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segunda-feira, 14 de julho de 2014

À SELEÇÃO BRASILEIRA, OBRIGADO PELAS GARGALHADAS






Agradeço a Luiz Felipe Scolari pela bagunça que ele instituiu na Copa, chamada de “seleção brasileira”.




Agradeço ao sistema tático inexistente e das tentativas frustradas de David Luiz em fazer as vezes de Gérson e tentar ligar a defesa ao ataque (em suma, procurando Neymar) e quase nunca conseguindo.



Grato à comissão técnica pelas desculpas esfarrapadas que fazem com que comediantes corem de inveja, tamanho absurdo.



Valeu pelas entrevistas coletivas e suas respostas deselegantes, mesmo para aqueles que costumam beijar sua mão Felipão.



Adorei as bagunças na defesa (!), meio de campo(!!) e ataque(!!!). Os irmãos Marxs, ícones do humor de Hollywood nos anos 20 e 30 se orgulhariam de ver que suas técnicas foram copiadas pelos jogadores brasileiros.



Muito agradecido ao Neymar, pelo “migué” que o tirou da partida contra a Alemanha –pra quem sofreu uma fratura em uma vértebra, ele estava lépido ao descer do ônibus, carregar mochila nas costas e se sentar no banco de reservas.



Satisfações à CBF pelo sumiço nas derrotas.



Saudações aos jornalistas esportivos que puxaram o saco do Felipão.



Nota 10 para os jogadores pelo empenho em campo – ironia, viu gente?



Parabéns à comissão técnica que nunca admitiu o fracasso.



A todos os bobões que torceram, choraram, se desesperaram, levaram o evento esportivo a sério, muitas considerações.





Todos estes acontecimentos me proporcionaram muitas risadas. Eu e tantos outros que sabiam do engodo que seria a Copa, o uso político que dela seria feito, da manipulação por parte da imprensa corrompida, pela massificação em torno de um ideal falso –a pátria de chuteiras – e da maneira ridícula que cobririam o dia a dia da seleção brasileira.



Ri muito. Continuo rindo até agora, ao ver um time que, outrora ostentou a pose de “maior do mundo”, e que vê hoje sua reputação ser menosprezada por todos os times do planeta.



Acho divertido ver o quanto as pessoas se preocupam com esse declínio de um mero time de futebol; talvez por saberem o quanto isso simboliza para um povo (ou parte dele) e por entender que muitos acham que jogar bola é a única primazia dos brasileiros. Sem isso, não há mais nada que os credenciem como bons em algo.







Isso, em si, já é patético. O jeito é rir, enquanto muitos alienados choram – sem saber exatamente o porque.



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