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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

ARTIFICIAL, SUPERFICIAL...POR QUE O SER HUMANO AGE ASSIM?




Casos como os da modelo/atriz/miss bumbum Andressa Urach não são novidades no tal mundo das celebridades. Mas ainda surpreendem pela forma boçal como algumas pessoas se expõem a risco de morte apenas para aparentar ser o que não são naturalmente.



Brigas contra a idade vem de longa data. Certos seres humanos acham degradante o processo natural de envelhecimento. Mas em vez de aprender com o processo e tirar proveito disso, luta-se desesperadamente e com as piores armas possíveis, em uma batalha desigual, afinal sabemos qual será o final.



As estrelas de Hollywood da primeira metade do século XX tinham a sua disposição poucos aparatos para lutar contra a idade. Exercícios, alimentação e maquiagem. Com o avanço da medicina e tecnologia as táticas mudaram e com elas, aumentou-se o perigo de colocar a própria saúde em risco.
A ex modelo Cláudia Liz que, em 1996, viveu um triste episódio ao ficar em coma após ter complicações em uma cirurgia de lipoaspiração, foi um dos exemplos mais notórios. Sua quase morte poderia ter servido de alerta. Mas não.




No decorrer da década e no início do novo milênio, a superficialidade humana continuou em voga. Especialmente entre as tais “celebridades” --sabe-se lá o que é isso. Mas os 'anônimos' também optam pelo perigo, influenciados pelos artistas fracos da ideia.

Certa vez em seu programa COMANDO DA MADRUGADA, Goulart de Andrade entrevistou um jovem se ele conhecia os riscos de usar anabolizantes. "Sabe que pode ter câncer no fígado?", "Sei", respondeu o rapaz; "sabe que pode ficar impotente?", "sei, sim senhor"; "sabe que pode ter câncer nos testículos?", "também sei"; "então por que está fazendo isso com você?", "estética, senhor". Ou seja, ele queria ficar bonito, forte e broxa. 

Se até os "ídolos culturais" partem para atitudes desesperadas, o que dirá dos pobres súditos? As celebridades endossam uma coisa e os incautos compram a ideia.



A apresentadora mumificada Ana Maria Braga já fez todos os procedimentos estéticos que se tem notícia, no afã de se manter “jovem” (hahahahahahahahahaahaha), desde botox, até lipoaspiração no rosto, outro arriscado artifício para se deter a velhice --em vão, como é possível perceber ao olhar para a cara desfigurada dela.



Em busca de um 'corpo perfeito', vale tudo: botox, lipoaspiração, implantes de silicone (em homens, nas panturrilhas e tórax; nas mulheres, nos seios e bunda) maquiagem definitiva, plástica, cirurgia íntima e, mais recentemente, hidrogel, o que levou Urach a sua situação de coma.



Estranhamente estas pessoas em momento algum buscaram o cérebro perfeito. Ler, se informar, evoluir...Tudo isso dá muito trabalho; então o jeito é buscar o caminho mais rápido, porém tortuoso. A plateia e a mídia (sempre conivente com o que é superficial e frívolo) adoram.





Paulo Autran, o saudoso ator que sabia como ninguém a arte de interpretar, soube envelhecer. Recusava-se a se deixar manipular pelo sistema, a seguir os ditames da moda. Preferiu sempre o caminho mais árduo, porém reconfortante, que é o de vencer pelo talento. Isso, seguindo um “memê” das redes sociais, é para os fortes. Viveu com luz própria sem precisar se expor ao ridículo ou arriscar a vida para se tornar notícia.



O que falta a essa geração de pseudo-artistas é saber a hora de recolher as armas. Não conseguiu, o jeito é tentar de novo. Estudar, tentar se aprimorar, buscar sair do 'lugar comum' é o que deveria nortear os que buscam um lugar ao sol.



Em vez disso temos uma horda de alienados entupindo as clínicas de procedimentos estéticos em busca do “eu ideal”, que nunca será real.



É o ser humano, ladeira abaixo...





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Opressão, Estética e Morte.


A INSUSTENTÁVEL SUPERFICIALIDADE DO SER






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