS CARTOLAS DE
FUTEBOL DO BRASIL DEVERIAM, é criar culhões. Parar de beijar a mão de
presidentes de federações e da CBF (como diz Juca Kfouri, a CASA BANDIDA DE
FUTEBOL) e partirem para uma liga, sem intermediários. Enfrentando a emissora
que tanto prejudica o esporte bretão e cobrar uma cota maior, ajudando os
clubes que vivem uma penúria sem precedentes.
Hoje o sistema podre passa por cartolas estaduais, que são
subservientes à CBF, que joga junto com a Globo; e todos querem que as coisas continuem exatamente
como estão. Nenhuma destas partes tem interesse que as coisas se
profissionalizem, caso contrário, seus interesses poderão ser comprometidos de
maneira séria. Não espanta que no Sportv, braço da Globo na TV por assinatura,
todos se mostraram contrários a Luxemburgo e criticaram duramente o protesto
que os atletas fizeram antes da partida Fluminense e Flamengo (5/4) em apoio ao
treinador rubro-negro.
O que vemos é uma relação perniciosa entre times e
federações, no melhor estilo prostituta e gigolô; gigolô esse que costuma ficar
com quase 60% das rendas dos jogos. Não há sistema que resista. Os cartolas
brasileiros, via de regra, são bundões. Não tem peito de enfrentar as próprias
federações estaduais, nem a CBF. Aceitam a condição de capachos e se mostram
satisfeitos. Enquanto isso, o futebol definha a céu aberto.
Unir-se em Ligas, excluírem as federações da equação, deixar
a CBF apenas como gestora da Seleção Brasileira. Essas são as receitas de
sucesso. Como em qualquer país que se considere sério.
A propósito: a primeira liga que se tem notícia foi criada
em 1987...NO BRASIL. A chamada Copa União foi o libelo contra os desmandos da
Confederação Brasileira de Futebol. E foi um sucesso. Pena que alguns traidores
do movimento acabaram roendo a corda.
Mas se já foi feito uma vez, pode ser repetido. Caso contrário,
as coisas continuarão no lodo, como é o caso agora. E derrotas acachapantes
como a sofrida pela seleção frente à Alemanha se tornarão rotineiras. E
tentativas de cercear a liberdade de expressão de treinadores e jogadores nos
Tribunais Desportivos, que são uma piada e inúteis, mostram apenas o quão
desesperados estão os parasitas do futebol em perder sua boquinha. Afinal, em
que outro país do mundo se ganha tanto por explorar os clubes, enquanto os
próprios times de futebol ficam mais e mais endividados? Por isso as raposas
não querem acabar com a mamata.
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