quinta-feira, 22 de maio de 2014

O Destino de todo artista decadente é se tornar Evangélico




O começo de carreira geralmente é igual. Rostinhos bonitos, romances com famosos, intimidade exposta em demasia, ensaio sensual para revistas e depois de inúmeras tentativas de sucesso –muitos não se conformam com apenas 15 minutos de fama – a reviravolta da vida é inevitável.


                     (Perlla, ex cantora funk)  

Passado um tempo, a mídia já não os quer. Suas polêmicas já não vendem e nem sua aparência parece ser palatável ao sistema. Vivem do que plantaram e tentam colher, mesmo quando não tem de onde tirar novidades. Nesse caso, simplesmente provocam algo para chamar a atenção.


                     (Bruna Tavares, ex BBB)

As vezes dá certo, mas o ridículo a que são expostos chega a raias do absurdo. Bom, alguns não se importam.


                     (Carla Perez, ex cantora e apresentadora)

Sem mais opções na TV (programas, novelas, entrevistas ou mesmo como participação em festinhas) o jeito é improvisar. E o destino não é dos mais nobres. 


                     (Joana Prado, ex Feiticeira)

Muitos chegaram ao mundo erótico, posando para revistas de nu explícito, outros protagonizando filmes pornôs, que os levou à fortuna, mas ao mesmo tempo à humilhação pública. Os que chegam a esse limite são execrados do show business.


                     (Monique Evans, ex modelo e apresentadora)

A partir daí é um caminho sem volta. O risco que correram cobra um preço, e  o meio para se salvarem  chama-se RELIGIÃO.


             (Netinho, ex cantor de pagode e agressor da ex mulher)

Estas celebridades, muitos artistas genuínos, outros apenas arremedos, tem um discurso em comum: haviam chegado ao fundo do poço em suas vidas e a fé os “salvou”. 


                     (Regininha Poltergeist, ex modelo e atriz pornô)

Mas os excessos e as derrapadas em suas carreiras eram em virtude de suas próprias escolhas equivocadas. Os vícios, o sexo promíscuo, a vida desregrada eram consequência de um caminho tomado voluntariamente por eles.


                     (Mara Maravilha, ex apresentadora infantil e cantora)

Em um minuto tinham o mundo a seus pés; em outro, vivenciavam um inferno astral.


                     (Baby do Brasil, ex cantora)

São todos EX. Ex cantores (as), atores, atrizes, “modelo/atriz”, apresentador (a), BBB, pseudocelebridades... A lista é extensa.


                     (Valeria Valenssa, ex Globeleza)

Existem também celebridades que descambaram para o crime. O assassino de Daniela Pérez e Suzane von Richthofen, que matou os pais e virou pastora, por exemplo.


                     (Guilherme de Pádua, ex ator)



       (Suzane von Ritchthofen, ex rica mimada e assassina dos pais)


Muito longe de ser uma catarse em suas vidas, a “conversão” serve quase como um selo de qualidade aos olhos do público. Em um país majoritariamente cristão, um pecador arrependido se tornar evangélico é sinal de deus em suas vidas. Só que não.


                     (Rodolfo, ex vocalista da banda de rock Raimundos)

Querem mudar drasticamente a visão que o público nutre deles. Nem o melhor marqueteiro conseguiria tal proeza; o jeito é ser “de deus”. Quase sempre cola. É só contar quantos voltaram à mídia e conseguiram inclusive, vender livros e CDs com suas miraculosas metamorfoses.


                     (Viviane "Ronaldinha", ex  modelo e atriz pornô)

Longe de ser algo pejorativo, essa transformação que os levou a uma autocrítica, muitas vezes os salvou também de algo pior. Se fosse algo crível.

Muitas vezes, além do arrependimento de suas vidas embaraçosas, ainda há o fato de se posicionarem de maneira conservadora e até irracional sobre assuntos sérios. 


                     (Myrian Rios, ex atriz)

No que tange a sexo, a mudança é de 180º. O que antes servia e era "prato do dia", virou pecaminoso e digno de reprovação. Claro, já não tem tanta serventia como antes...

Passam a fazer suas pregações via imprensa condenando e julgando seus semelhantes de maneira vergonhosa.


                     (Cida Marques, ex atriz e modelo)

Para muitas “estrelas” de outrora, serve também como uma mea-culpa; algumas Marias Chuteiras e modelo/atriz se encaixam nesse perfil. Para outros, apenas o status é que vale.


                     (Rafael Ilha, ex cantor)

Enquanto houver os que os acolham, mais como uma jogada de marketing para suas respectivas igrejas, e houver quem acredite nessa mudança brusca de comportamento, tudo bem. 


                     (Sula MIranda, ex cantora sertaneja)

Mas entre o que estes famosos querem e a VERDADE há uma diferença abissal.



                               (Sarah Sheeva, ex cantora) 










quinta-feira, 15 de maio de 2014

O ETERNO MEDO DO PT FRENTE A GLOBO




No início dos anos 80, era comum ver integrantes do então recém-fundado Partido dos Trabalhadores criticando publicamente a Rede Globo.

Mas em 1989, durante as eleições presidenciais, o PT sentiu o poder de fogo dos Marinhos. Perderam a eleição, lamberam a ferida e tentaram se recompor para o pleito de 1994. Mas o estrago já estava feito. O partido começou a temer vivamente a emissora, então poderosa; o peso do látego nas costas de Lula foi sentido por toda a década vindoura.



Em 1994, a ordem era apoiar, ainda que de maneira mais discreta do que apoiaram Collor, o então candidato do PSDB Fernando Henrique Cardoso. Deu certo e repetiram a dose em 1998. De novo, era PT vs Globo. A '‘Vênus Platinada’' ganhara de novo.

Lula foi satanizado por Roberto Marinho de maneira escrota e sua “corrente de pensamento” contamina até hoje o discurso político, motivando comentários sujos e reportagens perversas, que fogem do cunho jornalístico. Veja, Estadão e Folha se incumbiram de ecoar o fascismo das redações das Organizações Globo de maneira desonesta. O partido pouco ou nada fez em contrapartida.


Em 2002, Luiz Inácio chega ao poder, contra a vontade de Marinho, mas sem a mesma rejeição de antes. Lula foi se moldando ao que o mercado queria, se comprometeu a manter boa parte da agenda tucana e pagou milhões para que um publicitário (o irascível Duda Mendonça, o que vendeu a imagem repaginada do Maluf e foi bem-sucedido) o ajudasse a realizar o sonho de se tornar presidente. Passou os 8 anos seguintes reclamando da '‘herança tucana’' mas, por via das dúvidas, deu continuidade a ela; com suas ressalvas e devidas melhoras, é claro.


Ao assumir o governo, o seu homem forte, José Dirceu, Ministro Chefe da Casa Civil, disse que a Globo era estratégica, ao ser indagado se mexeria em vespeiro. Foi chamado de "Golbery" do governo lulista. Quem conhece história sabe que isso significa coisa desagradável. 

Roberto Marinho, enfim nos deixava. O mundo se tornara um lugar bem melhor. Lula foi ao velório de Marinho, levou 7 ministros de Estado e decretou luto oficial por sete dias; muito mais do que o velho companheiro Leonel Brizola. O medo faz isso. A ingratidão também. A então prefeita paulistana, Marta Suplicy, mudou o nome da avenida Águas Espraiadas para “DR.” Jornalista Roberto Marinho. Esse doutor é tão estranho quanto sua cadeira na Academia Brasileira de Letras, cadeira que ele praticamente comprou. Não era respeito, nem deferência; era o puro medo. A vontade de fazer média, fumar o cachimbo da paz era gritante. Mas uma vez Marinho, sempre Marinho. Não importa a linhagem.

O que se via era um PT acovardado frente a uma emissora que já dava sinais de decadência. Por que não aproveitar? 



Diriam os politicamente corretos que não seria propositivo ir a forra contra o grupo de comunicações, já que o partido era governo, agora.

Não aproveitaram a chance, então….

Em 2006, as garras do P.I.G. (Partido da Imprensa Golpista) estavam novamente afiadas e saíram em defesa do insosso governador de São Paulo Geraldo Alckmin, a cria mais indigesta do falecido Mario Covas. Alckmin não tinha forças para encarar uma eleição majoritária daquela proporção; mas seus amigos da imprensa, os mesmos que evitam falar do esquema do trensalão e culpá-lo pela seca tenebrosa que assola a Grande São Paulo, deram uma forcinha naquela época e o colocaram no improvável segundo turno. Tinha dedo do Ali Kamel, todo poderoso do “jornalismo” da emissora carioca. Em 2010 fizeram de novo, e ainda assim, o Partido dos Trabalhadores se limitou a reclamar vagamente da cobertura tendenciosa da imprensa durante as eleições.


Ali Kamel processa o blogueiro que denunciou Globo


Esse imbróglio fez com que houvesse muitas baixas na redação da Globo (jornal, revista, telejornais), expondo um lado podre do grupo. Aliado a inúmeros processos trabalhistas movidos por ex jornalistas da casa e da vendagem e da audiência não serem mais as mesmas, o momento era oportuno para se fazer o que na Argentina começava-se a discutir: a Lei de Médios, que limitava o monopólio e tornava mais plural a mídia.


Por que o embate entre Carlos Dornelles e a Globo é de grande interesse público


Anos depois, Cristina Kirshner conseguiu o intento; por aqui, Dilma recebe no Planalto um dos herdeiros do ex império e se dignifica a reclamar da cobertura dos telejornais da casa sobre a Petrobras e a visão negativa que estão passando. 


Argentina 4 x 0 Brasil


Como uma adolescente mimada, a presidente passou um claro sinal de fraqueza ao se humilhar perante Irineu Marinho. Uma estadista, se receber, deve receber TODOS os integrantes da imprensa.

Sem nominar, poderia sim expor sua insatisfação sobre as notas nos jornais, mas poderia (e deveria) partir para o ataque: propor aqui o mesmo que na vizinha Argentina: debater e limitar os monopólios dos barões da imprensa.



Lógico que suscitaria ranger de dentes; evidente que ela sofreria um sistemático ataque por parte da mídia manipuladora. Mas não é o que ela vem sofrendo até agora? O que mudaria? Quando foi que seu governo teve um momento de tranquilidade para seguir em frente? Notícias boas eram ignoradas. As médias distorcidas e o que era ruim foi exagerado ao extremo.

Ao menos o cenário midiático passaria por uma salutar mudança, ainda que tardia.

Com seus principais nomes atrás das grades e afirmando categoricamente que o julgamento do mensalão foi uma farsa, em momento algum a cúpula do partido nominou seu descontentamento. A mídia ajudou na farsa? Por que não citar a Globo abertamente? Foi a emissora da famiglia Marinho quem mais se deleitou com o julgamento. Faltou coragem, principalmente a Lula (como sempre) para desafiar a ex toda poderosa. 

Os petistas, outrora combatentes de esquerda se dobraram ao sistema e se apequenaram frente a um grupo de comunicação que só trouxe atraso ao país, com seu apoio incondicional à ditadura militar.





Agora, às vésperas de mais um pleito, Dilma começa a sentir o jogo sujo. Ela se vê no olho do furacão, enquanto o P.I.G. blinda os tucanos, Aécio (o novo queridinho), Alckmin e sua fraqueza contumaz e FHC, em arroubos de saudosismo. Pesquisas, se não são manipuladas, são 'guiadas' de maneira a ludibriar os eleitores. Típico.

Das outras vezes, o amedrontado PT conseguiu se safar aos 45 do segundo tempo e levar a eleição. 

Mas com uma imprensa raivosa e ressentida como a brasileira, sempre é bom tomar cuidado. Nunca se sabe quando um espirro de hoje, pode virar uma pneumonia nas páginas os jornais de amanhã.



quarta-feira, 7 de maio de 2014

UMA CONVOCAÇÃO DIFERENTE PARA O BRASIL





Convocação da seleção Brasileira:



1- Escolas públicas de qualidade 

2 - Professores bem pagos 

3 - Hospitais bem equipados 

4 - Profissionais da saúde com bons salários 

5 - Trens 

6 - ônibus de qualidade e de graça 

7 - Metrô 

8 - Estradas e vias públicas estruturadas 

9 - profissionais de segurança pública bem preparados e bem pagos 

10 - Uma justiça JUSTA para todos 

11 - Cadeia para políticos corruptos e para corruptores

Técnico: O Povo

Está ai a seleção! 






terça-feira, 6 de maio de 2014

HOW ISRAEL TREATS PALESTINIAN CHILDREN




Like nazy regim back in 1940's,  Israel used to torture, harm and kill palestinian children. The UN? Says nothing. The american government? Sees nothing. The EU? Well, peolpe back there don't care about Palestine. 

Benjamin "Hitler" Netanyahu does whatever he wants violating all the Human Rights. The excuse is protect Israel. Against what? Israeli soldiers invade, throw out and arrest the legitimate owners from their houses. Is that fair? Why internacional community see no evil, hear no evil in matters like this? 

Well, Adolf Hitler didn't died. He lives and well, back there in Tel Aviv.















































































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domingo, 4 de maio de 2014

ERA UMA VEZ UMA FACÇÃO CHAMADA PCC….




Há muitos anos, num lugar subdesenvolvido chamado Brasil, mais precisamente na Terra de Ninguém que costumam rotular de “maior estado da federação”, aparecerem alguns rapazes mal-intencionados, oriundos da “Cidade Maravilhosa”, com know-how adquirido ainda nos anos de chumbo pela prolongada convivência com militantes da guerrilha armada da esquerda brasileira. Sua trupe, o Comando Vermelho serviria de base para se estabelecer um '‘império do crime’' em Sampa.

No princípio, havia descrédito. Quem acreditaria que algo assim proliferaria por estas bandas? Bom, meninos e meninas, os integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) acreditaram piamente. 
Curiosamente sua ascensão se deu durante a administração tucana, conhecida pela frouxidão na área de segurança pública. Um terreno fértil para uma trupe que visava se estabelecer por aqui.
Ano após ano, o grupo arregimentava mais e mais adeptos; e a facção crescia….



A periferia, abandonada, serviu como ponto nevrálgico para estabelecer o futuro império do crime. Se o governo não ajuda, o traficante sim; se a polícia demora ou nem se importa em aparecer em um momento agudo, o chefão da quebrada dá uma mão. Mas tudo tem um preço. A fidelidade quase canina por parte dos moradores, silêncio sepulcral quanto ao que acontece pelas redondezas são condições exigidas para tudo funcionar de maneira correta….para eles.

A escola não ensina e o mercado de trabalho sempre exige mais das pessoas. Sem oportunidades para os jovens? O PCC absorve a nova safra de trabalhadores mirins. Podem fazer de tudo. Vigiar, distribuir, entregar, cobrar e formar a nova geração do crime-empresa. 

Se forem presos, adultos e crianças, sabem que não devem dedurar. Afinal, X9 tem vida curta nas prisões e o Primeiro Comando sabe cuidar dos seus. Como?

Bom, certa vez um passarinho me soprou que dentre as iniciativas do Comando havia a necessidade de formar uma base sólida de sustentação, dentro do próprio sistema. Pra isso, esse passarinho disse que os sumos sacerdotes do crime investem na formação de advogados, juízes, delegados, policiais. Então, segundo essa ave, tem sempre gente infiltrada. Não tive como comprovar se a informação procede. Mas se for verdade, fede.




Os “anjinhos” cuidam da nova geração, inclusive na Fundação Casa. É de praxe a molecada rezar um Pai Nosso nos pátios da detenção juvenil. Mas no meio da prece, eles inserem frases do PCC, mostrando quem de fato manda nas antigas Febems da vida. Isso saiu até no jornal Estado de SP.

No início do século, diz uma fonte, que as autoridades paulistas foram devidamente informadas do crescimento do conglomerado do crime. Deu de ombros, mas sabia que a cuíca estava roncando.

Em 2006, sob a batuta de um fraco governador interino Cláudio Lembo, o PCC deu a ordem e São Paulo virou uma praça de guerra. Criminosos assassinando a sangue-frio policiais civis e militares, bombeiros, Guardas Municipais e até vigilantes de empresas de segurança.




Como conseguiram? Com que facilidade acharam os endereços residenciais dos PMs? Ouço murmurinhos de que havia gente de dentro da própria força policial dedando os locais de moradia. Então, parece que a tese dos '‘infiltrados’' tinha uma certa base.

No auge da crise, o suprassumo do Comando, Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido pela alcunha de Marcola, aceitou se encontrar com o pseudo governador paulista. Disse que queria mais visitas íntimas, TV de 50 polegadas para ver a Copa que estava chegando, e mais regalias para seus comparsas. Inclusive revertendo a tentativa de isolar os líderes em outras localidades afastadas.

Para mostrar seu poder de fogo o Primeiro Comando fez rebeliões em vários estados como, Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso do Sul e Paraná. Os quase 260 ataques por toda o estado de São Paulo, com dezenas de mortos serviu para mostrar a fragilidade do poder público e a força descomunal de um grupo paramilitar, que prostrou os políticos paulistas.




A PM, a Civil e companhia limitada começaram a dar o troco; agindo por conta, principalmente contra o '‘fogo amigo’' que não avisou dos ataques que viriam. Mas pediram para segurarem o ímpeto, quando muitos bandidos já haviam dobrado o cabo da Boa Esperança. Isso é o que se ouve pelas esquinas.
Nenhum dos 4 poderes (imprensa incluso) eram dignos de respeito por parte de Marcola e cia. Até repórteres da outrora poderosa Globo foram sequestrados em agosto daquele mesmo ano.

Na Folha de SP daquela semana fatídica: “o governo de São Paulo teria feito um acordo com o PCC visando pôr fim ao conflito. A suspeita baseia-se no fato de que a cúpula do governo paulista articulou um encontro entre a advogada e ex-delegada da Polícia Civil, Iracema Vasciaveo, e Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder da organização criminosa. O governo providenciou um jato da Polícia Militar para transportar Vasciaveo, que foi ao encontro acompanhada pelo comandante da PM da região de Presidente Prudente, Ailton Araújo Brandão, pelo corregedor da Secretaria de Administração Penitenciária, Antônio Ruiz Lopes, e pelo delegado da Polícia Civil, José Luiz Cavalcante. Todas as rebeliões em presídios paulistas encerraram-se na noite seguinte à do encontro. O governo paulista negou veementemente a existência de um acordo. O comandante da PM, Elizeu Eclair, afirmou tratar-se de uma “mera conversa”. Já Wilson Morais, presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar do Estado de São Paulo, utilizou o termo trégua.”

Algo sem precedentes na história recente da nação. Na gíria, arregaram pro Comando.
O pássaro canta que o Comando das Polícias Militar, Civil, a Secretaria de Segurança Pública e o Governador sabiam de tudo com antecedência. Podiam, ao menos avisar seus subalternos. Mas com a desculpa de não alarmar a população, ficaram em silêncio. Quantas vidas não foram perdidas, em vão, por tamanho desatino….

Mas o encontro nada secreto entre os serviçais do governo estadual (todos os citados acima) com o grão-duque, Marcola 1º, fez com que tudo se asserenasse. Desde que suas exigências fossem aceitas. Foram, e São Paulo voltou a seu curso natural e costumeiro de violência levemente acima da média mundial. O que já é um progresso.




Após essa demonstração pública de ausência de culhões por parte dos mandatários paulistas, os maganos do Primeiro Comando descobriram o caminho das pedras. Sempre que desejam algo, ou suas demandas são negadas, eles falam ao celular (utensílio de primeira necessidade e abundante nos presídios de SP) sobre eventuais ataques. Sabem que são monitorados e acabam '‘deixando escapar’' que cometerão delitos, ataques e adjacências, no intuito de coagir o governo e mantê-lo na coleira. Sempre dá certo.

Há muitas denúncias de que Marcola ainda comanda e muito, de dentro do próprio presídio, via advogados. Seu “regime diferenciado” é muito RELAXADO, como foi mostrado, recentemente, pelo SBT.

De repente alguém pergunta se algo acontecesse ao Marcola, as coisas melhorariam no que tange o combate ao crime. O passarinho canta maliciosamente: “e tu acha que ele é o manda chuva? Tá cheio de graúdo por trás, enraizados em todos os setores da sociedade, inclusive certos poderes”.
Sabe como é, pássaros e cantoria..Pode ser que não proceda. Mas se for verdade, dá pra se ter uma dimensão da falência moral em que vivemos.



O PCC dá as cartas em SP; seu poderio não se arrefeceu. Ao contrário. Vive uma dormência conveniente, pronta para ser despertada assim que seus assuntos estiverem comprometidos. 
E a polícia? Bom, os pobres policias, que ganham mal e só se ferram (falo dos honestos) continuam sem respaldo, sem salários dignos e na linha de frente de uma sociedade doentia, onde os criminosos têm o poder de vida e morte, e o cidadão está a ver navios, vítima de um código Penal medieval que privilegia o algoz e nunca a vítima.

Em maio de 2006, as coisas ficaram tenebrosas pelo Brasil, devido aos ataques violentos do PCC, em especial no estado de São Paulo. E quem consegue ler nas entrelinhas e está atento ao que acontece ao redor, sabe que a tormenta se aproxima novamente. 

Da mesma forma, e novamente nas proximidades do Dias das Mães.




quinta-feira, 1 de maio de 2014

O SANTO QUE NÃO ERA SANTO



fonte - UOL

Ayrton Senna é reconhecido como um dos melhores pilotos da história. O respeito por suas conquistas e atuações é imensa em todo o mundo. Por outro lado, sua personalidade forte também fez com que ele se envolvesse em diversas polêmicas que acabaram, para alguns, arranhando sua imagem.




Sua irritação quando era contrariado dentro da equipe, brigas com direito a empurrões, socos nos boxes e negociações de contrato que deixavam os chefes de equipe malucos fizeram com que ele também fosse visto como arrogante fora das pistas. Confira:




1 - Pole a qualquer custo

Ele foi "rei de Mônaco", é verdade, mas o caminho rumo à realeza começou de forma controversa.  A primeira das cinco pole positions de Senna em Monte Carlo aconteceu em 1985, pela Lotus. Ele havia feito um bom tempo no treino classificatório, que talvez fosse suficiente para a pole. Mas, para garantir que ninguém diminuísse a marca, Senna colocou pneus velhos e voltou à pista, andando lentamente, para atrapalhar os adversários, seguindo orientação do chefe de equipe, Peter Warr.

A atitude foi atacada por nomes importantes da época, como Michele Alboreto e Niki Lauda, que chegaram a procurar o brasileiro nos boxes para discutir a questão. No dia D, Senna teve problemas com o motor, não terminou a prova e a vitória ficou ironicamente com aquele que viria a ser um de seus maiores rivais: Alain Prost. Ao jornalista Ernesto Rodrigues, autor da biografia "Ayrton, o Herói Revelado", Warr assumiu responsabilidade pelo ato de Senna. Segundo ele, o brasileiro se mostrou arrependido logo após sair do carro, lamentando: "Peter, não quero fazer isso nunca mais. Se alguém tiver que ser mais rápido que eu, que seja. Não faço nunca mais."





2 - O veto mais famoso

O inglês Derek Warwick ficou conhecido no automobilismo como mais um que poderia ter sido e não foi. Parte deste "vir-a-ser" não concretizado se deve a Ayrton Senna, como conta Ernesto Rodrigues em seu livro "O Herói Revelado". Para a temporada de 1986, a Lotus já havia acertado com Warwick para ser o segundo piloto do time ao lado de Senna. O chefe da equipe ligou para o brasileiro para avisá-lo e, dias depois, Senna retornou dizendo que não queria o britânico no time não só pelo talento, mas também por ser queridinho dos ingleses. A justificativa do brasileiro, no entanto, foi que a equipe não tinha condições de manter dois carros competitivos durante a temporada. No final do ano, Senna ainda mandou a Warwick um cartão desejando "feliz ano novo". Com o passar do tempo, no entanto, os dois se reaproximaram e mantiveram uma relação de amizade nos últimos anos de vida do brasileiro. 




3 - Pilotagem extremamente agressiva rendeu inimigos

Os acidentes entre Senna e Prost em 1989 e 90 estão entre os mais famosos da Fórmula 1. Se no primeiro o francês fechou o brasileiro para garantir o título, no segundo Senna também não pensou duas vezes antes de bater no rival para conquistar o seu bicampeonato. A agressividade do brasileiro sempre incomodou diversos adversários. E esta característica vinha de longe. Outro acidente forçado por Senna ocorreu na decisão da F3 Inglesa, quando o carro do brasileiro acabou subindo sobre o carro de seu rival, Martin Brundle, que por pouco não foi acertado na cabeça. Título decidido, mas Senna ficaria por muitos anos com a fama de piloto exageradamente duro. Durante a carreira, não foram poucas as críticas que o brasileiro recebeu pelo seu estilo. 




4 - Brigas fora das pistas. Brigas mesmo

Não foi apenas dentro dos carros que Senna travou disputas ferrenhas. Ele também teve algumas brigas fora, que incluíram empurrões e socos. Em 85, seu 1º ano na Lotus, o brasileiro deu uma fechada em seu companheiro, Elio de Angelis, que voltou louco da vida aos boxes. Após uma discussão e empurrões, o italiano acabou acertando um soco em Senna e os mecânicos tiveram que separá-los. Dois anos depois, foi a vez de Mansell não gostar de uma manobra de Senna no GP da Bélgica. Após um toque, ambos abandonaram e o inglês foi aos boxes acertar as contas e também acertou um soco no brasileiro. 

Em 92, durante um teste em Hockenheim, o já tricampeão Senna ficou irritado com uma manobra do então iniciante Michael Schumacher e chegou a pegar o alemão pelo colarinho. Novamente, a turma do "deixa disso" evitou algo pior. A última confusão deste tipo aconteceu após o GP do Japão de 93. Mesmo vencendo a corrida, Senna não gostou da maneira agressiva como o estreante Eddie Irvine pilotou quando ele estava colocando uma volta no norte-irlandês. Resultado: mais discussão nos boxes e, desta vez, foi o piloto da McLaren que acertou o "adversário". 



 5 - Descumprimento de pacto resultou em briga com Prost

Ter dois pilotos do talento e com o ego de Senna e Prost não é fácil para nenhuma equipe. A McLaren até conseguiu administrar bem a situação por um tempo, mas a coisa se perdeu em 89, resultando em uma das maiores rivalidades da história da Fórmula 1. E tudo começou quando o brasileiro resolveu descumprir um pacto entre os dois em que ficava combinado que eles não se atacariam na primeira volta das corridas para evitar acidentes. Aconteceu na segunda largada do GP de San Marino, depois de uma interrupção na terceira volta da prova. Senna justificou que o acordo valia apenas para a primeira largada, mas Prost não aceitou a desculpa. A partir daquele momento, a relação dos dois, que já vinha desgastada, virou guerra. 



6 - Menino mimado

Sete anos depois do episódio com Warwick, foi a vez de Senna ser vetado. Ele não gostou nem um pouco e fez questão de que o mundo todo soubesse, dando mais munição para aqueles que já o consideravam arrogante.  Na volta à Fórmula 1, Alain Prost assinou com a Williams, equipe que teria o melhor carro de 1993 e era o sonho de Senna naquele momento. Só que colocou uma cláusula no contrato que vetava o brasileiro como companheiro de equipe. Rebelde, Senna aproveitou uma coletiva de imprensa oficial e o chamou o francês de "covarde" porque não estava agindo de "maneira esportiva". 



7 - Piloto era visto como arrogante nas negociações 

Senna sabia que na Fórmula 1 ninguém era santo e por isso sempre foi um negociador de contratos bastante duro. Muitas vezes, até demais. No final de 82, ao se destacar em categorias menores na Inglaterra, ele recebeu uma proposta da McLaren que dava à equipe a opção de tê-lo em 84. Só que as exigências do piloto foram tantas que, revoltado, Ron Dennis chegou a dizer que nunca o contrataria, o que acabou acontecendo seis anos depois. 

Suas transferências de equipe também sempre foram cercadas de questionamentos éticos. Em 84, ele usou uma brecha para quebrar seu contrato com a Toleman e ir para a Lotus na temporada seguinte. A punição foi ficar sem carro no GP da Itália daquele ano. Só que três anos depois, a própria Lotus acabou sofrendo do mesmo veneno ao ver sua estrela trocá-la pela McLaren. Peter Warr, chefe do tradicional time, resolveu contra-atacar e não só contratou Piquet como ainda antecipou o anúncio para ganhar as manchetes enquanto Senna ainda não tinha oficializado seu futuro. A última polêmica aconteceu em 92, quando Senna se oferecia publicamente à Williams enquanto ainda corria pela McLaren, mostrando até irritação com a impossibilidade de correr na equipe rival, que tinha um carro muito melhor. Sem contrato para 93, ele acabou conseguindo arrancar mais dinheiro da patrocinadora da equipe corrida a corrida, sempre ameaçando não correr mais. 




8 - Traumatizando criancinhas

Em 2007, Felipe Massa revelou uma história que deixou alguns fãs de Senna chateados (com Massa). Ele contou que, quando ainda corrida de kart, foi pedir um autógrafo para Senna e ele teria virado a cara. "Isso me deixou chateado e me fez crescer", contou Massa à época. No final das contas, a atitude de Senna traumatizou uma criancinha, mas pode ter salvado outras, já que, segundo Massa, a experiência desagradável ensinou a ele que nunca deveria negar autógrafos aos pequenos.


Imagem é mantida com acompanhamento de perto da família

É sabida a preocupação que Senna tinha com sua imagem. Após a sua morte, a família do piloto manteve esse cuidado, tentando controlar tudo que tenha ligação com o nome do tricampeão. A própria irmã dele, Viviane Senna, admitiu, em uma entrevista à jornalista Sonia Racy, de "O Estado de S. Paulo", que a família vetou um filme da produtora americana Warner Bros, que teria Antonio Banderas no papel principal, porque não teria a palavra final em relação ao roteiro e edição. "Não quisemos dar essa liberdade total e ficar sem o menor controle do que vai sair", disse. Alguns anos depois, eles autorizaram a Working Title a produzir o documentário "Senna", sempre sob supervisão. 




NOTA DO BLOGUEIRO: Flávio Prado, radialista da Jovem Pan e TV Gazeta, disse certa vez que Senna tinha o hábito de ligar para veículos de imprensa (jornal e revista, geralmente) para pedir a cabeça de jornalistas que o criticavam. Avesso, principalmente à opiniões discordantes, o ex piloto geralmente conseguia seu intento, se negando a conceder entrevistas aos editores que não atendessem suas exigências.

Nas raras vezes em que sua sexualidade fora questionada, a retaliação era ainda mais pesada. 




Ninguém questiona o talento dele, mas sua personalidade era digna de pena. Suas ações de um adolescente mimado. Típico caso de “o Médico eu Monstro”, muitas vezes: à frente das câmeras, uma pessoa; por trás, um tirano.

Esse era o “herói nacional”. É o que dá acreditar no Galvão Bueno.